The Night Of 1×06: Samson and Delilah

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Juízes 16:4. Nessa passagem da Bíblia, a qual o motorista da funerária citou à Chandra, há a descrição de como Sansão encantou-se e envolveu-se com Dalila e, persuadido por suas palavras e insistência, revelou sua maior força e viu-se traído. O homem de força sobre humana tornou-se escravo em uma prisão… Será Andrea a Dalila de Naz? A mulher que trouxe seu fim? Para ilustrar ainda mais a metáfora dessa história, Nasir também perdeu os cabelos na série…

The Night Of é muito eficiente em envolver o público em sua trama, cultivando dúvidas, inquietações e tensões através de personagens bastante empáticos. Nesse episódio sentimos duplamente angústia por Naz, seja ao vê-lo mergulhando derradeiramente em sua personalidade badass ou vendo-o como um réu prévia e publicamente condenado por um crime que – ainda  –  acreditamos que ele não cometeu.

E por essa capacidade de nos envolver e instigar é difícil não elogiar novamente The Night Of. Semana após semana a série prende toda minha atenção durante 60 minutos e me vejo inteiramente entregue a sua trama. Mas, interessantemente, é nesse Samson and Delilah que consigo levantar algumas críticas ao que parecia tão irretocável. O cliffhanger do último episódio nada mais foi que a sutileza do roteiro em nos mostrar que Stone voltou para casa e para seu tratamento com luz UV, a salvo. Ok, não há qualquer problema em começar esse episódio em um momento diferente, mas eu senti muita falta de qualquer menção ao caso Duane Reade. Diante das descobertas de Stone e da atitude do homem com nome de farmácia, é evidente que ele se torna um importante suspeito e após um episódio que se dedicou tanto a destrinchar essa questão, achei estranho esse Samson and Delilah não ter qualquer referência ao que vimos na última semana.  O episódio voltou a trabalhar a ambiguidade de Naz e voltou as atenções a um novo (velho) suspeito, o padrasto de Andrea, de forma quase independente aos eventos Duane Reade.

Outra questão a ser levantada é o fato do ritmo lento da série ter sido quebrado nesse episódio. Eu que sempre elogiei o trabalho feito nos detalhes, senti que o início do julgamento de Naz foi um pouco abrupto. O diálogo de Stone e Chandra sobre a escolha dos júris (mulheres jovens urbanas), que muito me fez lembrar American Crime Story, me deixou bastante interessada na forma que eles conduziriam o processo e eu gostaria de ter visto esse tópico mais aprofundado. A poucos episódios do fim, é compreensível que eles tenham acelerado as coisas, mas eu lamento não vermos algumas dessas questões minuciosamente trabalhadas.

Fica cada vez mais claro que o foco da série não é o crime ou quem o cometeu, mas como a introdução nesse sistema é capaz de transformar Naz e, talvez por isso, essa decisão do roteiro em um rápido início do julgamento. Ainda assim, a sensação é que mesmo essa transformação de Nasir é apressada. Não estamos falando de um grande intervalo de tempo (o gato ficaria no abrigo por apenas dez dias antes de ser sacrificado) então é no mínimo questionável a maneira como Nasir embarca em um caminho sombrio e violento com tanta facilidade. A não ser que essa sua faceta estivesse escondida de nós ou ofuscada dele mesmo apenas esperando o gatilho ser disparado. Mas para alguém que luta para provar a inocência, é extremamente inconsequente tatuar-se com ‘PECADO’. É quase como se ele gostasse de estar preso e dessas novas experiências de vida.

Xenofobia. O episódio iniciou-se com a TV noticiando o caso de um taxista paquistanês que foi agredido, uma consequência que soa bastante crível ao que aconteceria se o caso Nasir Khan fosse real, especialmente nos EUA, especialmente em Nova York. Após o 11 de Setembro, ‘cada esquina de NY ganhou uma câmera’ e o preconceito aos muçulmanos e árabes foi exacerbado de forma que a cada atentado ocorrido em qualquer parte do mundo, a comunidade muçulmana americana sente-se novamente perseguida e julgada. Nesse episódio descobrimos que Nasir conheceu esse preconceito quando criança e reagiu violentamente, o que é providencial para a Acusação e um novo obstáculo a Defesa que tem cada vez mais dificuldade em construir a imagem de bom moço de Naz.

E ironicamente, o menino que sofreu xenofobia foi a ‘desculpa’ para mais preconceito ser propagado contra um paquistanês inocente. Preconceito que é especialmente sentido pela família de Nasir, seja por seu irmão que apareceu nesse episódio ‘vingando-se’ da escola que o expulsou, seja por seus pais cada vez mais marginalizados.

Riker Island. Na prisão acompanhamos mais do mergulho sombrio de Nasir preenchendo o corpo com tatuagens, fumando crack (?) e aprendendo a faturar com o celular que Freddy lhe deu. O ex-boxeador continua bastante empenhado em ajudar Naz seja fornecendo-lhe a roupa apropriada ao julgamento ou questionando-o sobre sua advogada. Mas nessa intensa relação e idolatria que Naz tem cultivado, a sensação é que mais do que em ‘um preso de verdade’, Freddy pode estar transformando-o em um ‘criminoso de verdade’. Inocente (possivelmente) das acusações que o puseram ali, ele pode estar tornando-se o homem criminoso e violento que imaginam que ele seja.

É Freddy quem levanta um contraponto interessante à segurança que Nasir sente por Chandra. Se para o paquistanês o fato dela acreditar nele já lhe é o bastante, Freddy ressalta que ‘apenas um advogado novo não saberia que não importa acreditar nele ou não’. Mesmo assim, é para ela quem Nasir liga da prisão e é com ela que respiro fundo, ansiosa, ao ouvir “Espero que não se assuste se eu disser… Boa noite”.

Por fim, nesse Samson and Delilah, surge aquele que pode ser um novo problema para Nasir em Riker Island. Ao testemunhar um momento bastante íntimo de Petey e Victor, ele volta a ter sua vida ameaçada, mas dessa vez por um dos braços direitos de Freddy. Começo a me perguntar se Naz sobreviverá até o fim de seu julgamento.

Estado x Khan. Voltamos a ver a Promotora usando a idoneidade e autoridade de especialistas para repetirem o que ela deseja para corroborar sua história. O coquetel que Nasir tomou poderia deixá-lo apático, como seu desmaio sugere, ou disposto a pilotar um avião pelo mundo e, obviamente, a Acusação ficou com a segunda opção.

O julgamento de Nasir nos relembra todos os acontecimentos da fatídica noite aos olhos de uma Promotoria bastante segura, uma Chandra apreensiva com seu desempenho como advogada e um Stone feliz que voltou a ouvir seus passos em sapatos graças a um tratamento alternativo. A felicidade com que o advogado encara seus pés saudáveis é muito bem transmitida por Turturro que faz de Stone meu personagem preferido na série.  Sorri junto com ele.

A cena dele trocando rapidamente de camisa com Nasir foi um tanto quanto questionável. Pergunto-me se os advogados não deveriam ter passado esse tipo de orientação aos pais de seu cliente. Freddy lembrou-se, eles não.

Um personagem que sinto não ter tanto tempo em tela é o Detetive Box. Ainda que o julgamento já tenha começado, acredito que ele ainda poderá ser confrontado com algo que indique uma direção oposta da condenação de Nasir. Em suas pesquisas nas mídias sociais de Naz, além de ter descoberto sobre o incidente sobre seu passado, também viu algo que passou rapidamente e chamou-me atenção: o agradecimento público de Amir. Não acredito que isso foi colocado aleatoriamente, resta saber que tipo de insinuação poderá estar atrelada a essa questão.

Chandra e Stone. A dupla da Defesa avança na procura de novas pistas que direcionem a outros suspeitos, e assim, Chandra tem um encontro assustador com o motorista da funerária e Stone faz descobertas contundentes sobre o padrasto de Andrea. A propósito, a interação entre a ingenuidade e inexperiência de Chandra funciona muito bem com o pragmatismo de Stone.

Desde o primeiro episódio, o motorista da funerária tinha chamado atenção. Não bastasse todo o estranho diálogo que ele teve com Andrea no posto de gasolina, descobrimos agora que ele deixou o local imediatamente após a saída de Nasir e Andrea. Sua cena com Chandra foi extremamente bizarra e mórbida com toda aquela conversa sobre ‘gato e novelo’ e um ódio nutrido contra ‘mulheres que querem te destruir’. Ainda que tudo soe desconfortável e suspeito, e a cena foi construída nos detalhes para nos causar essa inquietação, sinto que é mais um artifício do roteiro para nos confundir. Foi assim com Duane Reade semana passada e também com o padrasto de Andrea nesse episódio. Diferentes indícios que sustentam diversas possibilidades, inclusive que o próprio Naz foi o assassino. Mas qual é a verdadeira?

Seguindo outra vertente, Stone aprofunda-se em outro suspeito: Don Taylor, o padrasto de Andrea. Interessado no dinheiro da mãe de Andrea, ele tinha na jovem seu grande empecilho para herdar a fortuna da mulher. Com um histórico de envolver-se com mulheres mais velhas, o relato que Andrea teria dito que só compartilharia sua herança com Don ‘por cima de seu cadáver’ e a cena final do episódio que funciona para ilustrar toda essa imagem construída, fica claro que Don Taylor é uma boa aposta, especialmente pela violência passional do crime. Mas há uma interessante teoria circulando na Internet: Andrea teria se envolvido amorosamente com o consultor/contador de sua mãe (o que vimos com Stone ao fim do episódio) e estaria ‘fugindo’ dele quando entrou no táxi de Naz. Mais tarde ele chegou a sua casa e a flagrou com Naz. Bêbado e transtornado ele teria matado a menina e teria na figura do padrasto um excelente bode expiatório.

A dois episódios do fim, The Night Of não tem tanto tempo pra abordar o julgamento, investigações paralelas e o chamado selvagem de Naz. Aposto em episódios bastante dinâmicos e torço para que todas as revelações sejam consistentes e, principalmente, que a série mantenha o bom trabalho que vem fazendo até aqui. Nos bastidores da HBO há conversas sobre uma possível renovação da minissérie que foi originalmente concebida como um projeto limitado. Mas antes de comemorar uma renovação, eu desejo que a série finalize essa temporada mantendo todos os elogios que foram feitos ao longo dessas semanas.

  • Marcos Bastos

    Essa teoria é bem legal e até faz mais sentido que a do vizinho (que nem é citado mais, propositalmente ou não).

    É triste ver que toda a família Khan foi desestruturada por isso. Os pais, principalmente, fazem eu ter pena deles (ótimos atores, diga-se de passagem).

    E Naz, ninguém vai acreditar em um bom moço que tem uma tatuagem “SIN” nos dedos. Ajuda aê né cara.

  • Marcos Bastos

    Essa teoria é bem legal e até faz mais sentido que a do vizinho (que nem é citado mais, propositalmente ou não).

    É triste ver que toda a família Khan foi desestruturada por isso. Os pais, principalmente, fazem eu ter pena deles (ótimos atores, diga-se de passagem).

    E Naz, ninguém vai acreditar em um bom moço que tem uma tatuagem “SIN” nos dedos. Ajuda aê né cara.

  • Alan

    Torço muito para que não seja renovada

    • Cesar

      hauhauahuahu pq em? Sindrome de True detective?

      • Alan

        Sim e não. Não pq antes da estreia de da segunda temporada de True Detective eu era contra, depois eu fiquei mais contra ainda.

        O que eu penso é o seguinte, se foi programado para ser uma temporada ou uma mini-série que siga a programação normal. Estender apenas pela audiência eu sempre acho arriscado.

  • Alan

    Torço muito para que não seja renovada

    • Cesar

      hauhauahuahu pq em? Sindrome de True detective?

      • Alan

        Sim e não. Não pq antes da estreia de da segunda temporada de True Detective eu era contra, depois eu fiquei mais contra ainda.

        O que eu penso é o seguinte, se foi programado para ser uma temporada ou uma mini-série que siga a programação normal. Estender apenas pela audiência eu sempre acho arriscado.

  • henriquehaddefinir

    Steffi, suas reviews são lindas, mas estou me sentindo ambíguo sobre The Night Of. Pra mim, o comportamento de Naz na prisão só pode ser um indicativo de uma personalidade latente que de repente, pode muito bem ser a de um homem culpado. Porém, concordo que fica mais claro que pouco importa o crime e sim o que ele provoca na vida dele, o que nos leva a pensar que ele não deveria ser o culpado, já que a função “social” da série em mostrar as obscuridades do mundo penitenciário funcionaria melhor com um inocente como exemplo. Sendo Naz inocente, como poderia ter atitudes como aquelas? Parece um ruído equivocado dos roteiros e isso me preocupa. Soa uma forma de forçar a ideia de perda de inocência a qualquer custo.
    Aquela coisa toda do motorista funerário também acho afetada demais. Enfim, não sei não…

  • henriquehaddefinir

    Steffi, suas reviews são lindas, mas estou me sentindo ambíguo sobre The Night Of. Pra mim, o comportamento de Naz na prisão só pode ser um indicativo de uma personalidade latente que de repente, pode muito bem ser a de um homem culpado. Porém, concordo que fica mais claro que pouco importa o crime e sim o que ele provoca na vida dele, o que nos leva a pensar que ele não deveria ser o culpado, já que a função “social” da série em mostrar as obscuridades do mundo penitenciário funcionaria melhor com um inocente como exemplo. Sendo Naz inocente, como poderia ter atitudes como aquelas? Parece um ruído equivocado dos roteiros e isso me preocupa. Soa uma forma de forçar a ideia de perda de inocência a qualquer custo.
    Aquela coisa toda do motorista funerário também acho afetada demais. Enfim, não sei não…

  • Matheus Ramos

    Eu torço pra que a minissérie (até então), não se perca em seus últimos episódios. Pq além de um vasto painel humano, #TheNightOf nos sugere o poder da narrativa: a história pertence a quem a conta. E como a história muda dependendo de quem a lembra e conta! É o principio de #Rashomon (procurem) usado lindamente.
    Steffi, mais uma belíssima review, aguardando ansiosamente os próximos capítulos! rs
    Obs: Morri com alguém que commpartilhou no twitter, que o caso do Ryan Lochte e os outros nadadores, seria o tema da próxima temporada. Haha

  • Matheus Ramos

    Eu torço pra que a minissérie (até então), não se perca em seus últimos episódios. Pq além de um vasto painel humano, #TheNightOf nos sugere o poder da narrativa: a história pertence a quem a conta. E como a história muda dependendo de quem a lembra e conta! É o principio de #Rashomon (procurem) usado lindamente.
    Steffi, mais uma belíssima review, aguardando ansiosamente os próximos capítulos! rs
    Obs: Morri com alguém que commpartilhou no twitter, que o caso do Ryan Lochte e os outros nadadores, seria o tema da próxima temporada. Haha

  • Karlo Moreira

    Gente essa série?!
    Não sei de nada estou completamente no escuro.
    Só estou com medo do final ficar corrido e as coisas serem jogadas na nossa cara sem explicação.

  • Karlo Moreira

    Gente essa série?!
    Não sei de nada estou completamente no escuro.
    Só estou com medo do final ficar corrido e as coisas serem jogadas na nossa cara sem explicação.

  • RS Martins

    Até aqui perfeita. Sobre a prova cabal para desvendar o crime, acredito esta no gato.

  • RS Martins

    Até aqui perfeita. Sobre a prova cabal para desvendar o crime, acredito esta no gato.

  • Daniel

    True Lawyer

  • Daniel

    True Lawyer

  • Jefferson

    Eu nem lembraria do gancho do último ep, se vc não tivesse mencionado aqui, realmente deixaram isso completamente de lado nesse episódio. Review perfeita Steffi. Parabéns.

  • Jefferson

    Eu nem lembraria do gancho do último ep, se vc não tivesse mencionado aqui, realmente deixaram isso completamente de lado nesse episódio. Review perfeita Steffi. Parabéns.

  • Alan

    Segundo episódio que é mais corrido que os quatro primeiros. Preferia como era na primeira metade da série.

    Realmente é uma falha esquecerem tão abruptamente o criminoso nome de farmácia. Sobre o agente funerário eu achei a conversa bem verossímil

  • Alan

    Segundo episódio que é mais corrido que os quatro primeiros. Preferia como era na primeira metade da série.

    Realmente é uma falha esquecerem tão abruptamente o criminoso nome de farmácia. Sobre o agente funerário eu achei a conversa bem verossímil

  • rodrigo

    Atropelaram tudo… uma pena.

  • rodrigo

    Atropelaram tudo… uma pena.

  • ROGER JANSEN BASCHI

    Será o fim do Eczema de John Stone ??
    O pó de gafanhoto afrodisíaco do Dr. Yee ao custo de $ 300,00 dólares não terá efeitos colaterais ??
    Mas o que nos basta é……..pense num cara feliz !!

  • ROGER JANSEN BASCHI

    Será o fim do Eczema de John Stone ??
    O pó de gafanhoto afrodisíaco do Dr. Yee ao custo de $ 300,00 dólares não terá efeitos colaterais ??
    Mas o que nos basta é……..pense num cara feliz !!

  • CoopLc

    O que eu achei bizarro na cena da Chandra com o cara funerária, é que ele estava assistindo a um programa com mulheres se exercitando, sendo que logo depois estava com seu discurso louco.

    Achei o episódio mais fraco até aqui, pelas críticas citadas na review. Eficiente, mas realmente apressado e até frustrante por não dar nenhuma continuidade para o cliffhanger da semana retrasada.

    • Alan

      Os dois últimos episódios eu achei os mais fracos

      • CoopLc

        Caramba, achei o episódio 5 o melhor depois do piloto.

        • Alan

          Eu achei ela corrida também, atropelando algumas situações. Tínhamos um desenvolvimento lento, porém consistente. Nos dois últimos eles aceleraram muito, descaracterizando o início, lógico na minha percepção

  • CoopLc

    O que eu achei bizarro na cena da Chandra com o cara funerária, é que ele estava assistindo a um programa com mulheres se exercitando, sendo que logo depois estava com seu discurso louco.

    Achei o episódio mais fraco até aqui, pelas críticas citadas na review. Eficiente, mas realmente apressado e até frustrante por não dar nenhuma continuidade para o cliffhanger da semana retrasada.

    • Alan

      Os dois últimos episódios eu achei os mais fracos

      • CoopLc

        Caramba, achei o episódio 5 o melhor depois do piloto.

        • Alan

          Eu achei ela corrida também, atropelando algumas situações. Tínhamos um desenvolvimento lento, porém consistente. Nos dois últimos eles aceleraram muito, descaracterizando o início, lógico na minha percepção

  • Roberto Pereira

    A Steffi já disse TUDO que eu queria dizer.
    Naz tá badboy demais e os 3 suspeitos / Padastro / o do rabecão / e cara com nome de farmácia / e seus motivos são expostos claramente quase induzindo quem vê a fazer uma aposta, porque seja quem for, o roteirista pode fazer a história que quiser. Além disso tem o vizinho.

    Dessa forma o mais interessante é mesmo a narrativa e como uma história pode mudar de acordo COM OS INTERESSES DE QUEM A CONTA.

    Mas quantas histórias da vida real não têm uma narrativa única milimetricamente construída para atender interesses nem um pouco puros (assim com a promotoria constrói seu caso contra Naz, não vemos hoje no Brasil a justiça e a imprensa construindo um caso só contra um lado com pesadas consequências sociais e políticas? Pra se pensar…

    • Alan

      Todas as histórias são deturpadas quando são contadas.

    • Andre Sousa

      Eu descartaria o cara com nome de farmácia pelo número de facadas que ela leva, já que a qtde é a idade. O que indica que conhece a vítima.. Outra coisa é a porta dos fundos não estar trancada.. o mais provável até então no caso de não ser o Naz é o padastro.

      Como o intuito desses casos é revelar algo que ninguém espera já não dá pra ter tanta certeza que seja o padastro.

  • Roberto Pereira

    A Steffi já disse TUDO que eu queria dizer.
    Naz tá badboy demais e os 3 suspeitos / Padastro / o do rabecão / e cara com nome de farmácia / e seus motivos são expostos claramente quase induzindo quem vê a fazer uma aposta, porque seja quem for, o roteirista pode fazer a história que quiser. Além disso tem o vizinho que ficou esquecido.

    Dessa forma o mais interessante é mesmo / além dos podres do sistema de “justiça”, e a corrupção inerente ao sistema prisional em que quem manda e mantém a paz são os presos e os guardas jogam o jogo / a narrativa e como uma história pode mudar de acordo COM OS INTERESSES DE QUEM A CONTA.

    Mas quantas histórias da vida real não têm uma narrativa única milimetricamente construída para atender interesses nem um pouco puros (assim com a promotoria constrói seu caso contra Naz, não vemos hoje no Brasil a justiça e a imprensa construindo um caso só contra um lado com pesadas consequências sociais e políticas?). Pra se pensar…

    • Alan

      Todas as histórias são deturpadas quando são contadas.

    • Andre Sousa

      Eu descartaria o cara com nome de farmácia pelo número de facadas que ela leva, já que a qtde é a idade. O que indica que conhece a vítima.. Outra coisa é a porta dos fundos não estar trancada.. o mais provável até então no caso de não ser o Naz é o padastro.

      Como o intuito desses casos é revelar algo que ninguém espera já não dá pra ter tanta certeza que seja o padastro.

  • Carlos

    Olha, eu acredito que faz sentido a mudança tão brusca de Naz. O cara é acusado de estupro com todas as evidências indo a seu encontro. Sabemos o que isso significa numa prisão. Eu no lugar teria aceitado a proteção do Freddy sem nem demorar muito como ele fez. Naz já pensa na possibilidade de ser condenado. Por fim, vamos só cair na realidade de admitir que TNO não é nem de longe perfeita. Tem furos absurdos desde o inicio. Se fosse da CW todo mundo tava caindo de pau em cima.

    • Alan

      Nunca vi nada da CW, mas se a qualidade for tão boa assim, ela deveria ser mais reconhecida.

    • Cesar

      Quais furos… vc deve cita-los, so falar avulso assim é muito bom, faz parecer que vc tem razão…

      • Carlos

        Parece que você não leu as reviews da Steffi e os comentários do Michel. Eles mesmos já destacaram isso. Só lamento por você querer parecer que tá sabendo de alguma coisa aqui

  • Carlos

    Olha, eu acredito que faz sentido a mudança tão brusca de Naz. O cara é acusado de estupro com todas as evidências indo a seu encontro. Sabemos o que isso significa numa prisão. Eu no lugar teria aceitado a proteção do Freddy sem nem demorar muito como ele fez. Naz já pensa na possibilidade de ser condenado. Por fim, vamos só cair na realidade de admitir que TNO não é nem de longe perfeita. Tem furos absurdos desde o inicio. Se fosse da CW todo mundo tava caindo de pau em cima.

    • Alan

      Nunca vi nada da CW, mas se a qualidade for tão boa assim, ela deveria ser mais reconhecida.

    • Cesar

      Quais furos… vc deve cita-los, so falar avulso assim é muito bom, faz parecer que vc tem razão…

      • Carlos

        Parece que você não leu as reviews da Steffi e os comentários do Michel. Eles mesmos já destacaram isso. Só lamento por você querer parecer que tá sabendo de alguma coisa aqui

  • Bel Ribeiro

    Sério, Naz, tatuar ‘Sin’ nos dedos enquanto está na prisão aguardando julgamento? Se você quer garantir a condenação, tatua ‘Guilty’ no pescoço, que tal?

  • Bel Ribeiro

    Sério, Naz, tatuar ‘Sin’ nos dedos enquanto está na prisão aguardando julgamento? Se você quer garantir a condenação, tatua ‘Guilty’ no pescoço, que tal?

  • Fernando d.S.

    Esse episódio trouxe uma diferença significativa em relação a série original britânica Criminal Justice. Na série original o rapaz era forçado a usar drogas pesadas na prisão, enquanto na versão americana o jovem usou a droga de maneira espontânea.

  • Fernando d.S.

    Esse episódio trouxe uma diferença significativa em relação a série original britânica Criminal Justice. Na série original o rapaz era forçado a usar drogas pesadas na prisão, enquanto na versão americana o jovem usou a droga de maneira espontânea.

  • Inspetor Tequila

    Série simplesmente espetacular.
    Eu a coloco fácil no msm patamar q The Wire e Família Soprano. Fácil.
    O que contar e como contar é simplesmente fantástico.
    E assisti Ben-Hur ontem. E devo dizer, essa Sofia Black D’elia é Gata. Q q isso. Maravilha.

  • Inspetor Tequila

    Série simplesmente espetacular.
    Eu a coloco fácil no msm patamar q The Wire e Família Soprano. Fácil.
    O que contar e como contar é simplesmente fantástico.
    E assisti Ben-Hur ontem. E devo dizer, essa Sofia Black D’elia é Gata. Q q isso. Maravilha.

  • Cesar

    O que foi o Stone no tribunal para Naz: “Você parece um figurante de amor sublime amor” kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk Parei o episodio e ri uns 3 minutos, serio, do nada a serie mete umas tiradas e ao menos me pegam em cheio XD

    Ah e claro, ja acho a melhor estreia do ano, nao que eu tenha visto muitas, e a mudança do Nasir tambem me parece abrupta demais em tao pouco tempo, mas a serie tem que correr né, so 8 episodios….

  • Cesar

    O que foi o Stone no tribunal para Naz: “Você parece um figurante de amor sublime amor” kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk Parei o episodio e ri uns 3 minutos, serio, do nada a serie mete umas tiradas e ao menos me pegam em cheio XD

    Ah e claro, ja acho a melhor estreia do ano, nao que eu tenha visto muitas, e a mudança do Nasir tambem me parece abrupta demais em tao pouco tempo, mas a serie tem que correr né, so 8 episodios….

  • Matheus Rocha Andrade

    esse epi matou minhas esperanças nessa serie, a mina era rica, brigando por herança, motivo GIGANTE pra ela ser assassinada e só revelam isso agora? nem acusam o cara sequer questoniaram? que promotoria é essa?

  • Karllos Silva

    Nossa q medo do site ter saído do ar pra sempre kkkkk

    Já sobre o epi, estou amando essa serie, HBO rainha. Só espero q o Naz nao morra