The Night Of 1×08: The Call of the Wild [Series Finale]

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“The rush to judgment against Nasir Khan began at the 21st Precinct at 4:45 a.m. the night of and ended 10 seconds later when he was tackled to the floor. The police investigated no one else.”

Uma minissérie sobre as transformações causadas pelo sistema judicial/criminal na vida de todos aqueles envolvidos: o réu e sua família, promotoria, defesa… Chandra viu sua carreira desmoronar por causa de decisões equivocadas. Stone viveu seu maior momento como advogado. Mas Nasir não sobreviveu incólume à Riker Island. Esse era o mote de The Night Of e eu vinha repetindo isso há algumas semanas por aqui. O ‘Quem matou Andrea Cornish’ era apenas parte do cenário sobre o qual a história seria construída. Dentro disso, acredito que a minissérie chega ao final com um saldo positivo. Lembro que na primeira review relatei que a minha sensação ao assistir The Night Of era a de estar lendo um bom livro policial. Em algum momento eu deixei de me sentir assim, o que não é necessariamente ruim, mas evidencia que a série perdeu parte de seu diferencial.

O piloto foi excepcional e um dos meus episódios preferidos deste ano. Da mesma forma, fiquei bastante satisfeita pela forma a qual a série soube criar nossa empatia com os personagens, questionando suas decisões e ‘sofrendo’ com seu destino, bem como a capacidade de nos transmitir a tensão eficientemente. O altíssimo nível da premiere foi mantido nos episódios seguintes, mas reconheço que a partir do 4º/5º episódio o que tanto elogiei anteriormente não era mais visível e algumas falhas puderam ser apontadas. Transformações de personagens abruptas (estou falando de SINBAD e de Chandra), decisões questionáveis e um julgamento que soou bastante ficcional. Por isso fico com a sensação que a série começou melhor do que terminou e eu, sinceramente, esperava um finale mais consistente, ainda que eu reconheça que a série conseguiu transmitir a mensagem que desejava nos passar.

Ao longo das últimas oito semanas acompanhamos o chamado selvagem de Nasir Khan e tal como o lobo Buck do livro que Freddy lhe deu, Naz também foi tirado de uma vida confortável, contra sua vontade, e inserido em um ambiente inóspito que ressaltaria seus instintos primitivos e o transformaria completamente. O jovem estudante tímido de outrora  deu lugar a um homem seguro que pode até conquistado sua liberdade, mas agora carrega nas ruas de Nova York seu vício, o peso nas costas de ser cúmplice de assassinato e um eterno (ou ao menos longínquo) julgamento por parte daqueles que cruzam seu dia a dia. E é justamente nesta última questão que residiu um dos simbolismos mais bonitos desse finale: no encontro final de Nasir com Stone, ele sente-se olhado e julgado pelas pessoas a sua volta de forma muito semelhante ao que nos acostumamos a ver o ‘leproso’ Stone. Um menino inocente passa a ser visto ‘como um doente’ em consequência a um sistema criminal falível.

Nasir Khan sobreviveu ao tribunal do júri, mas a verdade é que o julgamento popular ainda vai lhe perseguir por muito tempo.

Semana passada eu comentei que tinha muito medo da série terminar em aberto – algo que eu definitivamente desgosto – e fiquei feliz com o desfecho que The Night Of teve. O fato da série não ter mostrado os reais acontecimentos da fatídica noite não me incomodaram e eu terminei o finale com a certeza que Ray Halle é o assassino de Andrea. Não vimos o desenrolar explicitamente, mas isso não significa que o final ficou em aberto. Os principais personagens tiveram uma finalização em seus arcos e obtivemos uma resposta ao crime que foi pano de fundo da série. Apesar de originalmente concebida para ser uma série limitada, a HBO vem discutindo a possibilidade de renovar The Night Of para uma 2ª temporada. Se essa hipótese se confirmar e eles optarem por prosseguir nas histórias de Nasir, Stone, Box e Andrea, há muito ainda a ser explorado e aí teremos espaço para vermos o possível julgamento de Ray Halle. A Promotora deu a deixa para essa sequência quando pede a Box ‘que pegue o culpado’. Mas há ainda a possibilidade da série voltar como uma antologia, apresentando um crime completamente distinto, e teríamos realmente visto, nesse The Call of the Wild, o desfecho do caso Andrea Cornish.

Eu, sinceramente, estou satisfeita com os desfechos apresentados e sinto que a série cumpriu seu papel de nos fazer sentir o quão impiedoso pode ser o sistema carcerário americano. A investigação policial, a defesa, a promotoria e o sistema carcerário tiveram toda sua incongruência questionada despertando uma reflexão que se estende para além da série. The Night Of é uma ficção, mas casos como os mostrados em Making a Murderer e American Crime History provam que a forma a qual o caso de Nasir Khan foi conduzido é bastante crível.

Se a série for de fato renovada, eu me interessaria mais pela proposta de uma antologia, ainda que eu tenha me apegado consideravelmente ao John Stone de Turturro.  Quem sabe o advogado em um novo caso? Enquanto não temos uma notícia oficial, vamos analisar os acontecimentos dos 95 minutos finais de The Night Of.

Detetive Box x Ray Halle. Não foi Duane Reade ou Trevor, o padrasto de Andrea, Nasir, o agente funerário ou sequer um serial killer… Tampouco foi um personagem introduzido apenas nesse finale. O assassino de Andrea já nos fora apresentado anteriormente e ainda que soasse suspeito para algumas pessoas, acredito que ele passou despercebido pelo radar da maioria.

A inquietação que vinha perseguindo Detetive Box há algum tempo o fez, finalmente, aprofundar suas investigações. E verdade seja dita, ele não precisou nem de muito esforço para encontrar uma atitude potencialmente suspeita nos vídeos das câmeras os quais teve acesso. Investigando os caminhos que Andrea percorreu antes de entrar no táxi de Nasir, ele encontrou na figura de Ray Halle a resposta da perturbação que sentia ao apontar Naz como culpado. Uma possibilidade que ao longo do episódio, tão logo novas evidências eram reveladas, se provou plausível e concreta o suficiente para que ele pudesse transmitir tal dúvida à Promotora e, assim, fazê-la desistir de acusar Nasir após o impasse do júri.

Na penúltima review, eu tinha sugerido exatamente isso. Havia, de fato, uma teoria circulando na Internet que apontava Ray como namorado de Andrea. Os dois teriam brigado na noite do crime, a menina teria entrado no táxi ‘fugindo’ dele e mais tarde ele viria a assassiná-la passionalmente (o que explicaria as 22 facadas) e ainda teria em Don Taylor, um excelente bode expiatório para o crime. Acredito que ele nem deve ter se dado conta da presença de Nasir na casa, como bem sugeriu Dr. Katz no último episódio, e posteriormente com a acusação que recaiu sobre Naz, imaginou que seu crime nunca seria descoberto.

Eu fiquei bastante satisfeita com essa resolução e a achei consistente e plausível. Como falei anteriormente eu fiquei convencida que Ray é o assassino ainda que não tenhamos visto de forma explícita.

Estado x Nasir Khan. Eu confesso que esperava mais do Julgamento de Nasir. Não apenas nesse episódio, mas considerando tudo que foi mostrado na série. Como ressaltei anteriormente, essa foi a parte que mais parecia distante da verdade nua e crua que a série apresentou tantas vezes.

Ah! E o que falar de Chandra, gente? Ela está associada ao que The Night Of teve de pior. O envolvimento abrupto e um tanto quanto forçado com Naz, que resultou no estranho beijo do último episódio, teve como ápice a situação inexplicável que ela se sujeitou nesse finale.  Vê-la traficando drogas ao seu cliente preso me causou enorme indignação e foi uma situação ainda mais forçada do que o beijo.  Sua sede em vencer o caso era tanta que ela realmente se sujeitaria a isso para convencer Nasir a falar no julgamento? Porque associar isso a relação que ela criou com Naz não me soa verossímil. Como disse anteriormente esse relacionamento era tão frágil e mal construído que fica difícil justificar qualquer coisa usando-o como argumento. Eu fiquei bastante decepcionada com o que The Night Of fez com Chandra nesses dois últimos episódios e aí reside parte da minha decepção com a série.

É bastante claro que essa situação toda com Chandra foi uma saída do roteiro para que Stone pudesse finalmente assumir o caso. O discurso final do advogado foi o melhor momento desse finale e um dos mais emblemáticos da série, mas a forma como as coisas convergiram para esse desfecho foram apressadas e forçadas. Se Stone desejava tanto anular o julgamento, me pergunto se eles não poderiam ter abordado a questão de Box ter quebrado a cadeia de custódia ao retirar o inalador de Naz da cena do crime. Não tenho grandes conhecimentos sobre Direito, mas minhas pesquisas e noções prévias me sugeriam que tal fato já era suficiente para, ao menos, questionar o andamento do julgamento como Stone veio a fazer por causa do beijo.

Chandra demonstrou sua inexperiência diversas vezes ao longo de todo esse julgamento e nesse finale isso ficou bastante evidente. Ela contrariou as ponderações de Stone e decidiu que Nasir deveria ser arguido. Um erro que poderia ter sido fatal. Quando Naz responde à Promotora que não sabe se matou Andrea, o choro de Chandra reflete toda a decepção consigo mesma e com a forma como conduziu o caso. Naquele momento eu realmente temi que Naz fosse ser condenado. Nem ele mais acreditava em sua própria lucidez, como cobrar que outras pessoas acreditem? Será que edição realmente significa autopreservação?

Freddy já havia questionado a experiência de Chandra a Nasir e viu no vídeo do beijo entre os dois a chance de afastá-la do caso e ajudar seu ‘unicórnio’. E é do afastamento de Chandra que surge a melhor sequência desse episódio.

Stone é, para mim, o melhor personagem da série e Turturro merece todos os aplausos pela sua construção de forma tão consistente e forte. Espero que o ator seja contemplado com indicações a prêmios, pois se em Chandra temos o que há de pior na minissérie, Stone reflete as melhores qualidades de The Night Of. Sentimos todo o desespero do advogado, tão desacostumado a falar em público, assim que o juiz decidiu que ele conduziria o discurso final da defesa. E, de repente, todo o eczema incansavelmente explorado ao longo dessas semanas mostrou-se importante… Nós sabemos como sua vida é afetada por suas alergias e agora pudemos ver o contrário. Sua ansiedade e nervosismo dispararam um grave quadro alérgico doloroso de assistir. O corte da cena do hospital para o julgamento, com o personagem de costas falando sobre sua aparência sem que ainda pudéssemos vê-lo, foi extremamente feliz. Ali eu temia não só pelo futuro de Naz, mas pela forma como Stone estava sendo obrigado a encarar tudo aquilo… E que discurso! Ressaltando a imagem inocente de Naz, as falhas da investigação em buscar novos culpados, enumerando os crimes que Nasir cometeu e que não incluíam um assassinato… O ‘muito obrigado’ que Nasir lhe dirige ao final reflete a eficiência das palavras de Stone em resgatar nos jurados a dúvida que eles poderiam ter ignorado quando ouviram Naz depondo.

O empate no júri me soou bastante estranho e, talvez, até anticlímax. Mas acho que o júri refletiu muito o que nós como público pensamos. Enquanto não tivemos a figura concreta de Ray Halle como um importante suspeito, era possível acreditar tanto que Naz era culpado como inocente. A Defesa de Nasir aliada às novas investigações do Det Box conveceram ao menos a Promotoria que o homem que sentava no banco dos réus não era o homicida que deveriam prender.

Terminamos esse caso Estado x Nasir Khan com a absolvição de Naz, mas a certeza que o jovem sofreu graves danos ao longo desse processo. “É isso o que acontece quando alguém como ele é colocado em Riker Island e precisa sobreviver”. Um jovem com todas suas contradições, mas que era inocente do crime que o acusaram, inserido em um ambiente tão cruel, viu seu lado mais selvagem despertar e tornou-se o criminoso que queria provar não ser.

A relação que construiu com Freddy na prisão é bastante intrigante e muito mais sincera do que imaginei que seria. O ex-boxeador realmente tinha afeição por Nasir e pelo que ele representava naquele ambiente hostil. Mas não havia o egoísmo de, justamente por isso, desejá-lo ter ali ao seu lado. Ao contrário, Freddy sempre pareceu disposto a ajudá-lo nas questões do seu julgamento.

Ainda que Naz tenha voltado para sua casa, sua vida já é outra. Há uma justa cobrança acerca da desconfiança de sua mãe, certa frieza no jantar da família, além de todo o julgamento daqueles que cruzam seu caminho e o viram nas últimas semanas como o ‘muçulmano doido que cortou uma garota’. Mais que isso, Naz está viciado naquilo que conheceu na prisão. Se ele representava inocência para Freddy na prisão, o ex-boxeador representa para ele o seu lado selvagem na vida em sociedade. Ressalto aqui o também excelente trabalho de Riz Ahmed na composição desse Nasir que tanto se modificou na maneira de se portar, olhar, falar e agir quando comparamos o piloto e esse finale.

E em uma das cenas mais belas do finale, o vemos sozinho, drogando-se no mesmo local que esteve com Andrea, contemplando a belíssima paisagem da Washington Bridge. Uma ponte entre o primeiro e o último episódio dessa jornada.

O gato. E no final o gato era apenas um gato mesmo. Talvez uma simbologia da relação de Nasir com Stone: tiveram a vida transformada com o assassinato de Andrea, ainda que não fossem os culpados, e foram aprisionados em momentos próximos. Naz sobreviveu à prisão e o gato ao abrigo dos animais antes de ser sacrificado. Stone dedicou-se aos dois, apegou-se, não queria se livrar deles. Quando o caso de Nasir parecia perdido e o jovem parecia condenado à prisão, ele também desistiu do gato e o devolveu ao abrigo. Mas no final, Nasir estava solto e o gato passeava pelo apartamento de Stone. Eu não podia ter ficado mais feliz. Stone e esse gato foram a melhor dupla da série!

Na cena final vimos que Stone permanece convivendo com seu agravado eczema e com os seus serviços de porta de cadeia ‘só pague quando sair’. O homem que fornece sua ajuda aos ‘animais esquecidos e negligenciados’, como vimos no anúncio da TV.

PS: The Night Of foi uma grata surpresa nessa Summer Season. Confesso que assisti o piloto de forma bastante despretensiosa e o excelente trabalho apresentado me conquistou desde ali. Desculpem pela demora dessa última review, mas tive uma semana completamente atípica. Foi um prazer enorme cobrir a série aqui para o SM e acompanhar todas as teorias sugeridas nos comentários. Muito obrigada por todo o carinho de sempre! Enquanto a HBO debate sobre a renovação ou não da série, me despeço por aqui, mas com a certeza que retornarei se uma 2ª temporada for confirmada.

  • Val Carnaval

    ESTA CENA FINAL…. OH GOD!!!!!
    Como uma gateira fanática, quase chorei. (boatos que eu já tinha xingado Jon horrores por abandonar o bichano)

    Super curti o final e não entendi porque tantos odiaram. Vi algumas críticas sobre a finale que me pareceram bem exageradas e inclusive tirou um pouco a empolgação me fazendo demorar assistir.
    Meio foda não saber quem realmente matou Andrea, inclusive ainda paira a dúvida sobre Naz. Mas gostei da forma como encerraram dando abertura para uma continuação.

    O ponto baixo ficou sobre o julgamento. Nunca entendi o porque das provas serem usadas sem uso de luva ou saco plástico. Promotoria e defesa bem fracas. Sempre achei o julgamento bem mehhh

    No entanto acompanho a relatora, TNO foi uma grata surpresa. A série é maravilhosa e foca em detalhes de um modo incrível. Que venha a season 2 e Parabéns Xota pelas reviews incríveis. Você ahaza mulher!

    • Steffi

      Vaaaal eu super xinguei o Stone quando ele abandonou o gato! E pirei quando ele apareceu andando no ap… Melhor dupla da série!

      Esse ponto é importante e acabei não comentando… Realmente todas as provas são apresentadas dentro de saquinhos nos julgamentos, justamente p evitar que ocorram alterações nelas… Mais uma falha de TNO.

      Muito obrigada Val! 🙂

  • Wendel Morales

    Apenas eu me senti enganado com esse final ? kkkk

  • Roberto Pereira

    Fiquei com mais ansiedade pelo review da Steffi do que pelo último episodio. hahahaha Mas falemos da série episódio final e no geral.

    Parece haver um consenso entre a maioria que a série teve um queda de qualidade de roteiro a partir do 5º episódio. Falhas, buracos, personagens se comportando de um jeito meio absurdo, etc. Coisas pequenas, que na verdade só chamaram a atenção exatamente pela alta qualidade dos 4 primeiros episódios que foram – exceto modificação algo abrupta do Naz – perfeitos.

    O comportamento da Chandra é realmente inexplicável, levar droga – bem mais do que o beijo que foi coisa de momento – foi bem absurdo e ainda mais pelo local que se deu. Será que uma advogada não sabe que a cela poderia estar sendo filmada? Enfim, acho que haveria solução mais fácil e plausível pro nosso herói Stone poder fazer seu discurso de Agincourt que foi um momento magnífico do episódio final. Que ator foda!

    O julgamento, ao contrário da Steffi, eu gostei dessa parte. Não foi algo feito com a pompa que a gente costuma ver em filmes de tribunal.Foi apenas mais um julgamento dos milhares que ocorrem todos os dias nos Estados Unidos, numa sala feiosa, com moveis velhos e desgastados pelo uso, etc. A única cosia que não entendi e me pareceu uma falha de roteiro é que num episódio o Stone diz claramente que para salvar Naz ele precisa de apenas um voto e os caras dizem que está empatado 6 a 6 e Naz não foi inocentado na verdade, o juri é que não conseguiu um veredito.

    E aí chegamos na única discordância maior que tenho em relação ao review: O assassino.
    A Steffi parece ter se convencido que a série não deixou margem de dúvidas de que o culpado foi o contador. Eu já tenho a percepção contrária. Para mim a série deixou o culpado em aberto. As provas que existem contra o Ray – ainda que muito incriminatórias – são apenas circunstanciais. Com o que a série nos apresentou, Ray seria inocentado cm muito mais facilidade do que Naz, e provavelmente sequer teria que aguardar o julgamento preso. Então, Steffi, no meu modo de ver, a série deixou o criminoso em aberto. Pode ser qualquer um, INCLUSIVE o Naz que vimos que não é lá tão bonzinho quanto parecia no começo..

    E no fim “o gato era penas um gato”, mas como eu fiquei feliz quando aquele gatinho passou na tela no final. hahaha

    • Walber Lima

      Acho que você não entendeu a fala do Stone, não entendo tão bem de direito, mas acho que no juri, todos tem que ter a mesma opinião,ser unânime, se um dos jurados for contra e não mudar a opinião não pode dá o veredicto dele, nesse caso, como foram 6 x 6 fica mais dificil convencer 6 pessoas a mudarem de opinião, mas se fosse 1 só relutante seria a msm coisa.

      Sobre o final, para mim a série meio que quis deixar claro pelas reações do Ray durante o ‘interrogatório’ que Box fez que ele era o culpado. Talvez seja questão de percepção, mas para mim a série nunca me deixou em duvidas que Naz poderia ser o assassino,

      • Roberto Pereira

        Eu entendi perfeitamente que o Stone disse por isso mesmo que um 6 a 6 deveria inocentar Naz de cara e não resultar num juri anulado como o juiz dá a entender que poderia se a promotora quisesse formar um novo juri.. Como disse o Julio acima tem esse filme famoso que é feito todo em torna da necessidade de obter unanimidade do juri para conseguir a condenação – se bem que não sei se é em todo caso ou só o que envolve prisão perpétua/pena de morte. Ficou esquisito e mal explicado,

    • Julio Trento

      Ao contrário do Brasil, nos EUA o júri deve ser unânime. 12 homens e uma sentença. Abraço

      • Roberto Pereira

        Sim, filmão o original. Nem sei se teve continuação.

    • Steffi

      Valeu pelo cometario Roberto! 🙂
      Eu continuo achando que ficou bastante claro que foi o Ray mesmo, mas vejo que as opiniões estão bem divididas quanto a isso. Se tiver uma 2a temporada teremos uma resposta mais fechada.

      Acho que o Stone quis dizer que ele precisava que pelo menos alguém acreditasse que Naz era inocente para que a questão fosse discutida no júri e os outros pudessem repensar e mudar de ideia. Imagina se ao fim do julgamento todos já tivessem convencidos que ele era culpado?

      • Roberto Pereira

        É como eu respondi abaixo. Se tem que ter unanimidade para condenar, um 6 a 6 ou 11 a 1 deveria inocentar o Naz, mas o juiz fala que se a promotora quisesse ele poderia formar um novo corpo de jurados, só essa parte que eu achei muito estranha.

        Claro que vai da percepção de cada um, pode ter sido o Ray e eles podem confirmar essa teoria numa eventual continuação, afinal ALGUÉM MATOU A ANDREA, ela não se deu 22 facadas sozinha, se bem que do jeito que ela era maluca e gostava daquele jogo lá de repente… hahaha,

        EU PARTICULARMENTE SOU CONTRA continuar nesse caso numa eventual segunda temporada SE HOUVER. Gostei muito da ambiguidade da história, do final aberto, que ninguém é 100% inocente etc, e não tive tanta empatia com o personagem da Andrea pra fazer tanta questão de saber quem a matou.

  • Matheus Ramos

    Obrigado por todas as reviews ao longo da minissérie. Foram ótimas! E como eu disse anteriormente, transmitiram exatamente o que cada episódio passava.
    Os episódio finais realmente caíram, em relação a qualidade dos primeiros. Mas, mesmo assim, gostei bastante da minissérie como um todo. Ela nos passou o que realmente queria.
    Parabéns por essa jornada, sdds de vc no RoP, apareça! <3

    • Steffi

      Muito obrigada Matheus! Como disse, reconheço as falhas da série mas para mim o saldo ainda é bastante positivo. Foi ótimo acompanhá-la semana a semana!

      Qualquer dia quero visitar o RoP de novo mesmo! 😀

      • Matheus Ramos

        Obaa, estamos esperando!
        E caso tenha The Night Of 2.0, estaremos aqui! (=

  • CoopLc

    Adorei o finale, mas o plot da Chandra foi deplorável. Então quer dizer que ela, até então uma advogada competente e com potencial, não foi capaz de controlar seus sentimentos por seu cliente – acusado de assassinato e viciado em drogas – e de suas vontades? Gostava de como The Night Of representava as personagens femininas aqui, mas essa decisão de acabar com a carreira da Chandra foi sexista e contraditória. Se o interesse final era ter o Stone com o argumento final, havia outras maneiras de se chegar lá.

    • Steffi

      Sim, também acho que a série podia ter levado Stone a fazer o discurso final através de outras maneiras.

  • Alan

    O final podia ser melhor, mas não foi ruim. Odeio finais que tem que fechar tudo, parece que os roteiristas pensam que o telespectador é burro e por isso tem que fechar os mínimos detalhes.

    O que estragou é muito a série foi o que fizeram com a personagem Chandra. Inexplicável o que foi feito

    • Steffi

      Pois é, Chandra foi o ponto fraco!

  • Walber Lima

    Stefi, parabéns pela ótima cobertura primeiramente.

    Sobre a série, foi uma ótima surpresa, adoro série de julgamento, com drama forte, densa e lenta, a série teve todos esses elementos para mim , ficou com uma sensação de podia ter terminado melhor mas fiquei satisfeito.

    Nassir mudou mt durante a série, inclusive fisicamente, ficou parrudinho no final, mas o personagem foi a melhor coisa da série, como algumas horas pode mudar para sempre a vida da pessoa, e como o meio é determinante na vida das pessoas (algo muito reflexivo para mim, principalmente para questões sociais no Brasil).

    Melhor coisa da série : Mostrar os efeitos na família de Nassir, que geralmente não são abordados em outras produções. Sobre Nassir, algumas coisas foram um pouco forçadas mas abordaram bem para mim diante do contexto (ele tmb é um pouco estranho, não derramou uma lágrima durante toda a série).

    Chandra: Pior final ever, odiei todos, Nassir e Stone e ela mais ainda por ter caido em tudo, achei desnecessário o beijo e por fim a droga foi mt iverossímil. Fiquei mt triste pela personagem.

    Stone: Melhor discurso, peguei raiva dele por algumas atitudes, mas o ator destruiu, ele era o protagonista mesmo.

    PS: Não entendi ainda aquele amigo dele q apareceu no final, realmente Nassir fez aquilo que ele falou no julgamento ou ele mentiu? Para nassir ter olhado com aquela cara…

    Se tiver segunda temporada, que seja sobre os reflexos do julgamento em Nassir, e continuando o caso, e não uma antologia nova.

    • Steffi

      Valeu Walber! Acho que Nasir vendia o Adderall sim! E o amigo deve ter ficado amedrontado de encontrá-lo livre depois de ter confessado isso no julgamento.

  • Marcio Formiga

    Gostei bastante do final da série, e adorei todos os reviews. O que achei mais legal desse final foi esse clima agridoce, em que houve uma finalização clara para cada personagem, mas ninguém saiu da história exatamente feliz.

  • Paulo Cesar Toledo

    Ótima review, como sempre. Achei sensacional TNO. Sempre foi sobre as marcas que uma prisão deixa: – “as tatuagens do Naz”; ” as perebas do Stone”; “a desconfiança da mãe de Nazir”; “a perda do negócio do pai”; “o fim do sonho de Chandra”. Todos mudaram menos o sistema. Não me incomodou o que ocorreu com Chandra. Havia o desejo de provar que Naz era inocente. Consigo acreditar que ela sabia dos riscos que corria mas eram estes riscos que poderiam anular o julgamento. Ela aceita passivamente o que o juiz diz. Detalhe: quando Naz tira o saquinho de droga do banco em que Chandra está sentada, fica uma marca “molhadinha”. Eu ri demais disso! Enfim, TNO foi uma grande surpresa deste ano. O Turturro arrebentou mas os olhares, a postura corporal, os “silêncios” de Ramiz Ahmed foram espetaculares! Um baita ator! Ah, pra mim o assassino foi o Naz. Abs.

    • Steffi

      Nossa eu reparei que estava molhado mesmo… Legal o que você colocou que ‘todos mudaram menos o sistema’. Bem por aí!

    • Eduardo

      Ola! Analisando “friamente”, a atitude de Chandra acaba tb sendo pertinente. Naz roubou o taxi do pai para ir numa balada, conheceu uma garota e “duas horas depois” ja se entupiu de drogas e transou com ela. Chandra precisou de um pouco mais de tempo (risos) para beijar naz e levar drogas na prisao. A serie fala de atitudes arriscadas e impulsivas, talvez por “amor”. Naz talvez nao imaginasse encontrar andrea morta, mas certamente sabia dos riscos de fazer sexo (ou qquer outra coisa) chapado. Da mesma forma, Chandra sabia que era estupidez tentar qquer “intimidade” com um cliente, Naz em especial – e quase estragou tudo. Eu nao esperava esse plot da advogada, mas achei normal ter acontecido tao rapido e já para o final da serie. Era tb a “unica forma” de Stone fazer o discurso – ele é o “mocinho” da historia, Naz sempre foi “responsabilidade” sua. Eu considero mais chocante – talvez ate porque mais “real” – Box ter descoberto o o possivel assassino e ter procurado primeiro e somente a promotora.

  • Rafa Silveira

    Esse segundo parágrafo era tudo o que eu precisava ler pra n me sentir sozinho no mundo. Apesar de que pra mim a mensagem não funcionou.

    Conforme ia assistindo os episódios, fui ficando cada vez mais de saco cheio dessa transformação forçada do Naz, da eczema do Stone (que eu cheguei perto do meu limite e quase passei a pular todas elas). A Chandra então, meu Deus…

    Fora o gato e o principal suspeito e provável autor do crime ter sido tirando direto de lugar nenhum nesse último episódio.

    Não gostei esse episódio. Se realmente forem fazer uma segunda temporada, passarei longe. The Night Of foi uma decepção pra mim

  • Cesar

    Estamos em setembro já e eu nao vi muitas series esse ano, ao menos series novas ou ainda em exibição, e das que vi, The Night Of so ficou atras de GOT. Nem a superestimada Mr Robot ta sendo tao gostosa de acompanhar como foi The night of. Então, tenho a mesma sensaçã de Steffi, o piloto foi uma coisa unica, um dos mais bem feitos que eu ja vi, me deixou sem chão, e comentei la no piloto que estava preocupado e ansioso em descobrir como iriam surgir as pistas para que o Nasir fosse inocentado, pois TUDO levava a crer realmente que ele tinha feito.

    Mas é realmente engraçado a torrente de sentimentos ao longo da serie, no piloto uma torcida monstra pelo nasir e sua familia, sentindo pena dele ainda, ao longo dos episodios passei a nem me importar com ele, e no final voltei a gostar dele. A relação com o Stone me fez marejar os olhos algumas vezes. E que discurso maravilhoso do Stone! Sensacional, ali ele ganhou alguns jurados.

    Fiquei satisfeito com a série

    • Steffi

      Stone está no meu coração série maníaco já! Hahahaaha

      E o piloto foi maravilhoso mesmo. The night of foi realmente uma grata surpresa 🙂

  • RenanSP

    Gostei muito da minissérie mas o final foi brochante SPOILER esperava algo mais cruel, ele ser preso injustamente ou ser absolvido e morto pelo Fredy. Mas os maiores problemas da finalle foi o assassino brotar no ultimo episódio, não tava na lista de suspeitos ai do nada me aparece. E a falta de coragem, achei bem ousado da parte do roteiro a promotora descartar o verdadeiro assassino pq o Naz tava mais facil, ai me vez aquela cena tosca no final do “vamos pega-lo” como se a justiça americana fosse só feita de herós, contradizendo muito do que a série apresentou.

    • Alan

      O assassino não brotou no último episódio, no review anterior aqui trazia ele como suspeito. E sobre final tosco acho que você interpretou errado, pois “vamos pega-lo” só corrabora com que foi mostrado durante os setes episódios, não tem nada haver com coisa de herói, só o contrário.

      • RenanSP

        não lembro dele no episódio anterior? Que cena ele aparece?
        O jeito que a cena foi montada interpretei assim mesmo, foi muito “vamos fazer a justiça americana”

        • Alan

          Acho que escrevi meio confuso. Deixa eu melhorar. O suspeito foi mencionado na reveiw anterior e não apareceu no episódio anterior. Porém, ele aparece no terceiro ou quarto episódio da série. O que já é o suficiente, na minha opinião. Por exemplo, o assassino de True Detectives aparece no começo da série e por pouquíssimo tempo.

          • Rafa Silveira

            Mas True Detective tem uma diferença brutal. Lá não existiam personagem previamente definidos como suspeitos. As coisas foram acontecendo e os possíveis suspeitos foram surgindo. N fazia muita diferença se o cara havia aparecido 2 minutos ou 2 horas na tela.

            Aqui não. Desde o primeiro episódio a série apontou 4 suspeitos: Naz, o cara da funerária, o padrasto e o Duane. Esse who ai ninguém nem lembrava que existia. Nunca nem havia sido cogitado como suspeito nos 7 episódios anteriores.

            Enganar o espectador durante 90% do tempo e depois jogar uma coisa aleatória ali só pra falar que fez é no mínimo uma covardia por parte dos roteiristas. Uma tremenda falta de capacidade em valorizar o que os próprios construíram.

          • Alan

            Entendo o que você diz, mas não concordo em alguns aspectos. Primeiramente, a série não era uma série de investigação, a investigação fazia parte da série, mas era complementar, só por isso, apresentar suspeitos no primeiro ou no último episódio não muda a qualidade da série.

            Eu tinha meus suspeitos, apenas por diversão, não porque a série queria que eu tivesse. A série desde o início seguia uma linha, que não era de investigação, acho que quem se baseou nisso acabou se frustrando no final.

            Quem matou ou deixou de matar, para mim foi o que menos importou nessa série, então por isso, acho que a série não perdeu em nada.

            Seria como em Rectify as pessoas esperarem que a grande revelação do final será se Daniel matou ou não, a série é muito além de um crime.

          • Rafa Silveira

            Eu concordaria que n é uma série de investigação se ela n tivesse se vendido assim no piloto. Tudo ali apontava pra uma investigação em busca do verdadeiro assassino. Isso acabou ficando de lado por boa parte da temporada, mas quase nada do que tentaram fora isso deu muito certo.

            A transformação/desenvolvimento dos personagens foi forçada. Muita coisa foi inútil (eczema, gato, os parceiros do pai do Naz) e os personagens que eles pincelaram como suspeitos foram muito subaproveitados.

            Quando esgotaram a quantidade de nada que poderiam usar, resolveram voltar a investigação no último episódio. Conseguiram a façanha de encher linguiça com 8 episódios.

    • Julio Trento

      Sem querer esgotar o assunto, nos EUA os promotores não gozam de tanto prestígio como no BR. Lá eles trabalham como verdadeiros escritórios de advocacia. Mais de 95% do processos criminais não vão a julgamento, são encerrados mediantes acordos prévios. Só acabam realmente indo a julgamento quando o acusado realmente acredita se inocente ou quando há grande mídia em cima do caso (OJ Simpson), o que faz dos promotores SuperStars. Os promotores buscam evitar julgamentos para manter sua taxa de condenação próxima a 100%, uma vez que eles usam o cargo de promotor (com exceções) para conseguir emprego em um grande escritório de advocacia, um cargo político ou eleição para juiz (o que na maioria dos estados é feito por indicação política ou eleição popular).
      Por isso, eles buscaram acusar Naz, porque havia mais provas concretas que acreditavam ser suficiente pra incrimina-lo (não esquecer que foram oferecidos vários acordos para não ir à julgamento). Após não conseguir condenar Naz, a promotora era meio que “obrigada” a ir atrás de outro culpado, haja vista seu curriculum já estar “manchado” com uma derrota…
      Abraço

      • RenanSP

        mas ela iri atrás de outro culpado, provando assim estar errada antes, não mancharia mais?

        • Alan

          Pelo que vejo a culpa seria mais da polícia que da promotoria. E volta a ser o que eu tinha falado antes, a fala só mostra ainda mais como é o sistema. Assume o erro, mas já coloca a culpa em alguém e tenta se safar fazendo um bom trabalho.

    • Fernando d.S.

      O final de The Night Of foi parecido com o da série original inglesa, onde o assassino também só era revelado ao publico no ultimo episódio mas permanecia solto. Na série original o assassino era um serial killer assim como também é nesse remake americano.

  • Roberto Pereira

    Ah esqueci de dizer uma coisa:
    Nunca fui fã do advogado Better Call Saul kk em Brb, e o cara ganhou spin-off.
    Pois se tem um advogado/personagem que merece e daria uma série muito boa é o John Stone. Que ator foda. Poderia misturar uma “continuação” do caso Nazir, mas focado no advogado John Stone. Queria muito saber como um cara competente e talentoso acabou numa situação de merda como o John Stone. Fica a dica pra HBO se alguém de lá ler nossos comentários kk

  • Antony

    Discordo de quase tudo da review HBO criou sua The Killing enrolou o publico com episódios arrastados e ainda deixou o final em aberto sim ,o julgamentodo rapaz não ficou uma coisa real ,mais um erro da HBO no ano ,com certeza terá segunda temporada e claro que eu não voltarei a assistir

    • Alan

      O que ficou em aberto? E é impossível comparar com The Killing, a série da AMC era sobre investigação de um crime, The Night of não

  • Douglas Damacena

    Uma obra genial,a série tratou de mostrar a realidade de um sistema corroído,e o final foi digno de aplausos,onde ninguém foi culpado pela morte de Andrea e não se teve final feliz para ninguém (apenas para o gato). Naz foi solto, mas a sua alma ficou presa para sempre em Rikers.

    • Roberto Pereira

      É isso aí, apenas os gatos são felizes em TNO.

    • Steffi

      Verdade Douglas, “Naz saiu de Riker Island, mas Riker Island não saiu dele” hehe

  • Eduardo

    Mais uma review brilhante da Steffi, parabens!!
    Falando sob juramento agora: so assisti os episodios 1, 7 e 8, entao sou uma testemunha pouco confiavel, hehehe.
    Mas achei uma serie interessante, com uma narrativa bem “europeia”, lembrando aquelas series de cidadezinhas soterradas pela neve, onde o mais interessante é ver as pessoas no fundo do poço do que descobrir o assassino.
    Se houver mesmo uma segunda temporada, imagino quase todos os personagens de volta, numa nova situacao: Stone trabalhando num novo caso com Chandra, com Naz de “informante” e Box numa “investigacao paralela” que vai mais atrapalhar que ajudar os advogados. E a promotora “lacrando” como sempre!
    Se tivermos sorte, vai virar um novo Lei e Ordem.
    Abs pra todos!

    • Steffi

      Muitoooo obrigada Eduardo. Achei bem engraçado sua confissão de só ter visto os episódios 1,7 e 8.
      No aguardo de notícias de renovação. Vamos ver!

  • Liza

    Concordo com toda review, especialmente qto a transformação de Shandra e Nas, cada estupidez q eles faziam minha cara de confusão aumentava, confesso q as únicas vezes q pensei em parar de ver foram nas tatuagens na mão e no pescoço, haha, inexplicável com um corpo inteiro, coisa minha.

    Anyway, só comentei mm Steffi para dizer q ñ sei qual a sua profissão, mas você escreve bem demais, parabéns! grande talento muito bem utilizado numa série bem complexa… cada um tem sua opinião, quem achou q a série foi arrastada e enrolada está preso no q considerada uma série intensa ao ponto de ter perdido tudo q aconteceu na tela e q pra quem perdia vc detalhava aqui toda semana. Parabéns!

    • Steffi

      Liza, muuuuito obrigada! Escrever é um dos meus hobbies preferidos e é muito gratificante ler um comentário como o seu! 🙂

  • João Paulo

    Mais uma ótima review, desse grata surpresa da HBO.

    Sobre esse final.
    Não poderia concordar mais com a review, eu também entendi bem a proposta da série, meio que a moral da história, mesmo o “bom” sistema americano tem suas falhas e como essas falhas impactam na vida de uma pessoa, sobretudo das minorias, isso tudo com uma pegada mais realista, mas essa série merecia um plot twist no final.
    Devo admitir que esperava um pouco mais, foi satisfatório, mas deixou um gostinho meio de que faltou aquele plotzinho de explodir as cabeças.
    Eu pude imaginar depois da última tragada do Naz no final do episódio, ele se lembrando da noite em questão, e ele mesmo matando a Andrea, teria sido genial.
    E eles não confirmaram o verdadeiro assassino, a série deixou a entender que foi o consultor financeiro lá, mas não é algo 100%, eu ainda acho que é o Naz hahah

    Sobre a série.
    As qualidades técnicas, como a fotografia, tipicas de séries da HBO estavam lá, as ótimas atuações e principalmente um excelente roteiro, que conseguiu a façanha de fazer uma série de ritmo muito cadenciado, mas que não era arrastado, e que te deixava grudado na tela, prestando a atenção em cada detalhe, mesmo nos episódios mais longos de 90 min, isso é muito louvável, a chance de dar errado era muito grande, mas The Night Of foi muito feliz nisso. Entretanto também senti essa queda no 5º episódio, ela não conseguiu manter a pegada da excelente premiere, e dos episódios seguintes.

    Enfim, mesmo com algumas decisões equivocadas e um final meio mais ou menos, a série me cativou demais, desde seu piloto e hoje torço muito por uma renovação. Para que a HBO faça o mesmo que a FX fez com Fargo, que foi lançado como uma minissérie, mas que se tornou uma antologia.

    • Fernando d.S.

      True Detective também foi lançado como minissérie e virou antologia

    • Steffi

      Obrigada pelo comentário João Paulo.
      Várias pessoas comentaram que pensaram que a cena dele na ponte traria as lembranças da noite do crime com ele sendo o assassino. Seria um grande twist, mas eu gosto (e estou convicta) que ele é inocente mesmo. 🙂

  • Fernando d.S.

    os produtores de The Night Of optaram manter um final parecido com o da série original inglesa, inclusive a revelação de que o assassino é um serial killer

  • Nayara Cardoso

    Muita boa sua review Steffi! Já li algumas outras sobre a série, mas esta sua condiz com minha percepção da série e dos personagens! Queria um spin-off do Stone tb, melhor relação da série, ele e o gato!

    • Steffi

      Valeu Nayara! 🙂

  • klaus

    Gostei bastante. Talvez a melhor série do ano. Na hora do “vamos pegá-lo” interpretei como “teremos a 2ª temporada”. Na cena do Nazir se chapando na beira do rio, juro q pensei q ele fosse relembrar assassinando a guria.

  • Yuri Dahmer

    No caso da Chandra também achei extremamente forçada a relação tão rápida e íntima na qual os personagens chegaram.
    A interpretação do ator dada ao seu Nasir foi perfeita. Passa pelo garoto assustado com cara de ingênuo (de dar pena) ao homem frio com um olhar ameaçador.
    Também temia pelo gatinho mas felizmente, a dupla se entendeu no final. Ufa!