The Last Ship 3×05/06: Minefield/Dog Day

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Dois episódios que mostraram que The Last Ship ainda tem muita lenha para queimar.

O quinto episódio dessa terceira temporada de The Last Ship foi sem dúvida um dos melhores e mais tensos da série até agora, o que prova de uma vez por todas que a trama possui ‘culhões’ suficientes para nos agradar cada vez mais.

Minefield começou impecável, como já era de se esperar. A ideia de dividir os minutos iniciais entre Nathan James e a coletiva de Michener deixaram as coisas ainda mais tensas. Enquanto Chandler e sua equipe traçavam um plano para fugir do ‘campo minado’, Jeffrey Michener buscava alternativas para lidar não só com seus ‘aliados’ no governo, mas também com Jacob Barnes.

Barnes realmente tem sido como uma escória para Michener, mas se há algo a ser destacado nesse episódio foi o fato de os escritores terem permitido que o personagem recuperasse seu espírito de liderança. Vê-lo bater de frente com seus aliados reforça bastante a importância que ele vem tendo na trama – não só como presidente, mas como alguém disposto a reerguer um país devastado por uma pandemia.

Apesar de toda tensão por trás do Nathan James – indiscutivelmente o charme do episódio – Minefield pecou um pouco com história da mulher de Takehaya. Não sei se vocês concordam comigo, mas para mim não agregou muita coisa. Tudo bem que o foco dessa temporada até o presente momento é o sequestro de Mike e companhia, mas até o episódio passado as cenas dos prisioneiros não estavam sendo insignificantes como as deste episódio em questão foram. E para acrescentar, como Devil May Care terminou com a aquela ameaça de Takehaya, fiquei na expectativa de que finalmente Mike e companhia seriam resgatados.

Por mais que a morte de Kudelski não tenha sido tão significante assim, a trama nos deixa com um pouco de receio quanto às futuras mortes na série. O fato de eu acreditar que Rachel Scott esteja viva minimiza um pouco o desconforto de não vê-la no Nathan James, assim como me sinto com a ausência de Tex também. Fiquei apreensivo quanto ao suspense imposto na cena em que a tripulação do USS procurava por Wolf e Cruz – ufa –, mas estava na cara que aquilo foi um susto estratégico – pelo menos eu acreditei que fosse.

Minefield talvez tenha sido o melhor episódio de toda a série – com o foco maior no Nathan James. Lembro que já tivemos bons episódios focados no USS, mas nenhum tivera uma tensão imensa como esse episódio teve. E o que mais colaborou com tudo isso foi o fato de todos os personagens terem sido aproveitados – exceto os prisioneiros, claro. Desde a primeira temporada a série vem mostrando muita força de personalidade com os personagens ‘recorrentes’. Burk, Green e Wolf cresceram bastante desde então, principalmente Wolf com tão pouco tempo de casa, e um dos preferidos de Chandler.

Dog Day não foi muito diferente do episódio anterior, porém a tensão deu lugar à adrenalina, e quando os escritores da série decidem investir nesses quesitos, podemos esperar pelo melhor.

O resgate de Mike e companhia era mesmo questão de tempo, por mais que tenha soado estranho o fato de terem estendido essa história por seis episódios. Claro, com tudo isso a política americana na série ganhou mais ênfase, mas fico me questionando às vezes até onde isso vai dar. Nathan James é o foco principal da série, e qualquer outro futuro que o deixa menos importante pode ser um tiro no pé.

Ver Tom, Sasha, Danny, Wolf e no resto da equipe se infiltrar na ilha de Takehaya, sem ter conhecimento completo do local onde seus inimigos estavam localizados também me deixou um pouco apreensivo. Pensei, até, na possibilidade de eles virarem prisioneiros também – se bem que os inimigos eram minorias. Mas enganou-se quem pensou que Takehaya e seus homens seriam os únicos a darem trabalho para os americanos.

Chega a ser difícil dizer se Dog Day foi melhor que o episódio anterior. A tensão em Minefield me deixou angustiado, coisa que este episódio não o fez tanto quanto eu achei que faria. Todavia, foi uma ‘dobradinha’ muito gratificante esses dois episódios, fechando com chave de ouro essa primeira metade da temporada. Infelizmente a baixa de Cruz significou muito, pois o personagem até então estava sendo crucial para a equipe.

A invasão dos chineses na ilha me fez pensar na hipótese de Peng fazer de tudo para não deixar o Nathan James voltar para casa. Ainda faltam sete episódios para o final da temporada, então muita coisa pode acontecer. O conflito político entre Michener e seus aliados pode resultar em algo significante, assim como a suposta mutação do vírus. Por mais que Dog Day não tenha nos deixado pistas do que teremos pela frente, tratando-se de The Last Ship, acho que podemos esperar coisas boas por aí.

  • Sthefani Cordeiro

    Essa série me deixa feliz a cada dia!!!

  • Sthefani Cordeiro

    Essa série me deixa feliz a cada dia!!!

  • Peterson Tesch da Silva

    Cara, acabei de assistir ao ep. 6 do seu review e acho extremamente o oposto. O que foi Aquela cena de tiroteio nas cabanas contra os chineses? Muito mau-feita! Tiros de metralhadora e eles atras de paredes e portas de madeira…nenhum tiro vazou!??? WTF? Como é possível? Como dar credibilidade a essa série? O helicóptero tomou um monte de tiro e não aconteceu nada, e ele não é a prova de bala. Explodiram a cabana e os chineses, mas, a pesar de ser possível escutar as conversas da cabana, no túnel, e ter sido explodida a cabana, nada aconteceu no tunel. Faça o meu favor! Desisti!