The Last Man on Earth 3×03: You’re All Going to Diet

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Nenhuma comédia atual trabalha tão bem um outro gênero quanto The Last Man on Earth trabalha o suspense. Essa qualidade da série fica muito bem exposta em You’re All Going to Diet, o primeiro episódio “ok” da terceira temporada. Nele, o tom de ameaça continua no ar até mesmo depois que Lewis, talvez o único ser racional entre todos os que habitam aquela casa em Malibu, concorda com Phil que o lunático Pat já deve ter fugido para bem longe.

Essa ameaça coloca todo mundo em um leve estado de alerta, o que causa vários sustos (e muitas risadas) durante os vinte minutos de episódio. E isso é ótimo, porque, apesar de engraçado, o roteiro da semana não entrega muito no lado mais emocional da coisa. Tirando a questão – uma justificativa meio frágil – de que Phil só quer ficar em Malibu por causa das memórias criadas ali, a proposta de que o centro do episódio seria a criação da amizade entre o protagonista e Lewis não faz muito sentido.

Não faz sentido porque não dá pra confiar no Lewis. Pelas atitudes dele até agora, não dá pra saber se ele quer mesmo ser amigo de todo mundo ou se ele tem uma motivação secreta para estar ali. Por exemplo, não deu pra captar qual era a dele no final do episódio, quando ele explicou educadamente a Phil porque eles não poderiam continuar em Malibu. Esse arco de amizade servir só para que Phil entenda porque se mudar é a melhor opção é um desperdício de tempo na série.

The Last Man on Earth --- You’re All Going to Diet
The Last Man on Earth — You’re All Going to Diet

Aliás, todo o sentimentalismo sobre mudar-se me pareceu meio raso, pois a casa de Malibu nunca foi um personagem importante da série – diferente, por exemplo, de cenários como o apartamento da Monica em Friends. O que mais fez sentido nesse caso foi a despedida no cemitério, uma vez que, mesmo que por pouco tempo, as pessoas enterradas ali fizeram parte da vida da turma toda. (Menos a Cher).

Porém, como dito acima, The Last Man on Earth se garantiu em outros aspectos, como o humor, o suspense e, dessa vez, o arco de Melissa – cada vez mais engraçado, apesar de bizarro. Eu só espero que tudo isso leve a um ótimo desfecho para a personagem nessa temporada, que é basicamente a supressão de emoções depois de ter matado o Jon Hamm na season premiere. A January Jones se encontrou demais como a pessoa fria da série, nem parece que ela surgiu na série só como “elemento romântico”.

O bom disso tudo é que, como eu achava que aconteceria já a partir do segundo episódio, a turma realmente foi embora. Essa decisão abre novas oportunidades incríveis a serem exploradas por uma série que tem uma premissa ótima e mega original. Vamos ver no que vai dar, torcendo para que os roteiristas abracem a chance que se deram e testem novas dinâmicas daqui para frente.

Por último:

  • A mina explodindo enquanto a turma se afasta indica que Pat ainda está por perto. A ameaça continua pairando.
  • “I’M SO ANGRY about racism.”
  • “He’s probably already in Hawaii, toes in the sand, inking up some jorts.”
  • Amy

    Não vai ter review do resto da temporada?