Primeiras Impressões: 3%

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Depois de 5 anos, 3% finalmente saiu da plataforma do YouTube e foi direto para as telas de todo o mundo. Sendo a primeira série brasileira original Netflix, as expectativas eram e ainda são altas, principalmente para aqueles que ficaram desanimados após ver algumas obras como Supermax. Entretanto, não espere uma obra nível House of Cards ou outros sucessos do streaming, assim como nós quando somos iniciantes em algo, 3% mostra potencial, mas ainda falha em alguns aspectos.

“Você é o criador do seu próprio mérito. Aconteça o que acontecer, você merece!”

– Ezequiel

Assim como várias distopias, a série inicia sua trama de maneira rápida, dando o mínimo de informações para entendermos o que está acontecendo, mas ainda ficarmos meio perdido, igual aos personagens. Um pouco exagerado ou não, fica claro nas roupas rasgadas e na visão panorâmica da Amazônia Subequatorial (ou do lado de cá), que a vista não é bonita e ninguém dança sem parar. Dessa forma, é possível entender o motivo de esse processo ser considerado como uma benção e o porquê de todo jovem de vinte anos não pensar duas vezes antes de pular de cabeça e esquecer sua vida, ou sobrevida que possuía.

Já no início do episódio, podemos perceber que o processo é projetado de uma maneira que as condições brutas não sejam percebidas de tal forma, por meio do bom gesto de dar roupas novas, pela “torcida individual” ao escutar seu nome no meio do discurso e até mesmo na palheta de cores escolhida, separando os candidatos com roupas coloridas dos funcionários com roupas brancas. Em todo instante é possível observar como a atmosfera do processo seletivo remete a situações e regimes calamitosos. Um dos momentos onde isso fica mais claro é na fala de todos os candidatos, em coro, ao discurso de Ezequiel, saudando e agradecendo o superior, como se ele fosse um benfeitor que se importa com cada um e apenas deseja o melhor.

Em seguida, fomos lançados à primeira prova de supetão, vendo vários pedaços de entrevistas, pessoas já sendo reprovadas, outras surpreendendo (sim Joana, estou falando de você) e conhecendo um pouco dos personagens que aparentemente serão os protagonistas da série. Porém, vimos tudo isso em apenas 7 minutos. Sim, foram 7 minutos para nos apresentar uma prova, mostrar a reprovação de alguns candidatos e apresentar um pouco Joana, Fernando, Marco e Michele, o que deu a impressão de ter sido muito corrido, não permitiu a criação de diálogos profundos e ainda não foi capaz de gerar uma identificação com as personagens. Além disso, ao acelerar demais a prova, não foi possível para o telespectador imergir na trama e sentir o desconforto criado pelos avaliadores ao utilizar as palavras dos candidatos contra eles mesmos. Em um mundo onde as pessoas utilizam o falso moralismo cotidianamente para agradar alguém ou se enganar (como visualizado na resposta de Fernando sobre o pai), com certeza essa prova merecia um maior tempo na tela e uma melhor abordagem.

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Ainda nesse sentido, a abordagem trazida pela entrevistadora de Fernando foi tão rápida que quase não deu para observar o conceito deturpado de meritocracia existente na sociedade sendo utilizado. O pensamento usado pela avaliadora reflete o que se passa na cabeça de vários brasileiros durante diversas situações cotidianas. “Não sou preconceituoso, portanto irei tratá-lo da mesma forma que trato todos os outros”. Um discurso claramente ilusório, visto que é impossível pedir que Fernando compita em algumas provas com o mesmo nível de outras pessoas que não tem uma deficiência locomotora. Se nem mesmo Professor Xavier consegue ficar em pé de igualdade em uma corrida com Magneto, como cobrar isso de Fernando?

Como consequência dessa trama apressada, um acontecimento que poderia ser impactante tanto para as personagens quanto para os telespectadores, o suicídio de Alex, foi desperdiçado e tratado de uma forma um tanto quanto estranha. Sem ter um conhecimento prévio sobre sua vida passada, sua família, seus sonhos, seus medos e desejos, foi impossível criar uma identificação com Alex e sentir algo além de espanto, quando ele se jogou do segundo andar. É interessante pensar que uma pessoa tomou essa atitude extrema, por não conseguir ou não querer enfrentar a si próprio ou talvez seus familiares quando voltasse fracassado para o lado de cá, onde viveria para sempre na miséria e com o questionamento de “por que não calei a boca?”, remetendo até mesmo aos chamados suicídios em nome da honra cometidos no Japão. Todavia, a reação das personagens apenas acentuou o quão desperdiçado foi tal ato, afinal muitos ali e provavelmente muitos em casa nem lembravam o nome dele mais. Dessa forma, além de broxante, foi estranho ver Ezequiel e Cassia chegarem falando repetidas vezes para todos se acalmarem e que qualquer coisa estavam preparados para conversar e ajudá-los no que precisassem. Seria mais convincente colocar alguns candidatos comemorando a morte do que fingir que eles ficaram abalados com isso.

Porém, vida que segue, ou processo que segue, a segunda prova trouxe a tona duas ações totalmente opostas, mas que por enquanto tiveram sucesso. Se de um lado Michele foi solidária, ajudou Fernando e em troca passou apenas por sua percepção e inteligência, Rafael mostrou um lado humano que todos preferem fingir não ter e julgam quem o expõe. Entretanto, que jogue a primeira pedra quem nunca colou em uma prova, furou uma fila ou fez qualquer ação corrupta uma vez na vida. O discurso de Rafael é um tapa na cara para todos que condenam outros e se declaram contra a corrupção, mas cometem pequenas infrações do mesmo tipo e justificam dizendo que é algo pequeno e não influenciará significativamente na vida de ninguém. Se no dia a dia as pessoas já deixam de devolver o troco que veio a mais, desrespeitam uma lei de trânsito, pois estão atrasadas, porque é tão desonroso e vergonhoso fazer tudo de “certo” ou “errado” para sobreviver no processo? Como diria Effy em Hunger Games, “que os jogos comecem! Que a sorte esteja sempre ao seu favor”.

Enquanto alguns tentam burlar o sistema, pois não enxergam outra saída a não ser ir para o Maralto, outros tentam quebrar o processo do lado de dentro. Utilizando da velha e boa tática, Michele finge ser uma menina ingênua, insegura e patética demais para conseguir passar pelo processo. Dessa forma, fica realmente difícil acreditar e é um choque total quando no final somos levados a flashbacks da jovem sendo preparada pela Causa a como fingir, se salvar, deixar os sentimentos de lado, infiltrar e por fim, destruir. Foi um grande choque, para mim, saber que era tudo uma atuação e até mesmo o colar do namorado era um plano premeditado, porém, o que me deixou pasmo foi ver que Michele não pensará duas vezes em se salvar e salvar seu ideal, nem mesmo que isso custe a vida de uma amiga. Todavia, o choro compulsivo depois de ter conseguido sair da situação, mostra que a jovem não possui um sangue tão frio assim e que, provavelmente, diversos conflitos internos surgirão na sua cabeça, principalmente, e aqui estou apenas apostando, se Fernando levar a pior em uma de suas soluções.

Analisando o exposto, acredito que aqueles que assistiram o piloto original torcerão um pouco o nariz, visto que várias partes interessantes foram ou modificadas ou cortadas. Entretanto, tanto para aqueles que tinham um conhecimento prévio da trama da série, quanto para aqueles que chegaram de paraquedas, 3% consegue apresentar um enredo muito interessante, com discussões importantes e polêmicas, personagens de variados tipos e um final com gostinho de quero mais. É claro que em alguns momentos ainda vislumbramos algumas atuações teatrais e alguns diálogos superficiais, porém nada que comprometa a história. “Cubos” é um piloto sólido, com algumas falhas, mas com um saldo positivo, preparando o terreno para, possivelmente, termos uma série nossa que podemos nos orgulhar de apresentar ao mundo.

Só mais 3%:

– “Mas não acho que o lado de lá esteja interessado em alguém que implore”

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Apenas tenho a dizer, Joana Rainha, resto nadinha!

– Ainda quero saber mais sobre o motivo da Aline estar observando tudo sobre o processo. Duvido que seja algo simples e apenas uma análise do trabalho do Ezequiel, não me espantaria se ela fosse da Causa.

– O piloto da Netflix no geral possui muitas semelhanças com as 3 partes lançadas no Youtube e suas mudanças não comprometeram significativamente o enredo. Além disso, o figurino está completamente diferente, dando uma melhor impressão futurística e tirando um pouco a militarização presente no piloto original.

Caros leitores do Série Maníacos, a cobertura da nossa série nacional será feita por um time super competente que já passou pelo processo e está entre os 3%. Esperamos vê-los comentando aqui sempre.

  • carla machado

    Me surpreendi,………………….
    Pela péssima atuação dos atores.

    Gente , eu acompanho João Miguel , ele é um puta ator, mas o que aconteceu,minha gente???
    O que colocaram na água do elenco?? Que coisa horrível. Parece atuação de novela da redeTV, sei lá… Texto duro, sem naturalidade nenhuma, tou passada.

    Achei muito ruim terem entregado quem é a traíra logo de cara…podiam ter mexido mais com a cabeça do telespectador.

    Verei até o final pq achei a história muito boa: mistura de Jogos vorazes, Mortais, A Ilha… Curti.

    • Fernando Coletinha

      Também fiquei surpreso com a atuação do João Miguel, afinal ele é o ator com maior experiência ali. No geral também achei as atuações bem medianas, mas não achei que comprometeu a história.
      Acho que a questão de já terem entregado de cara foi porque eles querem mostrar o conflito interno da Michele quando precisar tomar decisões duras em relação a pessoas que gosta. Não sei se esse foi o motivo e se foi a melhor ideia, mas ainda estou confiante.

    • Tiago Costa

      Assistindo a série toda, você entende porque o João Miguel é robótico e frio…existe um motivo na trama pra ele ser assim…

    • diogopacheco

      Para mim, a direção de atores deve ser ruim. Pq o João Miguel e a Bianca Camaparato são ótimos e tem momentos péssimos.

  • Fernando Oliveira

    Eu gostei, até já terminei de assistir a temporada kkkk

    • Fernando Coletinha

      Wow. Fico feliz que você gostou, já já o resto das reviews serão lançadas, apareça lá para discutir conosco.

  • Samuel Queiroz

    Ótima Review! Acabei a temporada e gostei bastante da história. Meus maiores problemas foram com relação à fotografia e atuação de parte do elenco (que melhora com o decorrer do tempo). Enfim, fica longe das melhores produções da netflix, mas possui uma história legal e possui elementos originais. Enfim, não justifica algumas críticas que a série vem recebendo, inclusive de algumas reviews de sites concorrentes, afim de simplesmente avacalhar.

    • Fernando Coletinha

      Obrigado Samuel. Acredito que pela inexperiência de grande parte da produção e de vários atores, essas questões ficaram mais evidentes e atrapalharam um pouco, mas tento olhar isso positivamente, como um investimento legal por parte da Netflix em nomes desconhecidos.
      Creio que essas críticas muito pesadas estão acontecendo devido uma grande expectativa por ser da Netflix ou um foco na questão das atuações e de alguns diálogos. Também achei exagerado, mas fazer o que né, cada um com sua visão.

  • Flavio Santos

    Realmente tudo o que disse do primeiro episodio foi o que senti. Por ver o piloto, esperava muito o dialogo do Fernando e da Michele e no fim senti que precisava ser trabalhado com mais calma. Já nos cubos também senti isso, porém o episodio foi bem legal, todos os senários que envolviam as provas eram interessantes e diferentes e a cena final da Michele foi uma surpresa. Já a Joana me surpreendeu mesmo, não sabia se tinha raiva ou admirava a coragem e jeito dela. Até o Rafael que mostrou em algumas provas que não era qualquer coisa, apesar das decisões e implicâncias também demostrou um pouco da sua empatia. Agora, quase todo os episódios tinha um surpresa nas provas e isso me fazia querer ver mais. No fim acabei não aguentando e vi tudo no mesmo dia.

    • Fernando Coletinha

      Pois é, esperava muito da Michele e do Fernando e fiquei com uma sensação de vazio quando as provas foram passando e poucas informações e diálogos foram apresentados. Os dois são personagens muito importantes no piloto original e realmente achei que pecaram um pouco nessa introdução deles.
      Joana já conquistou meu coração e agradeço por terem criado essa personagem. Ela é simplesmente maravilhosa. Claro que esse jeito ainda pode trazer problemas para ela, mas amo essas pessoas que não são derrotadas sem antes dar o seu máximo e colocar a cara a tapa.
      Que bom que você gostou, já já as outras reviews serão liberadas, vem aqui discutir conosco, será bem legal.

  • Rodolfo R. Ribeiro

    Gostei muito da série, faltam dois episódios para eu terminar a temporada, mesmo tendo algumas diferenças do piloto original ficou muito boa e muito melhor produzida.
    Não posso deixar de pontuar a péssima atuação do João Miguel, mas penso ser mais do dilema que o personagem vive do que má atuação, na verdade o personagem é ruim.
    Bom, vamos ficar na torcida por uma segunda temporada e que esse seja o início do caminho para séries nacionais, da mesma qualidade de história.

  • Marcio Augusto Moura

    Algo que não fica claro é como é possível o Marco, sendo filho de pessoas aprovadas no Processo,portanto, moradas do Maralto, morar no Continente. Assim que a criança nasce,ela volta para o Continente?

    • Jhonatan Rodrigues

      Vai entender nos próximos eps. Não da pra responder sem dar spoiler.

    • Alex Machado

      tudo mundo é esterilizado ….

    • Tiago Costa

      Assiste amigo, tem uma explicação pra isso.

  • Gostei e gostei muito! Série brasileira com cara de brasileiro — e caprichada na escalação de atores nesse sentido: elenco rico e diversificado.

    Acho que o grande ponto fraco é o roteiro e é preciso relevar muito para aproveitar a história. Mas confesso que quando fui assistir, já não esperava muito do roteiro. Sejamos honestos, qual foi a última distopia que realmente se sobressaiu? Hunger Games está longe disso. Para mim, qualquer coisa depois de 1984, Admirável Mundo Novo e A Máquina do Tempo soa pobrezinha. A série tem momentos interessantes no roteiro, mas não dá profundidade e fica no clima de distopia já estabelecido por outras séries. Se bem que Stranger Things também não veio com nada novo e está sendo louvada há quatro meses.

    Quanto a atuação, não gostei muito de como o João Miguel está, mas em algumas cenas ele está bem. Bianca Comparato está maravilhosa, o que eu já esperava, e a acompanho desde o A Menina Sem Qualidades.

    A atuação está bem novelesca, mas isso tem influência do que se conhece como atuação para a tevê aqui no Brasil. Isto é, não dá para assistir uma série brasileira querendo atuação americana. Quando eu vejo seriado japonês, por exemplo, eu me desapego do que estou acostumado a ver como atuação.

    Alguns momentos poderiam ter sido abordados de outra forma, sim, mas isso precisaria de uma direção experiente e roteiristas experientes, o que não é o caso: a Netflix trouxe os colaboradores do projeto que tem pouca ou nenhuma experiência com direção, ainda mais desse tipo de produção.

    3% é bem relevante e atual, por mais que seja futurista. Tem personagens carismáticos (Joana maravilhosa, beijo Rafael) e momentos bem divertidos. Há um esforço na direção de arte, a fotografia é inspirada, a trilha sonora toca Elza!, ignorando os erros de produções nacionais de renderem sua trilha ao internacional.

    O que faltou na série foi que os criadores tivessem sentado e pensado em cada detalhe desse mundo deles, para que não ficassem algumas lacunas estranhas — aquilo da família Álvaro (?) não faz muito sentido.

    Agora é esperar que os próximos projetos da Netflix venham com mais qualidade, um olhar mais apurado aos detalhes e mais investimentos!

    Enfim, gostei da review, você foi bem sensato ao ponderar os prós e os contras. Acho que os dois primeiros são os piores — fica como dica.

  • Caio Vinicius Viana Lima

    É aquele ditado:
    Esperava muuuuito mais!

    Mesmo assim foi moh legal ver tantos rostos nacionais fazendo uma coisa diferente e espero que seja a primeira de muitas séries br na netflix.

  • Clíssia

    Primeiramente fora vocês sabem quem (não resisti, desculpa hahaha)

    Texto muito bem escrito, Nando! Você pontuou coisas muito pertinentes na sua review, adorei 👏👏👏👏

    Sobre o piloto: apesar do corre corre ele me surpreendeu positivamente, tava na expectativa por essa série desde aquele piloto lançado no YouTube, que no quesito atuação deu uma significativa melhora, mesmo algumas sendo bem meia boca, mas felizmente melhora. Estava com medo de criar expectativa e no fim ser uma Supermax da vida, mas não foi perfect illusion e a série é boa sim, chorem Haters.

    No mais estou muito feliz por ver uma produção brasileira tendo um destaque tão grande como essa está tendo.

    E que venham mais reviews dessa equipe excelente pra experiência ser completa 💜

    Me leva pro Maralto, beijo

    • Fernando Coletinha

      Hahahaha precisa nem pedir desculpa que amei esse início.

      Muito obrigado pelo elogio e apoio. Vale demais pra mim!!

      Pois é, o piloto do youtube tem umns aspectos melhores, porém outros pontos já foram evoluídos. Claro que como primeira série brasileira com um grande alcanço, várias falhas existem e estão evidentes, porém além de ter uma enredo interessante, abre portas para várias outras oportunidades.

      Obrigado de novo pelo elogio e vem logo pra cá que você é uma dos 3%, o mérito é todo seu.

  • Alex Machado

    eu já terminei ,3%, a série tem um proposta legal, mais se perde de mais é joga fora muitas coisas que poderia ser explorada de forma certa, é gente , tem um furo de roteiro terrível na trama ,no episodio 5….de resto,duvido muito que tenha uma segunda temporada….
    que porra de resistência é essa…!

    • Tiago Costa

      Qual furo acontece no 5 epi?

    • vinland

      Eu também terminei, e no geral a série tem um monte de furos, e nao apenas no episódio 5.

  • Tiago Costa

    Eu gosto de como o piloto do youtube consegue ser convincente mesmo sem ter muitos recursos. Eles usam a criatividade e a simplicidade pra resolver problemas que o orçamento não cobre. O piloto da Netflix tem recursos, mas esses recursos evidenciaram a pobreza das atuações e do texto.

    E o figurino dos mendigos é terrível. Parece que alguém pegou roupas novas, fez cortes com uma tesoura sem ponta e passou carvão na cara deles. Os trapos não convencem como mendigos.

    • João Alexandre

      Eu, sinceramente, achei tudo muito sofrível. A gente até tenta se introduzir na história, mas não existem elementos suficientes para nos prender nela. O enredo é fraco demais, os diálogos são horríveis de ruim e os atores parecem a mulher do google tradutor ou alunos de ensino médio apresentando um trabalho.
      Sofri com a caracterização porca dos personagens. Ficou tão óbvio que pegaram as roupas e cortaram com tesouras. Mas o pior ponto mesmo é a direção sonolenta, não tem se quer um ângulo de câmera interessante (primeiro episódio) e nem um plano aberto da tal Amazônia ficou legal.
      O único ponto positivo disso tudo é que misturaram bem as etnias porque na série do youtube só tinha gente branca (e uma só negra).
      No mais, dinheiro muito mal gasto, Netflix.

  • Vine

    Havia ficado contente com os Br arriscando algo novo em Supermax, mas nem se compara com esta. Muito legal! Não consegui enxergar péééééésimas atuações, como o povo tá ladrando aos ventos. Tem série must por aí com atorzinho chuchu igual. Torcendo pela renovação.

  • Carol Geaquinto

    Primeiramente vou puxar sardinha pro reviewer que tá fazendo um trabalho incrível desde a review do piloto do YouTube, Fe, parabéns e continue cada dia mais melhorando seus textos.

    Gostei bastante do piloto. Eu avalio a série de acordo com seu propósito, o piloto por mais que tenha perdido algumas coisas do YouTube, era óbvio que isso ia acontecer, conseguiu evoluir a narrativa e ser interessante. Algumas atuações estão mesmo aquém do que poderiam ser, alguns diálogos podiam ser mais robustos, mas vamos olhar o ponto positivo e ver que 3% tá abrindo muitas portas pra produções nacionais e no geral cumpre seu papel muito bem e aborda um tema que mesmo que eu ame já ta batido de uma forma nova e com a nossa cara. Estou muito feliz com a série e agora só paro quando acabar <3

    • Fernando Coletinha

      Muuito obrigado pelo seu apoio e toda sua ajuda sempre, essa review hoje tá assim graças a muitas dicas suas, agradeço demais.

      Sobre o piloto, também tento analisar nessa questão. O que ele propõe, qual seu objetivo e aonde quer chegar. Não dá para comparar com outras obras aclamadas da Netflix e é até sem sentido. 3% abre portas e investe bastante em nomes desconhecidos. Além disso as discussões trazidas pela série apesar de não serem novas, são necessárias e sempre válidas de serem discutidas. Apesar do piloto ter suas falhas, fiquei bem feliz com o trabalho e fico feliz de você ter visto da mesma maneira. Continue agora que melhora e muito. <3

  • Bruno

    Pois eu achei os tons cinzas do piloto original muito mais claustrofóbicos e por isso melhores do que o pseudo colorido desse episodio.

    Entendo que a netflix quis dar mais subtramas, mas a morte no piloto original foi muito mais impactante que a deste. Quanto tempo as entrevistas levaram no piloto? 3 minutos na parte 1 e 8 minutos na parte 2? São 11, contra 7 não é tanta diferença, então podiam ter feito melhor.

    Caracas, o piloto original foi de 2013!!! Alguns atores do original estão em outros papéis da versão da netflix.

  • Julio Cesar Scotta

    Assisti o primeiro episódio e achei chato,alguém que já terminou me aconselha a terminar?

    • Lucas

      No terceito começa a ficar bom

      • Mp.

        nao aguento até la.

  • vinland

    Achei a proposta legal. Mas o figurino da vergonha de ver, e alguns atores parecem robôs atuando. Muito diálogos não tem impacto nenhum, ainda mais da forma como são pronunciados. E a série tem dezenas de furos vergonhosos.

    • Over

      spoiler.
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      O furo da capsula de metal de veneno foi vergonhoso, testam tudo e não tem raio x kkkkkkkkk

      • Vine

        Até num ep Black Mirror temos um furo duma empresa de tecnologia de renome deixar um mané passar batido com o celular ligado num de seus testes. Nada tá isento a furos ¯_(ツ)_/¯

  • Over

    O roteiro é bem legal e chama muito atenção, mas os furos são bem grosseiros, e pior que eles interferem em partes importantes da série.
    As atuações pelo trailer pareciam que seriam horríveis, mas até que foram mais ou menos.
    Apesar de tudo eu assistiria a segunda temporada.

  • Anaa

    Tanto investimento pra colocar tanto ator ruim.. Não entendo. A RBD porém arrasou

  • Antony

    Eu gostei bastante do piloto a Historia tem um potencial enorme para mim a falha da Netflix foi na escolha do elenco muito fraquinho poderiam ter feito uma seleção melhor né .De resto nada a reclamar assistirei até o final .

  • Gustavogm

    Não consegui terminar o 1º episódio, achei tudo muito ruim: direção, roteiro, caracterização, ambientação… Por incrível que pareça o piloto do Youtube com muito menos recursos é bem melhor!

    • Mp.

      the same

    • João Carlos

      Tambem prefiro os episodios do youtube. Mas da uma chance a serie que melhora.

  • João Carlos

    O primeiro episódio não é lá grande coisa. Ambienta e mostra um pouco da trama e também dos personagens. Achei que na parte das entrevistas seria ótimo se tivesse mais tempo, pois para quem viu os episódios do youtube sabe que é a melhor parte dos episodios que foram lançados.
    Foi um episodio bom e que começa a mostrar o tom que a série terá.

    PS: Achei muito bacana trazerem alguns atores que fizeram parte do projeto lá em 2011.

  • Marco A

    O principal problema, pelo menos deste episódio, é que a ideia é muito superior a realidade apresentada e isso causa uma certa decepção maior do que deveria.
    Não achei a atuação de toda ruim, mas dois atores de quem se esperava muito (mais uma vez a tal decepção maior), foram muito ruins neste piloto: João Miguel e Bianca Camparato.
    O figurino é péssimo, tanto a roupa “futurista”, quanto a dos miseráveis.
    O suicídio foi péssimo, também achei que faltou diálogos mais elaborados. Mas achei até que o tempo de entrevista foi Ok!
    Achei que faltou tensão em muitas cenas. O que foi aquela cena do Ezequiel dando uma “lição” na funcionária? Ridículo…
    E aquela deformação do líder dos rebeldes, ruim demais…
    Mas, como disse antes, a ideia é muito boa e ver algo brasileiro que não seja novela ou comédia ruim, já é um grande incentivo.
    O plot twist e a cena de instrução do personagem Michele foram bem bons.

  • Maria Fernanda Parecis Silva

    Eu gostei do piloto, mas tem alguma coisa me incomodando. Só não sei o que é.

  • Carolina Favero

    Eu nao engoli aquela cena do suicidio de jeito nenhum, sabe quando voce fecha o olho de tao sofrido que ta a coisa, eles falando como se alguem tivesse sofrendo vendo a pessoa morta sendo que nem sequer conhece… forçado demais o resto vcs sabem