The Goldbergs 4×01: Breakfast Club [Season Premiere]

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Uma ode à um clássico.

Foi assim que The Goldbergs abriu o seu quarto ano, fazendo uma homenagem a um dos filmes mais icônicos dos anos 80: O Clube dos Cinco. E que ode linda que tivemos! Roteiro, direção, edição e caracterização estavam no ponto certo para criar o clima nostálgico da película. Com destaque para a segunda metade do episódio, em que toda a situação dos personagens na biblioteca, a clássica dança desengonçada, conversas com o diretor da escola e as diversas referências ao longa foram executadas de maneira magistral. Desde o início da série, eu esperava um episódio dedicado ao Clube dos Cinco, e não fiquei decepcionado.

O plot do episódio foi basicamente a volta às aulas e definir a sua imagem para o ano letivo. Barry almeja ser aquele atleta clássico e durão, Erica quer esquecer Geoff depois de perceber que o ama, e ter um puta senior year, Adam tenta começar o freshman year com o pé direito sendo o mais cool possível e a Beverly, graças a um diploma de professora substituta, pretende passar mais tempo com os filhos, agora trabalhando na escola deles.

Adam foi o que teve o plot mais desenvolvido dentro do episódio, tentando encontrar a sua identidade, o menino sofreu com a escolha de vestuário e da semelhança do mesmo com o de seus amigos. O primeiro ano de ensino médio dele não será nada fácil, e espero que o show abuse de situações engraçadas, bizarras e desconfortáveis no decorrer da temporada.

Erica amando o Geoff é meio estranho, não consegui acostumar com isso, até porque foi jogado meio abruptamente no final da temporada passada. É claro que ela não irá esquecê-lo tão facilmente e já a imagino batalhando pelo amor perdido do cara. Juntamente com o Barry, ela foi a que teve os melhores momentos cômicos do episódio, mostrando a evolução que a Hayley Orrantia sofreu ao longo dos anos.

Não preciso falar nada do Barry, só a cena dele subindo as escadas correndo é digna de melhores momentos do episódio. Troy Gentile comanda seu personagem de maneira fantástica, servindo como o melhor alívio cômico da série.

Toda a história da Beverly decidindo trabalhar na escola dos filhos já era fadada ao desastre, óbvio que as crianças iriam repudiar a ideia e fazer de tudo para que isso não acontecesse. Mesmo sabendo dessa previsibilidade, eu esperava que o plot tomasse um caminho mais elaborado, e foi aí que eu me enganei. Novamente, a série prefere escolher a mesma fórmula de dramatização e condução da problematização do episódio: a mãe tenta fazer algo de boa vontade, só que claramente desesperador para seus filhos, que tentam tirá-la da situação, magoam ela, eles pedem desculpas e no fim, todo mundo se ama. Já vimos esse roteiro ser seguido diversas vezes até aqui, entrando numa previsibilidade clara e falta de criatividade de desenvolvimento da história.

Por exemplo, era possível dificultar a reconciliação da Mama Goldberg com suas crias, mas o caminho escolhido foi o da fórmula batida da facilidade. Todo o desenvolvimento final do episódio foi meio abrupto, eu não esperava por aquela homenagem a Beverly, ainda acho que não faz sentido, talvez num episódio especial do Dia das Mães seria melhor encaixado, mas aqui, nessa premiere e no meio dessa temática do episódio, achei meio forçado esse desfecho.

No geral, foi um ótimo episódio, uma premiere engraçada e que já cria o leque de opções de enredo que a temporada pode seguir a partir daqui. Muitas possibilidades que podem ser bem aproveitadas para consolidar essa excelente comédia, que merecia mais atenção do público geral. Só peço aos roteiristas para largarem essa fórmula velha e ousar mais na problematização. Que tal ver a Beverly ficar puta com os filhos e criar voto de silêncio? Ou algum filho dar a louca e decidir fugir de casa? Não precisa fazer as pazes logo de cara no fim do episódio para ter aquele clima feliz de família perfeita no Natal. Bora ousar galera!

Tasty Thoughts:

– Caramba, como o Adam tá crescido, chesuis.
– Murray intervindo em nome de sua esposa foi bem fofo, quem diria, em algumas temporadas atrás, que ele faria isso tão facilmente, mostra a boa evolução do personagem.
– Earl estava demais, acho que foi o episódio mais participativo dele, e como a Bev terá uma nova função nessa temporada, devemos vê-lo mais.
– Erica fica linda até com caspa, descabelada e com roupas nada atraentes. Que mulher, senhores.

  • dan_atwood

    Nossa essa homenagem foi maravilhosa, sou louco pelo filme (vejo ele ao menos uma vez ao ano e cada ano me faz refletir algo diferente), realmente a fórmula está começando a ficar batida, gosto da série pois tem poucas hj em dia tão otimistas e felizes na tv como essa, mas sinto sim falte de alguma coisa que leve ao menos um arco de 3 epis para resolver.

  • Caio Vinicius Viana Lima

    É só a record comprar essa série e colocar no lugar do Chris, pronto vai ser sucesso no Brasil todo!!!

    • Walber Lima

      Provavelmente daria certo, mts semelhanças entre as duas.
      PS: Sobre a review, Tmb fiquei impressionado como o Adam cresceu, só vi a season 1 e depois mais nunca, tá um homão já o moleque

  • Rei Gelado

    Eu gosto dessa fórmula da série apesar de achar que poderia incluir um pouco de arco dramático, já que The Goldbergs é uma comédia que mais consegue emocionar que fazer ir.

    A única coisa que me incomoda um pouco é a cronologia… Eu tava crente que a Erica já estava no último ano, o único que parece crescer de forma correta é o Adam.