Star Wars Rebels 3×02: The Holocron of Fate

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Visões, revelações e profecias em Star Wars Rebels.

Depois de um episódio morno, “The Holocron of Fate” mostra aquilo que eu gosto de ver em Rebels: aprofundamento da história e boas referências à trilogia original.

A trama do episódio teve o retorno de Maul que, em busca do holocron Sith, faz de Hera e sua equipe reféns. Assim, Kanan e Ezra precisam participar de uma jornada para recuperar o artefato, e tentar salvar os seus amigos.

1 – The Light Side.

O episódio teve muitos bons momentos, um deles foi saber o que Ezra viu na fusão entre os holocrons Sith e Jedi. Desejando a resposta para uma maneira de destruir os Sith, ele viu os sóis gêmeos. Para quem não se lembra, Tatooine, planeta onde Luke foi criado orbita 2 sóis, reforçando o fato dele estar destinado a vencer os Sith.

Mas, para mim, o melhor momento foi ver a surpresa e raiva de Maul ao descobrir que “ele” está vivo. Quem seria “ele”? Só pode ser Obi-Wan Kenobi. Confesso que fiquei ansioso com a possibilidade de ver o Mestre Jedi em Rebels para, quem sabe, um último confronto com Maul.

Outro bom momento foi a conversa entre Ezra e Kanan sobre o ocorrido em Malachor. Não achei orgânico o fato de mestre e aprendiz ficarem tanto tempo, aparentemente seis meses, sem “discutir a relação” após eventos tão traumáticos. Assim, foi bom ver isso finalmente ser resolvido.

2 – The Dark Side.

Eu não gostei da tranquilidade que Kanan demonstrou ao falar para Ezra que, se necessário, ele deveria abrir o holocron Sith. Um Jedi não consegue abrir um holocron Sith. Assim, acho que Kanan deveria estar um pouco preocupado com o fato de seu aprendiz conseguir manipular o artefato ao fazer uso do “lado negro” da Força. Os roteiristas deveriam dar ênfase a essa situação.

Além disso, o episódio gerou uma preocupação. Por mais que eu tenha gostado das referências à Tatooine e Luke, fico com medo de ver Rebels se aproximar demais de “Uma Nova Esperança”, pois isso pode causar divergências no cânone. Afinal, é um risco termos Ezra e Kanan indo à Tatooine em busca da solução para destruir os Sith. Não gosto da ideia de Rebels tomar o caminho de Gotham, onde vemos muitos personagens do universo do Batman, menos ele. Eu confio em Dave Filoni e sua equipe, mas prefiro que seja mantida uma distância segura entre a série e a trilogia original.

No geral, “The Holocron of Fate” foi um ótimo episódio. A trama foi bem desenvolvida e gerou grandes expectativas. A possibilidade de termos um encontro entre Maul e Obi-Wan me deixou animado, e gostei de ver referências à Tatooine e Luke. Espero que os roteiristas e produtores consigam manter esse nível por toda a temporada.

Observações finais:

1 – Em “A Vingança dos Sith”, após a “ordem 66” e o ataque de Anakin ao Templo Jedi, uma mensagem codificada foi enviada de lá, através do farol, avisando os membros da Ordem para não voltarem. Caleb Dume, nome verdadeiro de Kanan, foi o Padawan que deu a ideia de usar o farol para disfarçar a transmissão. Assim, ele foi responsável por evitar que os Jedi que estavam ausentes do Templo caíssem em uma armadilha.

2 – Só eu achei estranho Maul dizer que procurava por esperança quando fundiu os holocrons?

  • San Ramon

    Por alguns momentos eu até imaginei a volta de terrível Savage Opress… mas só pode ser Tatooine.

    • Aurelio

      Fala, San!
      O Savage seria outra opção, mas pela raiva que o Maul demonstrou, os indícios mais fortes indicam que é o Obi-Wan, afinal ele é o seu maior inimigo.