The Last Ship 3×07/08: In the Dark/Sea Change

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Uma temporada impecável.

Desde a última season premiere The Last Ship têm mostrado potencial o bastante para nos agradar nos cinco episódios restantes da temporada. Quem já viu alguns teaser sabe muito bem que muita coisa está por vir, e felizmente são acontecimentos que servem como ingredientes suficientes para uma bela quarta temporada.

Enganaram-se aqueles que pensaram que In the Dark fosse um episódio morno, que serviria apenas para nos deixar respirar após os seis primeiros, e tensos, episódios desta temporada. Enganaram-se também quem achou que Jeffrey Michener fosse ganhar a queda de braço com seus falsos aliados. Talvez a única coisa que todos nós acertamos até agora é o fato de que a série ainda tem muita lenha pra queimar.

Ver Takehaya sair vivo de Kumonosu me deixou com uma pulga atrás da orelha. Achei que o desgraçado fosse apenas mais um dos vilões, vítimas do USS Nathan James. Mas como de costume, eu estava enganado. Neste episódio Takehaya tornou-se um tipo de ‘tripulante’ essencial. Além de ter se tornado uma boa ‘contribuição’ na corrida para achar alguma resposta sobre a possível mutação do vírus, foi ele quem evitou que o navio passasse por maus bocados.

A tensão que os episódios focados no USS possuem talvez seja a maior e melhor arma que os escritores têm para nos prender até o último segundo. Desta forma não há como a série deixar de ser empolgante. In the Dark foi tenso, e quando o ‘campo’ minado de Takehaya apareceu no radar do navio, um leve – e quase inaudível – ‘puta que pariu’ saiu da minha boca. Por um momento eu achei que Takehaya fosse acabar de uma vez por todas com nossos marujos.

Mas colocar o até então maior vilão da temporada como um personagem essencial no atual momento em que se encontra o status do vírus é de se questionar. A expressão de Jeter ao ver Takehaya me representou muito bem, mesmo que toda a história do japonês, compartilhada com Chandler, tenha feito sentido.

Felizmente os acontecimentos com o Nathan James não foram as únicas coisas passíveis de despertar atenção no episódio. A queda de braço entre Michener e Jacob teve um baita capítulo que, a meu ver, teve um final ilusório.

O papel que Jacob Barnes vem tendo na série talvez seja o mesmo que Takehaya teve até o episódio passado. Mas o jornalista pareceu muito convicto da situação do governo americano, e que o atual presidente não estava apto – moralmente – para governar o país. O vazamento da história do filho de Jeffrey talvez tenha sido realmente impactante, mas não consigo engolir que ele, Jeffrey, tenha se matado por culpa. Até então ele estava muito convicto do que era o melhor para o país.

Sea Change foi o episódio onde tudo fluiu como esperado, principalmente tratando-se da suposta mutação do vírus. Mas o foco maior talvez tenha sido realmente a repercussão e as consequências que a morte de Michener proporcionou ao rumo que o país seguia.

A ‘captura’ de Wu Ming não rendeu apenas troca de tiros. As coordenadas entregaram de vez os planos de Peng que, convenhamos, é sujo e vergonhoso. Tudo bem que se trata de uma ficção, mas será que se a história da série realmente acontecesse teríamos homens como ele no mundo?

Ainda sobre a missão de Chandler e companhia, o duelo entre Lau Hu e Wolf foi uma atração à parte. Por um pequeno momento eu achei que o chinês levaria a melhor sobre Wolf, mas como eu disse, por um pequeno momento. Em minha opinião o australiano é uma peça muito importante para a trama, como Tex foi até a última season finale, e seria o cúmulo se os escritores o matassem.

A descoberta sobre o plano de Peng já era uma coisa esperada desde quando ele foi mencionado pela primeira vez na temporada – uma menção não muito honrosa, que acabou entregando a personalidade do vilão. Pelo menos já sabemos que o vírus não possui uma mutação, e por mais grave que seja o plano do presidente chinês, nada que Rachel Scott – apostando em sua sobrevivência – possa resolver.

O foco com a tentativa do governo americano em reerguer o país foi sem dúvida uma ótima cartada nessa temporada. A morte de Michener, por mais que contestada por nós, abre um leque interessante para o resto da temporada – e até para a próxima, que já foi confirmada. Não tive uma percepção precisa ainda sobre o novo presidente e suas intenções, mas presumo que o papel de Kara até aqui fará mais sentido até a season finale.

Enquanto In the Dark foi um episódio tenso e sem muitas respostas, Sea Change foi mais light, porém com muitas perguntas respondidas. Claro, é difícil ainda prever sobre o rumo que a trama pode seguir, mas como tudo o que a gente viu nesse último episódio, podemos concordar que vem coisa boa por aí. Agora que a série foi renovada para a quarta temporada, por que não apostar em algumas reviravoltas prazerosas, certo?

  • Karlo Moreira

    Primeiramente muito feliz pela renovação.
    Realmente a serie tem se mostrado impecável no que exibiu até agora e gostei que não era mutação do vírus e sim um plano Peng.
    Fiquei triste com a morte do presidente e não estou botando fé nesse novo.
    Pelo trailer exibido na Comic Con muita coisa ainda ta por vir e isso me deixa ainda mais ansioso pelo resto de temporada.

  • Karlo Moreira

    Primeiramente muito feliz pela renovação.
    Realmente a serie tem se mostrado impecável no que exibiu até agora e gostei que não era mutação do vírus e sim um plano Peng.
    Fiquei triste com a morte do presidente e não estou botando fé nesse novo.
    Pelo trailer exibido na Comic Con muita coisa ainda ta por vir e isso me deixa ainda mais ansioso pelo resto de temporada.

  • Leo

    Cadê as reviews??????? :'(

  • marciachocolate

    alguém de dentro da Casa Branca de St. Louis sabotou (e grampeou) o aparelho de comunicação,aquele para passar as informações ao Peng