The Goldbergs 4×06: Recipe for Death II: Kiss the Cook

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Uma delicinha de episódio.

Filmes de ação. Um grande marco dos anos 80 e responsável em criar e fortalecer laços entre os pais e seus filhos. Eu e o meu velho amamos ver esse tradicionais longas regados a adrenalinas, explosões, lutas, tiroteios juntos, e nunca me canso em ouvi-lo dizer “aaaah, que coisa mais sacada!!!” quando algum cara pula 20 andares e cai em pé vivinho da silva e continua correndo atrás de seu objetivo.

The Goldbergs nessa semana explorou esse gênero e colocou lado a lado Murray e Adam, dois personagens que possuem pouca interação durante toda a série, até porque não gostam de quase nada em comum, tirando as películas de ação, mas que fizeram um belíssimo trabalho durante o episódio.

Adam aproveita que seu pai é vidrado nesse tipo de filmes e usa isso a seu favor ao pedir pro cara um orçamento para produzir mais um de seus projetos. Morri com o Murray tirando aqueles equipamentos super fodas no meio do nada e explicando que tinha acesso a isso todo esse tempo. Mano, coma sim??

O plot foi o grande ponto positivo da semana, e ainda contou com participações sutis e precisas do Barry, Pops e do Coach Miller, um cara que nasceu para ser protagonista de filmes de ação, mas ainda não sabe. Os atores estavam afiadíssimos com um timing cômico excelente, que só ocorreu graças ao roteiro que conseguiu encaixar cada piada em seu devido lugar, criando um bom ritmo de diálogos.

Um ator completo
Um ator completo

Como sempre, alguém machuca terceiros e tem que se reconciliar no final, mas nessa semana, não tivemos a melação de cueca dos episódios anteriores, e o Adam pedindo desculpas para o seu pai bem mais sutil e fofo. Gostei muito do entrosamento entre os dois personagens, foi uma grata surpresa e espero que ocorra mais vezes na série.

É bem difícil a gente ver o Mur interagindo não superficialmente com algum filho seu, e essa dinâmica com o Adam foi ótima, funcionou muito bem. Espero que os roteiristas tenham mais dessas histórias na manga para a gente.

No outro núcleo também tivemos reconciliações familiares, é claro né, a Bev tava lá, mas também não foi nada exagerado e encaixou muito bem à toda a história. Erica cai na armadilha de fazer uma comprinha com a sua mãe que acaba se tornando mais uma loucura característica da Bev.

A mulher não consegue se apegar do passado e de sua loja ultrapassada e habitual e passa a resistir sobre a mísera compra de um vestido/suéter para a sua filha. Claro que essa teimosia deixa a Erica louca da vida e decide recorrer ao estoque pessoal da mamãe para criar sua própria peça de roupa. Será se ia dar errado? Não, magina fofa.

No, not my Gimbles
No, not my Gimbles

Amei que cada vestido a coisa ia piorando e não tinha como voltar ao estágio inicial, em uma espécie de bola de neve medonha, quentinha e colorida.  Tudo bem que tava feio pra burro, mas não precisava descontar tudo na Bev né. Aquela frase foi coooold as fuck e magoou todas as mães que assistiam ao show, fez até com que alguns filhos ligassem para suas progenitoras e pedissem desculpas por qualquer coisa.

Dois aspectos que amei nesse plot foi a montagem de experimentação de roupas ao som de alguma música oitentista alegre e da atuação Wendi McLendon-Covey. A mulher estava ótima naquela neura toda de não aceitar que sua loja favorita fechou e de que seus cupons não serviriam para nada mais. O final com ela e a Erica limpando o estoque da loja e gastando metade da metade da metade do preço original foi ótimo.

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Mais um ótimo episódio de The Goldbergs, e que focou muito na interação dos pais com seus filhos, dividindo um interesse em comum e fazendo sacrifícios para que seus genitores ficassem felizes. Tal fato, deixou o episódio fofo pra caramba e aqueceu o coração.

Tasty Thoughts:

– Eu adoro esses plost cinematográficos do Adam, como amante de filmes e como curioso para saber como foi essa infância do real Adam F. Goldberg

– Barry e Pops tiveram pouco tempo em tela, mas foram ótimos, principalmente o vovô com suas frases.

– Imagina como deve ter doído na Bev ao ver todos os seus lindos suéteres destroçados. Feel ya, sister

– Bev falando que Gimbles não poderia acabar pois era uma grande franquia e deu exemplo de outras que faliram anos depois. Sacada ótima do roteiro.

– Murray deveria viver para escrever frases de efeito para filmes de ação.

  • Rei Gelado

    “– Eu adoro esses plost cinematográficos do Adam, como amante de filmes e
    como curioso para saber como foi essa infância do real Adam F. Goldberg”

    Idem, tava sentindo falta de suas filmagens. Muito bacana quando colocam as filmagens reais no final do episódio.