Mad Men – 5×01/02: A Little Kiss [Season Premiere]

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Zou bisou bisou e ulálá… Mad Men está de volta.

Spoilers Abaixo:

“You’re wondering what they’re laughing about. It’s not you.” – Roger Sterling

Quando deixamos os personagens de Mad Men em 1965, todos estavam se acostumando às ideias de mudanças, aproveitando os últimos momentos em o que já pareciam dias apocalípticos para a Sterling Cooper Draper Pryce, criando novos caminhos e coisas nas quais pudessem se segurar. E como Don Draper não é muito de afundar com o navio, ele terminou a temporada viajando para Califórnia, alheio a New York e aos remexes de seus funcionários, tudo enquanto criava um recomeço para si próprio com a sua secretária,  tudo enquanto reconhecia o seu retorno a um mundo que, nas palavras de Henry Francis, não permitia recomeços, tudo enquanto misturava Megan, ou melhor, a ideia de Megan com a ideia dos seus filhos, a ideia do seu passado e a ideia do que ele representa, agora, na sua vida profissional.

Era um recomeço familiar para Don, mas um menos emocionalmente isolado do que um divórcio, menos vergonhoso do que uma vida dupla, menos reconfortante do que viagens para Flórida ou altas bebidas.

Era dos atos o mais inesperado e ingênuo.

Agora, estamos em 1966 e esses recomeços estão desabando em uma maravilhosa premiere que retorna Mad Men ao ar em total classe e comando e apreensão. Não existe nada como essa série no ar, tanto em termos de estilo quanto de qualidade, e “A Little Kiss” até força o seu estilo um pouco demais para se enquadrar entre os melhores episódios dela: tem alguns momentos aqui que parecem meio que perdidos, como se houvesse uma falta na conexão vibrante entre os personagens e cenas que define a série. Nada em particular, apenas uma atmosfera geral que parece meio fora do ar. Algo com contos espalhados, conectados em uma duração que não permite o “calor” que meio que faz Mad Men para mim. Mas também há tudo pelo qual essa série é reconhecida e incrível, os motivos pelos quais ela fez tanta falta e fama. Temos uma sequência de festa diferente de tudo nas 52 horas passadas. Temos um episódio com duração extra. Temos personagens que amamos distantes pela duração do episódio, temos personagens odiosos fora por completo. Temos muitas coisas que mudaram e que não parecem Mad Men, mas que refletem o seu senso de mudança como nada, e que são como mais nada na televisão Mad Men pura e em uma dose cavalar para matar a nossa saudade.

Se for uma sobrecarga de informações e sensações, é porque é pra ser. “A Little Kiss” se forma e toma título a partir de todas as coisas que aceitamos como desculpas, mas seguindo o padrão da série, não deixa os seus personagens se perderem somente no que se passa entre quatro paredes, remoerem em conflitos que eles acham muito pessoais, mas que são as coisas mais universais que existem. Ele chega batendo de todos os lados com todas as ideias que pode, dando real noção das mudanças que ocorrem em um espaço de tempo que é único, com fatos sociais que tanto começam quanto terminam o episódio – meio que sacudindo, na cena final, os cinco homens centrais da série para realidades ao redor.

E eles, claro, acham tudo uma grande pegadinha, cada um do seu jeito, cada um com a própria arrogância.

Bert, por exemplo, sabe que ele está por fora de tudo e ama essa sua posição de ficar pelas beiradas, de cutucar o caos, de irritar as pessoas, rir das boas piadas  e zoar as ruins, comer qualquer tipo de comida. Para ele, apesar da demissão no ano passado, essas mudanças são inevitáveis – e há um ar resignado, quase sábio no seu personagem, que é simplesmente maravilhoso de assistir através de um ator que parece tão confortável (e volátil o suficiente para não parecer complacente) como o Robert Morse.

Já Pete toma isso como a maior das ofensas, bem na zona do tema das gerações que se encontram e partem nos anos 60. Em um dos seus surtos mais infantis, bate o pé por um escritório maior – e se a série zoaria a sua ambição antes, agora ela parece quase que comiserar com ela. Ter pena de Pete como tem de tão poucos personagens em tão poucos momentos. Ele provavelmente merece o respeito, mas merecimento não tem nada a ver com isso. Ele merece o escritório, mas que alternativa tem a não ser aceitar os restos do de alguém? O seu recomeço como sócio não era uma fuga, tanto quanto era um sonho, e aqui ele se contenta a realidade mais baixa desse sonho. Naquela imagem dele no escritório, temos praticamente o oposto da icônica posição Draper na abertura, e em seu último momento, no trem, uma negação que vem se desenvolvendo há léguas desde que se casou com Trudy e se contentou.

Além disso está Roger – o seu “inimigo” na premiere e metade do que eu espero que seja o início de um delicioso relacionamento antagonista para a temporada. Roger quase que preenche a função de Bert em anos anteriores, mas parece estar com sapatos mais apertados. Brigas com Jane, pessoas que antes eram motivos para risada o irritando, ausência de qualquer poder real nas atividades do dia-a-dia no escritório, e um jeito jocoso que parece mais desesperado e velho, como se estivesse cansado da própria brincadeira. Ele tenta se recompensar por tudo com esse estilo, mas quando até Harry vê que não é real, quando Don o reprime por ele, de nada as piadas valem.

E no momento mais doce do episódio, nós vemos que não precisa ser assim para Roger. Apenas existem muitas situações no caminho entre ele e o resto, muito para que a vida dele ali ou fora do escritório seja… Qualquer coisa. O mesmo com Joan, que passa o episódio todo preocupada em perder o emprego em uma firma que mal funciona sem ela. Ambos se sentem ultrapassados e é esse próprio passado tão “perfeito” que os separa. Eles podem fingir que tudo está bem quando conversam – como ele fingiu ao ter se casado com Jane, como Joan fingiu ao dizer que o filho era do seu marido, como ambos fingiram estar de volta a 1960 quando fizeram esse bebê -, mas eles são as próprias piadas. Roger diz algo nas linhas de “Elas são todas ótimas até quererem alguma coisa” durante o episódio – e é claro que ao falar isso ele se refere a si a próprio na mais triste das maneiras.


O interessante mesmo é como a série permite toda uma dualidade ao abordar coisas assim. Se para Roger e Joan esse desejo é o que os separa, Lane tira um estranho momento de felicidade dele. A única diferença é que a gratificação de Lane para aguentar todas as dores de cabeça da Sterling Cooper Draper Pryce e da sua vida familiar toma uma forma real e prática, um objeto encantado. Dolores não é muito, é só uma voz e uma imagem. Mas se Bert pode ter a sua ideia de importância, se Pete pode ter a sua ideia de escritório, se Roger pode ser a sua ideia de uma era de ouro e Joan a sua de esposa do ano, por que o inglês que segura a empresa não pode ter um pequeno pedacinho de papel, uma pequena lembrança guardada (entre todos os lugares) bem na sua carteira? Não é pedir muito de um cavalheiro.

Mas como o episódio deixa claro, a diferença entre pedir e ter muito é tudo que separa essas pessoas dos seus conceitos de felicidade. Na história mais importante da premiere, nós começamos o que parece ser um triste declínio para o novo casamento Draper – e para Don, qualquer reconciliação em um de seus recomeços, qualquer sacrifício que quebre a sua ilusão de certeza é o começo do seu terror de vago. Dá pra ver a alma sair, porque Megan conhece Don Draper. E ela conhece Dick Whitman.

O que eu começo a achar cada vez mais aqui é que a situação com a série é outra, e que a situação com a paciência e calma de Don no começo da temporada é bem diferente. Ele pode viver em paz com alguém que conheça um lado dele e com alguém que conheça o outro. Ele pode viver em paz com Megan, que conhece ambos. O problema é ele admitir os dois e admitir que, no fundo mesmo, não é nada deles. Afinal de contas, ele é o homem que não comemora aniversários. E ver alguém reconhecendo essa ausência em grande estilo, bem na frente de todas as pessoas das quais ele precisa construir barreiras para operar em vida ou até mesmo impressionar pra manter boas relações de negócios… Esse é o tipo de exposição que o nosso Don não precisa, e o olhar dele ao saber da festa é tudo que a série precisa dizer para deixar claro como isso machuca.

Megan não faz por mal. Ela ama Don com uma leveza que é quase o oposto do temperamento abusivo de Betty, ela se move com uma sensualidade e poder quando sozinha com ele, e com um quê de ingênua pelo escritório, que faz todos caírem aos seus pés, que torna mais fácil Don acreditar que possa viver nessa mentira.

Mas Megan talvez não precise dessa mentira como precisa da ideia que fez de Don. Megan talvez não queira essa mentira tão real, e assim como todos os outros personagens, talvez precise da sua própria Dolores ou do seu próprio escritório ou do seu bebê, os achando em uma vida de casada que parece fora da sua própria era. E a intimidade entre os dois meio que parece destruir qualquer chance dessa mentira funcionar a longo termo, pois sempre existe algo forte separando Don das pessoas que realmente o entendem, das pessoas que ele ama. Se com Peggy é o respeito mútuo e profissional, e se com Anna era a distância natural entre quem ele virou e a distância física, com Megan se torna quase impossível mentir e sustentar alguma coisa, principalmente quando ela parece tão infeliz ao sentir o lado ingrato do marido, percebendo que ele não pode se permitir algo como uma festa de aniversário por não poder se permitir tantas, tantas outras coisas – ou por pelo menos não poder entender o que faz de Don Draper Don Draper.

Assim, eles fazem as pazes com o lado sexual tão forte em ambos, com algo que aí acaba ficando tão superfície e só marca o espaço entre os dois ainda mais. Enquanto de resto, eles apenas mantêm as aparências. Eles entram com toda aquela pose na Sterling Cooper Draper Pryce e Megan logo é afastada para que Don e os seus sócios possam lidar com o problema da vez. Pelas suas roupas, pelo seu jeito, dá para ver que ela resiste bem menos à mudança do que Don. Dá para ver por qual motivo ela não pertence aos grupos e parece nutrir certo desprezo pelas pessoas da firma. E essa, para mim, é a grande questão que a temporada parece colocar em cima da mesa. Até onde ela vai aguentar toda essa ausência do e no marido? Será que ela vai conseguir preenchê-la? Ou será que a maior aposta de Don Draper vai terminar sendo apenas outra folha em branco no lixo?

Ainda temos 11 episódios faltando (a premiere é só um episódio, mas em termos de produção, conta como dois), então fica difícil fazer uma previsão… Mas não estou otimista. Já vi Don tentar e falhar demais para estar. Já vi outros personagens tentarem tanto, com poucos sobrando para contar a história além do seu começo, só para que então eles não sigam em frente, sorrindo seus sorrisos tortos, os homens da Sterling Cooper Draper Pryce – ao lado de um Don que acredita que pode ser como eles, que quer ser como eles mais do que gostaria de admitir. Alguém que aceita pequenas desculpas de beijos como gestos suficientes para encher mundos, que poderia manter isso vivo como algo que o permite fugir do passado e com passado, sem nada vazio dentro, sem nada com o que se envergonhar.

Como eu, Don não faz a mínima ideia do que o resto da temporada guarda. Mas diferente dele, estou morrendo de vontade para descobrir.

Outras observações:

– Como o Bruno Tapajós disse lá pelo Twitter, Mad Men sempre foi tão engraçada assim ou é só impressão?

– Curiosidade: a cena inicial da temporada foi retirada diretamente de uma notícia real do NYT em 1966.

– Com uma subtrama envolvendo troca de escritórios, não poderíamos deixar de ver mais uma vez a arma do Pete. Deveríamos começar um bolão para adivinhar como ela será usada.

– Adoro como a série fez uma gradual transformação com Harry e hoje ele é um babaca de marca maior. As suas reações na festa e ao achar que seria demitido foram impagáveis.

– Peggy não ganha uma história em si nesse episódio, mas é interessante notar como os seus conhecimentos maiores de Don batem com os mais divididos que Megan tem. O fato de que ela estranha a paciência dele enquanto Megan a recebe como um bom sinal diz tudo que se precisa saber sobre o relacionamento das duas e sobre como elas realmente entendem aquele homem. Também não é coincidência que a personagem mais desenvolta nas mudanças do próprio tempo ganha menor tempo de tela em um episódio sobre pessoas que as resistem.

  • Luis

    Finalmente a melhor série da atualidade voltou

  • felipe…

    Ótimo episódio, deu pra matar a saudade, pena que agora faltam apenas 11 para acabar a temporada.

    Foi interessante ver como Don age com a Megan, achei q ele fosse continuar igual, mas ele está diferente, muito feliz, não gosto disso.
    Adorei a Peggy, pela primeira vez em toda a série, é impressionante ver como ela amadureceu desde da primeira temporada.
    Foi bom ver o Peter, gostei do foco que houve em cima dele, e legal como algumas relações se desgastaram na parada de série, Peter-Roger, Harry-all, Roger-Wife.

  • Fernando

    Mad men é diferente, não tem como… A forma como ela é feita a tranquilidade das cenas, a paciência dos atores, como a estória se desenvolve, o humor. tudo é muito ajustado

    Finalmente voltou, que pena que por 11 mais episódios.

  • @edujakel

    Parabens pela review, apesar de gigantesca, o episódio merece.

    No comeco tb senti um estranhamento, nao estava entendendo bem as mudancas no escritório, nao lembrava das histórias e o desenrolar da coisa estava super estranho, nem parecia MadMen.
    Mas depois tudo foi se encaixando e voltei a “entender” a série.

    Muito boa….

    A filha de Don está crescida e sempre parece nutrir um sentimento estranho pelo pai, nao acham? Acho que ela ainda vai querer seduzir ele…rs

  • Loli

    Mad Men sua linda, senti saudades!

  • LUIS HEBER

    Eu queria saber o segredo de MM…

    Odeio séries lentas. Mesmo Breaking Bad que alterna cenas de ação com “cenas de paisagem” me irrita vez ou outra.

    Já a falta de ação em MM me mantem focado o episódio inteiro. Mesmo um duplo como esse não me cansou.

    É um caso raro de roteiro impecável + atores afiadíssimos + fotografia de alta qualidade + edição aprimorada.

    Mad Men é uma aula de como fazer uma série. Nem todos os episódios tem a qualidade de The Suitcase (4×07)….mas todos ficam longe de serem ao menos medianos.

    O único ponto negativo é que com tanta mulher gostosa que o Jon Hamm pegou…escolheu a mais feia pra casar. lol

  • Renan Rossi

    I LOVE!!! I LOVE!!! I LOVE!!!

    Tá aqui no meu PC pra ver esse fds!!! Melhor série da atualidade junto com Breaking Bad que é a melhor série de sempre!!!

    Depois de assistir venho ler a review e dar minha humilde opinião.

  • @edujakel

    @LUIS HEBER
    a Megan é bonita, ela só precisa por um aparelho nos dentes. se encaixar akela arcada pra dentro, fica ótimo…rs

  • SENSACIONAL A REVIEW!
    Nunca vi uma review tão extensa hahahahahaha

    Mas é isso, não tem muito mais a abordar depois disso. A não ser, claro, elogiar o quanto essa série é foda.
    Tava com muita saudade e essa premiere foi perfeita.

    Não sei se foi o episódio mais engraçado, a série geralmente até o 6 episódio tem um tom mais leve. A partir do 7º que a história já vai centralizando mais no Don e ficando mais drama mesmo. E daí tem o fato de que há muito tempo não viamos os personagens, daí qualquer coisa boba que fazem, fica mais engraçado ainda hahahahaha

    E como Mad Men é uma série bem construída, logo o Don apareceu eu já comecei a achar que tinha algo estranho nele. Mas pensei que era só pelo tempo que a série ficou fora, mas dai pouco tempo depois a Peggy sinaliza que tinha algo errado mesmo. Genial. Personagens são muito bem construídos.

  • Finalmente voltou a melhor série da atualdiade,com as melhores reviews sobre ela!

    Nem restou muito o que falar,mas so para reiterar,ótimo episódio,pra mim,dos melhores da série,não me decepcionou em nada,adorei cada pedacinho de cada cena e cada diálogo,chorei de rir em algumas cenas,gargalhei em outras.

    Se fosse um filme,diria que Mad Men foi perfeito,com começo,meio e fim bemd esenvolvidos e se completando.

  • Paulo Sampaio

    O autor desta review escreve muito mal! Sofrivel ler este texto…

  • André

    Achei a review muito boa

  • Maria José

    Nossa, estava taõ ansiosa por esse episódio duplo, que confesso qeu fiquei meio desapontada. Era como se as coisas fossem acontecer e no fim das contas nada acontecia.

    Como o @edujakel, acho aquela filha do Don Draper meio estranha. Não acho que ela o vá seduzir, penso mais é na Suzanne hitchhoffen da vida… que mata os pais ou sei lá, os padrastos.

    Achei também que o escritorio tava diferente demais e as coisas custaram a engrenar. Cheguei a pensar em dividir o episódio para assistir de duas vezes, porque estava me cansando um pouco.

    Mas Mad man é mad man. Logo as coisas melhoraram e a série começou bem.
    Vamos ver o que a temporada nos aguarda.

  • Fernando Morais

    So pra constar que review mais enfadonha que ja vi de Mad Men desculpe Mateus nao via a hora de acabar de ler sua review que nem acabei que desisti na metade nossa me entediou essa review

    Mad Men é a serie………

  • Selma

    Mateus, pelamordidelz:-O
    Isso (os grifos são meus):
    “Algo com contos espalhados, conectados em uma duração que não permite o “calor” que meio que faz Mad Men para mim. Mas também há tudo pelo qual essa série é reconhecida e incrível, os motivos pelos quais ela fez tanta falta e fama. Temos uma sequência de festa diferente de tudo nas 52 horas passadas. Temos um episódio com duração extra. Temos personagens que amamos distantes pela duração do episódio, temos personagens odiosos fora por completo.
    Temos muitas coisas que mudaram e que não parecem Mad Men, mas que refletem o seu senso de mudança como nada, e que são como mais nada na televisão Mad Men pura e em uma dose cavalar para matar a nossa saudade.”

    Ou isso:
    “Já Pete toma isso como a maior das ofensas, bem na zona do tema das gerações que se encontram e partem nos anos 60. Em um dos seus surtos mais infantis, bate o pé por um escritório maior –
    e se a série zoaria a sua ambição antes, agora ela parece quase que comiserar com ela.

    “Comiserar com ela”.?????
    Não, fala sério, alguém entendeu o que isso quer dizer?
    Mateus, será que você fala assim como escreve?

    Com todo o respeito, eu me imaginei diante de uma tradução não-humana do Google ou sei lá…

    Me perdoem, mas será que sou burra?… Sim, desculpem, eu não entendi nada, porque devo ser muito burra.
    E olhem que eu gosto demais de algumas coisas que o Mateus Borges escreve, às vezes, mas esse texto, essa review, decididamente não é dele… Não é , não!

    Sei que posso ser mal interpretada, mas não estou querendo ofender e, agradeço profundamente o trabalho e a boa vontade que vc teve fazendo essa review. Queria poder ajudar e acho que só posso fazer isso, sendo sincera.
    Tão sincera que devo dizer, ainda prefiro uma review assim, extensa, que deve ter dado um puta trabalho… à algumas que primam pelo desmazelo, pela negligência, meros palpites etc.. No seu trabalho a gente vê que vc está escrevendo sobre algo que gosta… desculpe o mau jeito, sim?
    Um abraço.

  • André Luís

    O que foi aquele plot do Lane com a carteira? Me arrisco a dizer que ele é apenas uma versão mais comportada e simpática do extinto Duck Phillips. E outra: cenas de rua? Hahahaha, parece que dessa vez temos um orçamento/produção com cara de Boardwalk Empire. Mesmo que as duas séries sejam de gêneros completamente diferentes, a comparação da condição de cenário e figurino é válida.

    Cheguei as seguintes conclusões com essa premiere:

    – Harry, pra mim, não termina a temporada empregado na SCDP. Vai ter o mesmo destino do Sal, mesmo que o tenham demitido por um bem maior da empresa.
    – Pete é, sem dúvida alguma, a pessoa que mais preza pelo futuro da empresa dentro daquele escritório. Ele e a Peggy são os que mais cresceram e mudaram de vida ali, e por isso são os mais esforçados. E é isso que preocupa o Roger, já que Pete está na condição de sócio e o Don percebe cada vez mais a importância dele ali. Não é mais o garotinho que disputava com o Ken quem trazia mais contas à empresa.
    – Por falar em Ken, senti que ele ficou super apagado nesse episódio, tanto que nem citaram ele na review. Me arrisco a dizer que ele só vai encher linguiça essa temporada.

    Será que agora, com o plot da Y&R e com a cena final, a abordagem da situação do negro na época vinga? Parece que Mad Men sempre teve um certo receio de tratar sobre esse assunto mais aprofundadamente. Ou então só estava esperando a hora certa mesmo. Não duvido nada que isso renda uma excelente trama. E possivelmente demissões, afinal, não duvido nada que ainda tenha alguém dentro daquele escritório que tenha a mesma opinião que aquela finada secretária velha à respeito do assunto.

  • André Luís

    Ah, e quase que eu esqueço da Sally, hahahaha… Também achei ela muuuito estranha nessa premiere, aí tem. Não que ela vá tentar seduzí-lo, é meio que absurdo isso. Mas alguma coisa de “errado” ela vai fazer, com certeza. Afinal, quem olhava pr’aquela garotinha inocente nos episódios iniciais de Mad Men, com uns 5 anos de idade mais ou menos, jamais imaginaria que ela faria as coisas que fez durante a série (lê-se casa da amiguinha). A trama com o Glen só não deu em nada por falta de oportunidade.

  • Luis

    A review poderia ter ficado mais enxuta

  • Adriel Santana

    Retorno maravilhoso de Mad Men. Curti demais.

    @edujakel, também fiquei com a impressão que a Sally tem uma “quedinha” pelo próprio pai. Algo meio que a lá Édipo.

  • mah

    finalmente!!

    – achei tão bizarra a “relação” do Roger com o bebê da Joan.. fazendo piadinhas e tal.. ele sabe que é o pai! o único filho! por mais que tenham combinado de esconder isso, se eu fosse ela ficaria meio bolada com ele..

    – e as várias cenas “peggy não quer segurar o bebê e acaba com ele”.. “peggy e pete lidando com o bebê”.. “megan fazendo piadinhas de abandonar o bebê na escada da igreja”.. ok gente, já entendemos o desconforto dela. ok!

    – peggy tb tá bolada que o don tá frouxo no escritório haha.. é pq tem tempo que passou a 4 temporada.. mas lembro que ela ODIOU a ideia desse casamento.. não que ela goste dele, mas sempre ressentida por nunca ter atraído sua atenção como mulher.. (acho..) Achava bem mais interessante a fase dela como redatora junior.. Agora ela já está tão segura de sí.. E tb achava interessante a “relação” dela com o Pete..

    – sally tá boa p/ surtar.. estamos no aguardo!

    – e a mãe da joan dando mole pro eletricista/encanador/não lembro, hein gente? eu tb teria um ataque se alguém desse meu bebezinho novinho p/ um cara todo sujo e suado segurar.. haha

    – lane com a história da foto: sem comentários. Nem entendi direito qual foi. A mulher deu mó mole, e o cara realmente foi buscar a carteira.. como assim, cara?

    – e sério que o Pete realmente acreditou q conseguiria trocar de sala com o Roger? impossível!

    Galera do site, pelo amor de deus.. nada pessoal contra a pessoa que escreve esse review.. mas não tá claro que a maioria não gosta?? Já não basta o estresse com The Walking Dead, agora isso aqui com Mad Men tb?? NAOOOOOOOO…

  • Diego

    Não lerei uma review desse tamanho nem morto hahaha.

  • Fernanda

    Tem nego que adora ficar se gabando que assiste Mad Men porque é a melhor série da atualidade, porque é muito inteligente, porque é muito cult… mas tem preguiça de ler um texto com mais de 1500 caracteres. Vai entender, né? 😛

  • Walter

    Na boa, a review não é só muito grande, é muito maçante. Fala, fala, fala e parece que não falou nada no final. Meu deus, simplifica isso ae!

    Anyway… esse deve ter sido o episódio mais engraçado de Mad Men da história, muito bom.

    Eu lembro que na época do final da 4ª temporada uma brasileira ia entrar pro elenco, acho que é a Delores. Vejam: http://www.rollingstone.com.br/noticia/proxima-temporada-de-mad-men-tera-brasileira-no-elenco/

  • mah

    ahhh.. zuado que a participação da mulher foi isso, aparecer em uma foto.. hahahaha..

  • mah

    obs. concordo com a Selma!

    já imaginava que esse reviews seriam assim.. só entrei no link p/ ler os comentários!

  • Walter

    Mas com certeza essa Delores volta, não foi ´so esse participação. Vamos ver no segundo episódio.

  • Fabiane

    LOL muito boa review! e que saudade de Mad Men, o episódio pareceu mesmo mais engraçado que o normal, adorei…

  • Pete

    Texto muito longo e cansativo, parece que foi traduzido literalmente de um artigo em inglês.

  • Filipe Degani

    O eps. teve vários momentos engraçados… o que eu ri mais alto foi o deboche do Roger dando “bonjour” pro Don e depois dançando, hahaah

    Minhas expectativas para esta temporada:
    a) Que o bebê Olson Campbell seja um plot mais frequente. Me incomoda o quase total silenciamento sobre ele. Gostei mt do já comentado desconforto de Peggy com o bebê.

    b) Pq não recontratam o Salvatore? A Lucky Strike já foi embora, não há mais motivo para ele ficar de fora! Tenho curiosidade de saber que rumo ele tomou ao longo desse período.

    c) Que a Sally mergulhe logo na crise de “aborrescência”

    E vamos que vamos!

  • Melhor première de Mad Men: até agora me pego cantarolando na mente “Zou Bisou Bisou”. 8)