The Real O’Neals 2×02: The Real Date

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“With or without us on this couch, please never get steamy on it.”

“Too late by 6 years.”

Com essa frase mais politicamente incorreta impossível, The Real O’Neals começa com a parte menor de idade da família sentada num sofá falando sobre parceiros, sexo e encontros. A série mostra um fôlego inquestionável com o mesmo plot ainda do menino que se assume gay e tem que viver na floresta cheio de pessoas heterossexuais, seja na sociedade ou na sua família. Achei que esse plot não sustentaria mais tanto episódios, mas esses dois de estreia mostraram que a temporada veio com um novo menu de bizarrices do “coming out” de Kenny.

Nesse episódio tivemos uma participação maior – e tão esperada por mim – da tia Jodi. E foi hilária. Ela tentando ajeitar um encontro para a Shannon e se envolvendo nas questões do triângulo amoroso mais maluco da série foram inspirados e espontâneos, que mostram que ela precisa sim, de mais destaque na série. Sobre o triângulo amoroso, o que podemos dizer? Como Pat é bobão! Mas, a gente gosta dele. Foi enganado pela ex-esposa e pelo novo melhor amigo, e é este que mais sente a traição.

É muito boa a cena da briga dos dois que termina com ele subindo as escadas e fazendo uma cara de decepção para o vice-diretor. E este dizendo que ir ao “Cheesecake Factory” é só para celebrações, e aquele momento não tinha o que se comemorar. Incrível! Criaram aí um bromance inesperado e bizarro, com dois personagens altamente idiotas, mas super carismático que convence, e o melhor e mais efetivo numa série de comédia, diverte!

A cena do encontro do início com eles já caindo para debaixo da mesa para se disfarçarem foi muito engraçada e mostra que Martha Plimpton é mestra na comédia e nos encanta em cena, além de roubá-la como a estrela maior do elenco. Outras cenas que se destacaram foram os mais clichês dentro da mitologia da série, e como não poderia ser diferente, completaram a trinca do episódio: a cena que ri da própria militância LGBT, a cena dramática e a cena do delírio.

A cena que ri de si mesmo é o próprio irmão falando que Kenny se daria bem sendo heterossexual, e perguntando se ele não é um desperdício ou uma perda de tempo sendo gay. A cena dramática foi toda a questão do menino da faculdade dizer para Kenny gostar mais de si mesmo. E a cena do delírio foi o tinder real, que aumentou a ideia de vergonha alheia da série em níveis estratosféricos, coisa que já estamos acostumados. Quando ninguém o aceita naquela “vitrine” deu dó, mas também foi engraçado.

The Real O’Neals mostrou que tem fôlego, e vem continuando com sua fórmula que ainda não mostra sinais de desgaste e que constrói assim algo peculiar à sua narrativa: rir de si mesmo e militar pela aceitação. E é assim que a gente passa mais uma semana ao lado dessa família. Até semana que vem!

Últimos comentários:

– O que esperar de um pai de família que chorou no filme Se Beber Não Case 3?

– Nunca tinha reparado que os óculos da menina eram tão grandes, fundo de garrafa.

– Na minha escola também tinha um negócio de escrever na calculadora e virar, e não era 80085, formando “boobs”, mas era 53105, formando “seios”, até nisso pré-adolescente é besta em todo país.

  • João Carlos

    Pat, Eileen e o V.P. Murray fora ótimos. As cenas deles nessa episódio foram engraçadas, e gostando do destaque que estão dando para a Jodi nessa temporada.

    PS: Sobre escrever na calculadora. Quem nunca. hahaha.