Realizada no início da noite de ontem, dia 23 de novembro de 2021, às 18h, a Coletiva de Imprensa de lançamento da segunda temporada de Aruanas, série original Globoplay, que estreia amanhã, dia 25 de novembro de 2021, quinta-feira, conforme noticiamos aqui, no Série Maníacos, contou com a participação da produção e de parte do elenco em um bate-papo virtual, com a presença de vários veículos de imprensa.
Com participação das atrizes Taís Araújo (The Masked Singer Brasil), Camila Pitanga (Paraíso Tropical), Débora Falabella (Avenida Brasil), Leandra Leal (Justiça) e Thainá Duarte (Se Eu Fechar os Olhos Agora), o colaborador Arthur Barbosa representou o Série Maníacos, a convite da emissora, o qual ficou sabendo de diversas novidades da 2ª e inédita temporada, como a temática da poluição do ar, uma vez que, “no Brasil, de acordo a Organização das Nações Unidas (ONU), 76% da população vive em grandes metrópoles e é exposta, sem o seu consentimento, a uma quantidade inimaginável de poluentes.”
Esse foi um dos assuntos adiantados sobre a nova remessa de episódios, contados por Estela Renner (O Começo da Vida) e por Marcos Nisti (Tarja Branca), ambos os autores do seriado, ao lado de André Felipe Binder (O Outro Lado do Paraíso), o diretor artístico, sendo, inclusive, a sua estreia nos bastidores de uma das séries de maior sucesso da plataforma de streaming da Rede Globo desde o seu lançamento, em 2019. Da maneira mais didática possível, por meio de blocos de assuntos temáticos, confira logo abaixo, então, as novidades da nova temporada, intitulada especialmente de Aruanas 2:
PAUTA AMBIENTAL:
A primeira pergunta – direcionada para os criadores – dizia respeito ao contexto da temática ambiental e como ela poderá mudar a visão das pessoas por meio de Aruanas, uma vez que o desmatamento da Floresta Amazônica e as queimadas estão materializadas, infelizmente, na realidade, conforme dados do G1. “(…) Apesar de a gente não ter melhorado em nada as políticas públicas em prol da Amazônia, [por exemplo], a gente teve uma pesquisa recente do DataFolha, dizendo que 87% da população brasileira, hoje, está preocupada com a Amazônia (…) A pauta da Amazônia é totalmente atual, mais do que nunca. A segunda temporada fala deste grande tema da COP26 [26ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, ou simplesmente Conferência das Partes, realizada em Glasgow, na Escócia], recentemente encerrada, que é o subsídio de combustíveis fósseis, com um entendimento melhor da população. (…)”, contou Nisti.
Já a atriz Camila Pitanga destacou que a intenção da série é mostrar que, com a força das pessoas, é possível transformar e, desse modo, ter um planeta mais sustentável. Ela, não só exemplificou as ações individuais, como o uso consciente da água e do depósito correto de lixo, como, também, a importância das atitudes de governantes. “(…) O desejo que a gente tem é o de agregar com o movimento que já existe, com as ONG’s que já existem, aos ativistas que já estão aí em fronte e com o público em geral, que não tem um entendimento [sobre o assunto]. (…) É fazer a ponte [entre a realidade e a ficção]”, refletiu. Nesse mesmo viés, Débora falou que é maravilhoso – , por meio da sua personagem – poder fazer com que o público reflita sobre o que está acontecendo na contemporaneidade, no caso, os desastres ambientais.
“(…) Quando a gente fala sobre ativismo, a gente fala normalmente, ou de uma pessoa que tem uma vivência política, ou um comportamento que pode ser considerado politicamente correto, chato, e não: você vê mulheres passíveis de erros, que estão ali se reconstruindo. Então, isso acaba fazendo com que as pessoas se aproximem, se identifiquem (…)”, raciocinou Leandra Leal. Ela ainda frisou que é necessário o indivíduo agir em prol de uma mudança significativa após ter o acesso ao que de fato está acontecendo no século XXI por meio da consciência própria e da ação, seja a individual, seja a coletiva.
PANDEMIA E GRAVAÇÕES:
O Série Maníacos, é claro, não iria perder a oportunidade em fazer uma pergunta, e o Arthur Barbosa questionou sobre como a pandemia do novo Coronavírus influenciou na série, além da interrupção das gravações. “(…) Foi muito delicado para nós ter que mudar um processo que já estava todo fechado, mas a gente conseguiu revisitar o roteiro e aprofundar alguns temas. Então, teve a questão da CPI [Comissão Parlamentar de Inquérito], por exemplo, mas a gente teve um pouco de receio de o público não entender o processo, pois uma CPI estava acontecendo no meio da pandemia. (…) A gente está falando, agora, na segunda temporada, de um ‘inimigo invisível’, que é a poluição do ar”, contou Estela.
Inclusive, realidade e ficção irão se “confundir” de certa forma, pois, embora o roteiro tenha sido escrito antes da CPI da Covid, realizada pelo Senado Federal, em 2021, o público irá reconhecer, nos episódios, acontecimentos e pessoas envolvidas nas apurações de corrupção da gestão de combate à pandemia do novo Coronavírus no país. A diferença, no caso, será na temática, envolvendo, agora, a questão ambiental trabalhada pelas Organizações Não Governamentais (ONG’s), como a Aruana. “(…) É meio cósmico, pois as coisas começam a acontecer e a primeira temporada foi escrita em 2012 (…), e vai dar uma sensação de que foi inspirada naquela CPI [CPI da Covid], mas eu acho que é isso: ‘a arte imita a vida, a vida imita a arte’, então as forças vão se cruzando”, falou a criadora. “(…) Conseguimos levar um realismo em cena que é uma coisa bem interessante e, por mais que a gente escrevesse uma ficção, não imaginávamos que uma CPI fosse algo tão ‘briguento’, tão ‘dedo no olho’”, completou Nisti, sobre o assunto.
Já o André Felipe relatou curiosidades dos bastidores, como a rodagem das cenas terem sido feitas durante 92 diárias, sendo 82 durante a pandemia. “(…) Eu nunca senti tanta responsabilidade de ter a segurança de toda a equipe, de todo o elenco, de a gente conseguir realizar o nosso trabalho da maneira que a gente quer. Foi um enorme desafio, poucos figurantes, mais de 100 locações, 5 cidades em São Paulo, muitas vans, muitos hotéis. (…)”, enfatizou esses números. Inclusive, André disse, aliviado, que a produção não teve nenhum caso de infectado pelo vírus pandêmico, com testes individuais tendo sido feitos a cada 48 horas, com a TV Globo ajudando nos bastidores com todos os cuidados sanitários possíveis, desde o uso de máscaras até a utilização de álcool em gel, diariamente.
A atriz Leandra Leal deu a sua opinião sobre o período do retorno às gravações. “(…) Esta segunda temporada foi tão especial quanto a primeira (…), porque ter um trabalho para atravessar esse momento [a pandemia] foi muito importante (…) para vencer o medo de sair de casa, confiar nos amigos de elenco. Foi um pacto coletivo que a gente criou para cuidarmos uns dos outros (…)”, contou, ainda agradecendo à equipe pelo trabalho, recheada de esperança e de confiança entre os colegas de elenco e, também, de toda a produção responsável pelos bastidores.
Somado a isso, Arthur perguntou à Débora Falabella sobre o quão positivo foi o retorno dos ativistas da vida real sobre o seriado, se eles gostaram de ser retratados na história ficcional. “(…) A gente já teve um feedback positivo durante a primeira temporada (…), todos eles são muitos fãs da série, acham ela extremamente importante. Está todo mundo muito feliz com essa divulgação para um público que talvez não se interessasse por isso se não fosse através de uma história contada. Então, eu vejo com bons olhos (…)”, revelou a intérprete de Natalie, a jornalista e ativista da história.
NOVA TRAMA ENTRE AS PROTAGONISTAS:
Além da pauta ambiental, Aruanas é caracterizada pela amizade profunda entre as três ativistas da história: Natalie (Débora Falabella), Luiza (Leandra Leal), Verônica (Taís Araújo) e Clara (Thainá Duarte). No entanto, no final da primeira temporada, há um rompimento de confiança entre a Natalie e a Verônica, o que provoca a separação das duas, em virtude de a segunda ter se relacionado com o marido da primeira, em um caso extraconjugal. “Mesmo que o caminho seja longo, eu acredito na redenção das personagens (…), o público vai torcer para a reconciliação das duas, não só por conta da Aruana, como, também, pelo fato de serem grandes amigas, e quase irmãs (…) A Natalie está mais arrasada com o rompimento com a Verônica do que com o marido [Amir]”, disse Débora, aos risos.
Já Taís Araújo, em sua fala, afirmou que a sua expectativa era muito grande em relação a esse relacionamento das duas, o qual foi interrompido por conta da descoberta da traição. Ela, inclusive, disse que perturbou, e muito, os criadores, perguntando quais seriam os desdobramentos na vida das personagens. “(…) Acho que o mais legal nessas personagens é a humanidade, o quanto a Estela e o Marcos conseguem colocar humanidade (…), pois isso é muito bom dramaturgicamente, é muito rico”, contou a esposa de Lázaro Ramos (Mister Brau), ator que também vai estar presente ao longo dos 10 novos episódios. Seguindo a mesma linha de raciocínio, Leandra Leal destacou a força da amizade entre o trio, fator que irá impulsionar, de certa forma, mudanças nas relações entre as ativistas. Em contrapartida, Pitanga relatou sobre a sua personagem, Olga, uma vilã, característica diferente dos trabalhos que ela já interpretou nas novelas da Rede Globo, isto é, mocinhas, mulheres solteiras batalhadoras para criar os filhos, por exemplo. Logo, a curiosidade de um dos jornalistas foi a respeito da inspiração da artista para a construção da vilania. Camila respondeu que iremos conhecer as fragilidades e as humanidades de Olga, como o grande amor da sua vida, mostrando que, por trás da caracterização de uma pessoa forte, calculista, fria e um tanto intocável, existe uma mulher com sentimentos humanos.
Por falar em sentimento, a personagem da Thainá Duarte, a estagiária Clara, estará em um novo relacionamento amoroso, ainda mais madura em suas decisões, tanto as pessoais, quanto as profissionais. Ela ainda disse que o fato de a personagem não estar mais vivendo um relacionamento abusivo – sua trama na primeira temporada – é mais do que positivo, porque, assim, há a possibilidade de mostrar para outras mulheres que existe um caminho diferente, um futuro a ser seguido sem o abusador. “(…) Teremos um Clara mais segura, infiltrada da cidade fictícia de Arapós [no interior do estado de São Paulo], junto com o Pontocom, o Ravel Andrade [de Sob Pressão – Plantão Covid]. Eles fazem o papel de marido e de mulher, que foi uma pesquisa muito interessante, pois os ativistas ficam infiltrados por meses e por anos, sem contato com a família, com ninguém (…)”, revelou a atriz. No final de sua fala, Thainá exemplificou que conversou com um ativista real do Greenpeace, ONG ambiental, o qual não revelou a sua identidade, mas contou experiências sobre o cotidiano da luta pela preservação da Amazônia, conseguindo até mesmo provas para poder denunciar um garimpo ilegal na região, por exemplo.
Um dos momentos mais divertidos foi ao final do encontro on-line, quando um colega de comunicação pediu que todos os presentes resumissem em poucos dizeres o que o público poderia esperar da nova temporada. Palavras como amizade, briga, humor, discussão, ativismo, e união foram ditas, juntamente às expressões: reconstruções das relações de amizade, inimigo invisível, atravessar a vida de mãos dadas e, principalmente, crise climática e ambiental. Enquanto Estela disse que os ganchos deixados nos episódios vão ser muito “maratonáveis” pelos telespectadores, Marcos, além de concordar com a opinião de sua companheira de trabalho, enfatizou que dois termos: sensibilidade e irmandade, os quais estarão muito presente na direção técnica feitas durante das cenas. “(…) O grande ganho dessa temporada são as relações humanas, ao passo que a Estela e o Marcos foram muito felizes em mostrar pessoas humanas, as quais a gente se identifica, que tem fraquezas que nós temos, fragilidades e, ao mesmo tempo, são maravilhosas. (…) Isso é muito forte nesta [segunda] temporada (…), eles [os criadores] entraram muito na intimidade dos personagens”, refletiu André Felipe.

TERCEIRA TEMPORADA: #OBabadoContinua*
Ademais, os criadores responderam que mudar a ambientação da rodagem das cenas foi uma decisão estratégica, pois, para mostrar os diversos problemas ambientais, precisou-se sair do eixo da Amazônia, a essência da primeira temporada. “(…) Não quer dizer que não vamos voltar à Amazônia em uma próxima temporada. Então, não foi uma decisão de produção, foi uma decisão nossa, de aflição (…) Já estão vendo o nosso desejo de uma terceira temporada”, falou Estela, animada, tomando o cuidado de não dar spoiler do que vem por aí. “(…) O nosso objetivo é cruzar os temas em um futuro próximo (…) Nessa segunda temporada tem uma deixa de Amazônia”, completou Marcos, o que, de certa forma, virá uma terceira leva de episódios, ainda a ser confirmada.
A dupla de autores relatou que não sofreu qualquer tipo de censura, seja da Rede Globo, seja do Globoplay, no que se refere ao contexto de apontar as feridas no meio ambiente. Eles, então, ficaram livres para escrever o que queriam escrever, mostrando as atrocidades que grandes empresas provocam, não só no território nacional, como, também, na vida das pessoas, principalmente nos centros urbanos, ambientação da 2ª temporada. E, de forma a concretizar isso, eles pensaram primeiro na história de cada personagem para, posteriormente, irem ao procedural e, assim, poder fazer sentido ao voltarem para cada núcleo de protagonista.
p.s.: * Essa hashtag é uma mera brincadeira em função da fala da atriz Thainá Duarte, que usou esta expressão – “O babado continua” – ao resumir a segunda temporada, fazendo alusão aos conflitos e aos dramas entre os personagens.
Gravada em São Paulo (SP) pelos Estúdios Globo, em parceria com a produtora Maria Farinha Filmes, a segunda temporada do seriado contará com 10 episódios inéditos, tendo, como tema principal, os estragos causados pela poluição do ar. O protagonismo é majoritariamente constituído por atrizes, como as citadas anteriormente.
No elenco, ainda temos: Vitor Thiré (Desenrola), Gustavo Vaz (Depois a Louca Sou Eu), Marcelo Laham (Colônia) e Bruno Goya (Aquarius). A nova trama será ambientada em uma cidade fictícia chamada Arapós – próxima da capital paulista.
Quem assumirá o posto da grande vilania será o ator português Joaquim de Almeida (A Rainha do Sul) – ao lado de Cacá Amaral (Filhas de Eva) e de Camila Pitanga -, sendo o seu personagem um inglês, chefe oculto de uma indústria de petróleo internacional.
Por fim, nesse casting, juntam-se os atores: Lázaro Ramos (Cobras & Lagartos), Daniel de Oliveira (Onde Está Meu Coração), Leonardo Medeiros (A Vida da Gente), Lima Duarte (2 Filhos de Francisco), Elisa Volpatto (Bom dia, Verônica), Bella Piero (O Outro Lado do Paraíso) e Barroso Eus (Vale Night).
A direção artística ficou a cargo de André Felipe Binder (Escrito nas Estrelas), juntamente à direção de Mariana Richard (Gabriela), ao passo que o roteiro também foi escrito por Carolina Kotscho (Hebe – A Estrela do Brasil).
A produção é de Isabela Bellenzani (Segunda Chamada), da TV Globo, e Mariana Oliva (Democracia em Vertigem), da Maria Farinha, com direção de gênero de José Luiz Villamarim (Amores Roubados). Houve ainda a parceria técnica do Greenpeace, grupo voltado para a luta pela conservação do meio ambiente.
Não há informes sobre a exibição da da nova temporada na TV Aberta. Enquanto isso, o primeiro ano do seriado encontra-se disponível no catálogo do Globoplay.
Então, leitores, anotem aí na agenda: dia 25 de novembro, quinta-feira, no catálogo do Globoplay, o serviço de streaming da TV Globo, os 10 episódios inéditos da 2ª temporada de Aruanas estarão disponíveis para os assinantes. Não percam!
Lembrando o seguinte: quando a nova temporada estrear, iremos cobrir todos os episódios da segunda temporada, ao trazer, nas reviews de Aruanas, informações extras dos bastidores, como entrevistas, curiosidades e depoimentos. Não deixem de ler!






















