Roadies 1×05: Friends and Family

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Relacionamentos. Uma experiência humana que temos diariamente em diversas formas, seja um amoroso, com namorada(o), ficante, paixonite. De respeito por pais, professores, avós e figuras importantes. Pode ser apenas aquele de amizade e companheirismo ou até de amor e idolatria por alguma banda ou artista. Relacionamentos podem surgir de variadas maneiras, e em uma série que se apoia no ensemble cast de forma majoritária, essas conexões humanas devem ser bem exploradas para criar a pessoalidade entre os personagens e fortalecer a ligação entre cada um, o que traz um ar de intimidade entre o show e o espectador. Pois bem, chegamos ao fim da primeira metade da temporada com um episódio focando nos diferentes relacionamentos presente entre os roadies em uma série que, até aqui, parece estar meio perdida em qual caminho quer seguir e qual tipo de história quer contar.

Roadies ainda não definiu ainda qual é o plot principal da temporada e qual caminho traçará em cima disso. São vários pequenos plots que se misturam e complementam no decorrer do episódio, mas sem aquela dinâmica entre plot principal e plots paralelos para dar apoio ao roteiro. Não que isso seja tecnicamente ruim, a idéia é boa, mas precisa ser bem executada. Se as histórias paralelas forem bem desenvolvidas ao longo da temporada, poderíamos passar 10 episódios sem uma trama central e nem iríamos perceber, mas cabe à equipe de roteiristas, associada aos atores, trabalhar nesse aspecto e dar a devida importância a cada história e seguir contando-a com naturalidade e coerência.

Sobre o capítulo em específico, eu achei bem feito. Voltamos à rotina normal da equipe e vimos mais uma preparação da mesma para um show da Staton-House Band, e dessa vez, na cidade natal da banda e com a presença ilustre de Janine (a inspiração pra música mais comentada do grupo e que eu to louco pra ouvir e ver se é isso tudo mesmo!). Ao contrário do que eu achava, a moça é um amor, além de ter um sorriso que papaidocéu, e usou todo o seu charme para se engraçar com ninguém mais do que Reg, o britânico mais sedutor da série. Fiquei surpreso com esse enlace dos dois, mas foi agradável, pois agora o show pode esquecer do grotesco relacionamento entre ele e a Kelly Ann e focar agora no Regine. Além de que, essa furação de olho do empresário da banda em Christopher pode render um bom arco no futuro. Tomara que o Reg tome uma surra.

Enquanto isso, boatos de que a Kelly Ann e o Reg são um casal já estão sendo espalhados por aí, mas também, com razão, tem coisa mais romântica e de casal do que invadir uma casa e roubar 11 ovos? Quem nunca sonhou em fazer isso com a pessoa amada, que atire a primeira pedra, digo, ovo. Mas a moça, ao saber de tais boatos, tenta esconder o ódio por eles, mas em vão, já que ela deixa escapar olhares e sorrisos inocentes pelo britânico. A chama do amor está sendo alimentada e crescendo consideravelmente, e aposto que ela irá explodir no season finale para dar aquele cliffhanger básico para o próximo ano.

Bill teve a sua cota de relacionamentos bem explorada nesse capítulo, tivemos a primeira aparição da sua ex, o que trouxe novas informações e questionamentos sobre o passado conturbado dos dois. O personagem está se tornando o mais interessante de todo o show, além de ter a impressão de ser o mais bem desenvolvido pelo grupo de roteiristas, seja pelo seus dias de alcoolismo, o relacionamento com Lorraine, os primeiros anos dele com os integrantes da banda (aspectos que eu amaria se fossem trabalhados) ou pelo próprio presente, tendo que lidar com os problemas que aparecem ou com o relacionamento com a Shelli.

Relacionamento mais interessante de todos os que tivemos até então, e que finalmente ocorreu. Pensei que iria demorar mais um pouco para o surgimento dele, mas visto que a Shelli não vê o marido há meses, está fragilizada e sozinha, com tesão guardado e se apoia emocionalmente no Bill sempre, faz sentido esse enlace sexual ocorrer logo agora. A mulher tava maluca por um contato corporal, aquele beijinho na nuca, mordida no lábio e pegada na cintura, viu o seu único homem que está ali para apoia-la e não segurou, dominou no peito, girou em cima do zagueiro, estufou as redes e só correu para o abraço. Fiquei extremamente feliz com o acontecimento, era o único casal que eu apoiava no show e achava natural e correto esse relacionamento. Agora quero ver como o roteiro vai explorar esse plot, pode ser com a Shelli se arrependendo da decisão e se afastando do Bill, ou vendo que ela é mais feliz ao lado dele e pensando em largar o marido. Either way, estou animado.

Tivemos também outras duas ligações afetivas abordadas no capítulo, o de idolatria e amor de Mike Finger pela banda e do Rick, the bass player, e Natalie, a stalker linda creepy. A escolha do Mike de não conhecer seus ídolos pessoalmente é tão fofa e coerente que me fez refletir por alguns momentos. O cara ama uma banda há anos, imagina que no momento que encontrá-la, percebe que sua idéia alimentada há tanto tempo estava errada e os integrantes não são aquilo que ele esperava. É de desiludir qualquer fã, o que acaba fazendo sentido a decisão do moço. Já Rick e Natalie parece ser aquele casal incendiário e maluco que só causará confusão a todos. Gostamos, que vários conflitos ocorram por causa dos dois e que a moça tenha mais tempo em tela, estou achando seu personagem bem intrigante.

Sem dar pistas de que caminho irá traçar, Roadies termina sua primeira metade de sua temporada inaugural deixando dúvidas nas cabeças dos fãs e diversas pontas abertas a serem exploradas. Relacionamentos foram iniciados e cabe aos roteiristas saberem abordá-los de forma digna e coerente com o andamento da história e característica de cada personagem. Reg e Kelly Ann, Reg e Janine, Janine e Christopher, Christopher e Bill, Bill e Shelli, Shelli e o marido, Shelli e Wes (WTF quase aconteceu). Façam suas previsões para o que ocorrerá com esses casais e se o Reg apanhará de Christopher (sim, por favor, sim!!!).

Roadiando:

– Todo mundo já sofreu uma desilusão amorosa de quebrar o coração, mas alguns são dotados de talento e conseguem criar artes incríveis a partir disso, tipo o Christopher escrevendo letras de músicas. Enquanto isso, você escreve aquele texto piegas e todo sentimental que te deixa mais triste por ver o quão ruim ele é.

– Voltaram as referências mais fortes do mundo da música, mas não compremeteu com o entendimento e andamento da história.

– Tadinho do Milo e da Donna, deu um nó no coração.

– Shelli mandando a real na kelly ann: fucking enjoy yourself! Finalmente mandaram a real na menina para ela parar de ficar travada e curtir a vida, mas não com o Reg, obrigado.