Primeiras Impressões: The Get Down

O reino intocável de Luhrmann…

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Tentei por horas elaborar uma introdução que pudesse destacar logo de início, toda a abordagem de uma produção recheada de referências em uma época de ouro para o Hip Hop. Fiquei contente ao mesmo tempo preocupado quando vi a temática a ser desenvolvida pela série, por diversos fatores.

Quando assisti aos trailers de The Get Down, fiquei receoso pelo caminho que a trama poderia seguir devido às referências que tenho. Não me entendam mal, as referências nessa série são ótimas, mas ao mesmo tempo a bagagem por trás disso pode ser pesada. Tento não fazer comparações, mas quando assisti Vinyl da HBO, tive altas expectativas que foram aos poucos me frustrando enquanto narrativa e desenvolvimento.

Só que quando falamos de The Get Down, estamos falando de Luhrmann e até eu ver o primeiro episódio e ligar o nome à pessoa, a ficha não tinha caído, então a luz veio e era dia ainda. Estamos falando de um dos cineastas premiados pelo Oscar em seu trabalho impecável “Moulin Rouge”, Baz Luhrmann e quando percebi as referências já tinha concluído o episódio “WhereThere is Ruin, There is Hope for a Treasure”.

Quando falamos de Hip Hop, temos que esquecer o termo “clichê” e colocar essa palavra como ponto de ignição para a trama, série com essa temática precisa de Referências então o clichê será constante, muitas vezes piegas, às vezes funciona às vezes não. Em Stranger Things, série também da Netflix, é perceptível ao mesmo tempo que se encaixa muito bem à trama, com The Get Down, também funciona muito bem obrigado.

Estamos falando da história do Hip-Hop no sul do Bronx na década de 70, o auge da Disco e todo conflito social existente na época. Então não se surpreenda ao ter como referência o musical, “West Side Story” de 69. Gangues, drogas, prédios em chamas, boates e todo mundo querendo a fama, são elementos constantes nessa produção que não foge do habitual.

O primeiro episódio de 90 minutos nos leva a uma atmosfera que já conhecemos de Luhrmann, o resultado é relativamente indolor, até mesmo divertido. As cores são brilhantes e o fluido de câmera, a edição suave, o cativante elenco. A trilha sonora é de propulsão, mas não surpreendente, superando apenas pelas vozes marcantes de Christina Aguilera e Donna Summer. Os arquivos de filmes estão perfeitamente encaixados em camadas para ajudar a estabelecer o meio da trama.

E se você assistiu o primeiro episódio e achou que estava assistindo a um filme, você não se enganou. A estratégia de Lurmann parece ser justamente essa, trazer todo conceito de seus filmes para a tela da TV e isso pode soar desgastante, mas estamos falando da Netflix, a todo momento você pode pausar e voltar a assistir quando quiser, então não se assuste, pois, todos os episódios tem no mínimo uma hora de duração. Sua série não é construída como uma história de pequenos arcos cortados em conjunto para formar um maior. Em vez disso, ele une todos juntos como um filme: um grande arco feito de deslumbrantes, momentos de stand-out. Alguns desses momentos funcionam como pontos finais satisfatórios, enquanto que outros episódios concluem aparentemente de forma aleatória – quase como se eles fossem ditados pelo tempo.

The Get Down é capaz de transmitir luta e conflito, sem ter que recorrer a situações evidentes. Definitivamente, existem momentos tortos e enlouquecidos, mas não igual Vinyl, da HBO – que sim, foi mais diretamente sobre a indústria da música do que The Get Down, mas no geral não conseguiu capturar a proeza da música que estava tentando honrar.  Get Down é fresco e cheio de personagens quase que instantaneamente simpático. Claro, talvez alguns se tornam bastante caricatos com suas personalidades musicais e apaixonantes, como uma aspirante a “Rachel (Glee)” Mylene que estabelece um plano que impulsiona a maior parte da narrativa, conseguir entrar na Laze Hell para ganhar um jantar com um executivo de uma gravadora.

Esta é a história de crianças e jovens que tentam sair do seu ambiente (literalmente) em ruínas usando a música – a música que incorpora, utiliza, e mistura padrões antigos com algo único e significativo a partir de sua própria vizinhança. Como o graffiti que cobria a cidade no momento, é arte a rebentar pelas costuras, lutando para sufocar e cobrir a tragédia recorrente. Também é sobre o topo do sucesso, mas talvez não tanto quanto você pensa. A maior parte da postura é feita no piloto, deixando o resto dos episódios para aparar as arestas. Claro, continua a ter números musicais em becos, igrejas e clubes de dança SoHo, mas ninguém necessariamente “irrompe no canto”.

É interessante notar como muita da arte urbana na época, influenciou no momento, transformando o que poderia ser uma miscelânea em algo mais semelhante a um conto de fadas. O fato é que a série é um grande show que fica melhor como tal, definitivamente, como a maioria do brilho inicial visto no piloto cai no lugar de uma história mais sólida. Mas a escolha em si não pode ser criticada. Este método calculado – o que os outros podem rotular como loucura “confusa” – ilustra como Luhrmann comprou a ideia de muitos outros de só fingir que endossa, “The Get Down” é um filme de seis horas, e vale a pena ser apreciado.

  • Maicon

    Achei interessante a premissa da série e dei uma chance, mas achei o piloto muito extenso, tanto que com 30 minutos eu já comecei a assistir no automático e me desliguei um pouco da série, vou assistir os próximos episódios, mas se todos forem iguais ao piloto, se tiver uma segunda temporada não sei se irei retornar!!!!

    • Felipe Augusto

      A primeira temporada foi dividida em duas então ainda têm mais 6 episódios da primeira temporada.

  • Maicon

    Achei interessante a premissa da série e dei uma chance, mas achei o piloto muito extenso, tanto que com 30 minutos eu já comecei a assistir no automático e me desliguei um pouco da série, vou assistir os próximos episódios, mas se todos forem iguais ao piloto, se tiver uma segunda temporada não sei se irei retornar!!!!

    • Felipe Augusto

      A primeira temporada foi dividida em duas, então ainda têm mais 6 episódios da primeira temporada.

  • vinland

    Eu achei bem mais ou menos os dois primeiros episodios. Acho que nao irei ver mais.

    • Pablo Gimenez Araújo

      É porque na transição de cenas, a edição da série traz imagens reais do Bronx na época retratada para dar um toque de verossimilhança. Não se trata exclusivamente da fotografia da série, que é linda por sinal, é simplesmente o fato de que parte das imagens realmente são antigas.

      • vinland

        Sim !! isso sei. Eu li algumas materias sobre essa serie, antes da estreia dela, mas mesmo assim nao me agradou. Mas espero que agrade aos outros.

  • vinland

    Eu achei bem mais ou menos os dois primeiros episodios. Acho que nao irei ver mais. Quanto a produçao da serie, ela tem momentos legais, mas tem horas que parece que estou vendo uma serie com fotografia de novela mexicana. Sei la, achei esquisito.

    • Pablo Gimenez Araújo

      É porque na transição de cenas, a edição da série traz imagens reais do Bronx na época retratada para dar um toque de verossimilhança. Não se trata exclusivamente da fotografia da série, que é linda por sinal, é simplesmente o fato de que parte das imagens realmente são antigas.

      • vinland

        Sim !! isso sei. Eu li algumas materias sobre essa serie, antes da estreia dela, mas mesmo assim nao me agradou. Mas espero que agrade aos outros.

  • Ue To loka

    Achei maravilhosa, já é uma das minhas series favoritas. O trio de personagens principais são encantadores, os diálogos chegam a ser doces. Essa primeira parte mostrou inocência e pelo rap do inicio da serie, já da pra perceber que a historia da segunda parte será bem mais pesada ( provavelmente o shaolin vai morrer). A serie paga muito bem em qualidade toda a quantia que foi gasta na produção.

  • Ue To loka

    Achei maravilhosa, já é uma das minhas series favoritas. O trio de personagens principais são encantadores, os diálogos chegam a ser doces. Essa primeira parte mostrou inocência e pelo rap do inicio da serie, já da pra perceber que a historia da segunda parte será bem mais pesada ( provavelmente o shaolin vai morrer). A serie paga muito bem em qualidade toda a quantia que foi gasta na produção.

  • Nie

    Gosto bastante do Trabalho de Baz Luhrmann, como o “Grande Gatsby” e “Romeo + Juliet” e achei o piloto da série bem legal no geral, mas há alguns detalhes técnicos que me incomodaram um pouco. Achei algumas montagens de cenas muitos apressadas, com pressa de se consumir na história e o excesso de cenas de Estética exageradas, puramente contemplativas cansa uum pouco, mas no geral estou achando a série bem promissora.

  • Nie

    Gosto bastante do Trabalho de Baz Luhrmann, como o “Grande Gatsby” e “Romeo + Juliet” e achei o piloto da série bem legal no geral, mas há alguns detalhes técnicos que me incomodaram um pouco. Achei algumas montagens de cenas muitos apressadas, com pressa de se consumir na história e o excesso de cenas de Estética exageradas, puramente contemplativas cansa uum pouco, mas no geral estou achando a série bem promissora.

  • Alan

    Não gosto nada da estética do Luhrmann e isso me desanima demais. Amo a cena hip goo de NY da década de 70, ainda mais que tem partes biográficas do Grandmaster Flash. Irei tentar ver, mas sem muita vontade

  • Alan

    Não gosto nada da estética do Luhrmann e isso me desanima demais. Amo a cena hip goo de NY da década de 70, ainda mais que tem partes biográficas do Grandmaster Flash. Irei tentar ver, mas sem muita vontade

  • Messinho’

    A estranheza da série ficou pelo caminho enquanto eu torcia pelo protagonista, mas não sei, não defini ainda meu conceito sobre o piloto. Verei o resto.

  • Messinho’

    A estranheza da série ficou pelo caminho enquanto eu torcia pelo protagonista, mas não sei, não defini ainda meu conceito sobre o piloto. Verei o resto.

  • Alan

    Vi a metade do primeiro episódio e desisti. Não me agradou os personagens e acho ué a história não iria me agradar

  • Alan

    Vi a metade do primeiro episódio e desisti. Não me agradou os personagens e acho ué a história não iria me agradar

  • Eu gostei da série, mas esperava mais. Acho que, como em trabalhos
    anteriores do diretor, se prioriza muito a estética e a questão musical
    em detrimento do ritmo e da própria história

  • Eu gostei da série, mas esperava mais. Acho que, como em trabalhos
    anteriores do diretor, se prioriza muito a estética e a questão musical
    em detrimento do ritmo e da própria história

  • berg

    Série loca demais, principalmente para quem AMA o hiphop. para quem é preconceituoso com o estilo ou com negros, talvez n curta, espere sair algo sobre a porcaria de SERTANEJO ou FORRÓ! Viva o RAP! Viva Afrika Bambaataa! Viva GrandMasterFlash! Viva Wu-Tang! Viva Plublic Enemy! Dj Koll Herc! Chupa Playboyzada!

  • berg

    Série loca demais, principalmente para quem AMA o hiphop. para quem é preconceituoso com o estilo ou com negros, talvez n curta, espere sair algo sobre a porcaria de SERTANEJO ou FORRÓ! Viva o RAP! Viva Afrika Bambaataa! Viva GrandMasterFlash! Viva Wu-Tang! Viva Plublic Enemy! Dj Koll Herc! Chupa Playboyzada!

  • ROGER JANSEN BASCHI

    Visual sensacional dos anos 70′ Quem é DJ pira !!

  • ROGER JANSEN BASCHI

    Visual sensacional dos anos 70′ Quem é DJ pira !!