Top 10 Melhores Momentos de Pokémon: Kanto

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O fenômeno que passou pelo Brasil no início dos anos 2000 está de volta. Pokémon foi e ainda é uma franquia muito influente em nossas vidas. Seja o anime, que muitos acompanham até hoje, os games, sempre envolvidos em grandes expectativas e surpresas, ou Pokémon GO, aplicativo para smartphones, Pokémon está inserido na cultura pop de tal forma que, apesar das oscilações, dificilmente será esquecido.

Apesar da “febre” já ter diminuído um pouco, Pokémon GO inevitavelmente deixou aqueles que fizeram parte da primeira onda de Pokémon no Brasil envoltos em nostalgia. Como não se lembrar dos momentos que mais marcaram a infância e adolescência durante a captura de algum monstrinho pelas ruas da sua cidade? Por conta da volta dessas boas lembranças, o Série Maníacos resolveu relembrar alguns dos melhores momentos da primeira temporada de Pokémon. Vale ressaltar que a ordem proposta foi baseada na cronologia do anime e não na preferência dos autores.

ALERTA: Esse texto contém altas doses de nostalgia. Recomendo que você use um boné. 😉

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9A Fuga de Ash e Pikachu do Ataque dos Spearows Enfurecidos – Por Kin Jordan

O episódio de estreia de Pokémon é incrivelmente bem-sucedido na tarefa de criar um vínculo com o público. Após momentos divertidos com o protagonista conseguindo o seu primeiro monstrinho, o roteiro já trata de dar explicações para o público sobre algumas coisas daquele universo, o que é muito importante para um público jovem e pra quem não conhecia o jogo. Após demonstrar uma personalidade extremamente complicada de se lidar, Pikachu e Ash acabam sendo perseguidos por um bando de Spearows enfurecidos. Durante a fuga Pikachu acaba ferido, deixando Ash preocupado. É durante essa aventura que o protagonista esbarra pela primeira vez com Misty, uma das personagens mais queridas pelos fãs. Após serem derrubados da bicicleta recém “furtada” da Misty, Ash demonstra todo o carinho que já possui pelo seu novo companheiro, protegendo o pokémon com seu próprio corpo. Somente aí Pikachu se convence de que talvez Ash fosse uma pessoa digna de sua confiança, derrotando todos os spearows com um enorme ataque elétrico. A sequência que fecha o episódio termina com a primeira aparição do raríssimo Ho-Oh, ave lendária da, na época inédita, segunda geração dos monstrinhos. Com esse ótimo combo de ação, comédia e drama, Pokémon conquistou já em seu primeiro episódio, uma legião de fãs e o seu espaço entre os grandes animes.

8Naufrágio do St. Anne – Por Jeferson Rodrigues

Quando assisti esses episódios pela primeira vez na minha infância eu me lembro de ter ficado empolgado e aflito ao mesmo tempo. Eles formavam uma ótima sequência de eventos, com uma narrativa que unia muito bem o drama, a comédia e alguns elementos de ação. É aqui que presenciamos as indagações de Ash por ter trocado sua Butterfree por um Raticate, a Equipe Rocket se revelando como uma grande organização criminosa e a primeira aparição de uma das mentes mais perversas do mundo Pokémon: o Vendedor de Margikarps! É claro que não podemos esquecer um dos momentos mais tensos que é o naufrágio do Titanic St. Anne com os nossos heróis presos lá dentro. Eu tinha minhas dúvidas se eles realmente sobreviveriam ao desastre, mas não podemos deixar de citar que Jesse, James e Meowth também estavam presentes e como esse trio é capaz de sobreviver a um holocausto nuclear, é claro que nossos heróis sobreviveriam por osmose. A fuga do navio pode não ter sido a mais emocionante, mas nos traz uma boa dinâmica entre os personagens e nos entrega uma ótima liderança por parte da Misty. E para provar que desgraça pouca é bobagem somos colocados cara a cara com o mal-amado temido Gyarados que resolve se vingar da raça humana lançando um ciclone contra nossos amigos. Pois é, as ameaças são reais, mesmo no mundo das animações, e nós sentimos isso – especialmente quando somos crianças.

PS* Pikachu mostrando que pode ser bem insensível. É bem claro o seu desapontamento quando percebe que a Equipe Rocket sobreviveu.

7A Ilha dos Pokémon gigantes – Por Juan Mardson

Logo após o naufrágio do S.S. Anne, temos um dos episódios mais originais de toda série Pokémon! Com nossos heróis perdidos numa ilha deserta e separados de seus monstrinhos de bolso, vimos uma dinâmica totalmente nova: as criaturinhas foram protagonistas, e seus diálogos, constituídos de muitos Pika Pika e Char Char, foram traduzidos em forma de legenda para aqueles que não entendem o pokemonês. Se você assiste ao anime atrás de batalhas e capturas, pode ter ficado um pouco desapontado com o episódio, mas só a originalidade e o humor zoeira já fazem dele um dos momentos mais memoráveis de toda a saga. A começar por cenas hilárias dos Pokémon tentando conversar com suas formas evoluídas e do momento impagável em que Pikachu e os outros choram a perda de seus donos ao tomar uns bons drinks no bar de um Slowbro (aposto que a referência à bebida escapou de você quando criança). Além disso, o mais legal foi ver mais das personalidades dos Pokémon que pouco apareciam fora de batalhas. Vimos que Charmander é doce e otimista (até evoluir, pelo menos), que Squirtle é aquele malandro do esquadrão com tiradas ótimas de humor negro, que Bulbasaur, por sua vez, faz o tipo solitário e desconfiado, enquanto Ekans e Koffing só fazem maldades por ordem de seus mestres. Depois de muitas confusões, finalmente Pikachu, Meowth e os outros reencontram seus treinadores, numa perseguição frenética a bordo de uma espécie de montanha russa em que é revelado o grande segredo dos Pokémon gigantes: todos não passam de máquinas de um parque temático! Aposto que ninguém esperava uma solução tão criativa. E para coroar ainda mais esse episódio, temos as presenças ilustres de Pokémon raros nunca antes vistos no anime (apesar de eles serem somente máquinas neste episódio), como Zapdos, Moltres e Kabutops. Assim, não poderia ter havido um final melhor para o arco do S.S. Anne, e a inovação vista em A Ilha dos Pokémon Gigantes com certeza fez falta nas temporadas mais recentes. Que nostalgia, hein?

6A despedida de Butterfree – Por Pedro Duzzi

Mais conhecido como “o momento mais triste da história da TV”, o adeus de Butterfree estar nessa lista pode até soar um tanto quanto previsível, mas eu preciso dizer: é pessoal. Lembro-me de que, após Ash trocar seu Butterfree por um genérico Raticate no St. Anne e se arrepender, alguns episódios atrás, o momento em que Butterfree vai embora não parecia real. Eu chorei e passei um dia inteiro emburrado. Talvez por não entender o sentimento que eu estava sentindo, talvez por vergonha por ter chorado vendo um desenho, talvez por ter sido a primeira vez que isso aconteceu no anime, fato é que demorou para cair a minha ficha de que era uma despedida definitiva. Durante algum tempo ainda fiquei com esperanças de que Butterfree iria voltar (esperança alimentada até hoje com um episódio recente que Ash se lembra de seu antigo amigo em um flashback), mas com as saídas subsequentes de outros Pokémon do time de Ash, acabei superando (mentira, dói até hoje rs). Por ter sido a primeira perda significante do time de Ash, por ter sido o primeiro Pokémon que ele capturou, por termos criado um vínculo com essa borboletinha carismática, considero essencial ter esse momento nessa lista.

5O Jardim Misterioso do Bulbasaur – Por Jeferson Rodrigues

Uma das coisas mais legais na franquia Pokémon é o conceito de evolução dos monstrinhos. Todo treinador espera ansiosamente pelo momento em que seu Pokémon vai se tornar maior e mais poderoso, mas nem todo Pokémon pode se sentir à vontade com isso. Um dos exemplos mais conhecidos é o do Bulbasaur do Ash. Bulbasaur sempre foi um dos Pokémons com mais personalidade na equipe do Ash. Sua personalidade “dura” e fechada impunha respeito aos outros companheiros de equipe e várias vezes Bulbasaur era visto como um líder pelos demais. Talvez seja por isso que ele tenha se recusado a evoluir. Bulbasaur pode ter percebido que não precisava evoluir para ser um Pokémon forte. E ele provou isso ao contrariar um jardim repleto de Ivysaur e liderado por um Venusaur durante o festival da evolução e ainda salvar a todos das garras da Equipe Rocket com o seu recém-aprendido Solar Beam. Esse episódio serviu para mostrar que nem sempre a evolução é algo desejado e que serve para definir a força de um Pokémon (pelo menos no anime). O conceito desse episódio deve ter agradado, pois essa mesma fórmula seria utilizada novamente algumas temporadas mais tarde com outro personagem.

4A derrota de Ash contra Richie na Liga Pokémon – Por Diogo Souza

“Daqui, ambos parecem ser vencedores para mim”. O comentário de Brock após Ash ter perdido a sua quinta batalha na Liga Índigo para Ritchie resume bem uma das mensagens do final dessa temporada: nem toda perda significa uma derrota. Um dos elementos que trouxe bastante emoção para esse episódio foi ver o comportamento de dois amigos que precisaram se tornar rivais, mas que, ainda assim, mantiveram-se no jogo sem trapacear e sem ver a amizade, nesse contexto, como algo negativo. Como foi dito no episódio, o bom de se duelar com um amigo é que quem perder poderá se alegrar pelo outro. Foi bem bacana ver Misty preocupada e defendendo Ash, tal como Pikachu, que depois de ter gasto as suas energias, mais uma vez, com a Equipe Rocket, decidiu participar da batalha em nome da amizade que tinha com o seu treinador. O fato de Ash e Ritchie possuírem, praticamente, os mesmos pokémons, inseriu uma tensão na batalha, pois ambos conheciam os ataques que poderiam ser utilizados Apesar de não ser um bom treinador, Ash, que conquistou vitórias na Liga Índigo por conta do auxílio de Misty e Brock, poderia ter ido mais longe nessa jornada, todavia, o egoísmo e rebeldia de Charizard impediram isso. Talvez, por conta de ter perdido dessa forma, fica um gancho para que os fãs que acompanhassem o anime na expectativa de que Ash pudesse vencer torneios futuros.

3As Capturas Marcantes – Por Vinícius Fernandes

Falar sobre as capturas marcantes da primeira temporada de Pokémon é fácil e bem complicado ao mesmo tempo. Porque, afinal, todas as capturas no continente de Kanto foram emocionantes, belas e são inesquecíveis até hoje, não é mesmo? A primeira temporada de Pokémon foi pra mim, assim como eu sei que foi para muitos de vocês, memorável, a nossa primeira experiência televisionada com os famosos monstrinhos de bolso. Pensando nisso, eu farei deste tópico um registro dos dez pokémons cuja captura mais me marcou em Kanto.

Inicio, então, com o mais digno de estar no topo da lista: Charmander! Afinal, que criança não se emocionou com o episódio do Charmander?! Ash lutou pela vida de Charmander, apesar dele insistir em não abandonar a pedra onde seu treinador o havia deixado ou, como sempre soubemos, abandonado. Ash provou para Charmander que ele era poderoso, ao contrário de tudo o que ele tinha ouvido antes. Essa captura foi marcante pelo vínculo que o lagarto de fogo criou com Ash, crescendo episódio após episódio, e pelo exemplo de superação que o mesmo deixou para nós, os jovens telespectadores de Pokémon. É claro que é impossível falar de superação sem citar o Caterpie, o segundo colocado na lista. O inseto é uma das capturas mais marcantes do time de Ash desde então, por ter sido seu primeiro pokémon na história do desenho (visto que Pikachu não foi capturado, mas sim dado pelo Professor Carvalho) e, como dito anteriormente, por ser mais um símbolo de superação e força, junto de Charmander. Caterpie sempre sonhara em ser uma Butterfree, mas ele não acreditava ser capaz de alcançar tal feito. Aliás, foi junto de Ash que ele acreditou em si mesmo e conseguiu evoluir até seu último estágio.

A terceira captura não está nessa colocação por força ou qualquer outro atributo que tenha levado os dois últimos a entrar na lista, mas sim pelo lado cômico que ele sempre proporcionou para o desenho. Ela foi uma das mais marcantes da primeira temporada (talvez até de todo o anime, perdendo apenas para Charmander e Caterpie) pelo simples fato de ter sido hilária e totalmente não intencional. Lembram-se da cena? Misty tropeçou, uma pokebola dela caiu de sua bolsa e seguiu na direção do Psyduck e o que ele fez? Ele simplesmente tocou a pokébola e, pronto, ele foi capturado! Se já não bastasse o método da captura ter sido tão abrupto, Psyduck sempre saía de sua pokébola sem ser chamado, causando grandes problemas para a sua treinadora, inclusive em batalhas importantes. Psyduck, junto de Jigglypuff, é o pokémon mais engraçado da franquia em Kanto e que, consequentemente, faz mais falta quando chega o momento que nos despedimos deles.

Os próximos da lista, a meu ver, são em ordem de importância: Squirtle, Bulbasaur, Togepi, Pidgeotto, Primeape, Lickitung e Krabby. Squirtle e Bulbasaur, os iniciais que restavam nessa lista, tiveram ambos uma história interessante em seus momentos de captura. Squirtle introduziu o famoso (e infame) Esquadrão Squirtle (bem melhor do que o Esquadrão Suicida, não?) em um dos episódios mais icônicos da franquia. Squirtle salvou a vida de Ash e decidiu fazer parte de seu time por livre e espontânea vontade, diferentemente do Bulbasaur. O episódio do Bulbasaur foi marcante, pois, ao contrário de Charmander e Squirtle, Ash precisou provar o seu valor e capacidade numa luta contra Bulbasaur. O mesmo demorou, inclusive, alguns episódios para confiar plenamente em seu treinador, algo que Charmander e Squirtle aprenderam com facilidade. Tirando, é claro, quando Charmander evoluiu…

Togepi, apesar de não ter sido propriamente capturado, foi marcante por ter sido o primeiro pokémon de Johto (o Ho-oh do início não conta por não ser oficial ainda) e por ser o Togepi, um dos pokémons mais queridos da franquia, obviamente. A briga pelo ovo só terminou de vez quando o pokémon que ali estava nasceu, escolhendo a Misty como a sua “mãe” e legítima treinadora. Togepi, junto do Psyduck, é icônico no desenho por nunca lutar por vontade própria. Psyduck com a “confusão”, derivada das suas dores de cabeça, e Togepi com o famoso “Metronome”, que sempre calhava de vir um golpe extremamente poderoso. Já o Pidgeotto encontra-se como sétimo pela maneira com a qual o processo de captura foi feito. Seu episódio representou a primeira vez que constatamos que o Ash era na realidade estúpido demais para ser um treinador. Usar um inseto contra um pokémon voador! É sério isso, Ash? Não é a toa que você sempre perde as Ligas… Pidgeotto, ao evoluir, tornou-se um dos pokémons mais poderosos do time do Ash, até, claro, ele abandoná-lo. Apenas mais uma mancada do símbolo da franquia no anime, assim fica difícil te defender, viu, Ash?!

Os três últimos, Primeape, Lickitung e Krabby encontram-se na lista por serem, em comparação com os que não foram citados na lista ainda, os pokémons que mais me chamaram a atenção quando criança. Primeape se mostrou um dos pokémons mais poderosos de Ash, apesar de ser descontrolado, sendo capturado após roubar o boné do personagem principal. Já Lickitung representou uma das melhores adições da Equipe Rocket desde o início da franquia, como, talvez, o pokémon mais poderoso de Jessie, capturado após uma crise de fúria da mesma ao ver sua comida roubada. O último da lista, Krabby, é um dos meus favoritos também pela rivalidade do personagem principal com Gary. Ash capturou um pequeno Krabby, ao contrário do seu rival, que capturara um de tamanho fora do normal. Krabby foi o primeiro pokémon de Ash a ser transferido automaticamente para o laboratório do Professor Carvalho, por ser o sétimo do time, não podendo estar nas mãos do treinador. Tivemos, também, Horsea, Zubat, os 30 Tauros do Safari Zone (episódio proibido), Muk, Haunter (não foi capturado), Vulpix (emprestado para o Brock) e Shellder. O restante como, por exemplo, Lapras, Snorlax e Poliwag, foram capturados na Liga Laranja, não entrando, então, na lista da Liga Indigo.

2As Batalhas de Ginásio – Por Pedro Neves

Quando a série começa e Ash sai em sua jornada, ele diz que vai se tornar um Mestre Pokémon. Mas o que faz de um treinador um Mestre Pokémon? Capturar todos talvez? Apesar de nunca termos tido uma resposta objetiva para essa pergunta, o quinto episódio do anime (Exibição na cidade de Pewter) nos trouxe um caminho para o treinador seguir: derrotar os Líderes de Ginásio, conseguir oito insígnias e participar da Liga Pokémon.

A partir daí sempre que Ash batalhou por uma insígnia tivemos momentos especiais (uns mais e outros bem menos). As primeiras duas insígnias são conquistas mais importantes por causa dos Líderes de Ginásio do que pelas batalhas. Ash não consegue derrotar Brock (e o anime desconsidera o fato que nos jogos ataques elétricos não funcionam em Pokémon do tipo Terra) e nem Misty (Ep. 07, As Flores Aquáticas da cidade de Cerulean), mas mesmo assim recebe as insígnias por seu caráter e por ter ajudado contra a Equipe Rocket, o que nos leva a questionar a seriedade da liga.

Mas nem todos os líderes de ginásio são bonzinhos e as próximas duas batalhas provam isso. Como esquecer o dilema de evoluir o não o Pikachu para enfrentar o Raichu do Sargento Surge (Ep. 14, Exibição do choque elétrico)? Lembro que quando vi esse episódio pela primeira vez, torci muito pela evolução do Pikachu, algo que hoje todos sabemos que jamais acontecerá. Mas, mesmo sem evoluir, temos uma luta épica entre Pokémon e sua evolução e Ash finalmente faz por merecer a insígnia.

Mas, sem sombra de dúvidas, a insígnia que mais deixou a todos nós nervosos foi a de Sabrina. Em um arco de três episódios (Ep. 21, Abra e o show paranormal, Ep. 22, A Torre do Terror e Ep. 23 Haunter vs Kadabra), somos levados a alguns dos momentos mais surreais do anime (e olha que estamos falando de um anime com criaturas que soltam fogo pela boca). Sabrina é uma personagem assustadora com sua boneca endiabrada e seus poderes inexplicáveis de encolher pessoas e transformá-las em bonecos. Para vencer isso, Ash vai a Lavender atrás de um Pokémon Fantasma e morre no processo, voltando ao mundo dos vivos e ficando amigo do Haunter. De volta ao ginásio ele perde mais uma vez até o Haunter aparecer e fazer Sabrina rir. Sim, a vitória de Ash ocorre porque a líder riu. É de longe a série de roteiros mais bizarra de Pokémon e mais uma vez nosso protagonista não vence uma batalha de Ginásio.

Perto de toda a loucura que foi a disputa pela quarta insígnia, as batalhas contra Érica em Celadon (Ep. 25, Perfume de Pokémon) e Koga em Fuchsia (Ep. 31 Os poderes do Poké-ninja) parecem bem mais simples. Destaque vai para Ashley, versão feminina de Ash que é proibido de entrar no Ginásio Celadon após falar mal dos perfumes de Érica e do Gloom fedorento. Já a batalha em Fuchsia é completamente esquecível, já que quem rouba todas as atenções é o Psyduck de Misty. Ah! Ash não derrota Érica, mas derrota Koga, nos deixando com 4 insígnias dadas e 2 conquistadas até aqui.

Só temos uma nova batalha de Ginásio 28 episódios depois (Ep. 58, E tome charada! e Ep. 59, Pânico no vulcão), esse é o tempo que a gangue demora para chegar em Cinnabar Island e conhecer Blaine, o líder de ginásio de fogo. Adivinhem o que acontece? Ash perde a batalha de novo, muito graças ao Charizard desobediente e ao Magmar superpoderoso do rival. Resultado? Uma das batalhas mais épicas do anime com Charizard enfrentando Magmar no vulcão em uma luta cheia de reviravoltas que culmina com a vitória de Ash.

Por fim, a tão esperada oitava insígnia vem justamente da primeira cidade que Ash visitou, Viridian, onde Misty esqueceu de dizer que havia um Ginásio. O episódio é especial pois está diretamente ligado ao primeiro filme de Pokémon. Em A batalha da insígnia (Ep. 63), vemos Gary desafiar Giovanni e ser derrotado por ninguém menos que Mewtwo. Em seguida, Ash enfrenta Jessie em uma batalha emocionante e acaba conquistando a vitória.

Depois de todos esses acontecimentos, o que a gente se pergunta é se realmente é difícil juntar oito insígnias quando metade delas é dada a você e se Ash realmente é um treinador digno de competir na Liga Pokémon. Apesar disso, não podemos negar que as batalhas nos Ginásios são sempre fontes de ótima diversão e de momentos memoráveis.

1Extra: Ash vira Pedra em Mewtwo Contra Ataca – Por Laio Andrade

Pokémon é com certeza o anime mais conhecido dentre o universo infinito de animes que existem pelo mundo. Entre tantas pontas soltas e histórias aleatórias, existem aqueles monstrinhos que se tornam tão enigmáticos que aguça a curiosidade dos fãs.

Falo dos pokémons lendários, mais propriamente o Mewtwo, o lendário clonado a partir do DNA de outro lendário, Mew. Este talvez foi o único que rendeu continuação, mesmo que mínima, entre anime e longa. Essa ligação, porém, foi além gerando 3 especiais que constrói em Mewtwo, uma verdadeira linha narrativa com características únicas deste ser tão solitário e frio.

No filme Mewtwo contra ataca de 1998, conhecemos a natureza deste pokémon que não aceita a sua posição como clone e muito menos ser usado como cobaia pelos seres humanos. Por esse motivo ele se rebela criando uma ilha de pokémons clonados para recriar o planeta com a ideia de que esses são melhores que os originais. Então cabe a Ash, Brock e Misty mudar este destino.

E nessa tentativa que vemos uma falha grave de Ash Ketchum, sua índole o leva a sacrifícios, e esse saiu caro, para proteger os pokémons, ele se joga na frente de um ataque entre Mewtwo e Mew que imediatamente o transforma em pedra.

A partir deste momento, toda atmosfera da história muda completamente, ver o pobre Pikachu tentando reanimar sem sucesso seu treinador com choques do trovão, foi desesperador. As lágrimas que se seguiram, não foram apenas dos personagens do longa, mas de muitos que assistiam. Lembro que vi o filme no cinema e assim como várias crianças, caí em lágrimas.

A morte pode ser desesperadora e ver essa realidade em um anime infantil foi duro, suficiente para cortar os corações dos outros pokémons (clones principalmente) que mostraram que sentimentos não se clonam. As lágrimas sinceras ao meu ver gerou um poder novo compartilhado entre os monstrinhos, poder suficiente para transformar o Ash trazendo-o de volta a vida.

Com isso, Mewtwo criou consciência de que humanos e pokémons podem conviver pacificamente e resolve ir embora com seus clones, não antes de apagar da memória dos nossos heróis, todas as lembranças daquele dia fatídico.

Com esse filme, Pokémon alcançou um novo nível de profundidade, mostrando que o anime tem todo potencial para histórias fantásticas e emocionantes e o marco inicial começou aí, quando Ash vira pedra, sendo para mim a cena mais importante de toda cronologia e definindo a amizade entre um humano e um pokémon como primordial.

Olá, é o Pedro de novo. Espero que tenham gostado da nossa lista assim como o Pikachu gosta de Ketchup. Houve algum momento que vocês acham que ficou de fora? Deixem nos comentários abaixo!

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  • SubZylok

    SM sempre com as melhores sacadas. Matéria ótima, e com o timing perfeito. Agora só falta abrir uma maratona da série original 😉

  • Que lindeza de matéria. <3

  • Isaac Lopes

    Menção honrosa: James de peito lutando contra o preconceito nos anos 90, yeeh!

    • Kin Jordan

      huahuahua, infelizmente foi um dos episódios censurados na época, mas que no final só aumentou o buzz, transformando a cena em algo ainda mais icônico!

  • Luis Fernando

    O problema de Pokémon foi nao ter terminado nunca e o Ash nunca envelhecer, isso fez a historia parecer comercial demais. Mas as primeiras temporadas do anime foram mágicas.

  • Walber Lima

    Que matéria boa, tinha esquecido o porquê de um dia gostar tanto de Pokemon, Digimon eu revi esses dias, graças ao site inclusive, e adorei, já pokemon apesar de tudo que vc falou sempre foi mt repetitivo, e o maior erro foi continuar a vida toda com Ash e não reciclar personagens ou passar o tempo…

    O primeiro episódio que assisti foi da despedida de Burtefree, logo não me apeguei tanto mas lembro exatamente dele. Assim como o capitulo que mostra os Pokemons conversando, mt bom.

    Sempre gostei do Bulbassauro e Pidgeoto, mas Charmander, depois Charizard mts vezes tomou o protagonismo para si.

    E o filme de Mewtwo tmb vi no cinema e foi foda, tanto o pré-filme como o filme.

  • Henrique Celote

    Um dos episódios que mais me emocionei foi da despedida da Misty e do Brock. Foi um dos episódios mais marcantes. Da Sabrina é dos que mais me deixou assustado. A primeira aparição do Pokémon psíquico e evoluindo ainda… Tenso kkk bons tempos!

  • dan_atwood

    Nossa bateu a nostalgia forte aqui, bulba sempre será meu inicial favorito msm tanta gente não dando valor pra ele. Caterpie me fez amar pokemon insetos quando criança haha tanto que nos jogos até hj tenho preferência pelo tipo haha.
    O novo arco está muito bom (apesar da cagada q fizeram na liga) me fez até voltar a acompanhar.

  • Henrique Junqueira

    Os dois momentos mais icônicos na minha opinião são o primeiro episódio, que é muito bom, e o Ash virando pedra, que é de partir o coração. O episódio dos pikachus também é bem emblemático. É um anime que tocava muito fundo na parte sentimental.
    Pouco antes do lançamento de Pokemon Go eu estava revendo alguns no Netflix, e ficou claro que as batalhas de ginásio eram o ponto fraco do anime, o que é uma pena porque eram pra ser dos melhores episódios. O Ash ganhar a insígnia da Sabrina só porque ela riu é revoltante, tinha tudo pra ser uma batalha épica contra uma ótima personagem, mas o final foi ridículo. Outras batalhas também eram muito sem noção, tipo Pikachu dando choque do trovão no Onix e no Geodude. Quando eu era criança não tinha senso crítico nenhum então adorava tudo haha.
    Eu era muito fã do anime mas meu vício em pokemon vem muito dos games(Pokemon Snap, Stadium, Gold pra gameboy), e nunca vou esquecer os mini pokemon do guaraná caçulinha.

  • jorge_lito

    Texto foda! Nostalgia pura….

  • Nando

    Gostei demais dessa matéria. Esses dias tava até revendo os primeiros episodios que eram muito melhores, pena q o desenho foi se tornando repetitivo e perdeu a graça.

    Meu pokemon preferido sempre foi charmander/charizard e um episodio marcante q ficou de fora foi “O desejo ardente de Charizard” onde o ele se despede do Charizard :'(

  • Ivanzinho

    Ash se despedindo do Pikachu correndo em lágrimas e tendo flashs dos momentos marcantes até ali também foi tenso demais

    • Leo

      Me dói demais
      Só em pensar em te deixar
      E jamais esquecerei
      O dia em que eu conheci você

  • vitor

    Tem um copilado das melhores cenas do Psyduck
    Mano ele era engraçado
    Alias a primeira temporada era muito boa porque tinha cenas absurdas que hoje em dia não se vê mais no anime
    Os roteiristas eram muito bons e a animação ok(1998)
    Hoje em dia a animação é uma das melhores dos animes atuais(sério, é top) e os episódios são muito genéricos
    Porém Pokemon voltou a ser febre lá por conta também do romance entre o Ash e a Serena
    E de novo Ash perdeu uma liga e foi tão revoltante que a audiência despencou nos episódios seguintes

  • Rodolfo Lobo

    Adorei o post
    Por favor, faça mais sobre as outras temporadas!!!