The Living and the Dead 1×06: Episode 6 [Season Finale]

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“Olho o ovo com um só olhar. Imediatamente percebo que não se pode estar vendo um ovo. Ver o ovo nunca se mantêm no presente: mal vejo um ovo e já se torna ter visto o ovo há três milênios. – No próprio instante de se ver o ovo ele é a lembrança de um ovo. – Só vê o ovo quem já o tiver visto. – Ao ver o ovo é tarde demais: ovo visto, ovo perdido.”

O Ovo e a Galinha – Clarice Lispector

Nesse conto, Clarice escreve sobre a inexistência do presente, uma vez que viver algo já se torna ter vivido aquilo. Pensando dessa forma, talvez só exista o passado e o  futuro, pois o suposto presente é uma eterna progressão — ou não se existe o futuro, uma vez que viver é estar o tempo todo na progressão do agora. Há apenas esse movimento contínuo, no qual se alteram as pessoas, as ações, mas o tempo se conserva, assim como o universo se conserva. Em outra frase, Clarice, ainda na ideia do ovo, diz que somente as máquinas podem vê-lo. Interpreto como a permanência que somente os objetos podem demonstrar. Somos transeuntes dos espaços e, quando lhes deixamos, o espaço fica. Quem diz que o importante é o agora pode não compreender, mas a verdade do fato é que temos a certeza do agora, enquanto que o futuro nunca chega, sendo apenas um agora diferente, em outros contextos.

A interpretação é, claro, de total responsabilidade minha. O que eu fiz aqui talvez fosse até contra os princípios de Clarice, que escrevia pela necessidade de escrever, não preocupada com significado e entendimento. Destaco esse conto, principalmente esse trecho, porque sempre que encontro uma série ou filme que faça referências ao tempo e espaço como essa fez, lembro-me dessas frases e da autora. Por mais que Ashley Pharoah, criador e escritor de muitos episódios, não tivesse ciência, seu diálogo sobre a inexistência do presente e a convivência direta que temos com o futuro está ali para ser discutido. Como eu já previra, então, e a partir do meu entendimento pessoal do roteiro e da resolução de alguns conflitos, os camponeses da série, na verdade, são os mortos do título. Assim como eu também já esperava, a moça do presente é parente de Nathan. Mesmo com essas previsões, entretanto, fiquei positivamente surpreendido com o desdobrar da série e, ao fim do episódio, só conseguia comemorar e enaltecer o poder de um texto bem escrito e dedicado.

Como uma memória puxa outra, eu me lembro de H. G. Wells e da forma como dizia ser possível viagens no tempo, uma vez que o pensamento de tal momento passado já nos leva ao ocorrido. Fico com essa impressão e com a percepção de que as personagens na série, na verdade, estão transitando entre a realidade de diversos tempos através de alguma fenda aberta pelo espírito de Gabriel que, não tendo mais mãe e obrigado a vagar através dos anos, resolveu utilizar de mulheres ainda vivas para persuadir o pai a acompanhá-lo, selando assim a possibilidade de diálogo entre as gerações. Essas interações funcionam muito bem na ficção quando bem aplicadas, e creio que aqui foi o caso.

Gabriel, aparecendo em toda a minissérie, mas firmando sua presença somente aqui, foi um ótimo adicional ao roteiro. O fantasma, por mais que macabro, ainda é criança e isso o impossibilita de entender e lidar com os fatos da forma como nós lidaríamos. Ele traz o pior tipo de crueldade existente: aquela que é compreensível. Afinal, é perceptível a dor e a solidão de quem, após um acidente, é condenado a vagar sem proteção alguma. É nesse contexto que as tramas envolvendo o suicídio ganham força. Gabriel dando a entender que Charlotte poderia cometer o ato da mesma forma que seu marido e se entregar à eternidade junto com o seu bebê foi uma das coisas mais tenebrosas que eu vi do gênero horror na tevê esse ano. Talvez o terror da situação esteja na poesia e na beleza da questão. Além disso, pelo que entendi, o garoto é responsável por diversos suicídios, como deve ter sido pelo da mãe de Lara.

Meu único incômodo foi com a falta de sanidade de Nathan no começo e durante o episódio. Claro que a situação inevitavelmente o levaria a isso, mas, provavelmente por conta do número de episódios, não foi nada crível a rapidez com a qual vimos isso acontecer. A série não se passa dia após dia, eu sei, mas uma deterioração da sanidade do protagonista aos poucos teria funcionado melhor. Uma vez que esse defeito é deixado de lado e aceitamos o doutor como foi apresentado no episódio, entretanto, ficamos realmente com receio de que algo aconteça. Os encontros entre ele e a parenta do presente, quando ele tão violento lhe era ameaça foram momentos de tensão bem criados.

Nos primeiros minutos, eu imaginei que fôssemos assistir a absolutamente tudo na perspectiva do presente, recontando toda a história da minissérie na visão de Lara, mas isso não aconteceu, e essa decisão foi boa. Outra característica reafirmada nesse sexto seguimento é o quão ciente do próprio texto a produção é. O enredo, misterioso, nunca deixa escapar informações cruciais e que responderiam de vez grande parte das nossas dúvidas.

Passeando pela internet, li diversas teorias. Algum americano comentou que, na verdade, todos os camponeses são fantasmas e o carro foi desenterrado no presente, e não no passado. Não concordo muito com isso, talvez por apego à minha teoria, mas achei interessante trazer e aconselhar que busquemos explicações além das nossas, pois isso sempre enriquece a experiência.

Resta dizer que gostei de Charlotte, de como sua importância e inteligência foi demonstrada a partir de grandes e pequenos gestos. A personagem, vítima de sua época, de seu marido e dos sentimentos nobres que possui, nunca desistiu. Vou sentir sua falta, confesso. Charlotte Spencer tem mérito nisso e me prontifiquei a acompanhar a carreira da atriz depois disso. Não dá para dizer que a afirmação do final se referia a ela, mas, caso seja, é triste e real ver mais uma melhor vítima da própria insistência e do desejo de regeneração do próximo. Eu, que sempre fico de olho nos créditos, percebi há muito a presença feminina forte na concepção da minissérie. Nada disso é em vão, e há temas presentes que deixamos passar na empolgação, mas que não estão ali por acaso.

Decidi por comentar e refletir sobre os temas e desdobramentos do episódio, então deixei de lado os aspectos técnicos. A fotografia, ambientação, trilha sonora e figurino são excelentes, é claro. A produção da série é digna de nota. Fica outra para que percebam que diversas cenas brincam com o reflexo das paisagens e pessoas, demonstrando a dualidade de pertencer a dois tempos e universos.

Não consegui achar nenhuma fonte sólida confirmando o retorno da série, pelo menos por enquanto, mas talvez seja cedo demais para qualquer pronunciamento. De qualquer forma, fica a recomendação para essa primeira safra de episódios, bem estruturada, bem conduzida e satisfatoriamente encerrada. A originalidade e força das questões levantadas na série estão na originalidade com as quais são combinadas e nos recursos narrativos de horror que são adereços durante todo o caminho. Esqueça a homenagem pela homenagem e a celebração pela celebração, The Living and the Dead faz tudo isso, mas consegue ser original o bastante.

ps: Obrigado a todos que acompanharam, leram, compartilharam e comentaram os textos da minissérie. É sempre um prazer terminar uma temporada aqui no SM. Caso a produção volte ano que vem, espero vocês! Não esqueçam de compartilhem suas teorias e impressão geral da série conosco. Com esse texto enorme, o restante da conversa fica nos comentários…

  • Creio não ter entendido bem sua teoria.Como é que o carro foi desenterrado no passado? Desculpe, perdi a linha de reciocínio.

    • Dever

      é uma outra teoria…se eles desenterraram o carro no passado e não são fantasmas, então o local da fazenda possui uma anomalia no “espaço tempo” em que as junções passado-presente estão sobrepostas. Faz até sentido o ponto de vista proposto pela série: o fantasma da criança “percorrer” passado e presente, já que um espírito não fica preso mais ao tempo.

  • Creio não ter entendido bem sua teoria.Como é que o carro foi desenterrado no passado? Desculpe, perdi a linha de reciocínio.

    • Dever

      é uma outra teoria…se eles desenterraram o carro no passado e não são fantasmas, então o local da fazenda possui uma anomalia no “espaço tempo” em que as junções passado-presente estão sobrepostas. Faz até sentido o ponto de vista proposto pela série: o fantasma da criança “percorrer” passado e presente, já que um espírito não fica preso mais ao tempo.

      • É isso aí! Acho que eu não saberia explicar melhor. Ou pelo menos não de forma tão sucinta haha Obrigado. 😉

    • Desculpe pela demora em responder, Jô, mas é justamente isso aí que o Dever explicou muito bem. Na minha teoria, o passado e presente convivem.

      • Sylvia Facciolla

        Eu também gostei dessa teoria! Explicaria as situações do Nathan “ver” com tanta clareza a tataratataraneta enquanto ela aina estava viva, e o Gabriel ter visto também (os desenhos dele retratando a moça com o celular/tablet)

  • Marcos Bastos

    Esse último episódio mexeu muito com minha cabeça. Também procurei varias teorias. Na cena que o Nathan está na cozinha com um balde de sangue alguns episódios atrás a mulher do presente grita “não, Nathan!” Mas quando ela grita pra ele do ponto de vista dela, já é em outra cena. O presente e o passado se misturam muito e faz sentido todos já estarem mortos, pq um carro simplesmente não vai pro passado. Espero que volte pra uma segunda temporada.

  • Marcos Bastos

    Esse último episódio mexeu muito com minha cabeça. Também procurei varias teorias. Na cena que o Nathan está na cozinha com um balde de sangue alguns episódios atrás a mulher do presente grita “não, Nathan!” Mas quando ela grita pra ele do ponto de vista dela, já é em outra cena. O presente e o passado se misturam muito e faz sentido todos já estarem mortos, pq um carro simplesmente não vai pro passado. Espero que volte pra uma segunda temporada.

  • NowSilva

    Finale muito bom, cheio de mistério, e perguntas e mais perguntas foram soltas no ar. Eu vou ser sincera, não sei se quero uma nova temp. ou não. A sensação que sinto sobre esse ep. foi a mesma que senti sobre o final de Lost. Acho que terminou desa forma para podermos usar a nossa imaginação. Eu adorei a série e achei muito bem elaborada. Se teremos respostas. Isso eu já não sei. Mas que foi bom, foi.

  • NowSilva

    Finale muito bom, cheio de mistério, e perguntas e mais perguntas foram soltas no ar. Eu vou ser sincera, não sei se quero uma nova temp. ou não. A sensação que sinto sobre esse ep. foi a mesma que senti sobre o final de Lost. Acho que terminou dessa forma para podermos usarmos a nossa imaginação. Eu adorei a série e achei muito bem elaborada. Se teremos respostas. Isso eu já não sei, mas que foi boa, foi.

    • Concordo contigo. Não gostei do final do Lost, mas entendi o que quis dizer. Fiquei bem satisfeito com o final e agora, mesmo sabendo que não haverá continuação, ainda recomendaria a série. Acho que “bem elaborada” é uma ótima forma de definir. Fico feliz que tenha gostado. Obrigado pelo comentário. 😉

      • NowSilva

        Vdd, uma pena. Eu já soube do cancelamento a alguns dias. Enfim, levarei a season finale, como uma series finale numa boa. E realmente, mesmo assim ainda vale muito a pena recomendar a série.

  • LUIS HEBER

    Não tinha como não curtir essa série. Gosto de séries inglesas, de época, de suspense e curto o trabalho do Colin Morgan desde que ele fazia o Merlin.

    Fiquei surpreso com o episódio final…espero que tenha uma segunda temporada.

  • LUIS HEBER

    Não tinha como não curtir essa série. Gosto de séries inglesas, de época, de suspense e curto o trabalho do Colin Morgan desde que ele fazia o Merlin.

    Fiquei surpreso com o episódio final…espero que tenha uma segunda temporada.

    • Oi, Luis! Parece que não terá segunda temporada, como informou uma leitora acima. Uma pena, não é? O episódio final foi meu favorito. É intrigante, bem escrito e ainda nos deu aquele final com muito para se pensar. Não é qualquer série que te deixa refletindo frases de Clarice Lispector no eco da sala de estar. Nunca vi Merlin, acredita?

      Obrigado pelo comentário. 😉

  • Roberto Pereira

    Eu vi a série com toda a boa vontade do mundo, mas pra mim deixou a desejar. Cenário lindo, mas a história achei fraca – o “caso da semana” não funciona nesse tipo de série ( IMHO ), e a mistura de passado e presente do jeito que foi tbm não curti. A atuação dos atores em geral, exceto a esposa, bem abaixo do padrão que se esṕera de uma produção da BBC.

    Não me arrependo de ter visto, mas me decepcionei. O fim da série (pelo menos no release que vi) mostra claramente cenas da continuação, tomara que melhore.

  • Roberto Pereira

    Eu vi a série com toda a boa vontade do mundo, mas pra mim deixou a desejar. Cenário lindo, mas a história achei fraca – o “caso da semana” não funciona nesse tipo de série ( IMHO ), e a mistura de passado e presente do jeito que foi tbm não curti. A atuação dos atores em geral, exceto a esposa, abaixo do padrão que se esṕera de uma produção da BBC.

    Não me arrependo de ter visto, só matar saudade do Merlin já valeu, mas me decepcionei. O fim da série (pelo menos no release que vi) mostra claramente cenas da continuação, tomara que melhore.

    • Então, Roberto, gostei muito da série, principalmente do terceiro e último episódio, mas consigo enxergar as coisas que você aponta. O “caso da semana” não foi um bom caminho mesmo, até porque ele foi abandonado na reta final e a trama principal sucumbiu a necessidade de uma paralela — e o segundo episódio é ruim justamente por conta disso. Quanto aos atores, eu teria que comentar um por um para justificar porque gostei deles, ou achei-os adequados, mas vou poupar seu tempo haha digamos que tenham sido “funcionais”. Gostei da personagem da curandeira/empregada/dama-de-companhia que esqueci o nome agora. Acredito que ela não tenha sido bem aproveitada.

      Aparentemente não continuará. Uma pena. Obrigado pelo comentário. 😉

      • Roberto Pereira

        Estranho, as últimas cenas remetem claramente para uma continuação. Acho que os ingleses tbm não gostaram muito então.

  • Sylvia Facciolla

    Amei essa série! Sou fan incondicional de Colin Morgan, e, amei sua atuação! Não gostei da Charlotte, achei que a menina que fazia Harriet, Talulah na vida real, seria mais convincente no papel… enfim, atuações perfeitas, história emocionante e surpreendente!

    Só uma pequena correção no seu texto… AJ Pharoah é um homem… apesar do nome….

    Ashley Pharoah
    @AJPharoah

  • Sylvia Facciolla

    Amei essa série! Sou fan incondicional de Colin Morgan, e, amei sua atuação! Não gostei da Charlotte, achei que a menina que fazia Harriet, Talulah na vida real, seria mais convincente no papel… enfim, atuações perfeitas, história emocionante e surpreendente!

    Só uma pequena correção no seu texto… AJ Pharoah é um homem… apesar do nome….

    Ashley Pharoah
    @AJPharoah

    • Tá uma confusão danada a opinião gera sobre atuações dessa série, Sylvia. Há quem odeie a atriz que faz a Harriet haha Eu achei o Colin bom, mas a personagem dele bem mediana, o que sempre acaba limitando o ator de certa forma.

      Obrigado pela correção, tá aí uma coisa para verificar direitinho da próxima vez. Jamais imaginaria. Lembro de ter entrado na página do Wiki, mas, como não tinha foto, fiz essa confusão toda.

      Fico feliz que tenha gostado da série. Obrigado pelo comentário. 😉

      • Sylvia Facciolla

        Imagine, Welson, adorei poder colaborar, um pouquinho… rs… Obrigada a você por ter escrito de uma forma tão genial sobre uma série que me cativou bastante!

  • Zeneide keesse

    Série maravilhosa!! Amei, e estou torcendo para uma 2 temporada.
    Concordo com sua teoria, foi exatamente o que pensei. Não gostei de Charllote ou melhor não gostei da atriz (Charllote Spencer) achei a voz dela extremamente irritante e péssima atuação, não convenceu. Já Colin Morgan, como sempre atuou magnificamente! …atuações restantes foram perfeitas.

  • Zeneide keesse

    Série maravilhosa!! Amei, e estou torcendo para uma 2 temporada.
    Concordo com sua teoria, foi exatamente o que pensei. Não gostei de Charllote ou melhor não gostei da atriz (Charllote Spencer) achei a voz dela extremamente irritante e péssima atuação, não convenceu. Já Colin Morgan, como sempre atuou magnificamente! …atuações restantes foram perfeitas.

    • Então, Zeneide, aparentemente, não terá segunda temporada. É uma pena, mas talvez seja melhor. Quanto às atuações, percebo que nunca entraremos num consenso sobre isso haha — não só você e eu, mas todas as opiniões divergentes sobre os atores e personagens da minissérie. Adoro a voz dessa atriz, por exemplo. Deve ser pessoal, eu acho. Obrigado pelo comentário! 😉

  • Camila

    Acabei de fazer a maratona da série conjuntamente com seus textos kkkkkk assim que acabou fui procurar na internet sobre a segunda temporada, só pra ficar extremamente chateada em descobrir que a BBC disse que não vai haver segunda temporada 🙁 Adoraria ver a continuação dessa história, principalmente depois do season finale. Desde o primeiro momento em que o Nathan viu a Lara, me lembrei constantemente do filme The Others. Enfim, fico aqui esperando que um luz ilumine o pessoal da BBC e que tragam a série de volta! Adorei os seus textos…muito bem inscritos.

  • Camila

    Acabei de fazer a maratona da série conjuntamente com seus textos kkkkkk assim que acabou fui procurar na internet sobre a segunda temporada, só pra ficar extremamente chateada em descobrir que a BBC disse que não vai haver segunda temporada 🙁 Adoraria ver a continuação dessa história, principalmente depois do season finale. Desde o primeiro momento em que o Nathan viu a Lara, me lembrei constantemente do filme The Others. Enfim, fico aqui esperando que um luz ilumine o pessoal da BBC e que tragam a série de volta! Adorei os seus textos…muito bem inscritos.

    • Oi, Camila. À época que eu tinha escrito o texto, não havia notícia alguma, mas obrigado por nos atualizar e nos deixar informados. É uma pena mesmo, mas até que concordo com um dos comentários abaixo sobre ser bom não ter uma segunda temporada. Fica tudo a nosso cargo, e isso pode ser mais empolgante do que explicações que não nos satisfariam. Também pensei em The Others algumas vezes. AMO esse filme haha estou me devendo rever.

      Obrigado pelo comentário e pelo elogio! É um prazer saber que te fiz companhia durante sua maratona. 😉