The Vampire Diaries 8×05: Coming Home Was a Mistake

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The Vampire Diaries --

The Vampire Diaries continua experimentando em sua última temporada com Coming Home Was a Mistake.

Experimentar é parte fundamental para qualquer produção, especialmente em seus primeiros anos de vida. É comum ver a equipe de roteiristas tentando novas abordagens e riscando aquelas que não funcionam mais. The Vampire Diaries, ao contrário de várias outras, tentou pouco em seus sete anos e meio de vida. A série começou de maneira bem morna, mas em pouco tempo encontrou exatamente o que queria fazer e o fez por quatro anos, basicamente. O que aconteceu depois foi uma amalgama de repetições de uma fórmula que já havia esgotado seu potencial de contar boas histórias quando perdeu dentro do próprio núcleo a sua originalidade. As reviravoltas marcantes, parte da assinatura da série, deixaram de impor impacto. A história do triângulo amoroso precisou desparecer e hoje, em sua última temporada, a série permanece experimentando e tentando acertar.

Coming Home Was a Mistake é uma verdadeira bola de referências da série a si mesma. O título do episódio é uma repetição da frase usada por Stefan durante a primeira temporada, após confessar para Elena que voltar para casa havia sido um erro, em History Repeating. A cena do flashback da criação das sereias remete a utilizada para explicar a origem da família de vampiros originais, lá na terceira temporada. O despertar de Enzo nada mais é do que uma clara referência ao relacionamento conturbado entre Elena e Damon – E como as cenas entre ele e Bonnie foram arrastadas, credo. Contudo o que a série está deixando de lado é a sua capacidade de não apenas homenagear a si mesma, mas criar um vínculo com seu telespectador utilizando a sua ferramenta mais marcante, o sentimento.

Existe uma despedida ali dentro em Coming Home Was a Mistake, mas é interessante como a frase de Caroline faz sentido para representar a própria existência do Tyler: “Eu não falo com ele tem meses”. Nós também não. Lentamente o personagem desapareceu e imaginar que sua morte motivaria um episódio inteiro é esperar demais. Tyler foi por algum tempo um bom personagem e não me refiro ao seu potencial para fazer o bem e sim para criar momentos de tensão. Só que sua relevância esmoreceu. Ele merecia mais, mas como nunca recebeu, sua morte não foi a maneira mais inteligente de honrar a existência do personagem.

“Tyler merecia mais do que ser dano colateral neste jogo que Sybil está jogando com Damon”

Sofrer a morte de um personagem tão irrelevante para a história foi o grande erro da série. Foram tantas mortes importantes, de maneiras chocantes e sentimentais, que hoje só consigo sentir pena do que fizeram com o último Lockwood de Mysti Falls, talvez do mundo. É novamente apelar para a memória do telespectador ao utilizar a carta errada. Colocar novamente a morte de um personagem nas mãos de Damon é banalizar o potencial do vampiro de lidar com as consequências reais de suas ações, independentemente de estar sendo controlado ou não. Tyler precisava morrer? Não. A justificativa utilizada foi a saída mais fácil para não precisar criar uma história para o lobisomem. Simplesmente não dá mais tempo. Para ser brutalmente honesto, tanto faz como tanto fez vê-lo sendo enterrado, o impacto definitivamente nasceu e morreu em Coming Home Was a Mistake. A memória até poderá trazer novamente a menção do rapaz, mas o sentimentalismo nunca existiu para evocar algo além de um nome jogado dentro do roteiro da série – se existir.

The Vampire Diaries -- "Coming Home Was a Mistake" --Image Number: VD805b_0275.jpg -- Pictured (L-R): Paul Wesley as Stefan and Candice King as Caroline -- Photo: Bob Mahoney/The CW -- © 2016 The CW Network, LLC. All rights reserved
The Vampire Diaries — Coming Home Was a Mistake

O roteiro de Celine Geiger fez o possível para encaixar dentro do episódio temas que conectam a trama ao futuro e também ao passado da série. Só que The Vampire Diaries nunca andou para frente de verdade para hoje, depois de oito anos, precisar relembrar peças chave de sua mitologia. Lidar, mais uma vez, com a dinâmica entre os irmãos Salvatore, apesar de importante, é perceber o quanto a série andou em círculos com seus personagens principais. Ainda estamos presos ao mesmo tipo de discurso, a mesma dinâmica e temática utilizadas lá na primeira temporada e repetida incessantemente durante as seguintes. Ver o relacionamento entre Caroline e Stefan progredindo é muito bom, mas tirando a bela fotografia do episódio, não chegou a acrescentar algo definitivo – ainda não.

Existiram sim momentos de verdadeira reflexão para um período menos conturbado e mais tranquilo. Lembra daquela época em que o Matt jogava futebol? Eu vejo que a produção está tentando trazer o aspecto da memória, da conexão pessoal que nós, como telespectadores, temos com a história desses personagens, mas o ritmo não condiz com o que realmente fez de The Vampire Diaries algo interessante e cheio de potencial, no passado. Parte é sentimento, mas o principal era a maneira despreocupada com que a trama principal seguia, com elementos totalmente injustificáveis, mas bons. Cenas clichês, doppelgangers, reviravoltas, uma história boa, essas são as características que ajudaram a construir TVD. Todo o resto já atingiu o ponto que precisava e o principal não está sendo feito, não estamos ganhando uma história nova e a série corre o risco de terminar como um eco do que já foi, algo que nem mesmo a homenagem e os elementos dos primeiros anos poderá segurar.

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Ter uma vilã boa é um passo importante. Ter duas reprisando a dinâmica entre os irmãos protagonistas? Nem tanto. No final vejo muita tentativa e pouco acerto, mas bom potencial. A impressão que fica é que neste momento a história está sendo acelerada, apesar de alguns pontos ainda se arrastarem, com o intuito de empregar o ritmo de fim derradeiro após o hiato. São apenas 16 episódios para seu último ano na televisão e a série já queimou 5 capítulos para falar de Sereias, inferno e repetir o que todo mundo já sabe: o relacionamento entre Damon e Stefan é complicado.

  • Vitner Santos

    Nem parece que os roteiristas se deram conta que só são 16 epísódios, parece que estão escrevendo como se a série não tivesse sido cancelada…

  • Marcondes

    Finalmente uma crítica mais séria, falando normalmente sobre a série, sem ficar cheio de brincadeirinhas e frescuras para falar da série, perdendo foco no essencial.

    • Fernando Oliveira

      Então kkkkkk

  • Judson86

    Senti falta das brincadeirinhas, fiquei procurando na pagina… kkkkkkk A serie esta boa, mas longe do esperando pra uma ultima temporada marcante. Obs. Eu gostava do Tyler, podiam ter deixado ele longe de Mystic Falls, mas vivo! Morte desnecessária… sem mais… E falar de sereias… zzzzzzzzzz, Damon e Stefan brigando…zzzzzzzzzz, Matt reaparecer… zzzzzzzzzz. Sinceramente Dragon Ball Super ta mais interessante.
    P.S. Passei a gostar do Enzo, mas ainda acho que ele morrerá…e nada da Bonnie recuperar a magia, zzzzzzzzzzzz matem ela logo!

  • nathitah

    Depois do final do quarto episodio, esperava mais do quinto… foi um banho de água fria!
    Quem se importa com Tyler? Quem se importa com a dor do Matt?
    Tinham que trazer quem deu audiência pra serie, originais do samba, katherine… o resto é resto!
    Sério quer o Alaric deixou a sereia na supervisão de um muleque? esperava mais!

  • João Paulo

    Olha ai o Diego Antunes assiste essa bomba também haha

    Quando anunciaram que seria temporada final, eu estava esperando uma mitologia que unisse tudo que aconteceu nessa série até o momento, que mostrasse o porque Mystic Falls é tão importante, que revisitasse acontecimentos importantes, conectasse pontas soltas, que ocorresse referências não apenas a falas ou com plots repetidos.

    É triste ver que tá tudo tão saturado, os personagens, as situações, os plots que eu não me sinto empolgado com a maior parte das cenas. Esse negócio de Damon problemático e Stefan tentando traze-lo de volta, meu Deus, que coisa mais insuportável e cansativa.

    Minha maior esperança tá sendo a Seline e as gêmeas. Então fica a torcida para que não acabe com um gosto amargo.

  • Arnaldo Jumem

    Eu gosto muito do tom divertido do Bruno, mas você tocou exatamente nos pontos que são importantes Diego. Review perfeita!!!

    Particularmente, eu ainda não me conformo com a maneira arrumada pelos roteiristas para matar o Tyler, mas deixei de lado porque não havia necessidade de dar mais atenção a isso.
    Fiquei mega insatisfeito com o fato de terem adicionado mais uma sereia a história. Aumenta ainda mais a necessidade de construção de um motivo convincente para elas e diminui o impacto com o surgimento delas.

    Outro ponto negativo, na minha opinião, é a falta de elo entre a história as sereias e as dos vampiros. Pessoas más para serem punidas sempre terão na série, sendo elas sobrenaturais ou não. Usar isso é até legal, mas Sereias? numa série de Vampiros… Bruxas e Lobos encontraram seus espaços, rendeu spin-off, mas Sereias? Boa parte de meu descontentamento com essa temporada vem dos 5 episódios gastos com explicações e nenhum com alto grau de convencimento.

    Aquela cena onde a Georgia é sugada (possivelmente para o esquecimento) foi outra que me fez torcer o nariz. Ok! Talvez quisessem mostrar que ela era um “ser sobrenatural”, mas porque não com o Tyler? E porque só agora voltar a mostrar isso desde a 5ª temporada?

    Enfim, vamos seguindo né! É o que há por enquanto! :/

  • Luisa

    “Lidar, mais uma vez, com a dinâmica entre os irmãos Salvatore, apesar de importante, é perceber o quanto a série andou em círculos com seus personagens principais. Ainda estamos presos ao mesmo tipo de discurso…” JESUS AMADO, NÃO AGUENTO MAIS ESSA HISTÓRIA DE “ETERNITY OF MISERY” STEFAN E DO DAMON! Toda temporada tem isso, os roteiristas têm que superar

  • Igor Fernando

    Só quero que o Matt morra de uma forma bem sofrida.