The Night Of 1×02: Subtle Beast

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Após uma estreia que superou expectativas e alcançou uma audiência bastante significativa, The Night Of retornou para seu 2º episódio com a missão de fidelizar o público e envolvê-lo definitivamente na trama de Naz. Mantendo o ritmo cadenciado e uma qualidade técnica admirável a série volta a entregar um ótimo episódio que funcionou não apenas para criar ainda mais empatia com os personagens como também para aguçar o desejo de seguir adiante nos próximos capítulos.

Eu havia comentado na review anterior que a minissérie tem uma construção lenta e esse Subtle Beast veio para corroborar ainda mais esse aspecto.  Sem eventos ditos clímax, tais como aquele em que Naz descobriu o corpo de Andrea e quando foi descoberto com a faca na delegacia, a sensação é que o ritmo desse 2º episódio foi ainda mais lento que a premiere. De fato, foi um episódio de transição que apresentou as consequências e o desenrolar imediato do ‘dia seguinte de um crime’ bem como toda a construção do caso contra Nasir Khan. Fica cada vez mais claro que The Night Of não é sobre o assassinato de Andrea ou a vida de Naz, a minissérie trata das engrenagens que movem o sistema criminal americano e cada um dos detalhes apresentados de tão crua e veridicamente são exatamente a história que avança e que a série quer contar.

A trama trabalhada minuciosamente e desenvolvida passo a passo deixa ainda mais evidente a sensação de estarmos lendo um livro policial. Impressiona-me o cuidado das tomadas feitas e como enquadramento é planejado para nos dar vislumbres originais dos acontecimentos que se passam. Um incrível trabalho de direção, trilha sonora e fotografia que contribui e muito para a tensão criada e se torna parte importante da experiência de assisitir The Night Of.

Em Subtle Beast o dia amanhece e a série torna-se menos escura que na premiere. A cena do crime parece menos macabra vista à luz do dia, mas a realidade de Naz parece mais palpável. Tanto para ele que confronta suas próprias lembranças, e a ausência delas, encarcerado em um pesadelo impensável, quanto para sua família que aos poucos contempla a gravidade da situação que o jovem filho envolveu-se. Esse episódio tratou justamente dos eventos que se seguem à descoberta do corpo de Andrea e da prisão de Naz, mostrando os diferentes pontos de vista sobre um mesmo crime: o acusado e sua família, a família da vítima, a polícia e o Detetive, o advogado de Defesa e a Promotoria.

Verdade x Justiça. É na primeira conversa de Naz com seu advogado que temos algumas das melhores frases do episódio. Stone não quer conhecer a história de Naz ou a verdade por trás daquele cenário, mas quer construir a melhor história que o inocente diante do que parece tão irrefutável. A verdade que inocenta e livra a consciência de Naz não é aquela que comoverá e convencerá o júri, e essa é uma das primeiras lições que o jovem precisou compreender:

“Não quero estar preso a verdade. A verdade pode ir pra o inferno, ela não vai ajudar em nada aqui.”

Interessantemente, mais tarde vemos o Detetive Box dizendo que a Justiça é um grande clube do qual ele não quer fazer parte. Ele ainda afirma que ‘não é um agente duplo e que seu trabalho é procurar a verdade’. Um contraponto extremamente curioso entre ‘os papéis’ de personagens tão interessantes. Stone busca defender Naz independentemente de acreditar nele ou na sua história, para seu trabalho de defesa isso pouco importa. E é justo o homem que investiga Naz e o aponta como maior suspeito que busca a verdade que ele tanto quer que acreditem…

Aí está um dos grandes pontos positivos de The Night Of. Não estamos falando de um Detetive que orquestra uma grande farsa para incriminar Naz ou de um advogado de defesa heróico e irretocável. É tudo muito real, diferentes facetas verossímeis de um mesmo sistema e a maneira com a qual lidam com um caso tão aparentemente óbvio (mas na verdade tão intrincado e complexo) como esse de Nasir Khan.

Fera Sutil. Stone também dá dois grandes conselhos para Naz. O primeiro e extremamente importante “Fique calado” que deve ser o maior guia e escudo de Nasir ao longo dessa temporada. Inicialmente ele não compreendeu a amplitude desse aviso e conversou com os pais, especialmente por ter caído na sutileza daquele que seria o próximo grande aviso de seu advogado. Quem é o Detetive Box.

“Box é o chefão aqui. Ele é muito bom. Como bom policial ele manipula você dentro das regras. É um opressor talentoso, uma fera sutil”

E as manipulações legais dessa fera sutil, que dá nome ao episódio, ficaram evidentes por diversos momentos. Seja quando Box libera que os pais conversem com Naz na delegacia na expectativa de captar algo nas entrelinhas dessa conversa, seja quando ele, transvestido de um ‘bom amigo’ tenta persuadir o jovem a confessar o crime. Box tem evidências circunstanciais e biológicas praticamente irrefutáveis, mas sabe que uma confissão seria matadora. E é dando a bombinha de asma à Naz e usando discursos persuasivos atrás de frases como ‘Ajude-me a te ajudar’ que Box tenta induzir o jovem a explicar porque um jovem como ele cometeria tamanha crueladade. Mas ali Naz já havia sido ‘dominado’ por Stone e tinha aprendido que seu maior trunfo era manter-se calado.

É também Box quem dá a camisa de Harvard que Naz vem a usar na prisão e a sutileza dessa escolha não me parece ao acaso.

Ressalto aqui como Bill Camp e John Turturro estão sensacionais dando vida a personagens tão interessantes e ‘cinzas’ como Box e Stone. Camp dá a Box exatamente essa sensação de uma fera sutil que tranquilamente prepara o terreno para abocanhar sua vítima ao mesmo tempo em que uma rusga de dúvida o assola ao confrontar o quebra-cabeça da morte de Andrea. Por outro lado, Turturro desempenha com grande êxito a figura de um advogado desprestigiado e de capacidade questionada (inclusive pela própria ex-mulher!) que convive com um eczema e não se acanha em afirmar que ‘está no local certo, na hora certa’. Excelente poder vê-los dialogando e confrontando-se com tanto talento. Da mesma forma, foi ótimo conhecermos mais camadas da vida de Stone através das cenas que aparece em casa dialogando com o filho e cuidando de seus pés.

Família. Enquanto Naz está preso e isolado ele está ‘protegido’ do preconceito que o acompanha e que será sua sombra durante todo esse caso. E quem sofre com isso é justamente sua família. Atordoados e com toda a dificuldade inerente a compreender que o filho foi acusado de um homicídio, eles ainda são apunhalados a cada vez que escutam frases como ‘um muçulmano maluco cortou uma garota’. Quando eles afirmavam que tudo não passava de um equívoco, ainda não tinham dimensão do problema que o filho se metera. Essas revelações começam a aparecer na conversa entre os três na cadeia quando eles assustam-se a cada fato contado por Naz. Como pais, eles ainda acreditam na palavra do filho, mas começam a compreender a complexidade de defendê-lo diante das circunstâncias apresentadas. Naz não foi um bode expiatório encontrado aleatoriamente na rua. Ele esteve na cena do crime, ele dormiu com a vítima, seu DNA está lá e a possível arma do crime estava com ele. Interessantemente quando a polícia chega para revistar a casa de Naz, a mãe dele já fazia o mesmo em seu quarto.

Subtle Beast também introduziu um novo personagem e porque não, um novo suspeito do crime. O padrasto de Andrea, Don Taylor (Paul Sparks) chega para expor um pouco do passado conturbado da menina. E por ele ficamos sabendo que ela envolveu-se com diversos tipos de drogas, perdeu a mãe e o pai, não estudava ou trabalhava e morava em uma casa pertencente à sua falecida mãe. O comportamento de Don é absolutamente estranho. Desde o primeiro momento quando atende a chamada de Box e mostra-se irritadiço julgando que ela estava presa novamente até os momentos em que reconhece (?) o corpo. Além de fazer questão de enfatizar que a jovem é sua enteada e não sua filha, sua reação às fotos do corpo de Andrea não poderiam demonstrar mais a distância e frieza dele para com aquela situação. Basta a sugestão de que ele precise ver o corpo da enteada para que instantaneamente passe a reconhecê-la nas fotos.  Por que ele não quis ver o corpo de Andrea? Essa frieza é parte de sua personalidade ou é um escudo que usa para esconder algo que não quer revelar?

Nesse episódio também fomos introduzidos a outro membro do Clube da Justiça, a Promotora que parece conhecer Box profundamente. Apesar do Detetive afirmar que ‘não há onde ela perder’ esse caso, ela encontra, no piscar de olhos de Box e em sua demora para formalizar a acusação, uma brecha que deve ser considerada.

Se Stone está ‘no lugar certo, na hora certa’, o oposto aplica-se perfeitamente a seu cliente. O desespero estampado no olhar do jovem que presencia pela primeira vez a violência da prisão foi impactante. Seu olhar assustado enquanto um dos companheiros de cela chutava o outro que gemia de dor era Naz realizando o cenário alarmante que se encontra por ter estado ‘no lugar errado, na hora errada’. Da mesma forma, igualmente tocante foi seu nervosismo diante do Juíz que lhe nega a possibilidade de fiança e o condena à prisão preventiva. Se os Khan ainda não haviam compreendido a gravidade da situação de Naz, esse momento vem para não deixar restarem quaisquer dúvidas. “Quer pena de judeu? Cometa crimes de judeu”… E diante dos olhos da Justiça Americana Naz cometeu crime de muçulmano…

E o episódio termina com Naz chegando a Rikers Island, o principal complexo prisional de Nova York. Conhecida pela negligência e abuso aos quais os prisioneiros eram submetidos, essa prisão já foi eleita uma das dez piores dos EUA. Se a série seguir mostrando os fatos de forma tão verídica, o pesadelo de Naz pode estar apenas começando…

SM Detective

Suspeitos: Naz; Motorista da funerária; A dupla que viu Naz e Andrea juntos na casa da jovem; Padrasto de Andrea…

– As menções aos gatos parecem tão recorrentes nessa série que começo a pensar se realmente não tenham algum significado ou escondam alguma pista. Um gato aparece na abertura da série, Naz era alérgico e Andrea precisou tirar seu felino de casa e um gato voltou a aparecer na última cena do piloto… Nesse episódio, quando revisita a cena do crime ficamos sabendo que o Detetive Box também é alérgico a gatos!

  • Clay Davis

    Essa série é uma mistura de Six Feet Under, True Detective e The Wire. É impressionante.

  • Heloisa Martins

    Tô curtindo muito a série. A lentidão dá uma agonia… A interpretação de todos também está muito boa. Até a dublagem tá muito bem feita. Quanto ao gato, o assassino pode ter entrado quando ela pôs o gato pra fora. E tô achando que até o Box tem dúvida se ele é culpado, mas com as provas e querendo finalizar o serviço…

  • Heloisa Martins

    Tô curtindo muito a série. A lentidão dá uma agonia… A interpretação de todos também está muito boa. Até a dublagem tá muito bem feita. Quanto ao gato, o assassino pode ter entrado quando ela pôs o gato pra fora. E tô achando que até o Box tem dúvida se ele é culpado, mas com as provas e querendo finalizar o serviço…

  • Marcos Tavares

    Parabéns pelo review! Série sensacional. Manteve a qualidade do piloto. Tecnicamente uma das melhores dos últimos anos. Todos os aspectos cinematograficos são incríveis. Impecável mesmo!

    Agora, esse ritmo lendo só ajuda na trama. E vai ser em ritmo de livro mesmo. Mas tô curtindo de mais a “leitura”. rsrs! E essa não é uma série sobre pessoas, e sim, sobre como o sistema “engole” ou não essas pessoas. Ou seja, não temos certeza sobre nada. Não só com relação ao crime, mas também de toda a trama. E também não temos o bom e o mal. Temos a realidade, nua e crua.

    • Steffi

      Valeu Marcos! 🙂
      Também estou adorando essa ‘leitura’, a série só melhora!

  • Marcos Tavares

    Parabéns pelo review! Série sensacional. Manteve a qualidade do piloto. Tecnicamente uma das melhores dos últimos anos. Todos os aspectos cinematograficos são incríveis. Impecável mesmo!

    Agora, esse ritmo lendo só ajuda na trama. E vai ser em ritmo de livro mesmo. Mas tô curtindo de mais a “leitura”. rsrs! E essa não é uma série sobre pessoas, e sim, sobre como o sistema “engole” ou não essas pessoas. Ou seja, não temos certeza sobre nada. Não só com relação ao crime, mas também de toda a trama. E também não temos o bom e o mal. Temos a realidade, nua e crua.

    • Steffi

      Valeu Marcos! 🙂
      Também estou adorando essa ‘leitura’, a série só melhora!

  • Bruno Cantuária

    Pra falar a verdade, assisti esse segundo ep pensando que era o primeiro (por HBO estar aberta e não ter visto a premier) e não senti falta alguma de informações, além disso novas informações não foram acrescentadas, somente personagens foram construídos, mas a história andar que é bom… naada 🙁

    • Bruno Cantuária

      Tecnicamente dispensa comentários 🙂

    • Alan

      Teve muita informação que você não viu no primeiro episódio. para mim a história andou bem nesse episódio

  • Bruno Cantuária

    Pra falar a verdade, assisti esse segundo ep pensando que era o primeiro (por HBO estar aberta e não ter visto a premier) e não senti falta alguma de informações, além disso novas informações não foram acrescentadas, somente personagens foram construídos, mas a história andar que é bom… naada 🙁

    • Bruno Cantuária

      Tecnicamente dispensa comentários 🙂

    • Alan

      Teve muita informação que você não viu no primeiro episódio. para mim a história andou bem nesse episódio

  • Alan

    Espero que o assassino tenha a ver com a trana e não seja um cara que aparece 10 segundos do penúltimo episódio. Até o terceiro episódio acredito que o assassino apareça. Para mim o único suspeito até agora é o padastro

  • Alan

    Espero que o assassino tenha a ver com a trana e não seja um cara que aparece 10 segundos do penúltimo episódio. Até o terceiro episódio acredito que o assassino apareça. Para mim o único suspeito até agora é o padastro

  • Eu estou EMBASBACADO com a qualidade desse segundo episódio. Raramente vemos um espetáculo técnico desse calibre na televisão. A forma como a série usa do desfoque pra criar um ambiente alucinógeno e desconhecido é incrível. Você se sente na pele do Naz, entrando em um lugar estranho e cheio de perigos. É tudo surreal, por vezes senti que estávamos dentro do universo de Blade Runner.

    As atuações são brilhantes, o roteiro é cheio de nuances e muuuito inteligente. Fazia tempo que eu não me animava tanto com um seriado.

  • Eu estou EMBASBACADO com a qualidade desse segundo episódio. Raramente vemos um espetáculo técnico desse calibre na televisão. A forma como a série usa do desfoque pra criar um ambiente alucinógeno e desconhecido é incrível. Você se sente na pele do Naz, entrando em um lugar estranho e cheio de perigos. É tudo surreal, por vezes senti que estávamos dentro do universo de Blade Runner.

    As atuações são brilhantes, o roteiro é cheio de nuances e muuuito inteligente. Fazia tempo que eu não me animava tanto com um seriado.

  • Matheus Rocha Andrade

    a qualidade tecnica continua alta, mas o enredo não andou quase nada, é estranho ter um episodio vazio numa serie que terá apenas 8, espero que a conclusõ não decepcione

  • Matheus Rocha Andrade

    a qualidade tecnica continua alta, mas o enredo não andou quase nada, é estranho ter um episodio vazio numa serie que terá apenas 8, espero que a conclusõ não decepcione

  • Excelente review! Acredito que novos suspeitos ainda aparecerão….

    • Steffi

      Valeu Diogo!

  • Excelente review! Acredito que novos suspeitos ainda aparecerão….

    • Steffi

      Valeu Diogo!

  • Arthur Guerrante

    Steffi The Flash pra postar as reviews! E nem parece corrido, muito boa!
    Estou apaixonado pela qualidade técnica da série. Enquadramentos maravilhosos, trabalho de som incrível, não só na trilha, mas na captação do som ambiente também. A cena do Naz no furgão demonstra bem o que estou falando… o rap tocando durante a viagem, e ao sair, o som de cada pisada no chão molhado, a abertura e fechamento das portas, isto tudo acaba nos colocando no mesmo desespero do Naz.

    • Steffi

      Valeeeu Arthur! 🙂
      Sim, a série tem uma qualidade técnica incrível mesmo. Além de ótimas atuações.

  • Arthur Guerrante

    Steffi The Flash pra postar as reviews! E nem parece corrido, muito boa!
    Estou apaixonado pela qualidade técnica da série. Enquadramentos maravilhosos, trabalho de som incrível, não só na trilha, mas na captação do som ambiente também. A cena do Naz no furgão demonstra bem o que estou falando… o rap tocando durante a viagem, e ao sair, o som de cada pisada no chão molhado, a abertura e fechamento das portas, isto tudo acaba nos colocando no mesmo desespero do Naz.

    • Steffi

      Valeeeu Arthur! 🙂
      Sim, a série tem uma qualidade técnica incrível mesmo. Além de ótimas atuações.

  • Cesar

    Muito feliz e apostando muito na serie, fiquei fascinado com o piloto, e trouxe mais um bom episodio. Tramas lentas nao me afetam tanto, gosto disso, mas senti que esse episodio poderia ter uns 7 minutos a menos que nao fariam diferença.

    Caras, vcs ja descartaram o Naz como suspeito mesmo? claro que nos tendemos a acreditar que ele não é o culpado, eu ainda tenho duvidas, a falta de memoria dele tambem ajuda nisso. Mas TUDO aponta tanto pro Naz, que eu ainda to morrendo de curiosidade de como novas pistas de suspeitos irão aparecer. Morro de medo que nao seja nada clichê ou aquelas coincidências, sabe?

    PS* Melhor parte do episodio. “Fuck Me” Quando o homem negro la se assusta com o curriculo interminavel de crimes do Naz. hauahuhauahuahahauhuahuah

    Ah e parabens Steffi, pela qualidade e rapidez da review. O episodio ainda esta fresco na memoria e da gosto de vir comentar aqui!

    • Alan

      Eu acho que ele é suspeito. Não descarto totalmente ele.

    • Steffi

      Muito obrigada pelo comentário Cesar!
      Particularmente eu descarto o Naz porque não acho que ele poderia ficar tão limpo, sem nenhuma mancha de sangue após esfaquear uma pessoa 22 vezes. Mas vamos ver!

  • Cesar

    Muito feliz e apostando muito na serie, fiquei fascinado com o piloto, e trouxe mais um bom episodio. Tramas lentas nao me afetam tanto, gosto disso, mas senti que esse episodio poderia ter uns 7 minutos a menos que nao fariam diferença.

    Caras, vcs ja descartaram o Naz como suspeito mesmo? claro que nos tendemos a acreditar que ele não é o culpado, eu ainda tenho duvidas, a falta de memoria dele tambem ajuda nisso. Mas TUDO aponta tanto pro Naz, que eu ainda to morrendo de curiosidade de como novas pistas de suspeitos irão aparecer. Morro de medo que nao seja nada clichê ou aquelas coincidências, sabe?

    PS* Melhor parte do episodio. “Fuck Me” Quando o homem negro la se assusta com o curriculo interminavel de crimes do Naz. hauahuhauahuahahauhuahuah

    Ah e parabens Steffi, pela qualidade e rapidez da review. O episodio ainda esta fresco na memoria e da gosto de vir comentar aqui!

    • Alan

      Eu acho que ele é suspeito. Não descarto totalmente ele.

    • Steffi

      Muito obrigada pelo comentário Cesar!
      Particularmente eu descarto o Naz porque não acho que ele poderia ficar tão limpo, sem nenhuma mancha de sangue após esfaquear uma pessoa 22 vezes. Mas vamos ver!

  • Cristiano

    A qualidade técnica dos dois episódios impressionam, e pra mim o ritmo lento é sempre positivo, ainda mais para a construção de personagens tão distintos. A angústia do Naz é perturbadora, nem ele tem 100% de certeza de não ter cometido o crime.
    A trilha sonora desse segundo episódio tá foda! A sequência onde o Naz entra no camburão com um rap (quase sempre presente nas cenas onde a maioria são negros), cortando para a música clássica no carro do detetive e depois o silêncio total onde a família de Naz parece ter percebido a gravidade da situação, foi demais.
    Se não surgirem novos suspeitos, com as informações apenas destes dois episódios, apostaria no motorista da funerária. É um emprego meio macabro, viu que a Andrea tava pouco se lixando pra vida (jogou o cigarro aceso no chão do posto), observou Naz todo tempo e talvez percebeu a sua ingenuidade, e viu a possibilidade de um crime onde teria apenas um provável suspeito.

    Parabéns pelo rewiew! Além da rapidez abordou todos pontos importantes.

    • Steffi

      Valeu Cristiano! Essa sequencia do rap no camburão, ópera no carro e o Stone no metrô é sensacional mesmo!
      O motorista da funerária foi MUITO estranho mesmo.

  • Cristiano

    A qualidade técnica dos dois episódios impressionam, e pra mim o ritmo lento é sempre positivo, ainda mais para a construção de personagens tão distintos. A angústia do Naz é perturbadora, nem ele tem 100% de certeza de não ter cometido o crime.
    A trilha sonora desse segundo episódio tá foda! A sequência onde o Naz entra no camburão com um rap (quase sempre presente nas cenas onde a maioria são negros), cortando para a música clássica no carro do detetive e depois o silêncio total onde a família de Naz parece ter percebido a gravidade da situação, foi demais.
    Se não surgirem novos suspeitos, com as informações apenas destes dois episódios, apostaria no motorista da funerária. É um emprego meio macabro, viu que a Andrea tava pouco se lixando pra vida (jogou o cigarro aceso no chão do posto), observou Naz todo tempo e talvez percebeu a sua ingenuidade, e viu a possibilidade de um crime onde teria apenas um provável suspeito.

    Parabéns pelo review! Além da rapidez abordou todos pontos importantes.

    • Steffi

      Valeu Cristiano! Essa sequencia do rap no camburão, ópera no carro e o Stone no metrô é sensacional mesmo!
      O motorista da funerária foi MUITO estranho mesmo.

  • Valder Mendes

    Não acredito que o review não cogitou a possibilidade
    Do vizinho que denunciou o naz nao seja um suspeitou, sera que é porque na versão da serie em que essa é baseada ele seja mesmo o assassino? #shame

    • Alan

      Era para ser um spoiler? Não entendi o seu comentário

      • Valder Mendes

        Questionei o porque o revier não incluir o vizinho na lista de suspeitos, e questinei se talvez nao seja o vizinho o verdadeiro assasino na serie em que é the night of é baseada por isso ele não incluiu o vizinho

        • Alan

          Ah ta, entendi agora. O vizinho é suspeito, com certeza. Porém, seria a saída mais fácil, torço muito para que não seja ele.

          • Valder Mendes

            Mas não colocou ele na review, ou seja esqueceram e nem foi considerado

    • João Paulo

      Em que serie The Night Of é baseada?

    • Steffi

      Apenas não o cogitei como suspeito, não há nada além disso. Mas na próxima review já o adicionei na lista de suspeitos. Qualquer sugestão de vocês é bem-vinda. 🙂

  • Valder Mendes

    Não acredito que o review não cogitou a possibilidade
    Do vizinho que denunciou o naz nao seja um suspeitou, sera que é porque na versão da serie em que essa é baseada ele seja mesmo o assassino? #shame

    • Alan

      Era para ser um spoiler? Não entendi o seu comentário

      • Valder Mendes

        Questionei o porque o revier não incluir o vizinho na lista de suspeitos, e questinei se talvez nao seja o vizinho o verdadeiro assasino na serie em que é the night of é baseada por isso ele não incluiu o vizinho

        • Alan

          Ah ta, entendi agora. O vizinho é suspeito, com certeza. Porém, seria a saída mais fácil, torço muito para que não seja ele.

          • Valder Mendes

            Mas não colocou ele na review, ou seja esqueceram e nem foi considerado

    • João Paulo

      Em que serie The Night Of é baseada?

    • Steffi

      Apenas não o cogitei como suspeito, não há nada além disso. Mas na próxima review já o adicionei na lista de suspeitos. Qualquer sugestão de vocês é bem-vinda. 🙂

  • Antony

    Ao contrario da pessoa que fez a review eu gostei bastante do piloto mas esse segundo episodio não me fidelizou pelo contraio foi difícil de termina-lo muito arrastado com pouca informação e muita enrolação o ator principal não tem carisma ele é a vitima mas eu não fico com “pena” dele , dificilmente voltarei para o terceiro episodio .

    • Steffi

      O 3 é bem legal, possivelmente você vai achar menos arrastado. Dá mais uma chance. 😉

  • Antony

    Ao contrario da pessoa que fez a review eu gostei bastante do piloto mas esse segundo episodio não me fidelizou pelo contraio foi difícil de termina-lo muito arrastado com pouca informação e muita enrolação o ator principal não tem carisma ele é a vitima mas eu não fico com “pena” dele , dificilmente voltarei para o terceiro episodio .

    • Steffi

      O 3 é bem legal, possivelmente você vai achar menos arrastado. Dá mais uma chance. 😉