Primeiras Impressões: Justiça

Um modo não muito habitual para o telespectador brasileiro

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A justiça é mais cega do que a paixão?
Fazer silêncio é fazer justiça?
Falta de justiça tem cura?
Existe justiça na vingança?

Uma narrativa contada de um modo não muito habitual para o telespectador brasileiro. Essa foi a primeira impressão que tive quando assisti os dois primeiros episódios de Justiça, nova minissérie da Globo, escrita por Manuela Dias, de Ligações Perigosas, e dirigida por José Luiz Villamarim, de O rebu. Para os apreciadores da sétima arte e para os telespectadores de séries estrangeiras, a dupla narração é um recurso bastante conhecido, geralmente utilizado para conferir uma complexidade na forma de apresentar a história e quebrar a sequência linear dos fatos. É por esse caminho que conhecemos as histórias do quarteto de protagonistas Vicente (Jesuíta Barbosa), Fátima (Adriana Esteves), Rose (Jéssica Ellen) e Maurício (Cauã Reymond). A cada dia da semana, uma história, respectivamente nessa ordem das personagens, será mostrada. Porém, nos capítulos 1 e 2, já contamos com a presença de alguns acontecimentos que serão desenvolvidos de forma mais aprofundada nos episódios seguintes.

No capítulo de estreia, começamos com o drama de Elisa (Débora Bloch), professora de Direito que sofre com a iminência da saída do assassino da sua filha, Vicente. Numa cena bem emocionante, ela confessa ao namorado, Heitor (Cássio Gabus Mendes), que deseja dar três tiros na cabeça de Vicente assim que ele colocar os pés para fora da cadeia. Quando questionada se buscava por justiça ou vingança, a professora justificou que estava sendo guiada por seu instinto materno e, o fato de o criminoso ser solto em tão pouco tempo, soava como uma espécie de anulação da existência de sua filha.

Elisa não se importa em ser presa, já que, para ela, valeria a pena passar esse tempo na cadeia, já que não tinha mais a sua filha, e muito menos a sensação de que Vicente pagou pelo o que fez. O namorado a indaga que se essa “justiça com as próprias mãos” é válida, pois é algo que não trará a sua filha de volta. Entretanto, é difícil compreender os sentimentos de uma mãe que teve sua única filha morta à queima roupa. Depois desse momento, a narrativa retrocede sete anos e nós, telespectadores, vamos ao momentos que precederam o assassinato.

Controlador, possessivo e com jeito de playboy, Vicente aparece em tela pela primeira vez exibindo-se, numa tentativa forçada de convencer a sogra de que o casamento com Isabela (Marina Ruy Barbosa) será uma união bonita. Quando todos estão confraternizando no barco, já temos um primeiro impasse: a amizade de Isabela com um ex-namorado de adolescência. Vicente já se referia à namorada como “sua mulher”, num tom que a marcava como objeto, propriedade. Além disso, ele se sentia desconfortável com esse ex-namorado chamando Isabela por apelido, querendo ter direito sobre isso também. Quase todas as cenas do casal foram de discussão, brigas por motivos torpes ou então, mesmo quando estavam aparentemente bem, uma tensão pairava sobre eles.

Para quem olha de fora de um relacionamento que segue um rumo como o de Isabela e Vicente, é bem visível que ele a trata de forma abusiva. Para ela, que está envolvida amorosamente, o poder e a obsessão (os berços que dão origem a variados tipos de abuso) são confundidos, talvez, como uma forma de ciúme. Em momento social e cultural que vivemos atualmente, essa discussão em televisão aberta, ainda que em um horário que não é visto pela maioria dos telespectadores, é bem válida. Esse episódio, por ter a função de apresentar logo a relação dos dois e avançar para o foco narrativo principal, foi um tanto corrido em relação à construção da personagem Isabela. Por outro lado, percebemos que ela estava demonstrando sinais de cansaço no que corresponde a essa relação.

Quantas pessoas não se sentiram no lugar de Isabela na cena em que Vicente pede para que ela troque de roupa dentro de sua própria casa, pois havia um pintor trabalhando no local? Em seguida, vemos Isabela com uma calça, que cobria não só suas pernas, como também os seus desejos e os seus direitos. A situação da falência da empresa do pai potencializou a agressividade de Vicente que, ao invés de ir buscar conforto com a namorada, aparentemente, dirigiu-se a sua casa apenas para despejar toda a sua raiva em outra pessoa. Sendo assim, é compreensível que, depois de ser maltratada em tantas ocasiões, ela deseje estar na companhia de alguém que a conforte.

De certa forma, podemos dizer que Isabela tinha consciência do que Vicente era capaz. Ele carregava uma arma de fogo consigo, abraçava-a com esse objeto. Porém, não quero com isso, de jeito algum, dizer que a culpa foi dela, ou que ela poderia ter se prevenido mais. O amor, às vezes, desativa certos tipos de mecanismos de defesa. Por conta disso, muitas pessoas julgam bastante as pessoas violentadas por relações abusivas, pois não entendem que, aquilo que está a olho nu para quem está fora do relacionamento, pode estar camuflado, invisível ou escondido nos olhos daquela ou daquele que sofre. É um tema que sugere uma discussão extensa e polêmica. Voltaremos a falar sobre isso assim que possível.

Justiça capa

No trânsito do assassinato para Recife em 2016, tivemos um gancho muito bom: Elisa interrompe o plano de matar Vicente ao vê-lo sair da cadeia e se abraçar com a sua filha (?) e, provavelmente, a mãe da criança. Será que ele tinha uma amante? Sob quais circunstâncias ele se tornou pai?

Agora, vamos ao episódio 2, que mostrou uma história tão triste quanto a primeira. Na pele de Fátima, Adriana Esteves dá vida a uma mulher pobre, empregada doméstica, que é feliz ao lado da família que possui. Ela e seu marido, Waldir, um motorista de ônibus, tiveram a paz de suas vidas roubadas com a chegada dos novos vizinhos, o sempre vilão Enrique Diaz, como o policial Douglas, e a venenosa Kellen, Leandra Leal. Recém-casados, os novos vizinhos vivem um embate: ele possui um amor incondicional por Furacão, o cachorro, e ela não gosta do animal. Kellen usa o seu corpo e a sua sensualidade para exercer o seu poder sobre Douglas, que acata todos os seus pedidos. Mesmo quando Furacão estraga a festa de aniversário de Mayara, filha de Fátima e Waldir, Douglas solta novamente o animal no quintal, que volta a causar problemas.

Toda a sequência de acontecimentos trágicos que ocorre nessa história é consequência desse conflito entre vizinhos, algo muito corriqueiro. Para complicar ainda mais a vida de Waldir, a empresa em que ele trabalha declara falência, situação que o aproxima do retorno ao vício da bebida. Em uma confusão de bar, o motorista é esfaqueado na frente de sua família. Na noite em que ele é internado no hospital, seu filho é atacado pelo Furacão. Movido pelo espírito “se me atacar, eu vou atacar”, Fátima mata o cachorro, o que gera revolta no vizinho, fazendo-o com que ele plante drogas em sua casa e chame os seus colegas policiais para prendê-la.

Toda essa sequência é encerrada pelo abandono das duas crianças, que, infelizmente, representam muitas outras em nosso Brasil. Muitas crianças, vítimas de situações como esta, que perdem os pais repentinamente, vão para as ruas, prostituição, cadeia… Com o pai no hospital e a mãe presa, ambos pegam um ônibus, sozinhos. Ao voltarem para casa, Mayara lança um olhar para Kellen que me lembrou muito Rita, de Avenida Brasil, quando foi jogada no lixão por Carminha (Adriana Esteves). E então, podemos esperar, quem sabe, uma vingança vindo por aí, mas agora protagonizada pelo embate das personagens de Júlia Dalavia (Mayara nos dias atuais) e Leandra Leal? O que será que aconteceu com Waldir?

O retorno de Fátima para casa foi uma das cenas mais tristes da minissérie até agora. Foi muito bom a direção não ter mostrado logo o rosto da personagem ao ver o seu lar sem vida, tomado por um capinzal. Ela se afastou da câmera e o telespectador somente viu, nos primeiros segundos, aquele corpo miúdo desaparecendo naquele espaço de solidão, naquele espaço do último encontro entre mãe e filhos.

Justiça img1

Será que, depois dessas reviravoltas marcadas pelos surpresas do destino, já sabemos o que esperar de Justiça? Pelos ótimos teasers, eu esperava muito drama, histórias interessantes, boa trilha sonora e um elenco bem sintonizado com as suas personagens. Até agora, vi tudo isso. Há outras coisas que podemos comentar, mas vamos deixar para as próximas reviews. Falando nisso, nossas reviews sobre Justiça irão ao ar a cada dois episódios: às quartas, review dos capítulos de segunda e terça, e, aos sábados, review dos capítulos de quinta e sexta.

Nesses primeiros capítulos, notamos que as histórias das quatro personagens se cruzam. Maurício trabalha para a empresa do pai de Vicente e Fátima trabalhava como empregada para a sogra do rapaz. A inserção da história de Maurício e Rose foi feita, indiretamente, pelo olhar de Waldir. Vicente passou pelo caminho de Rose, tal como Elisa passou pelo caminho de Maurício. Esse ponto de vista múltiplo, a chamada dupla narração, quando um fato é visto por variados ângulos, está sendo explorado de uma forma bem coerente, dando uma bagunçada na cabeça de alguns telespectadores, saindo da narração convencional. Filmes como Corações apaixonados (1998), Magnólia (1999), 21 Gramas (2001), Crash – no limite (2006) e Babel (2006) são exemplos de narrativas em que tinham como foco o cruzamento de histórias, mostrando como as nossas vidas são interferidas pelas vidas de outras pessoas mais do que imaginamos.

Take 1: De todo o elenco, acho que os destaques, até agora, vão para Débora Bloch e Adriana Esteves, personagens, inclusive, que tiveram mais tempo em cena.

Take 2: A música tema da minissérie, “Hallelujah”, de Rufus Wainwright já fez parte da trilha de The O.C., mais especificamente no final da terceira temporada. É uma canção que possui uma carga dramática muito intensa. Gostei muito da escolha. Arcade Fire, Iggy Pop, e Zizi Possi também compõem essa maravilhosa trilha sonora.

Take 3: O capítulo 2, partindo do meu lugar de nordestino, trouxe uma identificação maior com Recife: as personagens, o cenário e as cenas de confraternização. É bacana ver o nordeste representado na TV. Porém, sinto falta de mais atores nordestinos e negros. Além disso, o nordeste não é só feito de Bahia e Pernambuco, não é mesmo? São dois Estados lindos e encantadores, mas a figura dessa região na teledramaturgia brasileira precisa sair um pouco desse eixo.

Take 4: Muito legal ver os quatro protagonistas lado a lado na cena delegacia.

Take 5: A minissérie possui ótimas personagens coadjuvantes, em especial, Kellen e Elisa.

Take 6: Não entendi direito o porquê de Elisa já sair de seu quarto praticamente gritando e chorando. Ela, naquela posição inicial, só conseguiria ouvir os gritos, e não Vicente com a arma apontada para Isabela.

Take 7: O fictício jornal “Diário de notícias” também foi um recurso utilizado para mostrar como pessoas de estilos de vidas tão diferentes estavam unidos, naquela noite, pela eclosão de uma tragédia. Vendo o roso de cada personagem na manchete, há um reforço na expectativa de quando iremos ver essas histórias se cruzarem de forma direta, sendo imprevisível o que poderá acontecer depois disso…

  • Fabiano

    Certamente algo inédito para a Globo. Sem spoilers, assisti o terceiro episódio já e ele continua cumprindo o que os teasers propuseram, e os capítulos iniciais vêm mostrando. Discordo de pequenos pontos da sua crítica, que é muito bem embasada, de certa forma, panorâmica. Entendo que talvez seja difícil discutir um episódio a exaustão, porque o roteiro não nos conduz ao pensamento que ele quer, mas nos deixa livre a pensar. Essa talvez seja a característica mais louvável da série, em um momento no qual vivemos, em que fazer trilharmos um caminho pré-determinado seja o mais importante. Há muito a se pensar sobre ambos episódios, além do que dissestes. Entendo que preze pela sua opinião, é sua crítica, afinal. E para destacar: Falaste que a cena que a personagem da Adriana Esteves volta para casa mostra primeiro ela dentro da casa e posteriormente sua reação; mas se não me engano, ela está em prantos e chocada antes mesmo da câmera mostrar como a casa está. E na cena que a personagem da Débora Bloch corre pelo corredor, é um tanto visível que há um homem dentro do box com a filha, e ela grita assim que o personagem do ótimo, sempre ótimo, Jesuíta Barbosa, ergue o braço; talvez ela já tivesse pensado sobre isso, vendo o futuro genro sempre com uma arma, e destemperado. Ligou um mais um. Torço muito para que a série trilhe o caminho ilustre que começou nesta segunda. Adorei a review, esperando pelas próximas. Um abraço.

  • Gabriel Campanha

    Vai ter qtos capítulos?

    • J.P

      5 capitulos por protagonista .. deve dar 20 capitulos (5 semanas)

      • Gabo

        Essa conta tá um pouco errada. Se são 5 capítulos por semana e 5 semanas de série, não seriam 25 episódios? Acho que serão 4 semanas. Li em algum lugar que serão 20 episódios.

        • Larissa

          São 4 por semana, quarta não tem por causa do futebol.

        • vinland

          No aplicativo ShowTime, esta indicando 20 episodios. Acho que serao 20. Eu acho um otimo numero pra uma Mini serie.

        • Jacqueline

          São quatro episódios por semana. Segunda e terça, quinta e sexta.

          • Gabo

            Nãos sabia que são 4 por semana!

  • Gabo

    Essa é primeira vez que vi diálogos na TV soando com naturalidade. Mesmo com a barreira do sotaque, e sou nordestino, as cenas estão sendo muito bem conduzidas.

    O Jesuíta Barbosa é pernambucano, mas é muito legal esse sotaque de forma bem natural na TV. Sem contar na expressões regionais: “ela tava mais braba que um siri na lata”. hahaha

    • Deu para perceber que o Jesuíta era o único ator que falava de forma livre. E se você for extremamente atento, percebe o tempo todo que os atores esquecem o sotaque e voltam.

      • Gabo

        Achei o sotaque muito bem feito para atores que não são nordestinos. Comparado a outras produções nacionais, foi o mais próximo que vi do nosso sotaque. Ficar igual não vai, mas o diálogos soam bastante naturais. Não falo só do sotaque. Mesmo em novelas cariocas/paulistas, não lembro de diálogos que remontem com tanta perfeição conversas do cotidiano.

  • vinland

    Na verdade a Relaçao de Vicente, com Isabela, nao prestava de nenhum dos lados. O cara era um idiota possessivo, e ela era uma interesseira. Logo depois que ela soube que a familia de Vicente estava falida, ela ja repensou se realmente queria casar. Tanto que quando a Mae pergunta pra ela se ela sabia da situaçao financeira do noivo, ela diz que nao, que se soubesse nao estaria noiva de homem falido.

    Ou seja, havia outros interesses ali. Era uma relaçao sem amor verdadeiro de ambos os lados. Cada um achava que amava um ao outro, ate as primeiras pedras aparecerem no caminho. Por isso eu digo, que ela nao caiu nos Braços do ex namorado, apenas por se sentir oprimida num relacionamento abusivo. Claro que isso jamais justifica um crime, mas fica claro que nao existia amor de nem um dos lados.

    Quanto a Musica Hallelujah, tocar uma vez, eu acho legal, mas todo santo episodio, tocar a mesma musica, ai ja começa ficar chato.

    E a musica nao toca mais especificamente no final da 3 temporada de The OC, ja que nesse episodio nem e Rufus Wainwright que canta. A musica interpretada pelo cantor toca especificamente no 2, e ultimo episodio da 1 temporada.

    Quanto a serie, achei otima, com atores excelentes. Primeira vez que assisto algo da Globo.

    • César Rodrigues

      Mas a ideia é justamente essa: trabalhar Isabela fora desse contexto puritano de mocinha assassinada. Dar substâncias humanas de quem é jovem, cheia de defeitos e que comete um tanto de erros. É muito fácil e hipócrita se comover em revolta quando alguém muito “correto” e muito “do bem” é assassinado de maneira cruel. Mas e quando é alguém com defeitos aparentes (que todo ser humano tem)? Fica mais fácil engolir o homicídio? Fica mais fácil vir com discursos de teor “ah mas ela também não era nenhuma santa”? O peso do crime perde força e surge uma inversão de responsabilidades? Eu particularmente ADOREI a construção da Isabela a partir dessas circunstâncias porque cutuca a ferida do moralismo sádico da nossa sociedade, que SEMPRE busca especificidades para culpabilizar a vítima e fazer do agressor um ser humano que não teria como agir diferente.

      • vinland

        Amigo vc nao entendeu nada do meu comentario. Eu jamais disse que ela como vitima era culpada, e o rapaz por ser traido estava certo por meter bala nela, e sim disse que o relacionamento dos dois era enganoso e prejudicial pra ambos os lados. Logico que nada justifica um crime, independente dos atos da pessoa que o sofreu. O que quis apontar no meu comentario, foi que os dois estavam dentro de uma relaçao, em que o primordial ( no caso um amor saudavel ) nao era o primordial, e infelizmente todos os nossos atos tem consequencias, e o caminho que ambos estavam seguindo cobrou o seu preço.

        Como disse, ” A relaçao nao prestava de nenhum dos lados” Eu nao disse que o individuo em si nao presta, mas quis dizer que o que nao prestava, era o que eles viviam, e o comportamento dos dois.

        Se ele era possessivo, ele estava errado. Se ela estava num relacionamento por interesse, ela tambem estava errada, e ambos pagaram por escolhas mal feitas.

        Como disse nada jamais justifica um crime, porque todos temos defeitos como vc mesmo disse. Mas devemos tambem entender de que forma erramos, e qual o peso que isso tera futuramente nas nossas vidas, antes de sairmos fazendo as coisas sem pensar.

  • O mais engraçado é que o segundo capítulo, voltado a uma trama tão banal é muito mais interessante que o primeiro, o que só prova que não é preciso inventar tramas complicadas e engenhosas para entreter o público.

    Enfim, estou gostando muito, principalmente pelo elenco. Leandra Leal, minha atriz nacional favorita, está perfeita. Jesuíta Barbosa, que respira talento e Adriana Esteves, que precisa ganhar um Emmy Internacional urgente… <3

    A ambientação no nordeste foi uma escolha maravilhosa. Meu incômodo é só pelo sotaque dos atores que está longe de soar natural. O único que desliza pelas falas sem soar forçado é o Jesuíta, até porque ele é pernambucano.

  • Jackson Douglas

    A trilha sonora é sensacional…eleva o drama das cenas!
    Vai teeeeeer review , amei!

  • Vine

    Muito bom, mas achei alguns momentos do primeiro episódio didáticos demais, como se ainda fossemos os eternos tontões de novela. E, não sei se pode ser considerado furo, mas parece que tinha coisas em 2009 que não eram do ano?

    Take 6: Ela já sabia que a filha estava de rolo com o ex e quando o atual chega, no mínimo a pessoa sai aflita (ainda mais sabendo do descontrole do genro).

  • Kico Moraes

    A ideia apesar de batida no cinema é praticamente inédita na tv aberta e é bom a Globo apostar em outras formas de se contar histórias. Mas achei a série superficial e os personagens mal construidos. Não sei é só essa fase inicial e depois vai melhorar ou se é uma característica da trama. A trama foi bastante corrida e vários acontecimentos ficaram sem uma explicação razoável. Espero conseguir acompanhar para ver se faz jus as propagandas…

    • Diogo

      Bem serão 20 episódios divididos para quatro personagens, o que dá 5 episódios para cada história, então me parece que eles tiveram que resumir os eventos no passado nos primeiros episódios de cada personagem, para chegarem logo nos dias atuais que serão trabalhados em 4 episódios por história.

      Talvez no presente a história não fique corrida, á que terão mais tempo para desenvolver os personagens e a história.

  • Fabi Mioto

    “Hallelujah” é uma música de autoria de Leonard Cohen e sua versão mais conhecida foi gravada pelo falecido cantor norte-americano Jeff Buckley, versão essa que foi usada na série The O.C.

    • Monica Vaz

      Na verdade, a versão de The OC é cantada por Imogen Heap

      • Fabi Mioto

        Sim, Monica, mas isso lá na 2ª e 3ª temporadas. Na primeira temporada, episódio 2, é Jeff Buckley.

        • Monica Vaz

          Entendi, não me lembrava 🙂

          • Fabi Mioto

            Saudades O.C. <3

    • Marinho Guimarães

      Se não me engano, essa música fez parte da trilha sonora de um dos Shrek, acho que foi o segundo filme.

      • vinland

        Primeiro filme. Nesse filme a musica foi interpretada pelo cantor original, Jeff Buckley

  • Bruno Cantuária

    Em relação ao ” Take 6″ acho que qualquer coisa que acontece em casa uma mãe já está fica gritando, e pode ser que o “instinto maternal” dela tenha agido e ela sentindo que alguma coisa ruim estava para acontecer.

  • Ronaldo Adriano

    Nesta série as vítimas e os agressores não são de todos inocentes ambos terão ou tiveram que arcar com as consequencias de seus atos …. resta saber o que aconteceu com cada um nestes ultimos 7 anos e o que acontecerá após… para uns será momento de perdão, castigo e redenção… tomara que os próximos capitulos sejam tão bons quantos os primeiros..

  • Esse “cruzamento de histórias”, é chamado de “teoria do caos”, Alejandro González Iñárritu usou esse recurso em 3 de seus filmes que ficaram conhecidos como “A Trilogia do Caos”, no caso são Amores Brutos, 21 Gramas e Babel, ótimos filmes. Gostei bastante de Justiça usar esse recurso, me surpreendeu até aqui, não tem nada genial ou que já não tenha sido visto na dramaturgia gringa, mas é algo diferente para a TV nacional, gostei disso, não tinha expectativas altas mas curti a minissérie.

  • Karllos Silva

    eu gostei, pretendo acompanhar

  • Li Rocha

    Também adorei esses dois primeiros eps da série. Só um adendo pro seu comentário da saída do Vicente da prisão: se não me engano ele chamou a filha dele de Isabela, nome da ex, sugerindo uma homenagem, e chutando pelo tamanho da criança não acredito que ela tenha muito mais de sete anos, mas em que situação ele conheceu a mãe não me arrisco a dizer.

  • Caio Vinicius Viana Lima

    Minhas primeiras impressões:
    Arraso supremo!!!!

  • Rachel Caixeta

    Até agora estou adorando. Esse questionamento da palavra JUSTIÇA cai bem nos dias atuais. Pra mim o melhor personagem dessa trama é a opinião pública. É bizarro acompanhar o juízo que os internautas fazem dos personagens no Twitter durante os episódios. Como eles julgam, se dividem, mudam de opinião de uma cena para a outra, achacam personagens fictícios como se fossem reais. Pra mim o melhor da série é essa crítica oculta aos justiceiros virtuais.

  • Phillipe Camargo

    Assisti até o 4o capítulo, não vou dar spoiler, mas até agora o nível só subiu!!
    Ansioso pela segunda-feira! (nunca achei que um dia ia falar isso)

  • Jefferson S. Gomes

    Ao contrário do que todo mundo está falando, a minissérie está longe de ser perfeita. Só pra citar alguns pontos: Como raios o jornal (que é fechado de madrugada) já sabia da prisão de Fátima, se ela foi presa de manhã? Personagens se cruzam, mas durante o acidente não se conhecem mais. No episódio 4, entre o acidente, o diagnóstico de tetraplegia e a eutanásia ocorrem poucas horas. Como assim? Que superficialidade é essa? Que rapidez é essa? E a Fátima? Não tem vizinhos pra testemunhar? Era ré primária. Sem falar no uso de expressões como “selfie” em 2009 e de músicas que sequer existiam. Enfim, gente. Quiseram ousar, mas não tiveram cuidado com detalhes básicos, que seriam a novidade na narrativa. Não foram atentos à temporalidade. E o roteiro do quarto episódio foi sofrível. Ótima direção, ótimas interpretações, mas o alicerce é fraco.

    • Li Rocha

      Também reparei na temporalidade, pra todos se encontrarem na delegacia os crimes deveriam ter acontecido na mesma noite, porém a Fátima é presa somente na manhã seguinte… Na hora eu estranhei, mas pensei que talvez as fotos dos acusados pudessem ter sido tiradas à noite do dia 28 e não de madrugada. Ainda não vi o 4, mas pra seguir a temporalidade imaginei mesmo que ficaria corrido o diagnóstico e a eutanásia, a correria se explica por cada história ter apenas cinco episódios cada (mas concordo com você que todas as histórias poderiam ter sido melhor introduzidas). Quanto aos quesitos legais, não entendo nada mas acredito que a mesma pena de 7 anos pros 4 crimes não deve estar correta, porém algumas coisas eu aceito pelo bem da coerência da narrativa hahahaha

      • vinland

        Tambem aceito algumas falhas pelo bem da narrativa. kkkkkkkkkkk Afinal qual serie nao comete erros.

      • Anonimus

        em tramas que se dizem relistas, que assumem compromisso com a “realidade, dá pra aceitar algumas falhas secundárias como o sotaque que vai e volta, alguma expressão que não era usada em certa época, algum erro bobo de continuidade etc.

        mas não dá pra aceitar falhas que movem a história como os 7 anos de prisão. aí o buraco é mais embaixo.

        pra ficar preso no Brasil por esse tempo sem condicional ou relaxamento após 1/3 da pena etc, o cara tem q ter cometido uma série de crimes, ou não ser primário.

        o personagem do Cauã Reymond e um cara rico como o personagem do jesuita barbosa, reus primários, endereço fixo, bla bla bla “crime passional tomado sob forte emoção”, JAMAIS ficariam 7 anos preso no Brasil. principalmente o segundo.

    • O jornal é do dia 29, eles foram presos na madrugada/manhã do dia 28. A narrativa que dá a entender que eles viram o jornal logo na manhã que todos foram presos (o exemplo do Celso, que vai pra sua barraca e o lê) e isso confundiu a cabeça de todo mundo.

    • Toq #1

      Primeiro, o fato de a cena está clara não significa que seja manhã, no norte e nordeste é muito normal as madrugadas serem extremamente claras em lugares um pouco afastado dos centros. Aquilo deveria ser no máximo 3 da manhã.
      Segundo, Fátima noramorava numa parte em povoação, tanto que todas as casas tem estilo de sítios (ou como queiram chamar), não tem vizinhos, tanto que na parte em que as crianças pegam o ônibus, isso fica explicado.
      Terceiro, delegacia demora à bessa fazer aquele tipo de procedimento, por isso que todos se encontraram.

    • Anonimus

      concordo bastante.

      outras furos:
      não sou jurista mas dificilmente no Brasil um reú primário fica 7 anos preso.
      as personagens pobres, por motivos óbvios, você até releva já que elas não tem grana pra advogados, interpor recursos atrás de recursos etc.

      mas o personagem do Cauã Reymond ou o personagem rico do jesuita barbosa “em crime passional tomado de forte emoção”? nem condicional por bom comportamento, relaxamento de pena e essas coisas? a todo momento ficamos sabendo de gente com mais de 1 homicídio nas costas, além de outros crimes, que não ficam nem 2 anos preso, imagina esses personagens aí.

      São coisas tão básicas no roteiro que faz a série perder muita força e muitos pontos.
      muita embalagem pra pouco conteúdo. se querem fazer algo realista, ótimo, então façam de ponta a ponta. e não “realista” só na aparência e um pseudo-realismo no roteiro.

  • Jord Son

    Se o objetivo era deixar o telespectador sem fôlego e prendê-lo com uma história incrível que só vai ter continuidade uma semana depois, missão realizada com sucesso! O primeiro episódio de Justiça mostrou a história de Elisa, uma professora que não é capaz de perdoar e se conformar com a morte da filha, Isabela, assassinada pelo noivo, Vicente, à queima roupa (em uma sequência bem dirigida e impactante) depois de flagrada em uma traição.
    Todas as palmas para Débora Bloch, que, na minissérie, vive uma personagem bem diferente das que já viveu na TV. É muito bom ver uma atriz já consagrada do quilate dela fora da sua zona de conforto. A Elisa é uma personagem complexa que divide opiniões no público e que, mesmo em apenas um episódio, já passou por algumas fases. Explorou a sensualidade logo na cena que abre o episódio e ao se envolver com um rapaz mais novo, a sofisticação nas cenas que mostram seu cotidiano e convívio com a filha e todo o drama da mãe ao flagrar a morte da filha e a espera depois de sete anos pela liberdade do assassino desta, disposta à matá-lo. Um misto de tristeza, dor, rancor, ódio e desejo de vingança, transmitidos perfeitamente pela atriz.