UnREAL 2×07/08: Ambush/Fugitive

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Quando a arte imita a vida da maneira mais assustadora possível.

Verão de 2014. Cidade: Ferguson, Missouri, Estados Unidos. O criminoso da vez se chamava Michael Brown, 18 anos. O crime? Roubar alguns pacotes de cigarros e agredir o dono da loja de conveniência para liberar caminho durante a fuga. Depois de encurralado pela polícia, Brown, desarmado, levou um total de 12 tiros.Testemunhas afirmaram que o rapaz estava com as mãos para cima. A polícia de Ferguson concluiu que tais testemunhos “não eram críveis” e o judiciário decidiu não indiciar o policial em questão pelo homicídio.

Exatamente um ano depois, a cidade organizou um protesto pacífico pelo aniversário de morte de Michael Brown. No Facebook, no dia seguinte, o policial Todd Bakula – não envolvido no incidente – fez um post demonstrando sua alegria porque, assim como muitos oficiais de polícia da cidade, agora ganharia o “bônus anual Michael Brown” trabalhando em tais protestos e poderia gastar o dinheiro viajando e relaxando.

Enquanto, aqui no Brasil, situações muito piores que essa são aplaudidas por jornalistas em rede nacional (Raquel Sheherazade e a tortura seguida de morte do menor de idade negro, estou falando com você), nos Estados Unidos o assassinato de Brown, além de ter inspirado o episódio Ambush, fez com que parte da população passasse a ficar muito mais atenta. O número de casos retratados na imprensa se multiplicou. Apareceram na internet vídeos FILMANDO situações de abuso de poder e brutalidade policial contra negros em quase todos os Estados do país. E, em 6 de julho de 2016, mais um homem negro desarmado foi morto pela polícia norte-americana, desta vez em Minnesota.

A segunda temporada de UnReal, àquela altura, já estava gravada, editada e pronta, e o LifeTime enfrentou a dilema de, como é de praxe nos EUA, adiar a exibição do episódio em respeito à vítima e sua família, ou seguir contando a história. Nossa showrunner, Sarah Gertrude Shapiro, conta em entrevistas que o canal nunca chegou de fato a cogitar cancelar a exibição, e é fácil compreender por quê.

A história de UnReal precisava ser contada. A produção por trás dessa série tem em comum com Rachel a bandeira idealista da igualdade racial, entre muitas outras, ainda que sem a megalomania da nossa protagonista que a leva a fazer besteira atrás de besteira, como chamar a polícia para causar um escândalo e depois sair correndo como louca no meio do confronto entre os policiais e Darius e Romeo.

É claro que sabemos que Rachel não queria causar o que causou, assim como não queria ter causado a morte de Mary. Mas é justamente por ser inconsequente e megalomaníaca que não podemos inocentar nossa heroína nessa história toda. Ela sabia que ia dar merda, ela QUERIA que desse merda, até que o pequeno grilo falante que é sua consciência entrou em campo e ela tentou fazer algo tarde demais. Típica Rachel.

Shapiro e sua equipe de roteiristas deram um toque interessante: os policiais, ainda que despreparados, não eram realmente os vilões daquela história. Eles eram tão vítimas de Rachel quanto Darius e seu primo, tão manipulados quanto. Existe, sim, um viés racista por trás de suas atitudes, mas uma história maluca como aquela de reality, nenhum documento, dentro de um carro denunciado como roubado, com uma moça desacordada atrás… complicado.

Justifica o nível de brutalidade? Não justifica nem de longe. Mas justifica o senso de urgência e de alerta que fez com que a polícia estivesse com a adrenalina a mil para gerar a confusão toda, e é nessas horas que o despreparo aparece. Romeo não morreu, e isso também foi um toque de respeito às casualidades que de fato aconteceram na vida real, mas casos como o dele também existe aos montes, tanto lá como aqui. Só são menos notícia.

O mais interessante de tudo foi ver Yael, que já suspeitávamos de que era uma jornalista investigando os podres de Everlasting, no olho do furacão, como testemunha ocular de tudo. Isso dá a ela um imenso poder, e somado à confiança que ganhou de um devastado Jeremy, a moça está com a faca e o queijo na mão para conseguir dar um baita golpe no show. Fico curioso, porém, para saber como uma jornalista infiltrada dessa forma lidaria com um acordo de confidencialidade assinado ao entrar no show. Não consigo imaginar como lidar com isso.

UnReal2x08

Survivor por um dia

Shapiro certamente sabe que muitos telespectadores de seu show são fãs de Survivor (entre outros realities, claro). Por isso, foi muito divertido ver a série fazendo uma “homenagem” a essa reality e colocando immunity challenge e “conselho tribal” com direito às meninas fazendo alianças e votando na próxima eliminada. É claro que isso não poderia ir longe. Não é esse o reality que estamos acompanhando. Mas a brincadeira valeu muito a pena e tornou o episódio divertidíssimo – deu até pra sentir o que poderia render em um UnReal sobre Survivor, com os produtores disputando entre si e tentando induzir os votos – mas nem sempre conseguindo, claro.

A analogia a Survivor foi apenas uma alegoria diante da real história: a história de Rachel, que mal apareceu no episódio e mesmo assim não pôde deixar de nos fazer perceber que era tudo sobre ela. Shiri Appleby pode não ter sido agraciada com uma indicação ao Emmy como nossa rainha Constance Zimmer, mas, ao meu ver, essa dupla de episódios são a prova definitiva de sua genialidade como atriz. Como essa moça é incrível, como ela estudou pra viver essa personagem cheia de distúrbios e traumas! Estamos diante da melhor forma de Appleby em toda a série, e precisamos valorizar isso.

A revelação do estupro tem um quê de choque velho, e poderia ter sido só isso, se não fosse a maneira linda como Appleby consegue abordar o tema e o texto. É difícil não sentir a dor de Rachel enquanto vemos seus olhares, seu modo confuso de se expressar, sua inseguranças e o vórtice de dor no qual ela está mergulhada. Os olhos e o rosto de Rachel são um verdadeiro espelho da alma da personagem, e o poder que o trabalho de sua intérprete tem enquanto ela executa esse trabalho é imensurável.

Diante dessa informação, Coleman, que agora não tem mais nada a perder, pode se tornar, no fim das contas, o grande responsável pela queda de Everlasting. Eu não sei se ele conseguirá seu intuito e o de Yael, mas o fato é que faz muito sentido que esse conflito de interesses ponha um fim no romance entre Rachel e ele. Uma pena porque eu gosto do casal, mas acho difícil enxergar os dois rendendo por mais tempo do que uma temporada.

Essa dança das cadeiras de Everlasting me incomoda muito. Uma hora Quinn é a pessoa mais incompetente do mundo e Coleman o rei, mas do nada Coleman vai pra lata de lixo e Quinn reina novamente no lugar dele. Gary me parece simplesmente uma pessoa estranha, e nem acho que ela precisava de tudo isso pra voltar ao poder, visto que agora ela namora o dono da emissora e uma ligação seria suficiente.

Aliás, não só não estou com muita paciência pra o dilema de Quinn de ter ou não um bebê como também me incomoda ver que um show tão progressista se esforça tanto pra vender a ideia de que as mulheres têm que dormir com um homem mais poderoso que elas pra subir na vida. Rachel e Coleman, Quinn e o Sr. Fantástico, Yael e a produção toda (reforçando também um estereótipo que odeio na ficção, o de que as jornalistas mulheres só conseguem subir na carreira dando pras suas fontes). Entre defeitos e furos, esse pra mim é o maior pecado de UnReal nesta temporada, e eu gostaria muito que a série consertasse isso o mais rápido possível, mas não estou botando muita fé.

Ainda assim, o fato é que Fugitive foi um episódio realmente sensacional, consolidando o fato de que UnReal está conseguindo, mais do que nunca, ser uma série extremamente multidimensional, cheia de camadas interessantes e delicadíssimas que valem muito a pena ser exploradas – e o são com altíssimo nível de excelência! Mal posso esperar pra ver o que a reta final da temporada nos espera, e vocês?

Secret Scenes:

– Amei o retorno triunfal de Ruby sapateando na cara de Darius. Foi um bom ponto final para uma história que poderia ter sido de amor, e ficou bem fechadinha e bacana. Não sei se quero um final feliz para essa história, estou satisfeito com a ideia de essa ser a palavra final da ativista.

– Não engoli o casinho de Tiffany com Chet, mas a cena valeu MUITO só pelo “The Suitress”, uma claríssima referência ao spin-off The Bachelorette. Genial demais!

– Só eu achei que o retorno de Adam foi completamente ofuscado, e o fato de ele não ter dado as caras no episódio 8 depois de tudo o que aconteceu ficou muito estranho? O sermão que ele deu em Rachel para ela cair na real, o momento mais poderoso da volta do príncipe com muita folga, foi excelente, porém. A mensagem de feminismo do finale da season 1 foi completamente perdida: Adam virou o coitado da história e Anna a vadia sem coração que o abandonou. No fim das contas, Rachel só está fazendo história na cabeça dela, mesmo.

– Rachel foi internada, mas o bipolar dessa série é claramente Jay, que num episódio tem um surto de moralismo e no seguinte já está todo empolgadinho enganando todas as pessoas pra poder virar o braço direito de Quinn. Patético, para o personagem e para UnReal.

– A eliminação de Jameson era mais que óbvia, mas, embora tenhamos compreendido bem que ela decorreu da raiva de Darius de policiais depois do ocorrido, a situação toda ficou bem jogada pensando no material pra justificar essa eliminação no contexto de Everlasting, hein?

– Yael muito provavelmente cumprirá seu propósito e será cortada no episódio 9, mas Chantal e Tiffany, o final 2 óbvio, estão disputando o título de mais chatas hein? Sdds de um F3 digno com Faith e Anna.

  • unrenan

    Ótima revivew, Guto, parabéns! Estava atualizando site loucamente para ler teu ponto de vistas sobre esses episódios maravilhosos.
    Eu já sou apaixonado pela menina problemática Rachel, nunca vi uma personagem tão complexa e cativante, eu seria manipulado por ela facilmente. Senti uma necessidade enorme de abraçar ela :'(
    Muito ansioso para os episódios finais, eu realmente não sei o que esperar.

    • Luiz GustavoCristino

      Obrigado, Renan! Desculpe pela demora, tenho estado bastante ocupado, mas agora vou conseguir agilizar melhor a cobertura.

      Esses dois episódios foram incríveis para Rachel, eu amei demais, e o que mais me fascinou foi mesmo o trabalho da Shiri.

  • unrenan

    Ótima revivew, Guto, parabéns! Estava atualizando site loucamente para ler teu ponto de vistas sobre esses episódios maravilhosos.
    Eu já sou apaixonado pela menina problemática Rachel, nunca vi uma personagem tão complexa e cativante, eu seria manipulado por ela facilmente. Senti uma necessidade enorme de abraçar ela :'(
    Muito ansioso para os episódios finais, eu realmente não sei o que esperar.

    • Luiz GustavoCristino

      Obrigado, Renan! Desculpe pela demora, tenho estado bastante ocupado, mas agora vou conseguir agilizar melhor a cobertura.

      Esses dois episódios foram incríveis para Rachel, eu amei demais, e o que mais me fascinou foi mesmo o trabalho da Shiri.

  • Quantos Pahs na minha cara num mesmo episódio.
    Adorei essa ideia “Survivor” de eliminar a pessoa. Jameson < 3 de planta pra fliper..melhor pessoa…uma pena que vazou.
    Coleman ainda segue uma incógnita. Essa de se juntar com a Hot Rachel vai gerar ainda mais surpresas pro final. Aliás, adorei ela de jornalista infiltrada.
    Chet continua um porre. E Jay já desisti de tentar entender.
    Quando Rachel deu a entender que tinha um segredo sobre a mãe, achei que soltariam isso nos episódio seguintes e PAH…soltaram logo de cara. Achava muito estranho alguém tratar um membro da família….e percebi que a mãe dela é realmente uma ''vilã''. Achava ela muito escrota e isso foi confirmado.
    Sobre o caso do tiro: Ninguém fala do erro do policial que não deveria ter atirado daquele jeito? o.O' Pode ter inúmeras coisas envolvidas, mas o erro dele é o principal.
    Go Mady! Go Mady!
    Excelente review Guto!

    • Luiz GustavoCristino

      Obrigadão pelo comentário, Juli! Acredito que o erro do policial tenha sido abordado principalmente por Coleman, mas – e esqueci de dizer isso na review – Quinn, apesar de ter feito isso de uma maneira extremamente cruel e manipuladora, tem sua razão quando diz que a verdade também incrimina Rachel, que Rachel foi a real causadora de tudo. Ainda que o erro da polícia e o seu óbvio despreparo tenham sido peças fundamentais da equação.

  • Quantos Pahs na minha cara num mesmo episódio.
    Adorei essa ideia “Survivor” de eliminar a pessoa. Jameson < 3 de planta pra fliper..melhor pessoa…uma pena que vazou.
    Coleman ainda segue uma incógnita. Essa de se juntar com a Hot Rachel vai gerar ainda mais surpresas pro final. Aliás, adorei ela de jornalista infiltrada.
    Chet continua um porre. E Jay já desisti de tentar entender.
    Quando Rachel deu a entender que tinha um segredo sobre a mãe, achei que soltariam isso nos episódio seguintes e PAH…soltaram logo de cara. Achava muito estranho alguém tratar um membro da família….e percebi que a mãe dela é realmente uma ''vilã''. Achava ela muito escrota e isso foi confirmado.
    Sobre o caso do tiro: Ninguém fala do erro do policial que não deveria ter atirado daquele jeito? o.O' Pode ter inúmeras coisas envolvidas, mas o erro dele é o principal.
    Go Mady! Go Mady!
    Excelente review Guto!

    • Luiz GustavoCristino

      Obrigadão pelo comentário, Juli! Acredito que o erro do policial tenha sido abordado principalmente por Coleman, mas – e esqueci de dizer isso na review – Quinn, apesar de ter feito isso de uma maneira extremamente cruel e manipuladora, tem sua razão quando diz que a verdade também incrimina Rachel, que Rachel foi a real causadora de tudo. Ainda que o erro da polícia e o seu óbvio despreparo tenham sido peças fundamentais da equação.

  • Débora Albuquerque

    Adoro todos os sentimentos envolvidos ao ver Unreal. Um deleite na TV atual.
    Para nós, amantes de realitys, nada melhor do que ver toda a trama sendo organizada, o que envolve cada jogada, cada movimento feito pelos produtores.
    Como não ficar completamente comovida pela história de Rachel?
    Como não querer que Coleman esqueça da matéria para não prejudicar ainda mais essa cabecinha ferrada?
    Como não ficar tudo Putaaaaaa quando querem enfiar um fucking baby na rainha Quinn?
    Vem logo episódio 9 e 10!
    Guto dono do meu coração, arrasando nessa cobertura linda, dessa série fantástica! <3

    • Luiz GustavoCristino

      Debs, sabe que eu até quero um pouco que o Coleman jogue a merda no ventilador? Acho improvável que aconteça, mas seria interessante ver a série desbancando Everlasting e propondo uma reinvenção no formato para a próxima temporada.

      Obrigado pelo comentário, sua linda!

  • Débora Albuquerque

    Adoro todos os sentimentos envolvidos ao ver Unreal. Um deleite na TV atual.
    Para nós, amantes de realitys, nada melhor do que ver toda a trama sendo organizada, o que envolve cada jogada, cada movimento feito pelos produtores.
    Como não ficar completamente comovida pela história de Rachel?
    Como não querer que Coleman esqueça da matéria para não prejudicar ainda mais essa cabecinha ferrada?
    Como não ficar tudo Putaaaaaa quando querem enfiar um fucking baby na rainha Quinn?
    Vem logo episódio 9 e 10!
    Guto dono do meu coração, arrasando nessa cobertura linda, dessa série fantástica! <3

    • Luiz GustavoCristino

      Debs, sabe que eu até quero um pouco que o Coleman jogue a merda no ventilador? Acho improvável que aconteça, mas seria interessante ver a série desbancando Everlasting e propondo uma reinvenção no formato para a próxima temporada.

      Obrigado pelo comentário, sua linda!

  • Ótima review, Guto!

    Seu ponto sobre as mulheres que precisam dormir com homens pra conseguirem subir profissionalmente, me fez perceber que isto ainda é um problema pra série, espero que seja isto seja o propósito, mostrar este ambiente machista que existe.

    Sobre o Adam, não acho que destruiu o final da temporada passada, o qual foi lindo.
    Já as questões raciais, você disse tudo perfeitamente.
    Eu já desisti do Jay, ele é o que o roteiro pede.

    • Luiz GustavoCristino

      Vinícius, obrigadão pelo comentário! Particularmente sinto que se a série estivesse fazendo uma crítica ao ambiente machista nesse caso específico (o caso do carrão dado ao Coleman foi uma crítica gritante, por exemplo) usaria um tom diferente para ilustrar os romances. Da maneira como tem acontecido, eu sinto muito mais uma conivência do que uma crítica. Mas vamos ver.

      O final da temporada passada foi maravilhoso, mas o que eu quero dizer é que, enquanto a gente estava jurando que a mensagem passada pelo finale de Everlasting foi de empoderamento feminino, a série deixou muito claro que não teve nada disso, que a Anna saiu, para o público, como a vadia sem coração que abandonou o pobrezinho do Adam.

      Por favor comente sempre!

      • Ah, agora eu entendi seu ponto, a Anna deve ter ficado como sendo a megera mesmo.
        Infelizmente a série está errando mesmo neste quesito, só tentei dar um voto de confiaça, porque acho que ela trabalha muito bem o empoderamento feminino.
        Obrigado pelo carinho.

  • Ótima review, Guto!

    Seu ponto sobre as mulheres que precisam dormir com homens pra conseguirem subir profissionalmente, me fez perceber que isto ainda é um problema pra série, espero que seja isto seja o propósito, mostrar este ambiente machista que existe.

    Sobre o Adam, não acho que destruiu o final da temporada passada, o qual foi lindo.
    Já as questões raciais, você disse tudo perfeitamente.
    Eu já desisti do Jay, ele é o que o roteiro pede.

    • Luiz GustavoCristino

      Vinícius, obrigadão pelo comentário! Particularmente sinto que se a série estivesse fazendo uma crítica ao ambiente machista nesse caso específico (o caso do carrão dado ao Coleman foi uma crítica gritante, por exemplo) usaria um tom diferente para ilustrar os romances. Da maneira como tem acontecido, eu sinto muito mais uma conivência do que uma crítica. Mas vamos ver.

      O final da temporada passada foi maravilhoso, mas o que eu quero dizer é que, enquanto a gente estava jurando que a mensagem passada pelo finale de Everlasting foi de empoderamento feminino, a série deixou muito claro que não teve nada disso, que a Anna saiu, para o público, como a vadia sem coração que abandonou o pobrezinho do Adam.

      Por favor comente sempre!

      • Ah, agora eu entendi seu ponto, a Anna deve ter ficado como sendo a megera mesmo.
        Infelizmente a série está errando mesmo neste quesito, só tentei dar um voto de confiaça, porque acho que ela trabalha muito bem o empoderamento feminino.
        Obrigado pelo carinho.

  • Felipe Jerez

    Adorei essa Review Guto!!!!! Você falou tão bem de tudo que fica até difícil acrescentar algo.

    O que posso dizer é que acho que a temporada se recuperou muito bem nessa reta final e voltou a ser um delicia acompanhar.

    Quanto ao Jay acho que o que tem de chato assistir as mudanças sem sentido dele, tem de divertido acompanhar a Madison na sua performance como produtora. Podem levar ele embora e deixar só ela por mim. rsrs

    Parabéns por mais um ótimo trabalho! 😉

    • Luiz GustavoCristino

      Fe, fico tão feliz com vc comentando aqui! Concordo que esta reta final da temporada deu um baita up pra série e também concordo que Madison está mais maravilhosa a cada episódio! <3

      Venha sempre!

  • Felipe Jerez

    Adorei essa Review Guto!!!!! Você falou tão bem de tudo que fica até difícil acrescentar algo.

    O que posso dizer é que acho que a temporada se recuperou muito bem nessa reta final e voltou a ser um delicia acompanhar.

    Quanto ao Jay acho que o que tem de chato assistir as mudanças sem sentido dele, tem de divertido acompanhar a Madison na sua performance como produtora. Podem levar ele embora e deixar só ela por mim. rsrs

    Parabéns por mais um ótimo trabalho! 😉

    • Luiz GustavoCristino

      Fe, fico tão feliz com vc comentando aqui! Concordo que esta reta final da temporada deu um baita up pra série e também concordo que Madison está mais maravilhosa a cada episódio! <3

      Venha sempre!

  • Benjamim Júnior

    Olá Guto, tudo bem? Primeiro parabéns pelo texto, eu nunca comento por aqui mas sou fã do teu trabalho, não teria sobrevivido aos momentos mais questionáveis de Revenge se não fosse pela beldade e bom humor das tuas criticas, inclusive #SaudadesPÁ(dma).

    Sobre Unreal, essa temporada vinha me frustrado, está do avesso, esquizofrênica, criando situações para depois as destruir no momento seguinte sem qualquer tipo de coerência ou desenvolvimento. Ambush, pelo menos p’ra mim, pontua bem isso e piora, senti um gosto amargo após assistir ao episódio.

    O que Unreal fez foi se aproveitar de um tema actual para gerar buzz a própria série (tal como Everlasting…a vida imita a arte né?), sem qualquer intenção de se aprofundar na questão dos negros que morrem nas mãos da policia e única e exclusivamente para justificar um surto da Rachel. Foi cruel ver Coleman e Rachel se aproveitarem do momento em que Darios e Romeo fogem com o carro só pra minutos depois a série fazer a mesmíssima coisa. Cara, parem de usar histórias de sofrimento de minorias para justificar motivações e comportamentos de personagens brancos.

    • Kamilla

      Cara, parem de usar histórias de sofrimento de minorias para justificar motivações e comportamentos de personagens brancos. [2] – Falou tudo.

    • Luiz GustavoCristino

      Benjamin, interessante o seu viés. Eu não havia pensado nisso. Tendo a resistir um pouco a essa ideia pelo simples fato de que, bom, a história que nos está sendo contada realmente não é a do Romeo, e não sinto que a série pode (ou que deve) fugir tanto assim do foco. E o fato de a única roteirista negra da equipe de UnReal ter desenvolvido essa trama e escrito o episódio inteiro também me ajuda a aceitar bem as escolhas feitas pela série, mas eu entendo a insatisfação.

      Obrigado pelo comentário, e venha mais vezes!

  • Benjamim Júnior

    Olá Guto, tudo bem? Primeiro parabéns pelo texto, eu nunca comento por aqui mas sou fã do teu trabalho, não teria sobrevivido aos momentos mais questionáveis de Revenge se não fosse pela beldade e bom humor das tuas criticas, inclusive #SaudadesPÁ(dma).

    Sobre Unreal, essa temporada vinha me frustrado, está do avesso, esquizofrênica, criando situações para depois as destruir no momento seguinte sem qualquer tipo de coerência ou desenvolvimento. Ambush, pelo menos p’ra mim, pontua bem isso e piora, senti um gosto amargo após assistir ao episódio.

    O que Unreal fez foi se aproveitar de um tema actual para gerar buzz a própria série (tal como Everlasting…a vida imita a arte né?), sem qualquer intenção de se aprofundar na questão dos negros que morrem nas mãos da policia e única e exclusivamente para justificar um surto da Rachel. Foi cruel ver Coleman e Rachel se aproveitarem do momento em que Darios e Romeo fogem com o carro só pra minutos depois a série fazer a mesmíssima coisa. Cara, parem de usar histórias de sofrimento de minorias para justificar motivações e comportamentos de personagens brancos. No episódio seguinte ninguém quis saber do Romeo, sequer mostraram, mas é por lá que a discussão deveria realmente estar.

    • Kamilla

      Cara, parem de usar histórias de sofrimento de minorias para justificar motivações e comportamentos de personagens brancos. [2] – Falou tudo.

    • Luiz GustavoCristino

      Benjamin, interessante o seu viés. Eu não havia pensado nisso. Tendo a resistir um pouco a essa ideia pelo simples fato de que, bom, a história que nos está sendo contada realmente não é a do Romeo, e não sinto que a série pode (ou que deve) fugir tanto assim do foco. E o fato de a única roteirista negra da equipe de UnReal ter desenvolvido essa trama e escrito o episódio inteiro também me ajuda a aceitar bem as escolhas feitas pela série, mas eu entendo a insatisfação.

      Obrigado pelo comentário, e venha mais vezes!

  • Guto

    Ótima review Guto! A Shiri arrasou mesmo nesses eps, tb gostava dela com o Coleman, uma pena q nao deve durar. A Yael deve ganhar tanto dinheiro com o q ela vai revelar q deve dar pra pagar a multa do acordo de confidencialidade né?

    Essa temporada nao tá ligando muito pras concorrentes né? As melhores já foram eliminadas. No começo eu nao tava gostando muito desse “fim” do everlasting mas é bom q na próxima temp eles sao “forçados! a mudar de reality

    • Luiz GustavoCristino

      Guto, jornalista não enriquece fácil assim com um único furo não, hahahah. E sim, também acho que esta temporada meio que cagou pras concorrentes, ao contrário da season 1, que fez um belo trabalho com elas. Vamos ver se vai mesmo rolar o fim de Everlasting, eu não contaria com isso, mas se acontecer vou adorar.

      Adorei que vc apareceu aqui, venha sempre! =)

  • Guto

    Ótima review Guto! A Shiri arrasou mesmo nesses eps, tb gostava dela com o Coleman, uma pena q nao deve durar. A Yael deve ganhar tanto dinheiro com o q ela vai revelar q deve dar pra pagar a multa do acordo de confidencialidade né?

    Essa temporada nao tá ligando muito pras concorrentes né? As melhores já foram eliminadas. No começo eu nao tava gostando muito desse “fim” do everlasting mas é bom q na próxima temp eles sao “forçados! a mudar de reality

    • Luiz GustavoCristino

      Guto, jornalista não enriquece fácil assim com um único furo não, hahahah. E sim, também acho que esta temporada meio que cagou pras concorrentes, ao contrário da season 1, que fez um belo trabalho com elas. Vamos ver se vai mesmo rolar o fim de Everlasting, eu não contaria com isso, mas se acontecer vou adorar.

      Adorei que vc apareceu aqui, venha sempre! =)