The Goldbergs 4×04: Crazy Calls

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Essa semana em Crazy Calls, The Goldbergs abordou duas famosas características da cultura americana na época: secretárias eletrônicas e lugar de sentar no almoço, e soube conduzir as duas fora do estereótipo que vemos em outras produções. Um ponto positivo para essa série que gosta de usar esses recursos culturais para basear o episódio e dar a característica própria do show, não sendo mais do mesmo.

O lugar pra sentar na cantina é um aspecto bizarro e enraizado dos valores americanos na escola, aquela segregação de tribos e indivíduos em que, dependendo do seu local de escolha na região do refeitório, sua rotulação estará fadada à eternidade na longevidade dos 4 anos do ensino médio. Nesse episódio, vimos Adam lidando com essa difícil missão de decidir onde sentaria e com qual grupo se identificaria, e é claro, que ele fugiu do mainstream e se juntou aos nerds na sala de informática para jogar uns joguinhos em 8bits e comer sopa.

É aí que entra a mais irritante e adorável das mães da comédia atual: Mama Goldberg. Ela não quer ver seu filhotinho caçula ser motivo de chacota e faz de tudo pro cara entrar pro grupo dos descolados e ter uma mesa só sua na cantina, naquele famoso jeitinho Beverly de se intrometer e controlar tudo.

Sinceramente, acho que eu não aguentaria a Bev como mãe tentando meter o nariz em todos os meus afazeres escolares, provavelmente eu me tornaria um maluco. Ela é muito sufocante e maçante, um ponto que a produção tem que tomar cuidado, sabemos que é da natureza da personagem esse controle na vida dos filhos e não largar do pé, mas deve ser administrado com sabedoria, senão, ela vai ficar cansativa e chata em tela.

Depois de armar um crime e colocar a culpa no Adam, ela percebe a cagada que fez e tenta consertar tudo  O desfecho do plot? O tradicional alguém faz merda, a vítima fica toda triste, joga na cara da pessoa, ela vai lá, pede desculpas, se abraçam e tudo fica lindo. Tá na hora de mudar essa fórmula né! Eu quero caos, brigas, não é possível que toda hora tenha reconciliação, tem que ter alguma coisa que faça essa família ficar de birra por mais tempo, mas menos que o Mur e seu pai, óbvio.

Falando em Papa Goldberg e seu pai, nessa semana tivemos mais um capítulo da briga eterna dos dois, com direito a participação da Erica e das secretárias eletrônicas, uma invenção importante, comum e bastante moderno durante os anos 80 e que ficou em vigor ate o início dos anos 2000, principalmente nos EUA. No Brasil já não sei se rolava isso e tal, mas devia ser muito bacana chegar em casa e ver a luz piscando com o número de mensagens que você recebeu, saber quem tentou comunicar com você e se sentir acolhido pelos amigos que gastaram um tempo para te ligar.

THE GOLDBERGS - "Crazy Calls" - After getting their first-ever answering machines, Murray and Pop-Pop wage a message war on one another. Fed up, Erica, Barry and Pops try to stop the fighting by offering a trip to a hockey game as an olive branch.  Meanwhile, Adam finally finds a lunch-time home with some lovable geeks in the computer room, but Beverly worries about his social standing and intervenes, on "The Goldbergs," WEDNESDAY, OCTOBER 12 (8:00-8:30 p.m. EDT), on the ABC Television Network. (ABC/Ron Tom) JEFF GARLIN, JUDD HIRSCH
The Goldbergs — Crazy Calls

Poxa, aquela mensagem que o Murray colocou no início era bem broxante, confesso que eu desistiria de deixar o recado por ela ser tão ruim. Compartilho da empolgação da Erica e do Barry, ser o responsável pela mensagem de recado da sua secretária deveria ser um dos altos da vida oitentista, e o seu pai privá-los disso não estava correto no código paternal, mas bem de acordo com as atitudes dele. Tem que deixar seus filhos zoarem esse negócio e pronto, ia ficar fofo e as pessoas iriam adorar, menos se fosse a mensagem final do Barry.

O que vai de acordo é a briga sem sentido e que escalated quickly entre o Mur e o Pop-Pop, que loucura eles deixando recados furiosos na secretária de cada um em uma espécie de guerra impulsionada pelo passado conturbado dos dois. Não pensei que o episódio tomaria essas proporções, e sim, que o plot da secretária fosse mais brando e envolvesse situações mais cômicas e menos brigas familiares. Ainda bem que o roteiro seguiu esse caminho inesperado e mais hilário, foi um belo absurdo cômico.

Mais um ótimo capítulo de The Goldbergs, se colocando na boa média de qualidade e bom humor. Apenas espero que melhorem aquela fórmula que reclamei anteriormente, já está cansando e uma hora vai ficar tão rotineiro e chato que vai prejudicar o show. Já to vendo que alguém vai botar fogo no irmão e todo mundo vai se perdoar de boa.

> Veredito da 3ª temporada de Black Mirror!

Tasty Thoughts de Crazy Calls: 

– “And it’s advertised on TV, so you know it’s good”.

– Murray e seu pai podem não ter interagido muito na infância do cara, mas pelo menos tão tirando o atraso e brincando de telefone sem fio durante o jogo de hockey.

– A mensagem mais irritante é a do Barry ao final do episódio. Jesus, pra que essa tortura?

– Muito bacana que os verdadeiros Michael Levy participaram do episódio. Adoro quando o verdadeiro Goldberg faz essas surpresas.

  • VALERIANA BARROS

    Esse episódio me fez lembrar da minha primeira e única secretária eletrônica que comprei em 97.kkkkk Como era bom chegar em casa e ver a luz piscando.Nostalgia pura.

  • VALERIANA BARROS

    Queria saber por que o Adam chama um avô de Pops e outro de Pop Pop.