Preacher 1×09: Finish the Song

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Sabe quando você não sabe o que achar de um episódio? Então, é quase o meu caso. Eu gostei de Finish the Song. Sério. Eu me diverti e achei que Preacher colocou algumas coisas novas e de peso na mesa. Mas eu não consigo ver isso no papel. Não consigo juntar as anotações que fiz sobre o episódio e entender porque funcionou. Aliás, como sempre, acho que tenho mais coisas ruins do que boas a dizer sobre o episódio. E as coisas boas também não foram empolgantes. Mas o episódio foi… cativante.

É, eu sei que é difícil de explicar. Foi o primeiro episódio bom desde o excelente Sundowner e não necessariamente pelos mesmos motivos. Finish the Song não foi energético e contagiante. Muito pelo contrário, foi um episódio claramente feito pra amarrar muita coisa e só nos prepara para um finale completamente confuso. Mas foi um começo. Uma redenção para o Jesse, que pela primeira vez conquistou minha simpatia. Uma redenção para o Cassidy, que finalmente mostrou que é mais do que só um bobo da corte. Uma redenção para Tulip, que até que enfim desistiu de tentar consertar as asinhas do reverendo.

O Bom,

A abertura com o nosso caubói ranzinza foi espetacular porque entenderam bem o personagem. Ele não chegou lá e começou a fazer discursos ou a jurar vingança pela sua família. Não, ele chegou lá e meteu a bala em todo mundo. Todo mundo mesmo. Com a exceção do cantor, que ele decapitou com a sua espada. Os inocentes não tiveram qualquer tipo de misericórdia. A aliança entre ele e os anjos no final também foi satisfatória. Não porque surpreendeu, mas porque já estava na hora de cruzar logo isso da lista de coisas óbvias que a série gosta de adiantar. De qualquer modo, o Graham McTavish me convenceu de que combina para o papel.

Falando em papeis que têm de ser merecidos, o Jesse mandou muito bem mesmo nesse episódio. A conversa descontraída e franca dele com os mendigos debaixo da ponte foi um dos poucos momentos em que consegui enxergar algo de Jesse Custer no Dominic Cooper. Os diálogos com o Cassidy também foram excelentes, apesar de não terem tido o poder que poderiam, já que ainda não venderam essa amizade dos dois. Longe disso, aliás.

Agora uma amizade que convence e que tem o seu charme é a de DeBlanc e Fiore. É incrível como toda vez que eles aparecem em cena nós temos uma cena legal. Dessa vez os dois foram ao encontro de uma espécie de agente de viagens espiritual, com quem eles conseguiram duas passagens para o inferno. A cena foi muito engraçada e intrigante, já que essa mistura do mundano humano com o caricato sobrenatural tem funcionado muito bem na série. E eu pensando que os anjos ‘spawnarem’ perto dos telefones era a coisa mais bacana que podia sair da mente desses roteiristas. Só pra não esconder nada: eu soltei uma risada deliciosa com o Fiore achando que um arquiteto e um assassino em série são igualmente merecedores de uma entrada no inferno.

Por último, gostei muito, mas muito mesmo da vibe assustadora que deram pro Cassidy. Ele estava bem horrendo e ameaçador mesmo.

O Mau

A emboscada que a Emily fez para o Miles, além de provavelmente não ter chocado ninguém, não fez o menor sentido para a personagem. Não, produção, vocês não podem enfiar uma cena do maravilhoso Psicose na televisão e botar a Emily pra assistir e convencer o espectador de que aquilo é o suficiente para fazer com que ele ignore tudo que aprendeu sobre ela. É a mesma coisa que eu disse semana passada: os roteiristas têm essa ideia idiota de que algo grande acontece e as pessoas mudam instantaneamente. Começo a desconfiar que não são humanos escrevendo Preacher. Emily é uma pessoa boa e ingênua por toda a sua vida e resolve matar um amigo quando ouve o Norman Bates dizendo coisas sinistras? Isso é ofensivamente idiota. Faria total sentido se ele tivesse confessado o que ajudou Quincannon a fazer, mas do jeito que aconteceu, só foi porco mesmo.

Outra coisa que me ofendeu bastante foi a recapitulação imbecil que fizeram da origem do pistoleiro. Ou melhor, fiquei chateado por terem corroborado o que eu disse. Os roteiristas não fazem a menor ideia do que querem fazer e eles mesmos sabem disso. Se eles acreditassem na própria narrativa, não sentiriam a necessidade de relembrar o espectador do que aconteceu. Mas eles não acreditam, porque também sabem que construíram o backstory do personagem da pior maneira possível: apresentando pedaços da história em episódios aleatórios sem que esses eventos jamais resonassem pelo resto da história. Mas eu posso admitir que a saída que encontraram para simbolizar o sofrimento e a agonia do velho no inferno foi muito boa.

Não fez qualquer sentido o Jesse contar ao xerife que tinha mandado o Eugene pro inferno sem sequer tentar se explicar ou demonstrar o que ele estava dizendo. Dizer algo assim e omitir o resto é algo tão sem propósito que não dá pra entender porque pensaram em incluir isso. Se ele ia admitir pelo menos alguma parte da bizarra verdade disso tudo, também valia mais a pena ter usado a Palavra no xerife e escapado com a permissão dele logo. Me incomodou muito mesmo.

e o Feio

Ainda não deu pra entender o que diabos a série quer fazer com o Odin Quincannon, o Donnie e tudo isso, mas acho que todos já entendemos que vai acabar não fazendo a menor diferença.

… e a sentença é…

O tribunal declara o episódio… inocente. Vamos esperar que ele aproveite essa chance de liberdade e avise aos próximos episódios que o crime não compensa. Para quem chegou até aqui: animem-se! Semana que vem acaba e com alguma sorte, acaba dum jeito legal. Se os boatos estiverem certos, na próxima temporada nós saímos dessa cidade entediante e a coisa fica boa. Ou será que o Jesse usou a Palavra em mim pra me convencer a acreditar nisso?

  • Ronaldo

    Deve ser aquela I.A do Google com seus sonhos estranhos que escreve os roteiros. A fórmula pra gostar dos episódios é não esperar absolutamente nada. Esse foi legal mas dormi do mesmo jeito kkkkkkkk.

    • Sr. Hericles

      “Esse foi legal mas dormi do mesmo jeito”

      HAHAHAHAHAHA.

  • Ronaldo

    Deve ser aquela I.A do Google com seus sonhos estranhos que escreve os roteiros. A fórmula pra gostar dos episódios é não esperar absolutamente nada. Esse foi legal mas dormi do mesmo jeito kkkkkkkk.

    • Sr. Hericles

      “Esse foi legal mas dormi do mesmo jeito”

      HAHAHAHAHAHA.

  • Ricardo

    Achei ridícula a cena da Emily emboscando o Miles. Pô, o cara podia ser um chato, mas isso é motivo pra ela matar alguém que considerava um amigo e que supostamente estava namorando só pra alimentar o Cassidy, que era alguém que ela demonstrava não gostar? Eu já detestava a personagem, depois dessa ficou algo muito forçado. Porque ela é a assassina do prefeito, já que Cassidy agiu por instinto e quando enterrou o corpo do sujeito demonstrou um certo remorso dizendo que o cara era um bom homem. Enquanto isso, a “amiga” não estava nem aí e agiu calmamente. Parece que estão querendo transformar a personagem em uma espécie de psicopata. E não me espanta se os roteiristas trocarem o personagem Si Coltrane das HQs por ela na série!

    • Sr. Hericles

      Nem adianta tentar encontrar sentido nessa cena da Emily. Foi terrível. Provavelmente a coisa mais porcamente escrita que vi esse ano. E se trocarem o Si por ela vai ficar pior ainda.

  • Ricardo

    Achei ridícula a cena da Emily emboscando o Miles. Pô, o cara podia ser um chato, mas isso é motivo pra ela matar alguém que considerava um amigo e que supostamente estava namorando só pra alimentar o Cassidy, que era alguém que ela demonstrava não gostar? Eu já detestava a personagem, depois dessa ficou algo muito forçado. Porque ela é a assassina do prefeito, já que Cassidy agiu por instinto e quando enterrou o corpo do sujeito demonstrou um certo remorso dizendo que o cara era um bom homem. Enquanto isso, a “amiga” não estava nem aí e agiu calmamente. Parece que estão querendo transformar a personagem em uma espécie de psicopata. E não me espanta se os roteiristas trocarem o personagem Si Coltrane das HQs por ela na série!

    • Sr. Hericles

      Nem adianta tentar encontrar sentido nessa cena da Emily. Foi terrível. Provavelmente a coisa mais porcamente escrita que vi esse ano. E se trocarem o Si por ela vai ficar pior ainda.

  • Marcos Bastos

    Eu gostei de algumas partes do episódio. Nem me arrependi de não ter abandonado no 8. Mas usar Psicose (que é um dos filmes que eu mais amo) pra justificar aquilo foi bem trash né. Se pelo menos fosse uma loucura construída ao longo dos episódios… Mas uma personagem que parece não ter coragem de machucar uma mosca fazer aquilo de uma hora pra outra foi bem forçado. Quero saber se não vão explicar quem é o cara que vive olhando um painel e lendo jornal no maior estilo Homer Simpson. Cassidy, Fiore e DeBlanc sempre muito bons (e eu realmente achei que veria o portal pro inferno, mas foi só um ônibus comum, fui trouxa). Não vou mentir, to ansioso pro finale.

    • Sr. Hericles

      Os caras acharam que iam ser perdoados por escreverem algo totalmente ilógico se usassem um pedaço de uma narrativa infinitamente melhor que a deles. “Não sabe escrever um roteiro decente? Bota uma cena dum filme do Hitchcock aí, sei lá.” Foi muito patético.

      • Marcos Bastos

        Exatamente.

  • Marcos Bastos

    Eu gostei de algumas partes do episódio. Nem me arrependi de não ter abandonado no 8. Mas usar Psicose (que é um dos filmes que eu mais amo) pra justificar aquilo foi bem trash né. Se pelo menos fosse uma loucura construída ao longo dos episódios… Mas uma personagem que parece não ter coragem de machucar uma mosca fazer aquilo de uma hora pra outra foi bem forçado. Quero saber se não vão explicar quem é o cara que vive olhando um painel e lendo jornal no maior estilo Homer Simpson. Cassidy, Fiore e DeBlanc sempre muito bons (e eu realmente achei que veria o portal pro inferno, mas foi só um ônibus comum, fui trouxa). Não vou mentir, to ansioso pro finale.

    • Sr. Hericles

      Os caras acharam que iam ser perdoados por escreverem algo totalmente ilógico se usassem um pedaço de uma narrativa infinitamente melhor que a deles. “Não sabe escrever um roteiro decente? Bota uma cena dum filme do Hitchcock aí, sei lá.” Foi muito patético.

      • Marcos Bastos

        Exatamente.

  • Valder Mendes

    Jesse tbm usou a palavra em mim, e me mandou aqui ler a review todas as vezes pra tentar entender oque se passou no episodio Pq ele sabe que os roteiristas nao sao humanos kk sem essas reviews eu ja teria largado essa serie, adoro parabens

    • Sr. Hericles

      Valeu, Valder! :’)

      Abração.

  • Valder Mendes

    Jesse tbm usou a palavra em mim, e me mandou aqui ler a review todas as vezes pra tentar entender oque se passou no episodio Pq ele sabe que os roteiristas nao sao humanos kk sem essas reviews eu ja teria largado essa serie, adoro parabens

    • Sr. Hericles

      Valeu, Valder! :’)

      Abração.

  • Junito Hartley

    Eu ate tava gostando do episodio, e na parte que Tulipa fala que vai pra Albuquerque, quem é fã de Breaking Bad nao tem como nao lembrar da serie do Mr. White, so que aquele final ficar repetindo a cena varias vezes eu achei desnecessário e chato.

    Sobre o Santo dos Assassinos, pelo que foi mostrado nesse episodio, somente a filha dele estava doente, a esposa me pareceu sadia(então porque ela morreu?), e outra coisa que eu notei e achei estranho foi que o santo nao pareceu estar com pressa pra buscar logo o remédio para sua filha, mas quando ele resolve ajudar aquele garotinho na carroça ele sai correndo no cavalo e ainda quando perde o cavalo morto ele volta pra casa andando, quando podia muito bem roubar um cavalo na cidade.

    • Ricardo

      Também me lembrei na hora de Breaking Bad! Quanto à história do Santo dos Assassinos foi um pouco desleixada a forma como mostraram. Pensei que iam apresentar a chegada dele ao inferno e como ele matou o diabo, fugiu do inferno e só depois assassinou todos os habitantes de Ratwatter! Do jeito que foi mostrado ficou muito simplista!

    • JGRS

      SIm, aquela cena que os anjos estao esperando o transporte pro inferno foi uma reprodução de uma cena da ultima temporada de BB…ate o cachorrinho teve.

    • Sr. Hericles

      Essa brincadeira com Breaking Bad também ficou bem óbvia pra mim. A cena dos anjos pegando o ônibus foi praticamente uma sátira ao Walter entrando no cara pra desaparecer. Não mencionei na review não foi nem por vacilo, mas porque foi a mesma coisa do Psicose: a série tentou fazer a gente se impressionar colocando coisas que a gente já viu e gostou.

      Também não saquei como a mulher do Santo morreu. E essa do cavalo eu já tinha mencionado na primeira vez que a gente viu essa história, ficou muito imbecil.

  • Junito Hartley

    Eu ate tava gostando do episodio, e na parte que Tulipa fala que vai pra Albuquerque, quem é fã de Breaking Bad nao tem como nao lembrar da serie do Mr. White, so que aquele final ficar repetindo a cena varias vezes eu achei desnecessário e chato.

    Sobre o Santo dos Assassinos, pelo que foi mostrado nesse episodio, somente a filha dele estava doente, a esposa me pareceu sadia(então porque ela morreu?), e outra coisa que eu notei e achei estranho foi que o santo nao pareceu estar com pressa pra buscar logo o remédio para sua filha, mas quando ele resolve ajudar aquele garotinho na carroça ele sai correndo no cavalo e ainda quando perde o cavalo morto ele volta pra casa andando, quando podia muito bem roubar um cavalo na cidade.

    • Ricardo

      Também me lembrei na hora de Breaking Bad! Quanto à história do Santo dos Assassinos foi um pouco desleixada a forma como mostraram. Pensei que iam apresentar a chegada dele ao inferno e como ele matou o diabo, fugiu do inferno e só depois assassinou todos os habitantes de Ratwatter! Do jeito que foi mostrado ficou muito simplista!

    • JGRS

      SIm, aquela cena que os anjos estao esperando o transporte pro inferno foi uma reprodução de uma cena da ultima temporada de BB…ate o cachorrinho teve.

    • Sr. Hericles

      Essa brincadeira com Breaking Bad também ficou bem óbvia pra mim. A cena dos anjos pegando o ônibus foi praticamente uma sátira ao Walter entrando no cara pra desaparecer. Não mencionei na review não foi nem por vacilo, mas porque foi a mesma coisa do Psicose: a série tentou fazer a gente se impressionar colocando coisas que a gente já viu e gostou.

      Também não saquei como a mulher do Santo morreu. E essa do cavalo eu já tinha mencionado na primeira vez que a gente viu essa história, ficou muito imbecil.

  • Vamos começar pela Emily, em que episódio pintaram ela como “uma pessoa boa e ingenua”? Pelo contrário deixaram bem claro que ela é bem cinza, pois ela ajuda o preacher da cidade, porque quer pegar ele, cuida dos filhos e os amam, porém quase sempre está de saco cheio deles, é uma beata, porém tem relações sexuais com o prefeito por puro prazer, algo que é totalmente desaprovado pela igreja. E não colocaram Psicose por fazer referencia por si só, mas sim para pegar o dialogo sobre armadilhas que nos mesmos entramos ou que fazemos pra gente mesmo, e ela percebe que sua armadilha é o prefeito então ela resolve se livrar dele, achei super justo e profundo.
    Sobre a origem do pistoleiro, eles foram bem didático para mostrarem que ele estava no inferno, eu concordo, porém ainda teve gente que precisou ler “HELL” na tela pra sacar isso, algo que para mim já tinha ficado claro quando começaram a repetir toda história dele, contudo mesmo achando chato no começo das repetições, percebi que a série queria passar um ar de “claustrófoba” do tempo, nos fazer sentir como é aterrorizante reviver sempre os piores dias da sua vida.
    Sobre Odin e Donnie, espera a série acabar os arcos deles para reclamar, Preacher não é um procedural, que tem que te explicar tudo no final de episódio, por enquanto está sem sentido, está, mas vai ter resolução, então não a critica antes de ver.
    Jesse contou que mandou o Eugene pro inferno, porque era o pai do garoto, portanto ele deveria saber disso. Além disso, Jesse sabe que não deve ficar usando o poder toda hora por isso ele deve se utilizar de outros métodos, e vamos lá, se toda hora que ele tiver com problemas o Gênesis entrar em ação, vai ser uma série de “deus ex machina”.
    Sobre os anjos, concerta foi as cenas mais maneiras do episódio, além de deixar um ar que eles são um casal.
    Concluindo, para mim este episódio foi incrível, e entendo que não a série não está te agradando como gostaria, e que ela foge totalmente dos padrões de construções de uma série, e isto pode incomodar, porém a série esta foda do jeito único dela.

    • Ricardo

      Mas a análise que ele fez é apenas do episódio e não da série inteira! Então não pode analisar o arco de Odin pela temporada, mas sim até agora. E a série está melhorando, mas não chega a ser foda! A HQ de Preacher sim é foda!!!

      • Eu estou achando a série foda pois ela é diferente e única, mas concordo que ela ainda tem que resolver alguns problemas.
        Sobre as HQs, infelizmente ainda não li, porém acredito que elas são melhores mesmo, mas não podemos ficar comparando, porque se não, nunca apreciaremos um obra adaptada.

        • Rainer Luiz Fonseca

          “contudo mesmo achando chato no começo das repetições, percebi que a série queria passar um ar de “claustrofobia” temporal, fazer a gente se sentir como é aterrorizante reviver sempre os piores dias da sua vida.”

          Concordo, a motivação dessa cena, ao menos pra mim, ficou clara que era pra mostrar o inferno da repetição eterna da tortura. Outra coisa, a crítica diz que não encontrou lógica nas atitudes do Santo, quando não pegou outro cavalo, etc… no entanto, ao menos pra mim, para o inferno ta repetição temporal ser realmente um inferno, o sujeito tem que ter ciência da repetição, ou seja, deve saber que está num loop infinito… talvez isso explique algumas de suas atitudes ilógicas, como sua reação pouco empolgante diante do tiro na cabeça do cavalo, etc.

          Quanto ao escrito “HELL”, não vejo como didatismo, pois, apesar de funcionar dessa forma, na minha opinião tem muito mais a ver com a identidade visual da série, com a forma como encontraram de transcrever algo típico das HQs para a TV. Funcionou como um leitor, que ao virar a uma página de quadrinhos se depara subitamente com um escrito “HELL” tomando toda a folha, com ilustrações escritas dentro das letras “transparentes”.

        • Sr. Hericles

          Primeiramente, valeu pelo comentário, Vinicius. :’) Como não consigo responder ao teu primeiro comentário, respondo aqui.

          – Isso que você falou sobre a Emily não faz muito sentido. Ela foi pintada como uma pessoa tradicional. Que mãe não fica de saco cheio dos filhos às vezes? E você quer mesmo me convencer (e se convencer) que ela fazer sexo fora do casamento é a mesma coisa que matar alguém calculadamente? O uso de Psicose ficou óbvio, todo mundo entendeu. Não foi inteligente ou complexo. Eles literalmente arrancaram um momento bem escrito de um bom filme e usaram pra tentar criar uma motivação na personagem. Isso acontecia o tempo todo em Os Sopranos. Bem, o problema é que Preacher tá longe de ser Os Sopranos. É mal escrito. Eles usaram uma ótima cena pra dizer ao espectador “pronto, ela entendeu o que esse SOCIOPATA quis dizer aqui, então já podemos botar a dona de casa matando o amigo”. Falando em armadilhas, era justamente nessa que queriam te pegar: fazer achar a coisa profunda. Não foi. Não teve desenvolvimento por parte da série pra Emily. Até agora ela era a dona de casa apaixonada pelo reverendo que fazia o que podia pra impressionar ele. Ela vê uma cena de Psicose e elabora um plano pra assassinar o marido? Além de que a cena de Psicose que usaram não era apropriada pra servir como combustível pra esse ato, era mais sobre a banalidade das tragédias na vida do que sobre matar. De longe uma das piores cenas que vi esse ano.

          – Não tive problemas com o “HELL” na tela, achei bem engraçado. O que a série tentou fazer com as repetições também foi óbvio. Não foi inovador e a gente já tá cansado de ver isso. Só foi desnecessário passarem tudo na íntegra na primeira vez, ferrou com o ritmo. Podiam ter cortado direto pra parte em que a coisa já tá mais acelerada. De resto, não tive problemas com a parte do inferno. Tô com a impressão de que você tá achando tudo na série bastante impressionante. Tanto o lance do Psicose quanto essa representação do inferno não passam nem perto de terem sido inventadas pela série, espero que você saiba disso. x)

          – Estou falando sobre o arco no episódio. Aliás, que arco? Não existiu. E o da temporada também não existiu. O Quincannon também é um dos piores vilões que vi esse ano nas telinhas. Ele nem é escrito como um.

          – Como eu disse na review: porque ele diria que mandou o menino pro inferno e depois não explicaria o que aconteceu? É ÓBVIO que o xerife ia entender que ele matou o garoto. Se ele queria que o xerife soubesse o que aconteceu com o Eugene, ele teria explicado totalmente a história (ainda que ele não acreditasse) ou usado a Palavra pra ele entender o poder que ele tem. Ficou porca e sem sentido a cena. Enfim, você entendeu mal o conceito de “deus ex machina”. Deus ex machina é uma solução surgida artificialmente pra resolver um conflito na narrativa, geralmente no terceiro ato. A premissa inteira da série é o Jesse ter o gênesis, não faria o menor sentido o poder dele ser considerado um deus ex machina. Não tem como ser um deus ex machina se você está usando um conceito básico da história. Esse era um dos maiores defeitos dos quadrinhos, aliás. O jesse quase nem usava o Gênesis.

          – Preacher não foge de padrão de construção nenhum. Ela tropeça e não entende padrões narrativos básicos e no meio dessa cagada sai achando que tá inovando. Não tá. Se você quer séries que fogem do habitual, posso te listar várias. O roteiro de Preacher só é pobre mesmo e isso tem de ser criticado de novo, de novo e de novo, até a série aprender. Preacher é praticamente The Walking Dead sem zumbis, não tem nada de inteligente ou profundo nisso. Aliás, The Walking Dead sabe construir personagens muito melhor do que Preacher até agora.

          Enfim, vamos torcer pra que melhore e pra que eu possa ficar animado como você. Acredite em mim, eu adoraria sentir o mesmo. Recomendo que você leia os quadrinhos, se acha que a série é minimamente única. Você vai entender porque tá todo mundo puto (ela não traduz nem 10% da mágica dos quadrinhos).

          Abração.

    • Douglas Damacena

      tbm senti esse ar de que os anjos são meio que um casal gay kkk

      • Hugo Dias

        Sei q estou meio atrasado pra comentar isso, mas há uma forte teoria no reddit q diz q eles não só são um casal, mas também são os pais de genesis, pois haveria um impacto muito maior em nós se forem eles do q simplesmente acrescentar mais personagens, Deblanc não toca no telefone dos anjos e já conhecia o inferno, em um episódio DeBlanc diz ao Jesse: “Nós somos do céu” Fiore abre a boca pra dizer algo, mas DeBlanc o interrompe e diz “Ambos de nós”, existe muito mais detalhes q foram pegos pelo pessoal, mas está em inglês m.reddit.com/r/Preacher/comments/4tgben/theory_deblanc_and_fiore_are

        • Matheus De Amorim Borges

          achei super interessante essa teoria, faria total sentido, além de ser uma decisão muito corajosa, a serie me surpreenderia se realmente confirmasse isso!

  • Ricardo

    Mas a análise que ele fez é apenas do episódio e não da série inteira! Então não pode analisar o arco de Odin pela temporada, mas sim até agora. E a série está melhorando, mas não chega a ser foda! A HQ de Preacher sim é foda!!!

    • Eu estou achando a série foda pois ela é diferente e única, mas concordo que ela ainda tem que resolver alguns problemas.
      Sobre as HQs, infelizmente ainda não li, porém acredito que elas são melhores mesmo, mas não podemos ficar comparando, porque se não, nunca apreciaremos um obra adaptada.

      • Rainer Luiz Fonseca

        “contudo mesmo achando chato no começo das repetições, percebi que a série queria passar um ar de “claustrofobia” temporal, fazer a gente se sentir como é aterrorizante reviver sempre os piores dias da sua vida.”

        Concordo, a motivação dessa cena, ao menos pra mim, ficou clara que era pra mostrar o inferno da repetição eterna da tortura. Outra coisa, a crítica diz que não encontrou lógica nas atitudes do Santo, quando não pegou outro cavalo, etc… no entanto, ao menos pra mim, para o inferno ta repetição temporal ser realmente um inferno, o sujeito tem que ter ciência da repetição, ou seja, deve saber que está num loop infinito… talvez isso explique algumas de suas atitudes ilógicas, como sua reação pouco empolgante diante do tiro na cabeça do cavalo, etc.

        Quanto ao escrito “HELL”, não vejo como didatismo, pois, apesar de funcionar dessa forma, na minha opinião tem muito mais a ver com a identidade visual da série, com a forma como encontraram de transcrever algo típico das HQs para a TV. Funcionou como um leitor, que ao virar a uma página de quadrinhos se depara subitamente com um escrito “HELL” tomando toda a folha, com ilustrações escritas dentro das letras “transparentes”.

      • Sr. Hericles

        Primeiramente, valeu pelo comentário, Vinicius. :’) Como não consigo responder ao teu primeiro comentário, respondo aqui.

        – Isso que você falou sobre a Emily não faz muito sentido. Ela foi pintada como uma pessoa tradicional. Que mãe não fica de saco cheio dos filhos às vezes? E você quer mesmo me convencer (e se convencer) que ela fazer sexo fora do casamento é a mesma coisa que matar alguém calculadamente? O uso de Psicose ficou óbvio, todo mundo entendeu. Não foi inteligente ou complexo. Eles literalmente arrancaram um momento bem escrito de um bom filme e usaram pra tentar criar uma motivação na personagem. Isso acontecia o tempo todo em Os Sopranos. Bem, o problema é que Preacher tá longe de ser Os Sopranos. É mal escrito. Eles usaram uma ótima cena pra dizer ao espectador “pronto, ela entendeu o que esse SOCIOPATA quis dizer aqui, então já podemos botar a dona de casa matando o amigo”. Falando em armadilhas, era justamente nessa que queriam te pegar: fazer achar a coisa profunda. Não foi. Não teve desenvolvimento por parte da série pra Emily. Até agora ela era a dona de casa apaixonada pelo reverendo que fazia o que podia pra impressionar ele. Ela vê uma cena de Psicose e elabora um plano pra assassinar o marido? Além de que a cena de Psicose que usaram não era apropriada pra servir como combustível pra esse ato, era mais sobre a banalidade das tragédias na vida do que sobre matar. De longe uma das piores cenas que vi esse ano.

        – Não tive problemas com o “HELL” na tela, achei bem engraçado. O que a série tentou fazer com as repetições também foi óbvio. Não foi inovador e a gente já tá cansado de ver isso. Só foi desnecessário passarem tudo na íntegra na primeira vez, ferrou com o ritmo. Podiam ter cortado direto pra parte em que a coisa já tá mais acelerada. De resto, não tive problemas com a parte do inferno. Tô com a impressão de que você tá achando tudo na série bastante impressionante. Tanto o lance do Psicose quanto essa representação do inferno não passam nem perto de terem sido inventadas pela série, espero que você saiba disso. x)

        – Estou falando sobre o arco no episódio. Aliás, que arco? Não existiu. E o da temporada também não existiu. O Quincannon também é um dos piores vilões que vi esse ano nas telinhas. Ele nem é escrito como um.

        – Como eu disse na review: porque ele diria que mandou o menino pro inferno e depois não explicaria o que aconteceu? É ÓBVIO que o xerife ia entender que ele matou o garoto. Se ele queria que o xerife soubesse o que aconteceu com o Eugene, ele teria explicado totalmente a história (ainda que ele não acreditasse) ou usado a Palavra pra ele entender o poder que ele tem. Ficou porca e sem sentido a cena. Enfim, você entendeu mal o conceito de “deus ex machina”. Deus ex machina é uma solução surgida artificialmente pra resolver um conflito na narrativa, geralmente no terceiro ato. A premissa inteira da série é o Jesse ter o gênesis, não faria o menor sentido o poder dele ser considerado um deus ex machina. Não tem como ser um deus ex machina se você está usando um conceito básico da história. Esse era um dos maiores defeitos dos quadrinhos, aliás. O jesse quase nem usava o Gênesis.

        – Preacher não foge de padrão de construção nenhum. Ela tropeça e não entende padrões narrativos básicos e no meio dessa cagada sai achando que tá inovando. Não tá. Se você quer séries que fogem do habitual, posso te listar várias. O roteiro de Preacher só é pobre mesmo e isso tem de ser criticado de novo, de novo e de novo, até a série aprender. Preacher é praticamente The Walking Dead sem zumbis, não tem nada de inteligente ou profundo nisso. Aliás, The Walking Dead sabe construir personagens muito melhor do que Preacher até agora.

        Enfim, vamos torcer pra que melhore e pra que eu possa ficar animado como você. Acredite em mim, eu adoraria sentir o mesmo. Recomendo que você leia os quadrinhos, se acha que a série é minimamente única. Você vai entender porque tá todo mundo puto (ela não traduz nem 10% da mágica dos quadrinhos).

        Abração.

  • Douglas Damacena

    tbm senti esse ar de que os anjos são meio que um casal gay kkk

    • Hugo Dias

      Sei q estou meio atrasado pra comentar isso, mas há uma forte teoria no reddit q diz q eles não só são um casal, mas também são os pais de genesis, pois haveria um impacto muito maior em nós se forem eles do q simplesmente acrescentar mais personagens, Deblanc não toca no telefone dos anjos e já conhecia o inferno, em um episódio DeBlanc diz ao Jesse: “Nós somos do céu” Fiore abre a boca pra dizer algo, mas DeBlanc o interrompe e diz “Ambos de nós”, existe muito mais detalhes q foram pegos pelo pessoal, mas está em inglês m.reddit.com/r/Preacher/comments/4tgben/theory_deblanc_and_fiore_are

      • Matheus De Amorim Borges

        achei super interessante essa teoria, faria total sentido, além de ser uma decisão muito corajosa, a serie me surpreenderia se realmente confirmasse isso!

      • Adorei a teoria cara, achei bem plausível, e seria muito corajoso, além de trazerem mais dinamica dos dois, pois para mim foi a melhor dupla da série, portanto quero mais deles juntos, e espero que DeBlanc volte, seja lá como, tomara que ele não morreu pra sempre, pois fiquei bem trite quando descobri que quando o santo dos assassino mata é permanente.

  • ROGER JANSEN BASCHI

    O inferno é bem assim ….Junte o pior drama da sua vida se repetindo eternamente…..pra quem vai é claro ..!?

    Alguém ai já adquiriu o passe ??

    • Sr. Hericles

      Você é arquiteto? Se for, tem desconto.

  • ROGER JANSEN BASCHI

    O inferno é bem assim ….Junte o pior drama da sua vida se repetindo eternamente…..pra quem vai é claro ..!?

    Alguém ai já adquiriu o passe ??

    • Sr. Hericles

      Você é arquiteto? Se for, tem desconto.

  • Leandro Enes

    Fiquei só em dúvida com uma coisa: O local que os anjos são buscados para ir ao inferno é o mesmo lugar (no mundo real) onde, em Breaking Bad, o cara que criava identidades falsas pegava seus “clientes”.
    Aquilo foi realmente alguma referência (contando até que é a mesma emissora) ou ali é algum tipo de lugar famoso no Novo México?

    • Sr. Hericles

      Foi sim.

  • Leandro Enes

    Fiquei só em dúvida com uma coisa: O local que os anjos são buscados para ir ao inferno é o mesmo lugar (no mundo real) onde, em Breaking Bad, o cara que criava identidades falsas pegava seus “clientes”.
    Aquilo foi realmente alguma referência (contando até que é a mesma emissora) ou ali é algum tipo de lugar famoso no Novo México?

    • Sr. Hericles

      Foi sim.