The Strain 3×04: Gone But Not Forgotten

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Não havia nenhum motivo para comemoração. Ficou muito claro no último episódio de The Strain que o Mestre não morreu. Apenas se escondeu na escuridão para pensar em uma melhor estratégia em um plano que ainda está obscuro para mim. Um ser tão poderoso precisa de três temporadas para fazer o que quer? O que ele fez da sua parceria com Palmer? Perguntas que “Gone But Not Forgotten” ignorou.

Esquadrão Suicida para conter a ameaça.

A NYPD permitiu a convocação “não voluntária” de militantes para fazer uma espécie de Esquadrão Suicida para conter os ataques desarticulados dos strigois. Lógico que Gus e Angel estão nessa e impressionante como em apenas um ataque os manos já manjam que alguma coisa não está nada bem. Agora os “caras de rato” estão atacando sem qualquer tipo de plano ou direcionamento. É a fome com a vontade de comer. O que eu não entendi muito foi que Justine ficou revoltadíssima com a iniciativa de pegar gente despreparada para combater os strigois e quando foi ver por si mesma do que se tratava deixou exatamente como já estava. Parece que a gente tá sendo traído pelo roteirista / direção. Ele começa o episódio colocando Feraldo na parede, ela ensaia um discurso de revolta, vai até o repugnante local onde bravos homens se reúnem e… fica tudo por isso mesmo. São 5 ou 10 minutos de nada para lugar nenhum.

Eph, bebidas, Dutch, bebidas e … Quinlan.

Eu estava “preparado” para uma pegação fora de hora entre os dois. Em primeiro lugar: onde está aquele cara que tinha sempre um plano, que não desistira das iniciativas de tentar conter os strigois? O cara corajoso que pegou um trem até Washington com o objetivo de conseguir reforços, buscar soluções científicas e não se entregar ao desespero. Não há nada nele. Só um bebum que não busca resolver seus próprios dramas; onde não há respostas pessoais, também não haverá possibilidade de lutar. Ok. A segunda temporada não foi nada fácil para ele, mas quando que irá reagir? Dito isso: ok, Dutch e você, está bebendo tanto por que? “Posso ficar na sua casa enquanto me ajeito, Fet?” Como assim, moça? Você vai arranjar um emprego, vai mandar currículo, já sabe o que fazer para resolver o caos que está a cidade? São certas coisas em The Strain que na minha opinião são imperdoáveis. A falta de capricho com o contexto geral; a desatenção para com outros personagens e essa preguiça de dizer à audiência (de maneira mais clara) que eles não sabem mais para onde irem. A gente fica com o sentimento ao final do episódio que a série na verdade acabou e agora eles irão enrolar o “povo” até o dia 30 de outubro, season finale (pra mim series finale) de The Strain.

Quinlan não morreu. Eu “quebrei” a cara, mas ele foi devidamente curado para ir bater um papo mais próximo com o “Strigoi´s Council”. Tá e daí? Pois nem ele e nem Setrakian fizeram com que os caras de rato se assustassem mediante a ameaça deles. Mais um ótimo personagem desperdiçado. Outro buscando uma segunda chance. Até quando?

Eichorst sozinho, perdido e decepcionante.

Se existia um personagem interessante desde o início da trama, esse era o nazista vivido pelo bom ator Richard Sammel. O cara ganhou episódios centrados em sua origem, uma forma de explicar seus sentimentos e comportamento e protagonizou um dos momentos mais bacanas de The Strain, o episódio 11 da temporada passada denominado “Dead End”. Daí ele vem para a terceira temporada como um personagem avulso, que fica andando por aí como peça de um jogo de 8 bits da década de 80: batendo em paredes e com um discurso mais vazio e óbvio. Quando você pensa que ele vai expor a cidade a um ataque massacrante, ele faz o que poderia ter feito a qualquer momento. Por que o Mestre, ele ou qualquer um outro inimigo de Nova Iorque precisam ficar jogando com seus oponentes? Por que não empurram a porta e saem invadindo os outros Estados americanos? Com isso, não estou considerando que fazer um “homem-strigoi-bomba” dentro do departamento de polícia não tenha sido cruel, mas para quantidade de vítimas repito o que eu venho dizendo desde o início do texto: nada aconteceu. Fet salvou Justine que…

Sentimento de vingança contra a imprensa…

Vamos lá leitor do SM, você entendeu esse plot em algum momento? Vingança contra uma jornalista que está trabalhando praticamente sozinha? Justine entendeu que de alguma maneira o trabalho da imprensa corroborava para que o medo e o terror pudessem assolar a cidade, mas vamos lá, a cidade já não está devidamente assustada com a situação caótica implantada desde que o Mestre tomou Manhattan? Qual foi o motivo para tanto destaque a uma briguinha que não importa muito para o roteiro central?

Ainda precisamos falar de Zach e sua mãe.

Nada me deixa mais constrangido com a série do que pensar que o sentimento materno de Kelly, não foi capaz, por exemplo, de conter a mãe de Gus em atacá-lo, os paradoxos destas situações convergem para situações textuais diferentes: enquanto o latino quase morreu de tanto dar sangue para sua mãe se alimentar, sem reconhecer o esforço do filho, Kelly fica ali, apenas pronta a obedecer ao Mestre, mesmo que ele quase não dê as caras. Aliás, para que aproveitaram Bolivar, se ele foi um fracasso como hospedeiro do Strigoi-Master? Por que o Zach não tenta voltar para seu pai? O que o impede ao menos – já que não tem uma relação normal com sua mãe – de tentar ou fazer contato com o Eph?

“O mundo tá acabando lá fora então que tal irmos dançar e beber?”

Eu já disse inúmeras vezes que nada me decepciona mais na série (apesar de todos os erros) do que a atuação patética de Corey Stoll, mas eu preciso reconhecer algo desta vez: a forma como escreveram o personagem não ajuda. Este cientista que abandonou a pesquisa para abraçar seus prazeres etílicos, é patético e longe de conquistar qualquer confiança na série. Por isso, a 6 episódios de vermos ao menos o fim desta temporada, eu não consigo ver como ele poderá auxiliar para que enfim a vida volte ao normal. Para dizer a verdade, eu acho que a mãe de Zach fará algum sacrifício, que a tornará uma espécie de “mártir” às avessas, livrando Nova Iorque de mais uma praga.

Considerações finais.

Todo mundo que trabalha em The Strain decepciona bastante seu público com uma temporada que é a pior desde a sua estreia ainda em 2014. Com problemas para não fugir de uma aventura caricata, onde ficou no meio de campo entre zumbis e vampiros, The Strain não merece a atenção da sua audiência pela produção de episódios fracos e longe de promoverem – minimamente – uma história sendo bem contada. Resta esperar se há tempo para arrumar essa bagunça.

  • André

    Essa temporada ta sendo a mais fraca da série,esse ep foi bem filler mas curti o ataque a delegacia assim como gosti de erem desenvolvido um pouco a Justine(mesmo a atriz nâo sendo grande coisa)
    Concordo sobre Eichorst,é um dos pontos fortes da série..espero tenha màis relevancia

  • Ronaldo

    Engraçado que estou achando essa season melhor que a 2, mas em the strain é tudo muito jogado, parece que ninguém planeja nada. Não podemos esperar seriedade dela.

  • Rei Gelado

    Os Anciãos não querem o Mestre morto? Por que não contaram para o Quinlan sobre sua versão verme?

    A única coisa boa no episódio foi o ataque à delegacia… De resto, já é dose aguentar um bebum, imagina dois.

    • Coruja Store

      todo mundo viu aquele verme enorme vazando via bueiro abaixo e ninguém para pisar nele

  • Ahhh eu ja larguei mao dessa serie, a primeira temporada foi muito boa, na segunda ja caiu muito e agora ta esse lixo…eh uma pena, acho que tinha potencial pra muito mais.

  • Carina Z.

    Preguiça dessa temporada. Vou deixar para fazer maratona no final da temporada para não prolongar o sofrimento …