Timeless 1×04: Party at Castle Varlar

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Party at Castle Varlar é o divertido e cheio de referências quarto episódio de Timeless.

Continuando com sua premissa de alternar seus episódios em períodos importantes da história e outros não tão importantes assim, Timeless nos busca da época musical e colorida Las Vegas dos anos 60, abordada no episódio anterior e nos leva para a velha Alemanha Nazista de Hitler em 1940. Nesse episódio tivermos muitas cenas de ação, boas doses de humor, algumas referências e como de praxe personagens reais servindo ao roteiro.

“Oi eu sou Bond, James Bond... Ou quase isso”.
“Oi eu sou Bond, James Bond… Ou quase isso”.

O primeiro desses personagens foi aquele com maior participação de tela: Ian Fleming. O autor e criador do fenômeno James Bond, o 007. Ian foi realmente espião, trabalhando por muitos anos na Divisão de Inteligência Naval Britânica. Aqui o personagem além de ajudar nosso trio na missão da vez, também serviu como um suposto interesse amoroso de Lucy, tudo para causar ciúmes no Wyatt e tentar força a imagem de casal entre ele e Lucy. Realmente, eu torcia e orava com todas as forças para a série não investir nesse plot. A química entre Wyatt e Lucy é zero e a série já tem nuances emocionais demais, não precisa investir em romance. Contudo, parece que minhas preces não serão atendidas e esse casal nos será empurrado goela abaixo.

“Minhas invenções mataram várias pessoas, mesmo assim eu me dei bem. Ah... coisa dos Estados Unidos. ”
“Minhas invenções mataram várias pessoas, mesmo assim eu me dei bem. Ah… coisa dos Estados Unidos. ”

Outra pessoa real que serviu para a narrativa desse episódio foi o engenheiro Wernher Von Braun. Esse não teve tanta participação assim, sua invenção serviu muito mais a trama do que ele. Fiquei surpreso quando percebi que a série, apesar de ter retratado a Alemanha Nazista nesse episódio, não usou a figura de Hitler, mas isso se mostrou uma decisão acertada. Retratar um personagem de tal complexidade, exige o máximo de cuidado para não haver descaracterização. Talvez a série o utilize mais para frente, afinal estamos apenas no quarto episódio, é bom que ela não de todas as suas cartadas.

“Oi, eu fui apresentado como o grande vilão da história. Mas apesar dos meus risos sarcásticos, eu mal abri a boca”.
“Oi, eu fui apresentado como o grande vilão da história. Mas apesar dos meus risos sarcásticos, eu mal abri a boca”.

Se tem algo que sinto falta em Timeless é suas tramas paralelas e a falta de aprofundamento nas existentes na série. Tirando o plot de Lucy e o sumiço da sua irmã, não há nenhuma outra história além da trama central sendo trabalhada. Não coloco o Rittenhouse como uma trama paralela porque está diretamente ligada a principal. A questão da esposa do Wyatt que parecia que ia decolar depois do episódio passado não foi citada aqui. O personagem que estava um poço de emoções no episódio anterior, nesse quarto capitulo se preocupou mais em sentir ciúmes de Lucy do que pensar na defunta. Aí eu pergunto: cadê coesão Brasil? Garcia Flynn, o grande antagonista, ainda não mostrou a aqui veio. Sabemos que toda essa pataquada do roubo da máquina é para varrer o Rittenhouse da história, contudo as intenções do personagem, principalmente para com Lucy ainda não ficaram claras. A certas cartadas que a série não pode se dá ao luxo de esconder por tanto tempo, porque a trama principal tende a se esvaziar. Não estamos em uma serie procedural para ter casos da semana. E essa história de a cada episódio visitarmos uma época histórica, sem o desenvolvimento da trama principal vai acabar cansando.

“Ah, meu Deus. De novo esse chroma nos envergonhando”
“Ah, meu Deus. De novo esse chroma nos envergonhando”

Timeless também segue de parabéns por manter seus aspectos técnicos satisfatórios. Tirando os efeitos visuais, todo o resto está muito bem obrigado. Destaque novamente para a caracterização, as roupas são muito fieis ao tempo retratado bem como a sua ambientação. Algo que senti nitidamente foi a fotografia do episódio. Ela estava mais vida, as cores mais vibrantes e com um filtro bem mais claro. Uma iluminação que a série não tinha utilizado até então e que me agradou bastante.

No mais Timeless continua agradando. O humor e as referências presentes nesse episódio fizeram dele melhor do que o seu anterior. Espero que a série continue investindo nisso. Até semana que vem 😉

> Teorias Bizarras de Westworld!

Bond, James Bond 1: A cara de Lucy e Wyatt quando descobriram que o capitão era Ian Fleming foram hilárias. Matt Lanter é muito melhor fazendo humor, do que fazendo drama.

Bond, James Bond 2: Me assusta a mínima intervenção do governo nesse caso do roubo de uma máquina do tempo. Por enquanto do lado deles, só temos aquela agente que eu nem sei o nome.

Bond, James Bond 3: As alterações no curso da história continuam sutis. Dessa vez foi um novo livro/filme do 007 que foi feito. Até quando essa falta de gravidade foi durar?

  • Bruno

    E a seria continua com baixa audiencia. Quem esta acompanhando, como eu, nao se apegue muito pois pode ser cancelada!

  • Rei Gelado

    A série continua bastante divertida. Adoro esses encontros com figuras do passado, até dou uma pausa no episódio pra dar uma olhada no wikipedia.

  • Carolina Alvarenga

    divertida mas descompromissada