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The Voice 6×19/20: Top 10

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The Voice 6×19/20: Top 10

Um coach de um pupilo só.

Quando paramos para relembrar a trajetória de Usher na quarta temporada do The Voice, não é com muito carinho que essas memórias ressurgem. Em um começo totalmente com o pé esquerdo, o coach mostrou uma personalidade dura, fria e distante dos artistas que havia selecionado para o seu time e acabou sendo muito justamente criticado por não compreender que a postura de um jurado do reality precisa estar exatamente no extremo oposto do espectro de possibilidades.

Ao longo da temporada, porém, e depois de perder consecutivamente dois integrantes do seu time nas duas primeiras semanas de Live Shows, Usher parecia ter compreendido a fórmula vitoriosa. Colou em Blake (o que é sempre um bom movimento) e inspirou-se no coach country para desenvolver uma profunda conexão com Michelle Chamuel, seu único talento restante até o momento e uma das maiores promessas da temporada. Passou a mostrar claramente para o público que a compreendia, apoiava e estava investido de corpo e alma na artista. Resultado: levou-a diretamente para o vice-campeonato da temporada.

Cortemos para o atual ciclo do reality. Com uma imagem redimida, Usher teve um excelente começo de temporada, arrematando um ou outro front runner e explorando o potencial do restante do time para nos revelar agradáveis surpresas ao longo das batalhas. Dentre os aspectos que nos ajudam a avaliar o desempenho de um coach, isolando os pareamentos, escolhas de resultados e steals, Usher foi com folga o coach com decisões mais felizes da sexta temporada do programa.

O problema é que, quando paramos para observar todo o cenário da temporada e o desempenho de Usher em ambas as suas trajetórias, começamos a notar uma grave deficiência comum aos dois ciclos do coach no The Voice: sua capacidade de focar apenas um artista de seu time, negligenciando o restantes e atrapalhando imensamente o desempenho de todos que não forem o ungido. Nas duas etapas em que o coach escolheu a música até agora, o melhor desempenho esteve sempre no Team Usher (Madilyn x Tanner nas batalhas e Josh no Top 12). Mas esses destaques eram sempre um ponto fora da curva perto do trabalho de todos os outros do time. E, dessa maneira, Usher vai se mostrando cada vez mais um coach incapaz de dividir sua atenção entre mais de um artista e acaba desperdiçando imensos talentos que rapidamente são eliminados pelo caminho.

Quem assistiu ao Top 10 sabe exatamente o motivo deste meu convite à reflexão sobre a performance de Usher como coach no reality. Mas, se por acaso você já desistiu da temporada (não te julgo, aliás, te invejo levemente pela coragem e capacidade de desapego), logo vai sacar aonde quero chegar. Por ora, vamos ao tradicional ranking de performances da semana. Observação: infelizmente, nesta semana não tive disponibilidade para verificar o iTunes na hora certa e coletei a posição de cada música com 2 horas de atraso, então pode haver uma leve distorção dos dados em relação ao momento exato de encerramento da votação. Mas nada que vá fazer diferença, certamente.

10. Bria Kelly – I’m With You (Avril Lavigne)

https://www.youtube.com/watch?v=J54o2wcAsP0

Posição no iTunes: #126 (penúltima colocada)

Sim, tudo o que eu escrevi acima está diretamente relacionado a esta performance. É absolutamente inacreditável a capacidade de Usher de fazer Bria Kelly descer ladeira abaixo depois de uma das blinds mais espetaculares da história do reality. Com exceção do cabelo, Bria não tem absolutamente nada a ver com a eterna adolescente pop rock e não tinha nada que se meter no repertório de Avril. Extremamente distante de sua zona de conforto, Bria estava nervosíssima ao longo da performance, desafinou como se não houvesse amanhã, errou notas e mais notas – aliás, em muitos momentos ela simplesmente gritava mesmo, sem atingir nota alguma. Até o seu fortíssimo vibrato, uma das características mais marcantes de Bria que casa deliciosamente com a mistura de blues e rock do estilo da cantora, foi usado indiscriminadamente, deformando totalmente boa parte dos fins de versos da apresentação (em especial o refrão, que ficou assustador!). Bria sabia que havia ido mal, os coaches sabiam que ela havia ido mal, ficou aquela torta de climão terrível e Usher só conseguiu soltar um “nem todos vão compreender a sua ousadia”. Ah, me poupe, Usher! Versatilidade é, sim, uma qualidade, mas é necessário discernimento para saber para que lado dar novos passos e ousar. Bria infelizmente foi uma vítima da negligência de Usher, que, diante do steal de uma fera como Josh, acabou se esquecendo que tinha mais gente em seu time. A única situação mais desastrosa para Bria seria ter vindo ao Brasil e pago pelo Meet & Greet da intérprete da canção, mesmo.

9. Jake Worthington – Run (George Strait)

https://www.youtube.com/watch?v=G2fc9z0NNg0

Posição no iTunes: #37 (sexto colocado)

Jake é aquela coisa: fofinho, bacaninha, honesto, country de raiz, e é isso. Não vejo motivo algum para elogiar uma performance que, na verdade, me passou a impressão de ter começado totalmente fora do tom, embora as coisas tenham se normalizado pouco depois. O fato é que Jake já está me dando sono há tempos e, mesmo dentro do seu estilo, está longe de ser realmente um vocalista primoroso. Vai ser duro dar conta dele por mais duas ou três semanas ainda.

8. Tess Boyer – Ain’t It Fun (Paramore)

https://www.youtube.com/watch?v=2HCh2cynT6Y

Posição no iTunes: #155 (última colocada)

Por mais que seja interessante mostrar lados diferentes (especialmente quando estamos falando do estilo pop), não sei se essa foi a melhor escolha musical para Tess, principalmente porque não a vi tão à vontade quanto esse tipo de música pede. Com o tempo, a cantora foi ficando mais desenvolta no palco, mais animadinha, e isso pode até ajudar um pouco, ao contrário da terrível segunda posição na ordem cronológica de apresentações. Sério, custa dar ao menos a penúltima vaga para alguém que precisou ser salvo na semana anterior, poxa? Ainda assim, sinto que a ideia da performance foi consideravelmente melhor do que a execução e, mesmo tendo sido uma boa apresentação, não chegou perto de ser suficiente para salvar alguém que já está na corda bamba na competição. Observação importante: os figurinistas realmente estavam dispostos a eliminar Tess esta semana. Essa fantasia de banana prata foi uma das piores coisas do programa esta semana!

7. Kat Perkins – Landslide (Fleetwood Mac)

https://www.youtube.com/watch?v=YlOp_DN4P_o

Posição no iTunes: #32 (quarta colocada)

Kat foi mais uma vítima de uma tentativa extremamente mal sucedida de ousar. Adam Levine foi absolutamente infeliz na escolha para a roqueira, que, sim, é uma roqueira e precisa se orgulhar disso. Sabem por que os country de Blake Shelton são umas pragas pra eliminar? Porque eles se vestem de country, cantam country, batem no peito pra dizer que são country e com isso conquistam em definitivo os fãs desse estilo musical. É justo fazer pequenas variações para Kat, roqueiros também cantam baladas, mas daí a entregar “Landslide” para a cantora é um pouco demais – mesmo porque ninguém aguenta mais “Landslide” em realities musicais, gente, vamos ser criativos! Como se não bastasse, tacaram a mulher no death spot, porque sabotagem pouca é bobagem, né? Diante desse contexto que, a meu ver, é o pior pesadelo para qualquer participante de reality, Kat até que conseguiu se virar bem depois de um começo meio inconstante, e construir uma conexão e um sentimento reais ao longo da canção. Apesar disso, eu gostaria muito de dizer que foi bom ver um lado diferente da cantora. Mas não foi. Quero Kat roqueira arrebentando no palco de novo pra ontem!

6. Sisaundra Lewis – Oh Sherrie (Steve Perry)

https://www.youtube.com/watch?v=Ox3rtmMe7yI

Posição no iTunes: #66 (sétima colocada)

Uma tristeza: Sisaundra fazendo a apresentação sem a peruca para deixá-la a cara da Tina Turner! Combinaria perfeitamente com essa performance, pô! Acessórios estéticos à parte, Sisaundra me surpreendeu muito esta semana, mudando completamente de estilo e, ainda assim, dobrando completamente a canção ao seu talento absurdo. Vou chover no molhado aqui e dizer que, por mais que Blake pareça meio perdido em relação ao que fazer com Sisaundra, a cantora acaba compensando tudo. Aparentemente, não importa que música ela receba, Sisaundra simplesmente vai lá e doma nota por nota, verso por verso. Até a teatralidade exagerada conseguiu passar batida pelo meu radar desta vez, e se Sisaundra não está mais bem colocada neste ranking é simplesmente porque outras pessoas conseguiram me deixar mais impressionado do que ela.

5. Audra McLaughlin – You Lie (Reba McEntire)

https://www.youtube.com/watch?v=mXV7tbpGiok

Posição no iTunes: #27 (terceira colocada)

Audra até que conseguiu se desvencilhar um pouco (não muito!) da imagem de “Holly Tucker, o Retorno” pra mim esta semana. O poder vocal da cantora é realmente algo que precisamos reconhecer, e achei que nesta semana ela conseguiu usá-lo ao seu máximo para atingir um resultado extremamente agradável. As notas longuíssimas e o vibrato muito bem aplicado foram pontos fortes da performance, mas a entrega plena e a sensação de que Audra estava realmente em casa com essa escolha musical foram diferenciais importantíssimos para vendê-la ao público. A julgar pelo iTunes, deu muito certo, e não consigo nem dizer que não foi merecido.

4. Kristen Merlin – Let Her Go (Passenger)

https://www.youtube.com/watch?v=3pAT0w6Mm1c

Posição no iTunes: #16 (segunda colocada)

Kristen Merlin pode não ser a vocalista mais tecnicamente incrível que já passou pelo The Voice (o que nem de longe significa que ela não cante lindamente), mas sem dúvida é um dos grandes destaques do reality em termos de capacidade de conexão, de ser uma artista real vendendo mensagens reais naquele palco. “Let Her Go” nem parece ser de um estilo diferente do de Kristen, na verdade. A cantora estava totalmente em casa, e ainda entregou um quê de originalidade à canção por a estarmos ouvindo interpretada por uma voz feminina. Além de tudo, Kristen não é unidimensional como os countrys de Blake costumam ser, e, em uma mesma apresentação, consegue mostrar momentos íntimos, delicados e sutis em contraste com outros bastante poderosos. Tudo isso me passando uma sensação imensa de ser “the real deal” – “elogio” que todos fazem a Jake, mas não a Kristen. Por sorte, Shakira está lá para vender o peixe do seu time e dizer, muito acertadamente, que, enquanto Jake representa as maiorias, Kristen é uma perfeita representante dos underdogs, daqueles que não se encaixam mas dão a volta por cima. E, se for pra julgar por personalidade, entre uma trajetória de alguém que simplesmente se enquadra no perfil dominante e a jornada de uma pessoa que precisa lutar, passar por perrengues e se provar diariamente por ser diferente, fico, sem dúvida nenhuma, com a segunda opção.

3. Josh Kaufman – This Is It (Kenny Loggins)

https://www.youtube.com/watch?v=RHGIxphOdmI

Posição no iTunes: #34 (quinto colocado)

Diante da escolha musical um pouco menos feliz do que a da semana anterior, que, mesmo assim, mostrou um trabalho absolutamente incrível, devo dizer que Josh se enquadra na mesma categoria de Sisaundra: não importa o que lhe deem para cantar, o cara simplesmente vai lá e domina. A diferença, claro, é que Josh entrega uma interpretação de muito bom gosto. Dos sussurros até meio sexy no começo aos absurdos “uuuuuuu huuu” em falsete no final, o poder vocal de Josh Kaufman me deixa estarrecido semana após semana, e ele consegue fazer tudo isso sem perder o estilo. Josh também tem plena consciência de que acrobacias não são tudo e, mesmo quando guia a canção tranquilamente com sua voz de peito, enche seus vocais de personalidade e de intensidade, tudo sem aparentemente fazer esforço algum. É muito claro que ninguém do atual elenco merece mais a coroa do que Josh Kaufman, mas nós já vimos essa história antes – e várias vezes! –, não é mesmo?

2. Delvin Choice – Bright Lights (Gary Clark Jr.)

https://www.youtube.com/watch?v=TrJ-UdtmN6w

Posição no iTunes: #75 (oitavo colocado)

A única explicação para Delvin ter ido tão mal no iTunes é o fato de ter escolhido uma música um pouco menos conhecida do que o normal. Essa foi, de longe, a melhor apresentação do cantor na competição – e olha que Delvin já tinha um corpo de trabalho bastante respeitável! É incrível como ver um cantor sendo dono da própria escolha musical faz diferença em relação à horrenda “Unchained Melody” que Adam Levine havia escolhido na semana anterior. Delvin claramente apropriou-se de cada segundo dessa apresentação e continua a mostrar-se vocalmente perfeito, com o bônus de desta vez ter entregue uma performance extremamente carismática e interessante. O final arrebatador foi digno de superprodução, e não tenho dúvida nenhuma de que Delvin adicionará eternamente “Bright Lights” ao set list de qualquer showzinho que ele conseguir fazer depois do programa. Sorte do público.

1. Christina Grimmie – Hold On, We’re Going Home (Drake)

https://www.youtube.com/watch?v=fIihKp7olzk

Posição no iTunes: #3 (primeira colocada)

E a pergunta que não quer calar é: ONDE ESTAVA ESSA CHRISTINA GRIMMIE ATÉ AGORA??? Absolutamente maravilhosa, Christina, como bem disse Blake, mostrou que é mais do que uma cantora, é uma verdadeira artista ao transformar completamente a canção de Drake em uma das mais belas obras pop de um artista a se apresentar no The Voice. Christina me lembrou dos bons e velhos tempos de Dia Frampton, aqueles que não voltam mais. E, enquanto eu ficava absolutamente encantado com um dos mais belos falsetes femininos que já vi no The Voice, torci para que ela simplesmente não deixasse o piano mais, porque eu sabia que, quando isso acontecesse, seus famigerados gritos poderiam vir à tona. Felizmente, Christina conseguiu maneirar nesse aspecto, e entregou, pela primeira vez, uma performance que eu realmente comprei, vinda da alma e sem absolutamente nenhum exagero vocal. Se a Christina anterior morrer de vez e essa nova Christina continuar na ativa de agora em diante, não vou ficar nem um pouco incomodado com a possibilidade de uma terceira vitória para o Team Adam.

Assim, encerramos a noite do Top 10, que, apesar de vários deslizes, conseguiu um grupo de boas performances que quebrou um pouco a sensação de tédio da semana anterior. Depois de assistir e sabendo do ranking do iTunes, eu já contava com Bria, Tess e provavelmente Delvin ou Sisaundra no bottom 3, e já havia até mesmo preparado o meu tuíte para salvar Bria da eliminação quando fosse a hora. Mal sabia eu que o problema ia ser muito mais sério.

RESULTS SHOW

Depois de tanto o Team Shakira como o Team Usher mandarem excelentes apresentações em grupo, foi revelado o bottom 3. E meu coração ficou completamente despedaçado ao ver três mulheres talentosíssimas sendo descartadas pelo público americano em benefício de cantores totalmente clichê e entediantes (Team Blake, estou olhando pra você!). Bria, Tess e, surpreendentemente (pensando no iTunes, não nas performances) Kat Perkins foram as três menos votadas da semana, e precisaram cantar pela própria vida. E, com o segundo bottom consecutivo de Tess, a Teoria dos Combos de Cristino (“Todo artista que for combado numa blind tem seu futuro na competição destruído, pois perderá instantaneamente todo o apoio do público americano nos votos caso consiga chegar tão longe”) segue firme e forte aguardando uma temporada que a desminta.

LAST CHANCE

Bria Kelly – Crazy On You (Heart)

https://www.youtube.com/watch?v=FLoUeUAMyjY

Estilisticamente, Bria fez uma escolha absolutamente perfeita de música para cantar por sua vida, o que só mostra como a cantora tem consciência de sua identidade musical e apenas se deu mal nas mãos de Usher. Porém, depois da queda livre à qual vem sendo submetida, Bria ficou notavelmente em um estado de nervos que não a permitiu executar muito corretamente essa performance. Em termos de estilo, foi uma apresentação interessante, que combinou muito com a cantora e com sua voz, mas vocalmente acabou deixando a desejar.

Tess Boyer – Who Knew (Pink)

https://www.youtube.com/watch?v=8sFn4ILE_k8

Só consegui pensar em como Tess pareceu derrotada ao longo da apresentação, quase uma desistente. Faltou energia, e mesmo os vocais não estavam tão bons como estou acostumado a ouvir de Tess. Seu registro mais baixo, um dos pontos mais fortes da cantora, parecia completamente inaudível em alguns momentos. As supernotas no final foram lindas, mas Tess conseguiu, a meu ver, ser ainda pior que Bria em termos de garra e de entrega à performance.

Kat Perkins – Paris (Ooh La La) [Grace Potter & The Nocturnals]

https://www.youtube.com/watch?v=ghdiZkiYar4

Kat, por outro lado, se jogou com vontade. Particularmente, senti falta da sexualidade necessária à interpretação dessa canção (talvez porque não pareça ser de fato um estilo que combine com Kat), mas a apresentação foi vocalmente incrível e absolutamente intensa. Kat não queria sair e deixou isso mais do que claro para o povo.

E a voz do povo acabou mantendo Kat Perkins no programa pelo Voice Save. Não posso dizer que não foi merecido. Assim que vi o bottom 3, sabia que a trajetória de Bria Kelly estava encerrada. Se até eu, um dos maiores defensores da cantora, jamais eliminaria alguém como Kat Perkins para salvá-la, imaginem os americanos. Aliás, parabéns à produção que, faltando um minuto para o fim da votação, coloca as porcentagens na tela e mostra Kat com 58% dos votos. Suspense pra quê, né?

Infelizmente, uma das maiores front runners (e a melhor blind da temporada) acabou eliminada por uma sequência de erros de Usher, que cismou com a tal versatilidade e esqueceu-se de consolidar Bria dentro do próprio estilo. Se tivesse escolhido Adam, ou talvez até Blake, provavelmente Bria Kelly ainda estivesse firme e forte na competição, mas Usher, deslumbrado com o favoritão Josh em seu time, não deu conta de gerenciar os dois ao mesmo tempo e acabou negligenciando a cantora. Uma pena, uma mancha desnecessária na carreira do coach dentro do programa. Mas, dentro das circunstâncias, foram eliminações justas.

E, pela segunda vez consecutiva, Shakira e Usher chegam ao Top 8 com apenas um cantor no páreo, enquanto os times de Adam e Blake seguem intactos, o que novamente atesta a diferença de popularidade entre os coaches (e o fato de que o público não está nem aí para os artistas e votam pelos coaches, mesmo). Provavelmente, porém, os veteranos terão suas primeiras baixas nesta semana, porque não acho que Kristen Merlin e Josh Kaufman corram algum risco de eliminação no Top 8. Quase acredito no “vendedor de carros” Adam Levine quando ele promete tão convictamente que Kat quebrará a regra do “foi salvo, vai embora na semana seguinte”, vigente sem exceção até hoje no The Voice. Não vai acontecer. Kat é uma mulher roqueira, ou seja, uma mulher que passa uma imagem de força, de agressividade (mesmo que essa casca não seja de fato quem ela é). E o conservadorismo dominante no atual público do The Voice prefere se apegar a Jakes a salvar mulheres como ela. Ainda assim, estou muito ansioso por ver Adam Levine tentar. Aguardemos o Top 8, e até lá!

Ranking atual:

12 – TJ Wilkins

11 – Dani Moz

10 – Tess Boyer

9 – Bria Kelly

8 – Jake Worthington

7 – Audra McLaughlin

6 – Sisaundra Lewis

5 – Delvin Choice

4 – Christina Grimmie

3 – Kristen Merlin

2 – Kat Perkins

1 – Josh Kaufman