Um Olhar Maníaco Sobre: Jen, Marissa e Quinn, a Profana Trindade das Séries Teen

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As lições sobre desajuste de três personagens que desafiaram suas épocas.

As leis da dramaturgia regem algumas máximas que até bem pouco tempo atrás eram intocáveis. As narrativas do século passado ficavam confortáveis com os conceitos maniqueístas típicos da necessidade do homem em sentir-se melhor do que ele realmente é: o mal existe apenas para confirmar o que lhe há de bom e essas diferenças precisam ser bem marcadas, através de comportamentos e signos que ilustram essas regras veladas da fantasia.

Até o final dos anos 90, a televisão esteve repleta desses signos de identificação direta (que também podemos chamar especificamente de clichê). O clichê nada mais é que uma verdade alegórica, que quando bem alocada serve positivamente a um enredo. Ele não é um monstro a ser evitado a qualquer custo, mesmo que, eventualmente, possa cometer monstruosidades. A massificação de seu uso envia mensagens culturais ao espectador que demoram décadas para serem esclarecidas.

Já que vamos falar de séries teen, eu vou dar um exemplo que respeite o plot. Barrados no Baile (que eu para sempre conhecerei por esse nome), foi um dos maiores sucessos de sua época e provavelmente ainda é um dos produtos mais bem-sucedidos do mercado. Sua fórmula era absolutamente básica e marcava um X em todos os vícios de linguagem do gênero: a mocinha era morena e o mocinho era loiro, os dois eram frutos de um lar convencional e invencível, propagavam justiça e bons costumes. Das duas loiras do elenco, uma era “burra” e a outra, “piranha”. A única personagem mais “justa e inteligente” que a mocinha morena, até era loira, mas era vendida como “feia”. O menino bad boy virava bom moço por amor à mocinha morena, porque quando estava com a “loira má”, só coisa ruim acontecia. Cada um daqueles personagens, refletindo códigos que ultrapassaram o tempo até se tornarem traços culturais.

A grande revolução da abordagem feminina na televisão se deu com Sex And The City e precisou de crônica e comédia para perfurar esses estabelecimentos. Nas séries teen, aconteceu quase na mesma época e curiosamente, sempre pelas mãos de novos autores, crias desse histórico de clichês e prontos para manipulá-los numa dinâmica de uso e descarte que acabou aprofundando o contexto. Eu vou falar sobre três personagens que considero grandes flexibilizadoras do clichê e grandes viradas na forma como as meninas ganharam as telas do final dos anos 90 até aqui.

Jen Lindley – Dawson’s Creek

(para ouvir pensando nela: That I Would Be Good, de Alanis Morrissete)

Kevin Williamson vivia querendo vender um roteiro de cinema para Hollywood, mas num acordo com a WB, conseguiu não só a chance de filmar seu promissor Scream, como também conseguiu produzir uma temporada de uma série que nem o estúdio considerava muito passível de futuro: Dawson’s Creek. Vender o show não deve ter sido tão difícil para Williamson, já que ele praticamente “enganou” os executivos apresentando uma fórmula todinha dentro daqueles já mencionados signos conservadores.

O que o estúdio não sabia era que apesar do mocinho loirinho com uma família convencional e da mocinha morena competindo com a loirinha “má”, Dawson’s Creek estava secretamente preparando uma dezena de viradas de impressões: a família do mocinho não era tão intocável assim, a mocinha traía, o bad boy de repente era inteligentíssimo e a loirinha “má” era descrita com as cores mais honestas dessa paleta existencial.

Michelle Willians (hoje premiadíssima) pegou a melhor personagem da série para defender. Jen era uma nova-iorquina rica típica: criada por empregados, afundou no sexo e nas drogas como forma de expressão individual. Jogada para ser criada com a avó numa cidade do interior, passou todo o seu período de narrativa, buscando ajustar-se em si mesma e no que esperavam dela. Jen tentava entender as relações de confiança entre as pessoas e se debatia com um ateísmo que aumentava sua inadequação justamente por viver com uma avó completamente religiosa.

A trajetória da personagem só não foi mais especial porque Williamson deixou o comando da série pela maior parte do tempo. No Series Finale, quando retornou, Williamson apresentou uma síntese da personagem que foi simplesmente comovente. Jen aceitou o amor verdadeiro através da relação com o melhor amigo, refletiu sobre o papel de Deus através do nascimento da filha e da iminência da morte; e despediu-se como um exemplo difícil, mas necessário, de uma existência de desconforto que não é nada mais que absolutamente humana.

Há quem diga que a personagem foi “castigada” ao final, justamente por ser a “loira má”, mas eu sempre entendi que as profundidades e ambiguidades reservadas a Jen sempre foram uma forma de subverter os códigos que cativam os espectadores. De todo o sistema convencional que rondava Dawson’s Creek no seu esqueleto, Jen era a transgressão especial, a pitada de futuro e verdade que fez do show melhor do que ele poderia ser.

Marissa Cooper – The OC

(para ouvir pensando nela: Eve, The Apple Of My Eye, do Bell X1)

Até hoje gostaria de saber como o novato Josh Schwartz conseguiu vender The OC para os executivos da FOX, porque provavelmente também foi dando uma mascarada nos fatos. Sem dúvida, ele disse que o mocinho violento seria domado em algum momento e que a mocinha desajustada encontraria paz no amor… Hoje, sabemos que não foi bem assim.

Ainda tínhamos lá o casal 20 intocável formado pelos pais de Seth, mas The OC desafiou um monte de clichês pré-estabelecidos ao se recusar a pintar qualquer personagem de uma cor só. De todos eles, Marissa Cooper era o para-raios principal. A mocinha, que deveria ser a “mocinha” da justiça e moral típica do gênero, já nos primeiros cinco episódios, embebedou-se, cometeu furtos e teve uma overdose quase fatal. O papel dramatúrgico dela, estrategicamente falando, era o de servir como interesse romântico do “herói” e com isso, passarem os dois, por um inevitável processo de amadurecimento. Porém, o nível de transgressão em Marissa era tanto, que ela se tornou um caso muito mais perdido que Ryan.

Era extremamente incomum ver esse tipo de personagem, com esse papel de par romântico do protagonista, se comportar da forma como Marissa se comportou. É claro que ela tinha a fragilidade e o romantismo inerentes ao gênero – e era isso que a reaproximava dos clichês. Mesmo assim, na maior parte do tempo, Marissa transgredia a ponto de tornar-se desnecessária a permanência de um vilão na dinâmica constante do quarteto principal. Os vilões eram procedurais, iam e vinham, de acordo com os intervalos de colapso que ela sofria.

Marissa chegou até mesmo a ter um romance lésbico, algo que chocou tanto a audiência do show, que fez o canal intervir. E não chocou por razões conservadoras apenas, mas porque ninguém poderia imaginar a personagem naquela situação, ninguém esperou que fossem ter audácia para tanto. Essa ansiedade do showrunner em fazer de Marissa o arauto de todas as experiências limítrofes do show, acabou por levar a personagem a um inevitável esgotamento e quando chegou a hora de admitir isso (sendo a relação com a atriz Mischa Barton outro fator importante), a série tomou outra decisão pouquíssimo incomum e matou-a. The OC renasceu para caminhos mais leves e divertidos, confirmando que a presença da personagem era tão forte, que afetava todos os outros personagens. A chegada de Ryan confrontou-a com o próprio mundo e as próprias escolhas, baseadas em constantes superficialidades. Ela lutou contra isso e daí veio toda a dificuldade de caber-se em si mesma. Sem dúvida, foi uma personagem difícil, mas também foi uma personagem muito especial.

Quinn Fabray – Glee

(para ouvir pensando nela: Keep Holding On, do próprio Glee Cast)

Existem duas grandes diferenças entre Quinn e as outras duas personagens defendidas nesse texto: primeiro que Quinn não morreu e que ao contrário de Marissa e Jen, ela sabia muito bem que caminho queria ocupar no mundo. O desajuste, contudo, ainda une os três exemplos. O que torna Quinn um caso a parte foi a discrepância entre tudo que ela quis ser e sua personalidade, que não cabia dentro dos planos que ela mesma determinou desde o primeiro momento.

Glee veio com a proposta de bulir com os clichês de dois gêneros: o da série teen e o do musical. Os dois, juntos, são como uma força imbatível a favor dos signos maniqueístas. Mas, Ryan Murphy (que até então não tinha tantos sucessos como hoje em dia) tinha uma idéia diferente e através da valorização do underdog, trairia a maioria dessa cartilha. Quinn era realmente má, mas a mocinha contra quem trabalhava (Rachel) tampouco era boazinha. As duas eram – cada uma a sua maneira – capazes de tudo para conseguirem o que queriam.

O problema era que Quinn almejava papeis sociais que contradiziam sua personalidade excessivamente sanguínea. Ela era sexual, temperamental, voluntariosa, inescrupulosa e petulante. Mas, desejava um marido rico, uma vida popular, uma reputação digna de uma primeira-dama do partido republicano. As duas coisas entravam em choque constante e ela se atrapalhava no processo… Assim deixava seu passado tomado de tópicos que seriam um presente para qualquer jornal sensacionalista.

Tal qual todo jovem que se sente desconfortável em si mesmo, ela apelou pra todas as mudanças que julgasse necessárias. Às vezes queria só estar num lugar melhor da pirâmide de popularidade e se forçava para ser “perfeita”. Isso entrava em colapso, claro, e então ela virava punk. Aí seus códigos sociais gritavam mais alto e ela corria de volta para o que soava confortável, até que novamente seu espírito recusasse aquele lugar de moralismos.

Quinn engravidou, traiu, mentiu, humilhou, sofreu, virou punk, foi para a cadeira de rodas, namorou um professor mais velho, teve uma tórrida noite de sexo com Santana, tentou ser a noiva convencional de um militar… Enfim, ela fez tudo que foi possível para se ajustar e somente no caso dela (e não do de Marissa e Jen), esse ajuste soou meramente possível. E isso por razões práticas também, afinal era uma comédia-musical. Mesmo assim, o papel da cheerleader no universo de Glee era refletir – como todos os outros – a inevitabilidade de ser. Para ela era tão difícil, porque ela continuava insistindo em ser o que suas coordenadas de “melhor existência” lhe mandavam. Quando de fato, ela queria ser só sangue e alma, mesmo que isso lhe custasse os sonhos de perfeição que aquela dramaturgia mencionada lá em cima, do século passado, espalhou pelo mundo e transformou – como bem dissemos – em cultura. E ela está aqui para dar mais uma dica de amadurecimento dramatúrgico: personagens assim, não precisam morrer.

Jen, Marissa e Quinn são deusas da transgressão e exemplos muito especiais de como são importantes as novas abordagens acerca das mulheres dentro da dramaturgia contemporânea. Fortes, voluntariosas, sensuais, românticas, não definidas por um homem e vorazes no seu direito de existir livremente.

PS para fãs de Dawson’s Creek: Assisti o painel de quase duras horas com vários roteiristas da série, incluindo o criador Kevin Williamson e resolvi destacar algumas curiosidades para vocês. 

  • Nem o intérprete de Jack, Kerr Smith, sabia que seu personagem sairia do armário. Kevin só contou a todos as vésperas de começarem as filmagens.
  • Ao final da segunda temporada, apenas um nome do time de roteiristas permaneceu no show e um monte de gente nova foi contratada. Segundo o produtor executivo Paul Stupin, a seleção desses novos nomes, em alguns casos, feriu o show por não ter sido pensada em termos do quanto eles seriam sensíveis a linguagem do programa.
  • Eve, a tal “irmã” de Jen que apareceu na terceira temporada, é o primeiro grande arrependimento dos roteiristas. O segundo é a storyline de Pacey sendo corretor de ações na sexta temporada. Ninguém no painel conseguiu justificar porque cometeram desatinos como esses.
  • Kevin, porém, afirma que a partir do momento em que a relação de Joey e Pacey foi construída, a terceira temporada se redimiu completamente (e ele já estava afastado). Kevin contou que o trauma de assistir o primeiro episódio da terceira temporada foi imenso, mas que por insistência de amigos, voltou mais tarde para episódios isolados e conseguiu reconhecer sua criação.
  • Andie deveria ter saído da série no final da segunda temporada, mas os produtores gostavam muito da atriz e a queriam de volta. A traição contra Pacey foi uma forma de dar a ela uma sobrevida, mas eles admitem agora que foi a pior decisão, já que nunca conseguiram recuperar a personagem depois disso.
  • Quando Kevin voltou para escrever o Series Finale, ele pensava – até a primeira parte do episódio terminar de ser escrita – que Dawson e Joey ficariam juntos. Passou uma semana em conflito com isso, até que mudou de ideia ao perceber que a questão da “alma gêmea” transcende as relações românticas. Ele também afirmou que Joey e Pacey juntos era uma coisa que ele sabia que faria em algum momento, desde a primeira temporada. 

PS para fãs de The OC (bem menorzinho): Há no YouTube um vídeo onde Mischa Barton conta para uma repórter como foi para ela a decisão acerca do destino de sua personagem. Com um tom claramente cínico, Mischa diz que foram apresentadas a ela duas propostas: uma com Marissa partindo para trabalhar com o pai e outra, com Marissa morrendo a caminho do aeroporto. Ela então, escolheu a morte.

PS para os fãs de Glee: Em uma entrevista recente, Dianna Agron foi perguntada sobre se ainda é amiga de Lea Michele e respondeu dizem que sim. Mas, que os rumores nunca morrerão enquanto ela precisar continuar falando sobre isso. De fato, Dianna foi a única que não voltou para o tributo a Cory e há quem jure que a decisão foi premeditada.

  • Alice Menezes

    Bem legal, mas uma correção importante – The OC passava na Fox, então o radicalismo da Marissa é ainda maior.

  • Alice Menezes

    Bem legal, mas uma correção importante – The OC passava na Fox, então o radicalismo da Marissa é ainda maior.

  • Jackson Douglas

    Inacreditavelmente não gostava de nenhuma das 3 personagens, talvez pelo egoísmo ou pela forma que faziam as coisas. Ótimo texto, maravilhoso como sempre Henrique. Dianna não voltar para o tributo foi premeditado, mas premeditado por quem?

  • Jackson Douglas

    Inacreditavelmente não gostava de nenhuma das 3 personagens, talvez pelo egoísmo ou pela forma que faziam as coisas. Ótimo texto, maravilhoso como sempre Henrique. Dianna não voltar para o tributo foi premeditado, mas premeditado por quem?

    • Lucas

      Não sei muito bem o que eles quis dizer no texto, mas o que rola entre os fãs de Glee é que o Ryan Murphy nunca gostou da Dianna Agron (ou gostou e algo aconteceu), e por isso ele parou de dar destaque para a personagem que deveria ser do trio principal (Rachel, Finn e Quinn).

      • Jackson Douglas

        Ah ta entendi! Vlw Lucas!

        Eu sempre achei a história da Quinn umas das poucas com começo , meio e fim bem definidos… mas achei um pecado a falta de espaço pra ela no tributo.

  • Hufus

    Dawson’s Creek é uma das minhas séries preferidas. Me apaixonei sem muita dificuldade e ela é tão especial para mim que tenho até o box. Além disso, me identifiquei muito com a Jen. Ela, sem dúvida, é uma das personagens que mais cresceu na série (embora tenha me conquistado desde o início). Amei o texto e principalmente os PSs finais! Parabéns, Henrique!

  • Hufus

    Dawson’s Creek é uma das minhas séries preferidas. Me apaixonei sem muita dificuldade e ela é tão especial para mim que tenho até o box. Além disso, me identifiquei muito com a Jen. Ela, sem dúvida, é uma das personagens que mais cresceu na série (embora tenha me conquistado desde o início). Amei o texto e principalmente os PSs finais! Parabéns, Henrique!

  • Ronaldo

    Parabéns pelo texto! Das 3 só assisti por completo OC, mas são personagens assim que realmente faz a trama girar. Marissa era tão volátil que dava nos nervos mas ainda sim senti sua morte.

  • Ronaldo

    Parabéns pelo texto! Das 3 só assisti por completo OC, mas são personagens assim que realmente faz a trama girar. Marissa era tão volátil que dava nos nervos mas ainda sim senti sua morte.

  • Ana Marfa Figueiredo

    Adoro seus textos! Parabéns!
    Realmente perceptível essas personagens serem divisores. Inclusive eu amava Barrados no Baile. Não entendia como o Dylan podia querer ficar com a Kelly. Era team Brenda fanática. Assisti a uns episódios uns anos atrás e pensei: que porcaria! Menina chata essa Brenda! Lendo seu texto eu entendi porque eu detestei. Sendo adulta agora, sei que ninguém é somente uma coisa…

  • Ana Marfa Figueiredo

    Adoro seus textos! Parabéns!
    Realmente perceptível essas personagens serem divisores. Inclusive eu amava Barrados no Baile. Não entendia como o Dylan podia querer ficar com a Kelly. Era team Brenda fanática. Assisti a uns episódios uns anos atrás e pensei: que porcaria! Menina chata essa Brenda! Lendo seu texto eu entendi porque eu detestei. Sendo adulta agora, sei que ninguém é somente uma coisa…

  • Walber Lima

    Ótimo texto Henrique, 3 séries mt boas que marcaram gerações teens diferentes.

    Eu nunca consegui assistir Dawson toda, na epoca que passava era criança e não me interessava, infelizmente só vi a 1 e 2 toda , alguns episodios avulsos e o series finale que é mt emocionante, poderosissima, acho que foi o melhor final dentre as 3. Além de ter sido importantissimo o seu legado, Jen e Jack foram personagens excepcionais, adorava o embate religioso de Jen e todo o processo de Jack se aceitar e todos saberem foi fantastico.

    O.C. foi a que mais me marcou, provavelmente pq assistia na epoca de minha adolescencia e a protagonista Marissa fez de tudo mesmo, não conseguia tanto simpatizar com seus dramas pq achava meio ‘drama de gente rica’ e sua morte na epoca chocou mesmo, infelizmente soube por spoiler antes mas ainda assim não perdeu a força, e a série terminou mt bem sem ela em minha opinião

    Já Quinn achava mt volúvel, adorava a personagem mas mudava de opinião como mudava de roupa e acho que o fato de Glee não mostrar muito os pais não faziam tanto ligação com o publico acredito (apesar do dela ter mostrado na 1 temporada), mas foi uma personagem importante, dentro do universo do Glee ela foi só mais uma, pq a série foi forte em levantar diversas questões.

    PS: Vou dá uma de chato, mas que SAUDADE da época em que existiam séries teens que aconteciam no mundo real, sem fantasia e etc, Glee acho que foi a ultima nesses moldes (não to considerando as séries do Free Form)

    • vinland

      Eu tambem achei que The OC me marcou na epoca por ser adolescente. Mas depois que andei vendo outras series que vieram depois dela, o que pareceu, foi que elas retrocederam pra velha formula. Sempre com assuntos muito bobos, fantasiosos ( ate mesmo as de drama, tinham assuntos muitos fantasiosos, e fora da realidade ) Parecem que voltaram aquela velha formula robotica que antigamente.

  • Walber Lima

    Ótimo texto Henrique, 3 séries mt boas que marcaram gerações teens diferentes.

    Eu nunca consegui assistir Dawson toda, na epoca que passava era criança e não me interessava, infelizmente só vi a 1 e 2 toda , alguns episodios avulsos e o series finale que é mt emocionante, poderosissima, acho que foi o melhor final dentre as 3. Além de ter sido importantissimo o seu legado, Jen e Jack foram personagens excepcionais, adorava o embate religioso de Jen e todo o processo de Jack se aceitar e todos saberem foi fantastico.

    O.C. foi a que mais me marcou, provavelmente pq assistia na epoca de minha adolescencia e a protagonista Marissa fez de tudo mesmo, não conseguia tanto simpatizar com seus dramas pq achava meio ‘drama de gente rica’ e sua morte na epoca chocou mesmo, infelizmente soube por spoiler antes mas ainda assim não perdeu a força, e a série terminou mt bem sem ela em minha opinião

    Já Quinn achava mt volúvel, adorava a personagem mas mudava de opinião como mudava de roupa e acho que o fato de Glee não mostrar muito os pais não faziam tanto ligação com o publico acredito (apesar do dela ter mostrado na 1 temporada), mas foi uma personagem importante, dentro do universo do Glee ela foi só mais uma, pq a série foi forte em levantar diversas questões.

    PS: Vou dá uma de chato, mas que SAUDADE da época em que existiam séries teens que aconteciam no mundo real, sem fantasia e etc, Glee acho que foi a ultima nesses moldes (não to considerando as séries do Free Form)

    • vinland

      Eu tambem achei que The OC me marcou na epoca por ser adolescente. Mas depois que andei vendo outras series que vieram depois dela, o que pareceu, foi que elas retrocederam pra velha formula. Sempre com assuntos muito bobos, fantasiosos ( ate mesmo as de drama, tinham assuntos muitos fantasiosos, e fora da realidade ) Parecem que voltaram aquela velha formula robotica que antigamente.

  • vinland

    Engraçado que assim como essas series fizeram o formato evoluir na epoca, me parece que os roteiristas atuais, nao aproveitaram o momento, e fizeram as series adolescentes de hj em dia, retrocederem para a formula antiga. Acompanhei algumas series do genero mais recentes, mas em nenhuma consegui indentificar a forma crua, que The OC lidava com determinados assuntos, chegando a dar um ar meio depressivo pra serie, em certos momentos. O que gostava em The OC, era como era explorado o elenco de adultos na serie. Eles tinham uma vida a parte de seus filhos, eles tinham vida na serie, diferente da maioria desse genero, que parece que existem, apenas pra dizer que os adolescentes tem pais.

    Dawsons Creek apesar de ter roteiros muito bobinhos as vezes, eu acho que o grande trunfo dela tenha sido a Jen. Porque quase todos os assuntos mais polemicos da serie, giravam em torno dela, sem falar que o fim dela na serie foi chocante pra epoca. Eu fui ver essa serie, apenas muito tempo depois de ela estar finalizada, por isso ja achei ela um pouco atrasada em certos assuntos, e muito pra frente em outros.

    Bom Texto amigo !!

  • vinland

    Engraçado que assim como essas series fizeram o formato evoluir na epoca, me parece que os roteiristas atuais, nao aproveitaram o momento, e fizeram as series adolescentes de hj em dia, retrocederem para a formula antiga. Acompanhei algumas series do genero mais recentes, mas em nenhuma consegui indentificar a forma crua, que The OC lidava com determinados assuntos, chegando a dar um ar meio depressivo pra serie, em certos momentos. O que gostava em The OC, era como era explorado o elenco de adultos na serie. Eles tinham uma vida a parte de seus filhos, eles tinham vida na serie, diferente da maioria desse genero, que parece que existem, apenas pra dizer que os adolescentes tem pais. A saida de Marissa ao ver foi muito sentida pra serie. Como vc disse, a serie na 4 temporada, renasceu mais leve, mas ela nunca foi concebida pra ser assim, e talvez por isso que nao tenha dado certo, e a audiencia, começou a responder negativamente.

    Dawsons Creek apesar de ter roteiros muito bobinhos as vezes, eu acho que o grande trunfo dela tenha sido a Jen. Porque quase todos os assuntos mais polemicos da serie, giravam em torno dela, sem falar que o fim dela na serie foi chocante pra epoca. Eu fui ver essa serie, apenas muito tempo depois de ela estar finalizada ( Pouque eu era criança quando ela era transmitida) por isso ja achei ela um pouco atrasada em certos assuntos, e muito pra frente em outros.

    Bom Texto amigo !!

    • Daniela

      Concordo com vc. Inclusive, acho que o mais legal de The OC é justamente ter respeitado a trama dos adultos. Quando assisti pela primeira vez, com 13/14 anos, adorava os plots dos adolescentes. Assistindo hoje, com 25, me interesso muito mais pelos plots dos adultos. Enfim, é uma série que envelheceu bem, pois não importa sua idade, vai ter alguma trama interessante para acompanhar!
      Não gostava de Marissa, mas ela movimentava tanto a trama, que foi praticamente impossível entender The OC sem ela. A 4ª temporada diverte, mas não tem aquela relevância que a série tinha com o quarteto original.

  • carol

    Jen foi uma personagem que eu comecei odiando e terminei amando. a tragetoria dela foi linda, a evoluçao e todas as transformaçoes só me mostraram que ela era a personagem mais humana da serie. choro toda vez que vejo a ultima cena da Jen no series finale =’) belo texto

  • carol

    Jen foi uma personagem que eu comecei odiando e terminei amando. a tragetoria dela foi linda, a evoluçao e todas as transformaçoes só me mostraram que ela era a personagem mais humana da serie. choro toda vez que vejo a ultima cena da Jen no series finale =’) belo texto

  • Cara não fala de Glee que eu choro. Não superei e nem superarei.
    Dawson’s Creek, minha primeira série. <3 AMO.

    http://media.tumblr.com/tumblr_m4ciwaEFRl1r7ifqv.gif

  • Cara não fala de Glee que eu choro. Não superei e nem superarei.
    Dawson’s Creek, minha primeira série. <3 AMO.

    http://media.tumblr.com/tumblr_m4ciwaEFRl1r7ifqv.gif

    • henriquehaddefinir

      hahhaaahha Eu fico assim igual a Tina também

  • Gleidson Oliveira

    Henrique, obrigado mesmo por trazer textos como esse ao Série Maníacos. Essas são séries que marcaram gerações e que moldaram o caráter de muita gente, sendo Glee a causadora disso em mim. Por favor, continue escrevendo textos incríveis como esse nos quais você costuma destrinchar séries e personagens.
    PS.: Amo TANTO o texto “Um olhar maníaco sobre Rachel Berry”!!
    PS.: Até hoje me pergunto o que de fato aconteceu entre o elenco de Glee, principalmente com a Lea e a Dianna. Depois daquela entrevista do Ryan dizendo o quanto a relação dele com alguns atores foi conturbada e até mesmo entre eles (os atores), eu fiquei com muita vontade de saber mais a respeito.

    • henriquehaddefinir

      Eu também sempre quis saber mais historias. E obrigado pelos elogios, Gleidson.

  • Gleidson Oliveira

    Henrique, obrigado mesmo por trazer textos como esse ao Série Maníacos. Essas são séries que marcaram gerações e que moldaram o caráter de muita gente, sendo Glee a causadora disso em mim. Por favor, continue escrevendo textos incríveis como esse nos quais você costuma destrinchar séries e personagens.
    PS.: Amo TANTO o texto “Um olhar maníaco sobre Rachel Berry”!!
    PS.: Até hoje me pergunto o que de fato aconteceu entre o elenco de Glee, principalmente com a Lea e a Dianna. Depois daquela entrevista do Ryan dizendo o quanto a relação dele com alguns atores foi conturbada e até mesmo entre eles (os atores), eu fiquei com muita vontade de saber mais a respeito.

    • henriquehaddefinir

      Eu também sempre quis saber mais historias. E obrigado pelos elogios, Gleidson.

  • João Vitor Maia

    Jen e Marissa <3 Chorei por caudas delas 🙁

  • João Vitor Maia

    Jen e Marissa <3 Chorei por caudas delas 🙁

  • ThaisFrede

    Eu amava a Jen, sem dúvida a melhor personagem em Dawson’s Creek… Os conflitos psicologicos que ela passava era excelente para assistir e acompanhar o seu amadurecimento.
    Agora em relação a Marisa eu a odiava! Não preciso de personagens bonzinhos, mas a falta de incoerência na personagem me irritava, eu preciso de um personagem que cometa erros e saiba q cometeu e tenta se redimir/amadurecer, e se não quer se redimir, pelo menos saiba o seu lugar, mas a Marisa praticamente colocava a culpa de seus erros em todos (pai, mãe, Ryan), menos nela e ela tentou de redimir somente em seu último episodio, o que foi o seu final, além de que desculpa, certas coisas pareciam apenas para dar drama a personagem e a historia…
    Em relação a Quinn, assisti Glee apenas até a segunda temporada, mas até o momento gostava dela e gostava da jornada que estava seguindo, então não posso opinar muito…

  • ThaisFrede

    Eu amava a Jen, sem dúvida a melhor personagem em Dawson’s Creek… Os conflitos psicologicos que ela passava era excelente para assistir e acompanhar o seu amadurecimento.
    Agora em relação a Marisa eu a odiava! Não preciso de personagens bonzinhos, mas a falta de incoerência na personagem me irritava, eu preciso de um personagem que cometa erros e saiba q cometeu e tenta se redimir/amadurecer, e se não quer se redimir, pelo menos saiba o seu lugar, mas a Marisa praticamente colocava a culpa de seus erros em todos (pai, mãe, Ryan), menos nela e ela tentou de redimir somente em seu último episodio, o que foi o seu final, além de que desculpa, certas coisas pareciam apenas para dar drama a personagem e a historia…
    Em relação a Quinn, assisti Glee apenas até a segunda temporada, mas até o momento gostava dela e gostava da jornada que estava seguindo, então não posso opinar muito…

  • Nie

    Assisti as 3 séries e Realmente a quebra dos arquétipos era muito grande, porém eu nunca enxerguei a Jen ou Marissa como “vilãs” só como personagens profundas e cheias de significados mesmo. O engraçado no caso de “The O.C” é que Schwartz voltou um pouco a velha formula de Loiras Boas/ Morenas Más em sua “Gossip Girl”. Sabemos que as propostas das séries eram diferentes, mas na maior parte do tempo, por exemplo a Blair que seria a “Vilã” tem mais empatia do público que a “Mocinha”, que seria Serena.

  • Nie

    Assisti as 3 séries e Realmente a quebra dos arquétipos era muito grande, porém eu nunca enxerguei a Jen ou Marissa como “vilãs” só como personagens profundas e cheias de significados mesmo. O engraçado no caso de “The O.C” é que Schwartz voltou um pouco a velha formula de Loiras Boas/ Morenas Más em sua “Gossip Girl”. Sabemos que as propostas das séries eram diferentes, mas na maior parte do tempo, por exemplo a Blair que seria a “Vilã” tem mais empatia do público que a “Mocinha”, que seria Serena.

  • Gente, como assim a Lea e a Dianna não se suportam???? Chocada e pensar que na época eu lia tantas teorias achele. Eu mesma, Alice Melo

    • Gleidson Oliveira

      Apesar do sensacionalismo da época, a amizade entre a Lea e a Dianna era real. Elas chegaram até a dividir apartamento. Também é visível nos vídeos das gravações das duas primeiras temporadas e nos shows. Mas parece que houve umas tretas envolvendo elas e o Ryan, o que acabou no afastamento da Dianna da série, e no afastamento uma da outra. E depois ainda teve a polêmica com a Naya, dizendo que a Lea tinha ciúmes da Naya depois que esta ascendeu, merecidamente, como uma das protagonistas da série. A Naya chegou até a ficar de fora da season finale da quinta temporada, o que acabou fortalecendo as fofocas. Claro, isso são apenas suposições e boatos.
      PS.: Eu também era Achele shipper. Eu mesma, Alice Melo².

  • Gente, como assim a Lea e a Dianna não se suportam???? Chocada e pensar que na época eu lia tantas teorias achele. Eu mesma, Alice Melo

    • Gleidson Oliveira

      Apesar do sensacionalismo da época, a amizade entre a Lea e a Dianna era real. Elas chegaram até a dividir apartamento. Também é visível nos vídeos das gravações das duas primeiras temporadas e nos shows. Mas parece que houve umas tretas envolvendo elas e o Ryan, o que acabou no afastamento da Dianna da série, e no afastamento uma da outra. E depois ainda teve a polêmica com a Naya, dizendo que a Lea tinha ciúmes da Naya depois que esta ascendeu, merecidamente, como uma das protagonistas da série. A Naya chegou até a ficar de fora da season finale da quinta temporada, o que acabou fortalecendo as fofocas. Claro, isso são apenas suposições e boatos.
      PS.: Eu também era Achele shipper. Eu mesma, Alice Melo².