RuPaul’s Drag Race All Stars 2×05: Revenge Of The Queens

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O doce sabor da vingança.

Quero começar essa review do All Stars declarando meu amor a RuPaul Charles mais uma vez. Acabo de terminar o quinto episódio da temporada e estou feliz demais. Sabe feliz? A arte e o entretenimento podem ter esse poder sobre nós. O poder de fazer com que esqueçamos dos nossos pesares e atribulações por 42 minutos e que ao final deles, estejamos tomados da mais pura alegria. Eu estou assim agora… Tem tanto contentamento aqui por dentro que eu não quis nem esperar, quis escrever logo, passar para a tela essa catarse tão preciosa, que faz mais belo o tempo de qualquer ser humano nesse complicado planeta terra.

A segunda temporada do All Stars está desse jeito mesmo: INCRÍVEL. Ótimos desafios, intrigas, estratégias e muito, mas muito talento. É extremamente prazeroso acompanhar uma temporada em que você vê as participantes tão cheias de gana, de força, de vontade. Mesmo a maioria dos erros ainda está acima da média do que estamos acostumados a ver. O crescimento daquelas meninas é impressionante e mostra o quanto a corrida transformou o que se espera de uma drag nos dias de hoje: versatilidade, respeito as tradições e identidade. Mais do que tudo, identidade.

Então, como eu tinha imaginado, depois de quatro eliminações veio a chance de vingança. Eu ia colocar a palavra vingança entre áspas, mas conforme o episódio transcorria, ia ficando ainda mais claro que o resultado acabaria sendo esse mesmo. Não vingança no sentido pejorativo, como nas novelas dos anos 80, mas vingança no sentido de forçar o próprio senso de justiça. Para coroar essa primeira metade da temporada com uma narrativa completinha e um fechamento épico, temos de novo no centro dos acontecimentos, ela, Phi Phi O’Hara.

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Preciso esclarecer – novamente – algumas coisas aqui. Passei muito tempo da review anterior lidando com comentários de defesa a Miss O’Hara, o que eu acho ótimo, porque significa que o “trabalho maléfico” da edição não alcança todos. O primeiro ponto importante ainda é a respeito do bendito look cosplay que ela usou e que eu disse que não gostava nem um pouco. Afirmei que ali não era RuPaul’s Cosplay Race e reitero meu comentário completamente. Não porque acho que esse é um estilo de drag desprezível, mas porque meu comentário tem suas bases nas raízes do próprio show. O programa é uma competição de drags e uma competição só é possível porque os participantes precisam lidar com diretrizes. Confirmando-as ou contornando-as, eles precisam. E parte do espírito do show é sublinhar queens que conseguem fazer os jurados acreditarem que estão ditando as regras, quando na verdade eles estão sendo ludibriados por talento.

Phi Phi e Detox fizeram o mesmo que Milk, quando apareceu de Boy Ru e ouviu de Michele que aquela era uma competição de drags e aquilo não era uma drag. Detox e Phi Phi escaparam, mas na minha opinião (e review – pela última vez – é opinião), Detox é mais talentosa, mais polida; e deixou Phi Phi na poeira. Ela conseguiu contornar as diretrizes de um modo que, para mim, soou mais eficiente. Jamais disse que Phi Phi não era drag, mas ela está numa competição e ser julgada faz parte do show. TODAS elas sabem disso e todas elas assinam esse pacto com as “forças ocultas” do julgamento e da edição preparadas para o risco.

Por exemplo: em cinco minutos de episódio, Phi Phi já sendo discutida pelas outras meninas, não como se fosse uma vítima da edição, mas como estrategista ativa no enredo do jogo. Alguns de vocês disseram nos comentários que as meninas aqui de fora estão defendendo a amiga e é isso mesmo que elas precisam fazer. Entrar num reality significa arriscar toda uma vida e se algo der errado, a pessoa atingida precisa sim de apoio. A questão é que não estamos vendo a edição correr paralela ao que as participantes dizem. Tudo está correndo junto. O jogo de Phi Phi, a personalidade de Phi Phi, estão sendo notadas categoricamente pelas outras. Do contrário, Roxxxy não faria a comparação do momento do espelho com aquele azar de sua amiga te pegar falando mal de ti. Ou Tatiana, lá no final do episódio, não teria sublinhado a tentativa de Phi Phi de jogar Detox na fogueira (o que ela jurou que não fazia com ninguém, minutos antes). A energia de Phi Phi é perceptível (Coco percebeu) e isso não é só edição. Senhores, não sejam ingênuos nem de achar que a edição conta todos os fatos, muito menos de achar que a culpa de tudo é dela. Se Phi Phi é uma bitch, que assuma isso, como bem disse Alyssa. No final das contas, quem mais joga a carta da vítima é ela própria.

Claro que a edição ajuda a piorar o quadro… No momento em que Alyssa retornava ao ateliê, os closes nas expressões de Phi Phi eram terríveis. Alyssa só queria deixar claro que as coisas que disse sobre suas colegas de bottom haviam sido ditas na frente delas (o que foi plenamente confirmado por Katya), mas Phi Phi já estava com sua adrenalina lá no alto após ser pega no pulo (e por saber o que a edição aqui fora faria) e aos poucos, o descontrole de outrora veio à tona exatamente do mesmo jeito que na quarta temporada.

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No meio das explicações de Alyssa, Ginger vem dizer que não teria deixado Katya ir embora no dia da eliminação e eu fico com a mesma cara de todo mundo na sala: WHAT? Ginger veio provar que a sétima temporada tinha gente com talento e só foi se afundando. Se ela “não permitiria a eliminação de Katya”, porque raios aquele papo todo de vingança, de “pelo pacto eu que ficaria”? A infeliz declaração só reforçou que a decisão de Alyssa terminou por ser acertada. Junto daquele time de competidoras, Ginger virou uma poeira, incapaz de sobrepor-se às outras. Ela ainda é muito talentosa e talvez essa experiência a faça amadurecer.

O desafio era ótimo: um stand-up comedy em duplas, que daria o poder a uma das eliminadas de voltar e de ainda mandar para casa alguém que não tinha ido embora. As eliminadas poderiam escolher seus pares e Alyssa reforçou sua passagem brilhante pela competição ao escolher Alaska novamente e com isso, buscar outra redenção. Alaska, tão maravilhosa quanto, deixou que Alyssa guiasse os planos, para dar a ela essa oportunidade. Inclusive, vamos deixar uma outra coisa clara aqui, senhores: Não existe favorecimento de talento. Alaska e Alyssa são talentosas e competentes e entraram no programa CONSCIENTES de tudo que precisavam fazer para melhorarem sua reputação com o público. E elas estão fazendo! Assim como Detox, Tatiana, Katya… Isso é um FATO, não é uma “manipulação de impressões”.

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Phi Phi ficou perturbada com a briga com Alyssa e foi tentar resolver. A iniciativa foi sincera, mas Phi Phi tem aquela condescendência clássica de quem realmente não se importa com o que ninguém mais pensa. Ela diz “deixa eu terminar de falar” com aquele sorriso irônico e isso já deixa a discussão dois passos mais próxima da rusga. O abraço não é falso, mas não é suficiente. Quando ela chega para o show de stand-up ela está tudo, menos engraçada. E nem por um segundo ela aceita a evidência de que falhou. Coco foi muito melhor que ela, mas Phi Phi foi geneticamente programada para desconsiderar as próprias limitações. Por isso ela nunca vai crescer.

Roxxxy, ao contrário, reconhece todas as que tem. Dá pra se identificar muito com a forma como ela luta para se superar. O problema é que ela substituiu a agressividade pela reflexão e por isso, toda vez que falha, perde o brilho. Ainda assim, ela está no caminho certo da redenção e foi bonito ver a forma como Detox tentava ajudá-la. Detox, aliás, fez com Tatiana um número que tinha muitas piadas longe da nossa compreensão, mas que eram certeiras para a plateia de ex-participantes (com destaque para Chad, com as maçãs-do-rosto cada vez maiores e para Kelly Mantle, irreconhecível). O top e o bottom da semana foram muito justos, porque Phi Phi estava monótona e Roxxxy perdeu a imensa chance de escolher, sozinha, quem iria embora.

O top e o bottom também proporcionaram o maior pesadelo de Phi Phi e o maior deleite de parte da audiência: Alyssa com o poder nas mãos. O’Hara, sobre pressão, é um perigo e já começa com seu ego talking (como bem descreveu Tatiana) chegando na frente e eliminando as próprias chances de conquistar empatia. Já repararam que TUDO que Phi Phi diz de malicioso é dito com um meio sorriso? E não tem humor, o que é mais categórico. Porém, ela tem razão quando aponta o fato de que Roxxxy esteve no bottom mais vezes e que isso se choca com o argumento de consistência de Alyssa.

A questão é que Alyssa está dando um banho nessa temporada… Na conversa com Roxxxy ela aponta que o trabalho mais difícil era o de apresentar e que a colega não teve a mesma chance de uma segunda opinião. Esse é um dos exemplos da forma como Alyssa procura avaliar as situações por uma perspectiva panorâmica extremamente completa. Então, mesmo que Roxxxy tenha estado no bottom mais vezes, Alyssa provavelmente colocou empatia na receita. Sem contar com o fato de que Phi Phi era uma inimiga declarada e a narrativa de vingar-se do seu algoz é muito mais atrativa. Alyssa traiu seu argumento de consistência, mas fez um episódio melhor.

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E o que foi aquele lipsync, senhores? (amo Ru gritando que sentia falta de dizer “lipsync for your life) Aqui entra a melhor parte… Conforme aquele lipsync corria, eu só ficava mais devastado pela ideia de mandar qualquer uma delas embora. Tatiana e Alyssa tinham tanta fome, tanta gana, tinham um brilho no olhar que é a essência maior de uma verdadeira competição. Elas deram tudo, tinham uma energia extremamente parecida para dublar e mostraram que queriam muito ficar. Parecia injusto até o fim do mundo que qualquer uma das duas fosse embora. Assim como Alaska no fundo, eu assistia aquele duelo sorrindo e berrando de puro deleite.

Daí que entre os spoilers vazados, não havia nada que indicasse que duas poderiam ficar. No texto da semana passada eu concluí a possibilidade por conta da matemática da temporada. Mas, sempre haveria a chance de Ru só pegar uma e mais tarde resolver de outra forma o número pequeno de competidoras. Foi uma surpresa mesmo e uma das melhores possíveis, ver Tatiana e Alyssa ficando por merecimento e dando aos fãs a catarse inesperada que sempre é deleitosa para todos nós. Melhor ainda foi ver Alyssa tendo a chance de colocar Phi Phi para fora. Melhor ainda, ver Tatiana fazendo a mesma escolha e deixando claro, com isso, que não era uma questão de perseguição. Roxxxy foi duplamente salva, já que se fossem dois nomes diferentes nos batons, duas iriam embora e Ru teria outro problema nas mãos.

Anunciada a eliminação, Alyssa tentou entregar o batom para Phi Phi e despedir-se. O’Hara não aceitou e seguiu. Tatiana teve que correr até ela para dizer tchau. No espelho, O’Hara escreveu que queria evitar abraços por causa das lágrimas e eu não vou ser o espírito-de-porco que vai tirar dela o direito de sentir carinho e apreço pelas pessoas. Alyssa não entendeu assim e tinha seus motivos para isso, mas Phi Phi merece nosso respeito e merece apoio nesse segundo difícil momento que ela viverá. O que vimos na corrida não resume o que Phi Phi é, mas coloca uma lupa em aspectos difíceis e até odiosos da personalidade dela. Torço para que algo de bom possa reverter esse processo negativo e desejo a ela mudanças e alegrias.

Enfim, terminamos mais um episódio SENSACIONAL e mal posso expressar como o All Stars tem me feito feliz. Espero que a jornada também esteja sendo maravilhosa para vocês, porque melhor que sentir-se bem, é sentir-se melhor, acompanhado. Até semana que vem, seus lindos.

  • Messinho’

    MELHOR.
    EPISÓDIO
    DA.
    HISTORIA.
    rest my case.

  • Eduardo

    Isso já deve ter sido comentado por aqui, mas “all stars” não é (apenas) sobre vingança, mas sobre (fazer por merecer) uma segunda chance. Phi Phi, assim como Coco e Ginger, teve sua oportunidade de mostrar que era algo além de uma “falsiane” barraqueira e não soube/não conseguiu/não quis mudar. Foi esmagada pelo seu próprio ônibus, eu diria.
    Não sei como Tatianna foi na sua temporada, mas Alyssa parece outra pessoa, desde a season 5 – ficou mais articulada, mais decidida. Quase uma mocinha de novela, que cansou de levar rasteira e mudou de vida. Chutar a bunda de Phi Phi (e de Coco e Ginger, por tabela) foi apenas uma parte do processo, não o foco.
    A volta de Aly e Tati foi linda, merecidíssima, emocionante. Um clássico maior que o lipsync Jujubee x Raven em AS1.
    O que me preocupa é a postura de Roxxxy e Katya. Minha deusa russa chegou com tantas expectativas, mas logo perdeu o brilho e levou uns três bottoms seguidos. Culpa da medicação ou da solidão (ter Ginger como companheira é muito azar)? Se Adore tivesse ficado, teria sido bem divertido, duas despirocadas aprontando altas confusões no ateliê de Mama Ru.
    Também sinto Roxxxy muito sozinha: arrasou no show de talentos, e também vem acumulando bottoms. Parece esmagada pelas colegas, principalmente Detox. Deve sair no ep 6, em mais uma disputa com Katya. Ou num double sashay.
    O importante é que a minha “previsão catastrófica” não aconteceu, e continuarei assistindo AHS, digo, All Stars 2 – se bem que a insossa da Alaska não merece ganhar…

  • Juliano Guilherme

    Não sei como (e nem o por que) mas Alyssa me ganhou nessa temporada! Katia é diva, rainha mas Alyssa tá lacrando até nos depoimentos!

  • Mateus

    Só posso dizer que amei o episódio, mas dá pra ver que a competição está favorecendo MUITO Alyssa e Alaska. Ginger e Katya foram uma dupla muito mais interessante, e com um trabalho de escrita muito melhor do que simplesmente colocar Michelle como “beast”. Tatianna ter voltado foi ótimo, achei que a saída dela foi prematura e ela tem muita vontade de mostrar os talentos, o lipsync dela foi maravilhoso. Outra que tá surpreendendo é a Detox, que tá muito melhor que na season 5. Sobre Phi Phi: infelizmente ela não nasceu para as câmeras, sabotada ou não, ela não tem uma capacidade de articulação boa e saiu com uma imagem ruim de novo.

  • Suliz

    Os episódios estão mto pequenos gente tem mto material dava pra fazer um especial de duas horas e eles não põe nem uma?? Tirando isso… Ai esse All Stars que lindeza gente!! Tô amando todo mundo porque cada uma faz sua parte para que o final seja essa obra prima.
    Alaska dxando Alyssa dar o show para voltar, a surpresa de Tatox funcionar mto bem….

    É triste ver que de novo Phiphi não aprendeu o que é tv, que mais que o prêmio vale a jornada e as amizades, e faz declaração atrás de declaração que só faz se afundar mais, não foi a edição que fez vc não abraçar Alyssa ou falar mal dela. Só espero que pessoal entenda que além de bitch ela eh uma mega drag super talentosa.

  • Clébio Cabral

    Essa conversa de cosplay vs. drag já está chatíssima. Vc não vai mudar de opinião nem com todos os argumentos do mundo, então melhor esquecer…
    Phi Phi foi catastrófica nesse episódio. A defendi muito pq eu amo personalidades bitch, mas aqui houve um exagero em tudo o que ela fez e disse… Nada soou verdadeiro e essa perseguição a Alyssa é muito desmedido. Parece inveja mesmo. Um horror. Alyssa felizmente saiu vitoriosa não só no lypsinch mas em todas as questões e respostas que deu.
    Foi um episódio de levantar e baer palmas, de alegria de felicidade! Foi isso que eu fiz! Não poderia estar mais feliz com esse All Stars!

    • henriquehaddefinir

      Nem e nem você, né? rsrsrs

      • giovanibarros

        Oi Henrique, eu gosto muito dos seus textos no geral, mas tendo a pensar que tu não tem tido muita alteridade nesse sentido/assunto. Eu resolvi aceitar, mas os textos não ficam tão interessantes porque no final das contas é uma visão menos 360o da coisa (que é o seu forte, exceto em se tratando de Ryan Murphy…rs).

        • henriquehaddefinir

          Eu realmente fico curioso para saber que uniteralidade é essa num texto cheio de ponderamentos. Que alias, Phi Phi merece cada vez menos.
          Alem disso, esse é um site de reviews e elas são, por essência, partidárias.

          • marcelo s.

            gato e inteligente…ahhh

  • MELHOR EPISÓDIO DE TODAS AS TEMPORADAS!

  • Lucas

    Essa temporada ta sensacional, um episódio melhor que o outro, e ouso dizer que esse foi um dos melhores de toda a história do programa. O episódio foi um novelão do começo ao fim, e quem assiste novela sabe, a vilã sempre se dá mal no final. Phiphi foi uma grande adição a temporada, uma pena que ela não usou essa oportunidade para realmente limpar a sua imagem. Ela disse diversas vezes que não conseguiu agendar muitos trabalhos e recebeu muito ódio depois da quarta temporada. Não é o mesmo programa? A edição não é a mesma? Se o problema fosse a edição, na quarta temporada, ela já teria aprendido a lição. Arrogante e imatura, foi tudo que ela mostrou nesse episódio, quando discutia com a Alyssa e começou a ficar agressiva (lembrou muito ela contra a Sharon), quando não aceitou ficar entre as melhores (o discurso dela de ‘eu arrasei’, apenas não, ela não arrasou) e pra sair da pior maneira possível, sair sem cumprimentar as outras queens e ‘brincar’ que vai vender o troféu da Ru, oi? Que ingratidão! Durante a semana eu ainda li noticias dela falando absurdos da RuPaul e do programa, sem o programa ela não seria um terço conhecida do que é hoje, o que abriu portas pra ela realizar vários trabalhos, inclusive lançar suas músicas como Jeremi (já que ela disse que vai abandonar a Phiphi e seguir esse caminho). Do mais, concordo sobre a Ginger, na setima temporada eu achava ela talentosissima, mas aqui, do lado de outras queens muito talentosas ela ficou apagada. Roxy tem me surpreendido muito, ela realmente está tentando se superar a cada episódio, a cada desafio e não esta deixando o jogo a afetar. Alaska muito rainha fazendo a sua parceira brilhar no que ela faz de melhor. E esse lipsync, um dos melhores que eu já vi, confesso que já imaginava que as duas voltariam pela desistencia da Adore, mas foi delicioso de ver. Enfim, acho que semana que vem o episódio vai ser mais calmo, mas deve manter a qualidade!

  • Wolf King

    Phi Phi sofreu um pouco na edição, mas foi mostrada como realmente foi. Jogou buscando manipulação, foi falsa e diversas vezes trouxe comentários maliciosos. Sua saída foi no momento certo (talvez, levemente atrasada).
    Tanto ela quanto Coco não pertenciam a esse All Stars, apesar de serem um pouco melhores do que a “média”.

    Texto muito bem escrito, expressado e detalhado. Inteiramente de acordo com meu julgamento pessoal.
    Obrigado pela qualidade da leitura proporcionada.

  • Lucas

    A PP tem uma dificuldade gigantesca em se perceber como uma pessoa suscetível a erros. Eu acredito que ela não quis abraçar as outras meninas porque estava segurando o choro, mas talvez não seria esse o momento pra deixar as coisas fluírem, pra deixar o público se reconhecer um pouco na dor? Acho que ela não percebe que reality shows – e o público deles – gostam de pessoas que se entregam, que são ao mesmo tempo competitivas, mas que também se permitem ao erro e sofrem por causa deles. Até hoje, uma das histórias que mais me toca é a da Latrice: negro, pobre, gordo e gay, perdeu a mãe e não pode se despedir dela porque estava na cadeia e viu no programa uma oportunidade pra reconstruir a própria vida. Quando eliminada, ao invés de tentar ser ‘forte’, foi grata, chorou e disse o que sentia. Foi humana. Derrick Barry também. Mesmo com toda a enorme soberba, no caminho pro workroom, ela reconheceu que precisava entender o que toda a experiência do drag race tinha significado pra ela. Ela percebeu que tinha errado, ela entendeu que algo precisava mudar. Acho que muito da falta de identificação do público com a PP é justamente essa barreira que ela possui em demonstrar sentimentos que surgem a partir dos erros.

    Recentemente, ela deu uma entrevista em que dizia que a Rupaul não as via como seres humanos, que não sabia o nome delas, etc. A relação da Rupaul com as rainhas – e isso é respaldado pela opinião de diversas delas – é bastante mecânica e impessoal, mas o fato é que entrar no Drag Race é, sim, ganhar um golden ticket. É poder se mostrar pro mundo inteiro, fazer a sua arte ser reconhecida e talvez respeitada. Apesar da impessoalidade, o programa dá visibilidade pra diversas histórias e pra diversos personagens, e isso é incrível. No fim das contas, a entrevista soa muito mais com alguém mordido por ter levado um block no twitter e um shade da Rupaul do que uma crítica honesta ao programa.

    Agora, o que é a Alyssa? Apenas a protagonista da temporada. A conversa dela com a Roxxy mostrou o quanto ela é inteligente, preparada e muito madura, com uma leitura de jogo impressionante. Se fala tanto sobre uma herdeira de Rupaul e eu nunca vi alguém que caberia tão bem nesse posto quanto a Alyssa. E Tatianna é meu amorzinho. Eu gosto é de gente que se joga e ela, desde o começo, o fez. Não poderia estar mais feliz. Que grande episódio em uma grande temporada.

  • Samantha Pistor

    Acho que não é só a Ginger que sofreu com essa edição all stars. Katya também está deixando a desejar nessa season, mostrando mais uma vez que a season 7 realmente foi um fiasco. As duas não conseguem se sobressair nesse elenco de estrelas.

    Com relação a Phi, tudo de bom para ela e espero que dessa vez o fandom não seja tão escroto. Não gosto da persona dela no programa, não me interesso pelo tipo de drag que ela faz hoje mas a respeito como artista e espero que ela tenha sucesso.

    Que lypsinc foi aquele gente? Vibrei junto, cantei junto e realmente, não tinha como mandar ninguém embora. Incrível.

  • Jéfi

    ainda não consegui parar de aplaudir.

  • Diogo Silva

    Agora sinceramente, eu acho que se não fosse por coleguismo a Roxxxy já tinha rodado a muito tempo. Essa semana ela se salvou devido a personalidade da Phi Phi mas, exceto a primeira semana ela não nada all star no meu entender. Ótimo ver o quando ela melhorou na convivência, se tornando uma pessoa mais agradável. Mas não é uma competição disso certo? Por mim ela deveria ter saído no lugar da Phi Phi.

    P.S.: Sei que é meio tarde pra tratar disso mas, uma temporada tão boa quanto a 6 e apenas 1 participante da mesma (e a pessoa ainda desistiu). Acho que metade do elenco numa mesma temporada desequilibra o jogo. Bem que a Milk ou a Courtney poderiam ter entrado no lugar de uma das cinco, preferencialmente da CoCo.

  • Jon

    Boatos, ditos pela própria Phi Phi no Twitter, que ela pediu pra sair assim que a Alyssa ganhou. Ela disse para os produtores que ou eles eliminassem ela ou ela abandonava tudo e ia embora. O que pode ter mudado o batom da Tatianna, como também não. Essa história toda parece tudo vitimismo, sinceramente. Ela se faz de vítima, quando na verdade é uma completa ‘bitch.’ Ela não foi obrigada a fazer aquelas coisas e muito menos dizer. Sinceramente, a edição pode sim destruir uma queen e fazer dela a vilã, mas só se a mesma queen dar brecha pra isso. Olha a Roxxxy, toda apagada nessa temporada, não faz intriga com nada e na temporada dela era uma totalmente diferente. Não tem edição que faça ela virar uma vilã da temporada se não ter material pra isso. Enfim, torcendo pela Tatianna que sim merece estar no jogo e chegar ao TOP 3, porque sabemos que Alaska que vai ganhar, afinal, o programa foi feito pra corar ela como o All Star 1 foi feito pra coroar Chad.

  • Taz Mania

    Episódio sensacional. To curioso pra saber como vai ser a finale, já que não vai ser num teatro como nas outras. Além da Reunian, bapho.

  • Vitória Martins Souto

    To passada com esse episódio AMAZING! Já quero final com Alaska, Alyssa e Tatiana!

  • Ivy

    Olha vou discordar, porque tá uma forçação de barra sim pra coroar a Alaska. Ela é talentosa? Muito, mas Detox, Tatianna e Alyssa estão bem mais interessantes e mostrando muito mais versatilidade. No Snatch Game a Alaska ganhou, mas a Alyssa foi bem mais engraçada, não só isso, mas até a escolha do Cast fica meio forçada. Rolaskatox de novo? Os bottoms no episódio do Snatch Game foram super forçados para fazer a Tatianna sair (ou como a própria Tatianna disse no episódio, você acha que Alaska ia escolher uma das outras duas pra eliminar? Ou uma delas ia escolher a Alaska se elas tivessem outra opção?).

    Mesmo nesse episódio a Alaska merecia um bottom. Foi bonito ela dar a chance de brilhar pra Alyssa? Foi, mas isso não elimina o quão fraca ela foi. Uma pena a gente já saber que o Ru faz os All Stars pra coroar quem ele queria originalmente como ganhadora da temporada original.