No Tomorrow 1×05/06: No Regrets/No Debts Remains Unpaid

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Chegamos naquela fase em que No Tomorrow precisa usar recursos externos para promover a série, ou ela alavanca a audiência, ou ela afunda de vez com o navio. Ao meu ver a série consegue trabalhar bem a ideia, mas não conseguem executá-la com exatidão e isso acaba tendo um alto custo quem nem a própria emissora consegue custear.

A exemplo disso, temos o sexto episódio em que foi preciso utilizar um personagem externo e alheio à toda a situação em que Evie se encontra, para dar um ar de frescor na série. Utilizando a sua ex melhor amiga da época do colegial, a série ganhou pontos pela profundidade tática em trabalhar o equilíbrio frenético das emoções de Evie.

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Mesmo fazendo parte da sua lista apocalíptica, Evie percebeu em que a tentativa de sempre fazer o certo, a faz perder um pouco o controle. Tudo isso é uma consequência dessa nova fase de sua vida, mas a realidade talvez a colocará com pés no chão, quando perceber que essa amiga fará parte da sua vida de uma forma bem mais avassaladora do que ela pensa, afinal, aquela menina feia e nerd da escola, virou uma mulher bonita, bem-sucedida e segura de si, contraponto perfeito de Evie. Se essa personagem entrar mesmo, a série ficará um pouco cheia de personagens e isso seria um tiro no pé.

Para isso, a produção deveria tirar definitivamente um personagem que nada acrescentaria à trama, esse seria Timothy, mas como ele provavelmente será o novo par romântico dessa nova personagem, duvido que eles tirariam algum outro. Nem as histórias paralelas me animam mais, os personagens caricatos acabam barganhando seus personagens em prol dos protagonistas e estou falando dos pais da Evie que parecem viver em prol dela.

Só que a questão é exatamente essa, está chato, boring total, no começo foi divertido, mas essa mesmice me da um pouco de sono. Pode parecer que Xavier e Evie fazem coisas diferentes, mas é pura ilusão, a realidade é outra e o que eles fazem é justamente a mesma coisa episódio por episódio.

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E isso fica bastante claro quando ingressamos no sexto episódio em que finalmente algo aconteça, como disse, a realidade do mundo é outra e ninguém conseguiria viver essa vida repleta de aventuras sem nenhuma consequência. Para Xavier, as dívidas tomaram tamanha proporção, que ele teve seus bens tomados. Ainda foi uma consequência mínima das coisas que ainda poderão acontecer, mas isso dará margem a um desenvolvimento mais tangível nos moldes da nossa realidade.

Só que enquanto essa ideia dava certo de um lado, do outro entravam novamente os personagens secundários com uma carga de histórias novas e perecíveis que estão aí para preencher cena, porque justamente são plots que não irão se desenvolver. A falta de química de Hank com Diedre, foi totalmente medíocre e sem necessidade nenhuma, não foi engraçado, totalmente constrangedor, tanto para os personagens quanto para quem assistia.

Outra personagem que ganhou uma história do nada foi a estranha Kareema, que de tão estranha chega a ser engraçada, mas foi preciso colocar outros personagens para contrastar sua história que foi a chegada de seu irmão e sua noiva. O suposto drama de um triângulo amoroso com um romance lésbico é outra história que acredito que não irá para frente, afinal, essa massa de personagens novos que entram como participações, possui muito mais algo concreto à trama do que o elenco fixo.

De certa forma eu me cansei de como a série está trabalhando essa dramédia, continuamos em uma nuvem de mistério sobre Xavier e nem com a carta comovente de seu pai, muda o fato dele ainda ser um completamente estranho. Para um protagonista, isso é um crime que não poderia existir nesse tipo de trama, mas convenhamos, a proposta da série em suma é de Começo meio e fim, não duvido nada que nos próximos episódios, a narrativa acelere até o ponto que todos nós queremos, se o mundo realmente irá acabar.

PS1: O beijo gay de Xavier, somados às ideias safadinhas de Xavier só mostra que as noções de relacionamento foram atualizadas com sucesso… Adorei.

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PS2: A dança da bandeira da Evie e de sua amiga ao som da minha música preferida dos anos 90 “Tubthumping” dos Chumbawamba.

PS3: Os pais de Evie me dão medo e eu falo no bom sentido.

  • Natália

    Acho que não vai sobreviver, infelizmente 🙁 estou gostando