Primeiras Impressões: Timeless

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Uma série forçada, mas que diverte. É essa impressão que fica depois de assistirmos o piloto de Timeless, nova série do canal NBC. A premissa de viagem no tempo não é nova no mundo da TV, séries como: Misfits, Life On Mars, Heroes, Legends Of Tomorrow e talvez a maior conhecida entre elas Doctor Who já abordam/abordaram esse tema, algumas foram bem-feitas, outras nem tanto. No cinema então nem se fala temos uma multidão de filmes falando sobre o assunto, The Terminador provavelmente é o mais bem-sucedido e o mais conhecido entre eles (Os dois do James Cameron tá? Não aquelas bombas que vieram depois…). Por isso assistir Timeless e não captar várias “referências” de outras produções do gênero é impossível, portanto, se está procurando originalidade não assista a série. Mas se esse não é o seu caso e você está procurando diversão vamos a sinopse.

Uma máquina do tempo é roubada em um instituto de pesquisa. Uma pequena força tarefa com três integrantes é montada para perseguir o ladrão através do tempo, recuperar a máquina e impedir que o curso da história seja alterado. Mas é claro que apesar da missão ser simples, ela não vai ser fácil, com um vilão extremamente escorregadio e sempre vai conseguir escapar. Durante os episódios a série vai nos levar a diversas épocas diferentes, diversos momentos históricos nessa caçada interminável. (Vandal Savage? Legends Of Tomorrow? É você?). 

“Oi, eu sou o vilão da história. Saca só meu olhar ameaçador...” 
“Oi, eu sou o vilão da história. Saca só meu olhar ameaçador…”

O trio protagonista é peculiar, mas pelo menos, até o momento, não muito interessante e nem convincente. E os clichês saem do roteiro e passam para o elenco, Abigail Spencer dá vida a Lucy uma professora de história que está passando por problemas no trabalho e que precisa cuidar de sua mãe doente, uma famosa escritora, a qual Lucy faz de tudo para seguir os passos. Matt Lanter é Wyatt Logan, o típico herói galã, bonitão, soldado, que lutou no Afeganistão (porque existem tropas estadunidenses em inúmeros países, mas para a ficção só existe o Afeganistão) com pose de machão, mas que sofreu uma perda trágica e chora escondido. E para completar o trio parada dura (cof, cof), temos Malcolm Barrett interpretanto Rufus Carlin, que de longe, demonstra ser o mais inteligente do grupo, o menos corajoso, que trabalha no laboratório que criou as máquinas e que aparenta ter vários segredinhos com o dono do laboratório. 

“Para tudo e olha só para minha cara convincente de galã sofredor!! Sqn...”
“Para tudo e olha só para minha cara convincente de galã sofredor!! Sqn…”

E para completar, o roteiro não conduz essa trama batida de forma orgânica. Provavelmente na ânsia de adentrar nas cenas de ação algumas partes do episódio como o roubo da máquina, a apresentação dos personagens e o recrutamento da equipe são jogados na nossa cara. A forma como a trama explica o conceito de viagem no tempo é demasiada irregular e nos é empurrada goela abaixo. Era melhor não ter tido explicação e ter deixado isso para a imaginação do espectador. Os defeitos especiais é outro ponto que compromete esse piloto já que eles são ruins (para não dizer sofríveis). Once Upon A Time já que nos provou que o telespectador perdoa a ofensa visual se trama for boa e a história bem conduzida, mas pelo menos com base no piloto não é o que temos em Timeless, o que complicas as coisas. 

“Cá estou, com uma folha de papel dando uma explicação qualquer sobre viagens no tempo”.
“Cá estou, com uma folha de papel dando uma explicação qualquer sobre viagens no tempo”.

“Mas espera aí, o cara disse que a série diverte, mas só está falando mal?” Não gente, a série tem lá seus poucos pontos positivos. Os figurinos são ótimos, assim como a reprodução da década de 30 que se mostra muito bem-feita. Ruffus se mostrou o personagem mais interessante da série (o que não é difícil, vide os outros dois) e rouba nossos corações ao dizer que não existe na história dos EUA um lugar para um negro, é através dele que a série fara a sempre bem-vinda discussão sobre o racismo, uma discussão que NUNCA deve cessar.

Com base na audiência do seu primeiro episódio, Timeless tem tudo para ter vida longa, porque a série já recebeu encomenda de temporada completa. Vamos torcer para que a série continue visitando momentos históricos que valam a pena. Até semana que vem 😉

Back in Time Lucy 1: A relação da nossa protagonista com a tal Amy não ficou muito claro (ou se ficou, não percebi) seria as duas namoradas? Torço que sim!

Back in Time Lucy 2: Não tenho a menor ideia de como o impedimento de uma tragédia em 1937 afetou o presente da nossa protagonista. Teorias?

Back In Time Lucy 3: Ficou esclarecido que nossa protagonista tem alguma relação o vilão da história, espero que seja algo surpreendente e não apenas o cliffhanger obrigatório que toda série precisa ter.

Nota histórica:

Assim como no acidente real do desastre do dirigível Hindenburg que queimou (leia-se queimou e não explodiu) e matou 36 pessoas, várias teorias foram feitas de que a causa do acidente foram as ações de um grupo de terroristas, assim como na série. Como o Hindenburg era uma criação alemã, muitos acreditaram que foram os americanos ou até mesmo os judeus foram os culpados pelo acidente. O narrador do rádio presente no episódio realmente existiu, ele era um funcionário da CBS e narrou em tempo real o desastro, contudo, não achei nenhum relato que comprove a existência de nenhuma jornalista chamada Kate Drumond naquela época.

“Em chamas o verdadeiro Hidenburg”
“Em chamas o verdadeiro Hidenburg”
  • Rei Gelado

    Adoro essa temática de viagem no tempo, mesmo eles viajando demais na história, é algo que sempre me conquista. Não assisto Doctor Who, então atualmente minha preferida é 12 Monkeys.

    Achei um episódio divertido. Só não gostei do lance de eles não poderem voltar na época em que já existem, gosto desses tipos de cruzamentos, apesar de que, se o vilão já conhece ela, ele mesmo já deve ter quebrado essa regra.

    Sobre a Amy, pelo que entendi ela era irmã da protagonista, tanto que ela ficou louca quando viu que na foto só estava ela e a mãe.

    • Marcelo Henrique

      Nossa, agora que você disse podem ser irmãs sim, rs! Nunca assistir 12 Monkeys, você recomenda? Acho que a regra de proibição sobre não retornar onde eles se encontram é porque se eles pudessem, resolveria o problema rapidamente, rs. E como eu disse o episódio realmente é divertido, mas a série não trouxe nada de novo. Vamos continuar acompanhando.

      • Denia Karru

        Eu particularmente recomendo 12 Monkeys, mas sou suspeita pra falar, pq gosto de tudo relacionado a viagens no tempo, rsrs.

      • Rei Gelado

        Opa, 12 Monkeys é ótima! Recomendadíssimo!

      • Zoella

        12 Monkeys,Fringe e Continnum O/ as melhores !

    • Letícia Menezes

      Nunca viu Doctor Who? SHAME.
      Elas são irmãs sim, ficou claro no ep, tanto que ela até diz “tenho que ligar para minha irmã”.
      Claro que a série é mais do mesmo, por enquanto achei divertida e realmente espero que saibam inovar para que não se torne meh. Trabalharam Time Travel melhor que muitas produções por aí (sim, DC, estou falando de você), o twist no fim era previsível, achei legal, mas nem deu tempo dela acostumar e chorar a perda da irmã que nunca existiu, que, PAH, já ligam para ela novamente, vamos ver quais mudanças saíram do próximo episódio. É tipo efeito borboleta, toda fez que você for no passado, fode algo no futuro.

      • Marcelo Henrique

        Menina, eu nunca vi Doctor Who. É boa? O problema é que eu não sei por onde começo, me ajuda aí, rs!

        • Letícia Menezes

          Pra você ter uma idéia, é minha série favorita. É muito boa. Começa pelo começo, 1a temporada de 2005, os efeitos são lame, mas a história vale muito a pena.

          • João Manoel

            Mas e as 26 temporadas anteriores, como ficam? Também não assisto Doctor Who, e quando fui tentar começar a ver, passei pela mesma questão do Marcelo: começar por onde? Pelo o que eu havia lido, a série de 2005 era uma continuação da original, algumas pessoas que não viram as temporadas passadas comentaram que não estavam meio perdidas, e no final das contas acabei perdendo o interesse, deixei de lado e nunca assisti.

          • Letícia Menezes

            A série nova não depende da clássica, não é necessário assisti-la para entender a história. O que a série herdou é que antes haviam outros Doctors e há referências a eles e a companions passadas, podem ver sem medo. O formato é diferente e até plots da série clássica mudaram.
            Se joguem mes amis! É uma delícia.

          • João Manoel

            Foi justamente a discussão do Precisa Ver vs Não Precisa Ver, que me afastou da série.
            De repente tenho até vontade de assistir. Mas falta coragem e principalmente tempo para em pleno início de Fall Season, incluir mais quase 150 episódios de qualquer coisa na watchlist.
            Obrigado pelas dicas.

          • Ramon Vitor

            Doctor Who é tão de boas que se você quiser começar da quinta temporada, você começa (mas depois volte e veja as quatro primeiras).

          • Letícia Menezes

            Não recomendo, gosto de ver a evolução de um Doctor pro outro, mas vai da escolha. Moffat é mais espalhafatoso, os eventos são mais universais e os efeitos muito melhores. Mas RTD cativa com a história e personagens.

          • Tiago

            Também não recomendaria, acho super válido ver a 4 primeiras e vivenciar aquele turbilhão de emoções <3 (Que inclusive acho que nunca vou superar </3)

          • Letícia Menezes

            Concordo muito. Tennant <3
            Mas não funciona para todos.

          • Ramon Vitor

            Pois é, Letícia. o primeiro episódio que vi foi Blink. Sei quer, na TV mesmo, tava passando e gostei. Depois fiz o percurso a partir da quinta por puro interesse em Amy Pond e me apaixonei. Na época estava na sexta temporada da série, então terminei a quinta e acompanhei a sexta até o final. Depois voltei e vi tudo. No entanto, de minha parte, jamais teria me aventurado tão afundo, por pura preguiça, pois o início da primeira temporada é bem difícil. Embora, um dos meus episódios preferidos hoje em dia seja da primeira temporada (Empty Child) provavelmente nem o teria alcançado em tempo hábil de me interessar pela série se meu primeiro contato com a série moderna fosse mesmo o pilot com aquele plot dos manequins.

            Eu sempre indico começar pela quinta, pois foi o que funcionou muito bem para mim.

      • Ramon Vitor

        O que eu entendi daquela ligação e de ela ter aceitado prontamente é que ela tem informações que a gente não tem e pretende usar essa segunda missão para trazer a irmã de volta. Ela deu uma olhada no caderninho do antagonista, e sabe que foi escrito por ela mesma, ela sabe que tem mais coisas por trás da escolha dela para fazer parte da missão do que a policial está contando. Achei o plot bom, pouco original, mas bem executado até aqui.

        • Bruno

          A pergunta que ficou é como o cara mau conseguiu um caderno dela que ela só vai escrever NO FUTURO

          • Zoella

            Por isso quero assistir tem esse mistério que eu acho que as pessoas não querem saber!EU QUERO kkkkkkkkkkk

      • Rei Gelado

        Quero acompanhar Doctor Who, tá na lista, o problema é que são 10 temporadas, Fringe que eu já tenho tudo baixado e são 5 fico adiando, adiando, adiando pra começar a ver. rs

        • Letícia Menezes

          Digo que DW é melhor (prevejo pedras), amo de coração e quero converter todos. Vale a pena.

        • Bruno

          Comece com a temporada inicial do Matt Smith, quando chegar no fim volte ao começo. Sao poucos episodios por temporada, e a serie diverte bastante, vai maratonar fácil

  • Felipe Oliveira

    Gostei muito da review.
    A impressão que tive foi a mesma. Sobre a personagem Amy, entendi que é irmã de Lucy.

    • Marcelo Henrique

      Obrigado pelo feedback irmão. Me sinto um tolo, só eu não reparei isso? 😂😂😂

      • Vine

        É a mania do ship, rs.

  • Ramon Vitor

    Achei essa série uma fofura. Vou tentar acompanhar, se não perderem o carisma no meio do caminho de uma temporada talvez desnecessariamente longa.

  • Gabriel Pereira

    Não consegui simpatizar com ninguém do trio, todos genéricos demais, o que vai me fazer continuar é o caderninho do futuro e as situações com o Ruffus (e o fato dos segredos dele com o chefe), incrivelmente me importei mais com a Amy do que qualquer um kkkkkkk..

    No mais, precisamos ver se a série vai conseguir se manter nos trilhos, séries com viagem no tempo tem que ter cuidado maior aos detalhes

  • Matheus Maggi

    12 Monkeys >>>>>> Frequency >>> Timeless

    • Letícia Menezes

      Frequency tem time travel?

      • Luiza Silva

        De certa forma sim

      • Matheus Maggi

        É quase… mas faz parte

  • Luiza Silva

    Amy captei como Irma mais nova da protagonista.
    Assisti primeiro Frequency,que gostei muito,essa realmente foi fraca,roteiro perto de sofrível,incrível como meu gosto não bate com a galera do states,parece que frequency foi mal de audiência

  • Andre Ramos

    Terminator como referencia maior??? Que blasfêmia!! Nunca viu “De volta pro Futuro”? Gosto muito do tema e curti bastante a serie. Me divertiu e fez o tempo passar rapidinho. Irei acompanhar.

  • Camila

    a Amy é irmã da protagonista, pelo menos foi isso que eu entendi…

  • Clébio Cabral

    Achei a série bem mais ou menos. Por esse piloto não voltaria a assistir mas como já vi tanta série que não dava nada melhorar que ainda vou dar um tempo até ver se melhora. Tudo foi muito corrido.

    • eduardo

      kkkk..tu foi bondoso com o bem mais ou menos. A série é ruim e não vi melhora no decorrer…a história é batida e péssimos atores. Me arrependi de tentar assistir.

  • Reinaldo

    Eu sei que a maioria que frequenta este site não vai se lembrar, mas Timeless me remeteu diretamente a uma série que eu assisti na minha adolescência : Túnel do Tempo (The time tunnel). Alias o plot de viagens a eventos históricos importantes, é o mesmo da série atual.