MasterChef 7×08: The Good, The Bad and The Offal

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Com o ciclo de Aaron Sanchez encerrado, era certo que outro guest judge seria introduzido. Quando o assunto é limite no orçamento, os homecooks se saem melhor do que a maioria dos grandes chefs, todavia com o chef coreano Edward Lee a história é diferente. Com um estilo nada convencional, Edward Lee e suas raízes orientais somadas ao gosto pela comida sulista americana são uma combinação inusitada que acrescentaram muito em um programa variado como o MasterChef.

A Mystery Box é um desafio versátil, nessa prova tem como criar inúmeras combinações ou temas para os homecooks mostrarem o porquê de se arriscarem no MasterChef. Nunca tinham selecionado um orçamento para os competidores e essa nova modalidade na Mystery Box foi muito bem pensada; vinte dólares podem ser gastos facilmente, mas para elaborar um cardápio elevado para quatro pessoas, limitando os ingredientes, só um cozinheiro amador experiente conseguiria se sobressair. Além disso o chef convidado pode mostrar um pouco mais do seu estilo, o formato de cozinhar junto aos competidores é muito bom por proporcionar exatamente isso, dá um toque mais intenso aos desafios e a discrepância entre os chefs profissionais e os amadores é reiterada aqui.

É complicado em meio a tantas opções trabalhar com um budget, então a prova já limitou bastante quem poderia surpreender; a confusão de cozinhar pra família, no cotidiano, e elevar um prato pra uma competição culinária foi o que mais derrubou alguns. O chef Lee foi conciso e mesmo assim elaborou uma receita mais refinada, com ele cozinhando ao mesmo tempo que os homecooks foi óbvia a diferença sobre o que um chef faz com um orçamento e o que um cozinheiro amador faz.

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Os destaques da prova foram bem diferentes. Enquanto Shaun escolheu alguns ingredientes mais caros e seletos, os outros dois lugares do top 3 foram mais voltados para o cotidiano. O prato de Shaun teve uma elegância que não pareceu ter saído de um limite financeiro, assim como a chef Tosi disse, não tinha como imaginar que aquela combinação sairia por vinte dólares. O balanço, a cor e a variedade no dish de Shaun mereceram muito o lugar nesse top 3. Brandi foi complementa oposta ao que Shaun entregou, um prato mais simples e sulista que teve elementos suficientes pra ficar elevado sem pecar no excesso. Complementando os destaques, Eric não foi tão homie quanto Brandi, mas também mostrou sua simplicidade ao entregar seu frango recheado com uma influência italiana em um dish bem harmônico e de aparência sensacional.

A prova de eliminação permaneceu no tema da economia, com Shaun sendo o vencedor da Mystery Box ele teve o privilégio de escolher o rumo de todos os seus adversários, escolhendo um corte – que as pessoas costumam descartar – para cada um deles. Foi uma das provas mais difíceis até aqui, esse tipo de culinária não é intuitiva ou disseminada e elaborar um cardápio que combine com essas proteínas já é um desafio à parte. A estratégia de Shaun chamou a atenção, apesar dele obviamente ser competitivo, o desejo de competição dele é enorme e isso é admirável.

Chegando na avaliação, os pratos que eram partes menosprezadas do frango eram os menos assustadores para eles trabalharem. Eric e sua pata de galinha à Madeira surpreenderam, ele soube equilibrar os sabores e usar o pé da galinha como se fosse um corte normal como qualquer outro. Alejandro ganhou o dia com as ostras do frango, porém não soube aproveitar essa facilidade e decepcionou muito por isso. Ele tinha tudo pra ser o melhor da prova, com o pedaço mais fácil de ser feito, mas escolheu simplificar demais seu prato.

Cordeiro não é uma proteína muito comum no Brasil, é difícil alguém que frequentemente cozinhe alguma coisa vindo dele. D’Andre é um dos candidatos mais fracos da edição, Shaun propositalmente deu a língua de cordeiro pra ele falhar e acertou em cheio na escolha. O pior erro dele não foi ter esquecido do purê e ter que cortar esse elemento do prato, foi a falta de cautela em tentar descobrir o ponto da língua e entregar um prato completamente lamentável. Depois do frango, os cortes mais “comuns” eram os de porco. Nathan e o rabo de porco não se destacaram, mas ele até que foi bem por se tratar de um pedaço nada desejável do porco. Já Tanorria com sua rusticidade marcante conseguiu transformar as orelhas de porco em um prato mediano, mas não mereceu destaque assim como Nathan.

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Dan foi um caso à parte, seu nível de autoconfiança, aka arrogância, não é nada crítico. Geralmente quem é assim nunca enxerga falhas próprias e ele é a exata personificação disso, mas é inegável que ele vem se destacando na competição e deixando o seu lado de frat guy mais discreto. Os testículos de touro que Dan teve que trabalhar eram intimidadores, uma receita usando essa parte do animal parece estranha e ele dominou isso com maturidade que não era esperada dele e entregou um prato interessante.

Katie foi a surpresa do episódio, ela é tão mediana que o esperado era que finalmente ia ser cortada. Os rins são uma proteína estranha pra cozinhar e ela foi muito bem sucedida com seu curry de rins, até fez pensar que talvez ela não seja tão ruim quanto parece. Diana era outra candidata que ia de mal a pior, só que ao contrário de Katie ela não teve como melhorar. Sua ideia para o prato de tripas até foi interessante, mas se ela não sabia como executar, não tinha que improvisar tanto.

Em um dos temas de eliminação menos apetitosos, o bottom 3 foi merecedor por sequer pensar em uma receita concreta para o desafio proposto. Alejandro seria logicamente o safe, não foi tão mal assim, no entanto ele precisa se reinventar e deixar de lado o mais do mesmo. Finamente chegando a D’Andre e Diana, a eliminação dupla foi um ato certeiro dos judges; os dois não tinham mais pra onde caminhar e foram um dos cortes mais merecidos até aqui. Com o top 12 formado, os melhores vão começar a impor maiores dificuldades e o MasterChef inicia, realmente, aqui.

White Apron 1: Eric brilhou no episódio, ele ainda vai longe se continuar progredindo assim.

White Apron 2: não tem nada de mau adorar a culinária latina, mas Alejandro tem que se sobressair, mostrar suas habilidades além dos de suas raízes.

  • Gleibson Acácio

    Gostei de terem chamado Lee, ex-top chef… espero que continuem chamando mais pessoas de lá, pelo promo no inicio da temporada vi que terá pelo menos mais um. E quanto ao epi, gostei do orçamento limitado, muito criativo! e adoro provas que cada um cozinha um tipo de carne, podiam fazer mais vezes. Alejandro tá me lembrando muito o Luca, começou tropegando, criticado por só fazer comida italiana e acabou vencendo… como ele tem muitos confessionários, acho que vai muito longe ainda. e ótimo review, parabéns!

  • Gleibson Acácio

    Gostei de terem chamado Lee, ex-top chef… espero que continuem chamando mais pessoas de lá, pelo promo no inicio da temporada vi que terá pelo menos mais um. E quanto ao epi, gostei do orçamento limitado, muito criativo! e adoro provas que cada um cozinha um tipo de carne, podiam fazer mais vezes. Alejandro tá me lembrando muito o Luca, começou tropegando, criticado por só fazer comida italiana e acabou vencendo… como ele tem muitos confessionários, acho que vai muito longe ainda. e ótimo review, parabéns!

  • Que difícil cozinhar essas ”coisas” e nojento.
    Adorei a Mystery box dessa semana.
    Diana e D’Andre estavam fazendo hora extra. Amei que eliminaram dois de uma vez.
    Odeio o Shaun e acho que ele vai ganhar =((
    Ótima review!

  • Que difícil cozinhar essas ”coisas” e nojento.
    Adorei a Mystery box dessa semana.
    Diana e D’Andre estavam fazendo hora extra. Amei que eliminaram dois de uma vez.
    Odeio o Shaun e acho que ele vai ganhar =((
    Ótima review!