The Strain 3×08: White Light

10
496

Com “White Light”, foi a segunda vez que foi necessário assistir mais de uma vez o episódio de The Strain, para poder entender o que estava se passando e poder contar para nossa audiência tão qualificada. É um martírio. Não é fácil, ver, rever e constatar que os caras responsáveis pela série deixaram muitos buracos e, por fim, ousaram: deixam mais outros para que na quarta (graças a Deus) temporada possam não responder nada do que eles perguntaram.

Gus volta pra casa e para seu passado

Antes que me acusem de preconceito ou alguma idiotice, basta ver a minha imagem no avatar para entender que meu comentário não é racista. Infelizmente a gente tem que se precaver porque a covardia do campo de comentários só cresce e quem escreve fica cada dia mais impotente. Aqui nos reviews de The Strain, nunca tive problemas, mas vai que…

… então, o Gus não é moreno? Daqueles de cabelo crespo e transpirando latinidade? Como que colocam um garoto branco de cabelo liso para interpretar o moço ainda criança? Isso é mais uma prova de um total desleixo com tantos aspectos importantes da história que eles nos entregam semanalmente.

Esta é a versão do Gus "criança". Um erro absurdo da produção. The Strain --- "White Light"
Esta é a versão do Gus “criança”. Um erro absurdo da produção. The Strain — “White Light”

O cara volta pra casa para “resolver sua vida”, rever seu passado e se despedir da mãe. Tudo bem, faz parte da finalização de um ciclo de um personagem. Aí começa o flash-back e o Gus tem aparência estadunidense e a mãe também! Pior: começa um plot em que ele tem péssimas recordações do pai, onde sequer se dão o trabalho de colocarem um ator para fazer o papel, mas “gastam” com mais dois personagens: o tio de Gus e uma figura que eu não faço a mínima ideia de quem seja. Estão lá para “White Light” ser emolduradamente a continuação da enrolação que vem sendo.

Palmer agora é um parceiro e é só isso mesmo

O dono da Stoneheart, ex-namorado de Coco e ex-parceiro do Mestre, depois de rejuvenescido através da força do “branco”, tornou-se um dos que não desejam que o Mestre continue colocando suas patas em Nova Iorque, mesmo que pareça tarde demais. Por isso vem tentando trazer informações para Setrakian e Fet.

Quem diria, hein? Palmer e Setrakian são parceiros! The Strain --- "White Light"
Quem diria, hein? Palmer e Setrakian são parceiros! The Strain — “White Light”

Os caras voltam até uma espécie de “refinaria” onde neste momento existe uma espécie de fábrica de extração de sangue humano. Em nenhum momento de The Strain isso ficou muito claro para quem acompanha a série. Nada. Uma dica, uma pista. Nada. Como se tivesse sido utilizado como um trunfo. A produção está tão perdida que eles usaram exatamente o mesmo modus operandi do piloto (só que desta vez substituíram o avião por navio) para tentarem implantar o terror, desta vez com uma história absolutamente estranha: o Mestre – que se sabe lá onde está – é o responsável por trazer um Ancião – que teria sobrevivido a uma guerra que aconteceu no antigo Egito, segundo o Lúmem – para se juntar a ele na finalização do seu plano. Que malvadão esse Mestre, hein? Por que ele não mostra quem é o seu cavalo? Estamos indo, minha gente, para o nono episódio de uma temporada de dez e ele apareceu apenas uma vez! E olha, que se ele aparece em “White Light” poderia protagonizar as melhores cenas da série de longe. Explico depois.

Ah, doutor! Tudo que você queria aconteceu… E Dutch também está aliviada

Minhas suspeitas da junção destes dois corpos em um mesmo espaço era para que uma tensão sexual se estabelecesse entre ambos. Por vários motivos. Primeiro: o doutor Eph saiu do campo científico para o tecnológico, praia que não é a dele. Ela apareceu em Manhattan com uma turma de saqueadores e o susto que tomou quando um dos seus pares foi atacado por um strigoi foi o suficiente para se juntar novamente a esquadrilha da fumaça, só que não. O negócio ficou tão estreito entre ela e Fet, que ele passou por seu antigo affair como quem nunca tivesse tido nenhum sentimento pela hacker. Logo, o que ela foi fazer lá naquele galpão fétido além de beber? Coitar.

... E foram felizes para sempre! Ops, pera! The Strain --- "White Light"
… E foram felizes para sempre! Ops, pera! The Strain — “White Light”

E acabou rolando. Aliás, quem de nós poderia resistir aqueles brilhantes olhos brincando com a nossa imaginação? Era tudo que queriam. Tá e daí? É o que sempre digo e peço perdão por ser repetitivo: nada (ou a maioria) do que acontece em The Strain contribui para história que está sendo contada. Só pra não ficar entre Eph/Dutch, o mesmo acontece com Justine e o chefe de Polícia. Se não for um coito , será uma beijoca para aliviar a tensão. O problema não é o beijo, a questão é não ir a lugar algum, ou mesmo, a demora para ir a algum lugar. Os casais poderiam se pegar nos 10 episódios desde que tivéssemos uma história coerente e bem produzida.

Quinlan é protagonista da melhor cena da série desde o piloto

Sabe-se lá o real motivo, mas Setrakian raríssimas vezes cogitou a ideia de convidar os “anciões do bem” para combaterem o Mestre. Falta de confiança talvez tenha sido uma das razões. Com a aproximação de Quinlan, o diálogo entre o strigoi-que-fala-bonito com seus ancestrais, melhorou a relação deles com os seres normais, por assim dizer. Desde o início de The Strain nunca foi revelado onde eles se escondiam, mas uma coisa ficava bastante clara: eles não queriam participar desta guerra e olha que em algumas ocasiões – se vocês bem se lembrarem – alguns representantes dos anciões chegaram a intervir positivamente no confronto.

Passado o momento de tensão entre eles, Quinlan foi meio que pedir ajuda aos anciões nesta história de um “irmão” deles ter chegado à América com o objetivo de ajudar o Mestre. Pelo temor instaurado pelas palavras do strigoi, ficou bem claro que sim, vem mais um Mestre versão 2.0 por aí.

Teve strigoi voando na luta entre eles! The Strain --- "White Light"
Teve strigoi voando na luta entre eles! The Strain — “White Light”

O que eu acho que ninguém esperava era que Eichorst soubesse onde eles estavam vivendo e viesse com um exército de strigois contra os anciões e também contra Quinlan. Olha e pela primeira vez desde que a série foi ao ar, eu tive orgulho das cenas de combate. Com capricho, coreografia e uma fotografia para lá de interessante o duelo dos seres da mesma raça foi o que melhor aconteceu em todos esses meses assistindo The Strain e eu fico me perguntando porque o mesmo não aconteceu em tantos outros episódios em que houve algum combate. Oportunidades não faltaram.

No entanto, agora morreu Maria, como diria o escritor em sua história. Nem uma cena bastante interessante pode redimir The Strain do seu pior momento na TV. Como venho dizendo, a série se perdeu completamente, invoca flash-backs sob pretextos irrelevantes, transformou seus personagens em caricaturas de suas próprias propostas e hoje, erros após erros, caminha de maneira melancólica para o fim da sua terceira temporada.

  • Eidur Rasmussen

    Essa série degringolou. Algumas cenas dão vergonha alheia.

  • joao henrique da silveira mont

    Assisti três vezes o episódio. Dormi nas duas primeiras. Faltam só dois episódios para acabar a temporada. O melhor acontecimento do episódio foi não aparecer o filho do doutor.

    • Bundalelê

      Assistiu três vezes?!?!? Uma já é um martírio…

  • vitor

    eu desisti mesmo faltando duas episódios só

  • Bruno

    Gostei muito da cena da batalha. Prometeram algo no episódio 6, com aquele título e não entregaram nada. Fui surpreendido positivamente com o final desse episódio.
    Olhando o Gus jovem com aquele cabelo liso, pensei na mesma coisa.

  • Julio C. Costa

    Realmente de tudo que rolou e vem rolando nessa série, o Quinlan salvou o dia, ou a noite…sei lá.
    É realmente assistir the strain é uma mistura de esperança e loucura…mais loucura mesmo.

  • Melanie Mota

    Quinlan foi realmente FODA, agora sobre o Gus criança eu ri sozinha aqui com aquele moleque branco de cabelo liso.

  • Claudia

    O Gus de cabelos lisos, ai que vontade usar aquele meme… ‘Eu não entendi cara, eu não entendi’ kkkkkk

  • edujakel

    realmente aquela cena inspirada em 300 e Spartacus foi bem interessante…logo q o QUinlan comecou a correr e a camera acompanhar a luta lateralmente já lembrei de 300 e logo falei: ta faltando a camera lenta qdo a espada acerta…aí logo umas 2 espadadas depois já ficou em camera lenta…apesar de nao ser original, ficou bom .
    Qto à história, nao tem nem o q comentar, é o samba do crioulo doido…