Salem 3×06/07: Wednesday’s Child/The Man Who Was Thursday

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Se tinha uma coisa que eu elogiava bastante Salem era sua trama enxuta, sem muitas histórias paralelas, ou que de certa forma, todas se interligassem de forma coesa. Mas eis que em dois episódios a trama começa a mostrar uma fragmentação um tanto desnecessária, o que fez o ritmo dos episódios um tanto quanto sem vida.

“O passado só traz dor”

Se antes tínhamos Mercy, entrando em duelo com Isaac, e vivendo com esse plot, agora temos a desequilibrada da Anne tendo um plot para chamar de seu, e que no meu ponto de vista se tornou o elo mais fraco da história.

Anne nunca foi a personagem mais madura da série, mas que vinha apresentando uma trajetória de crescimento dentro da história, ainda mais quando ela abraçou seu lado “bad witch”. Mas assim como Mary, ela deixou o amor dominá-la e ditar seu caminho. A diferença é que Mary tinha ambição e Anne está se mostrando só uma adolescente mimada com poderes.

Toda trama de Anne e Gloriana poderia render bem mais, já que Gloriana é uma personagem querida, principalmente depois da cena triste da separação de Cotton e ela. Mas desde seu retorno, a personagem não tem mais o glamour que antes lhe era conferido. Servindo apenas como um obstáculo para Anne.

A grande sacada deste plot foi unir Mercy e Anne mesmo que forma um tanto desajeitada. E venhamos e convenhamos, acompanhar sete episódios para na reta final termos uma conexão entre os personagens é um tanto quanto tardio, mas é aquela coisa, antes tarde do que nunca.

Já no plot da Mercy, foi algo que até o presente momento não deu um maior significado para a trama central. Eu sempre afirmei que era o lado da história mais distante do foco principal. Parece que estamos assistindo dois tipos de Salem, uma conduzida por Mary e outra conduzida por Mercy, onde uma tenta salvar Salem e a outra tenta dominar Salem.

Uma coisa que chamou muito atenção nestes últimos episódios foi a trama ter andando na parte central, mas as tramas paralelas seguirem em passos lentos. A guerra entre Mercy e Isaac é evidente, mas não engata. Fica aquela sensação de “agora vai”, mas não acontece nada.

Isaac, que antes era um personagem legal, ganhou um “up” sendo ele o líder da ala pobre da cidade. Mas ao invés do personagem ganhar torcida, ele conseguiu se tornar um tanto irritante com essa sua busca por vingança exacerbada. Mas admito que ele brilhou sendo líder, e que podemos ver o quão sábio o mesmo pode ser.

Mas Salem brilha mesmo em sua trama central, onde todos os envolvidos conspiram um contra o outro. Mary pode não ser mais a bruxa poderosa que era em seus tempos de glória, mas ela não deixou de usar suas principais armas contra seus inimigos, sua feminilidade.

Mary entende que não é fato dela ser bruxa que ela domina todos, mas sim o fato dela ser mulher. E Salem sempre deixou claro que as mulheres dão as cartas na história, e os homens são meros fantoches.

Em dois episódios Mary conseguiu atingir diretamente tanto Sebastian, na qual ela conseguiu traze-lo para o seu lado contra Samael, e Belzebu (sim, descobrimos o nome do guarda-costas). E o mais legal é mostrar que Mary não precisa dos seus poderes para destruir seus inimigos.

Por falar em Sebastian, tenho que admitir que eu acho que Mary tem muito mais química com ele do que com Alden. Até agora a única função de John, nesta temporada, foi seguir as ordens de Tituba sem pensar direito, e ficar chorando pelos cantos pelo amor de Mary. Simplesmente já deu.

Agora o que devemos nos perguntar é o que irá acontecer daqui para frente, já que Samael foi eliminado de forma épica, com o sacrifício das Essex e com o retorno da Mary com poderes. Por mais que Belzebu ainda esteja no páreo, podemos ver que alguém levou o corpo de Samael, o que indica que este ainda não é o fim dele.

Um outro ponto que devo destacar foi a cena da morte de Samael, que eu simplesmente fiquei “não acredito que estão mostrando isso”, mas não em uma perspectiva ruim, mas sim pela coragem que tiveram de mostrar uma “criança” sendo dilacerada viva, com direito a close da sua cabeça decapitada. Foi uma cena que realmente mostra a maturidade da série.

Mesmo com a história “fragmentada” Salem consegue mostrar sua história de forma fluida sem muita enrolação. Por mais que as histórias paralelas fiquei um tanto travadas, a história central mostra todo o poder que a série tem.

PS1: Ri muito na cena que Alden pede para Cotton ler a carta

PS2: A lobotomia da Gloriana ganha com a cena mais tensa de Salem

PS3: Muito bacana os títulos dos episódios finais serem representados por um dia na semana, como na canção.

  • André

    Concordo,também gostei dos eps mas por ser a última temporada esperava algo mais eletrizante,por mim as primeiras duas temporadas se saíram um pouco melhor,mas em geral Salem sempre me agrada. Espero que ainda tenha a Mary reencontrando a Mercy até o final e as duas lutando juntas. Quem sabe até um retorno do Dr Samuel da temporada passada. Sebastian ta sendo uma surpresa agradável mesmo,prefiro ele do que John,tomara sobreviva. Se tiver que morrer gente que sejam Anne,Tituba e Isaac,o resto espero sobreviva.

  • Bruno D Rangel

    Eu achei que iriam reviver a Condessa pra ajudar na luta, mas pelo jeito não vão. Eu gosto muito do John e acho que ele combina muito com a Mary. Sigo detestando a Mercy. Uma coisa que eu não entendi, ou devo ter perdido algo, o que é aquele ser que está cercando a casa da Anne? E aquele físico dela ao fazer a lobotomia na Gloriana? É a mesma coisa?

  • Fernando Oliveira

    Saudade das emoções que eu sentia na primeira temporada 🙁