Roadies 1×10: The Load Out [Season Finale]

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Um finale redondinho com aquele gosto de continuação.

Em meio a indecisão da Showtime sobre a renovação da série, Roadies conclui o seu primeiro ano de maneira simples, despretensiosa e romântica sobre o universo musical. Ou seja, da mesma forma linda que iniciou a temporada.

Phil realmente passou dessa para melhor e o último capítulo inteiro foi dedicado ao seu funeral, com direito a participações especiais de músicos consagrados que vieram dar o ar da graça e prestar homenagens a um dos maiores ícones do mundo roadie. Foi nesse clima de despedida e saudosismo que o episódio foi conduzido, alternando mensagens de emocionadas de adeus e apresentações acústicas tocantes com os plots de cada personagem. Um trabalho magnífico dessa edição que foi perfeita desde o piloto. É possível fazer um paralelo entre Phil e Roadies, enquanto dentro da trama, a conclusão foi para o personagem, a impressão que eu tive foi de um adeus da produção para todos os fãs que acompanharam esses dez episódios, em uma tentativa de já garantir a despedida da série, caso ela não for renovada pela emissora.

Finalmente conhecer a esposa e filho do Phil foi um alívio, mas em alguns momentos pareceu forçado tudo aquilo. O White Buffalo apareceu em poucos episódios, e sua personalidade não é exatamente a mais cativante, consigo até entender algumas pessoas que acharam o capítulo ruim e entediante, por não terem essa conexão com o personagem. Algumas impressões deixadas foram as de estarmos vendo um episódio único, com uma carga e responsabilidade emocionais de primeira linha, mas que não foi isso tudo que deveria ser, pois o foco de toda a cerimônia foi um personagem sem muito carisma com o público. Eu achei que tudo estava lindo e maravilhoso, mesmo com a parte da barra forçada, mas é possível compreender esse lado crítico também.

Se já não bastasse os problemas do funeral, a Shelli recebe a visita do seu marido, Sean, no melhor estilo “surprise motherfocka!”, só para aumentar mais ainda o drama e a indecisão da moça sobre a sua vida amorosa. Depois de perceber que ela prefere estar com o Bill, dá um pé na bunda do maridão e, finalmente, engata oficialmente o relacionamento com o band manager. Bill todo romântico falando que não pode dar a vida que ela merece e outras coisas foi bem fofinho, do jeito dele, é claro. Um enlace que já estava anunciado desde o piloto, mas que foi construído no decorrer da temporada e finalmente se concretiza. Amei? Amei, e quero ver mais sobre esse relacionamento na, possível, próxima temporada.

Quem não teve essa sorte toda foi Kelly Ann que viu Reg partir para a Inglaterra, mas antes, chamando-a para a Europa e ouvindo uma negativa da garota. Porém, graças a mais um filme criado por ela, o cara foge do avião no melhor estilo romcom às avessas e sem precisar quebrar nenhuma left phalange para bater na porta dos bastidores e esperar seu pedido de retorno ser atendido. Será que a porta número 1 será aberta para o nosso cavaleiro inglês? Se no piloto foi Kelly Ann que voltou correndo para a banda para tentar se salvar, agora Reg segue os passos de sua amada para o feito contrário, salvar a banda.

Esse vídeo da Kelly Ann foi a cereja no bolo de suspeitas que esse final foi planejado, tanto para uma series quanto para uma season. Se acabar aqui, acabou, só duas pontas não foram explicitamente amarradas (Reg voltando para a banda e o futuro da mesma), se for renovada, teremos uma nova temporada com grandes mistérios para resolver e pontas já amarradas para serem exploradas.

E logo com a morte do Phil, a linda moça loira finalmente recebeu seu apelido: Pistachio. Sentimental, pessoal, profundo e uma castanha deliciosa.

Falando nele, o cara realmente sabe se preparar para o seu próprio funeral. Que puta ideia bizarra de ser empalado fazendo o gesto dos braços estendidos esperando por um abraço, ou de estar sendo crucificado também. O homem consegue ser um mito até quando está morto, épico.

O filho da Donna finalmente nasceu, Wes agora terá que responder na justiça sobre o crescimento exagerado de suas plantas, Rick tirou a barba e se casou com a Natalie, Preston apareceu novamente para ser um babaca superficial de marca maior. Cada um teve sua ponta amarrada e preparada para caso ocorra um final definitivo ou não, deixando nós fãs, satisfeitos com esses destinos.

Até o fechamento do texto, não havia nenhuma informação do futuro da série, mas com renovação ou não, tenho que agradecer ao Cameron Crowe por esse espetáculo de dez episódios. Um projeito que nada mais é do que uma ode ao mundo musical, uma obra magnífica e obrigatória para todos que amam a música e sua essência. Sem plots mirabolantes e cheios de reviravoltas, tivemos apenas histórias sobre a música, o que ela significa para cada um de nós e as emoções que ela transmite. Algo simples, sem expectativas e que me conquistou desde os primeiros minutos. Se houver a segunda temporada, ótimo, lindo, maravilha e pode vir quente que eu estou fervendo. Se acabar por aqui, obrigado pela viagem, Mr. Crowe, e te encontro em seus filmes.

Roadiando:

– Claro que a trilha sonora foi um dos personagens principais da temporada, e como rasgar elogios a ela seria bem maçante, disponibilizo essa playlist que encontrei no Spotify para quem amou as escolhas musicais de Crowe e sua produção e quer matar a saudade, seja temporária ou definitiva, de Roadies.

– Obrigado a todos que acompanharam as reviews, espero reencontrá-los numa segunda temporada ou em outra série. *beijinho e aceno de dedo do Chris*

  • SubZylok

    Sua review foi redondinha como a finale. Embora não tenha tanta empatia com o Phil, consegui enxergar a beleza desse episódio, mas esperava um pouco mais de drama e um pouco menos de música. Tenho que dizer q foi bem emocional a cena da Shelli com o Bill, pq acredite ou não o que ele falou pra ela foi exatamente o q eu disse a minha namorada há 5 anos atrás, e estamos juntos e bem até o dia de hoje. Fora isso, senti um pouco a falta da participação do Gooch, que embora tivesse poucas cenas, era um dos meus favoritos. E só pra finalizar, a sacada do vídeo no final foi perfeita, adoro esse recurso em filmes, principalmente quando fundem com os créditos ( o q infelizmente não aconteceu ). De qualquer forma, foi massa. Espero que tenho uma segunda temporada, mas se não tiver não tem problema, foi ótimo enquanto durou.

    Ps: A bunda da Kelly Ann chegou a roubar a cena algumas vezes rs

  • Kin Jordan

    Finale bem tocante e divertida, recheada de participações musicais memoráveis.

    Quase desisti de Roadies nos primeiros episódios, pois não conseguia me apegar aos personagens, e achava a trama cada vez mais desinteressante. A série só conseguiu me prender mesmo nesses 4 últimos episódios, de maneira que fiquei satisfeito no geral, principalmente com a parte musical, e torcendo por uma renovação.

    Caso seja renovada, espero maior aprofundamento em alguns personagens, e tramas um pouco mais envolventes… Enfim, uma primeira temporada boa, mas que poderia ter sido melhor, e que boto fé que melhore mais pra frente!

    Valeu pelas sempre ótimas reviews Rodrigo!

  • Renato

    Eu não consegui me apegar assim à série. Lendo as reviews, me dava a impressão de que haviam episódios extras ou algo do tipo. Todos os personagens tiveram apresentação e desenvolvimento superficiais e/ou plots forçados, in my opinion. Com exceção do episódio 8, que foi genial. De resto, somente a trilha sonora e as participações especiais me fizeram continuar no show.

  • Carol Camille

    A REFERENCIA DE THE ROYAL TENENBAUMS QUANDO O RICK TA FAZENDO A BARBA