Liberdade Liberdade?!

A liberdade que nem sempre abre as asas sobre nós

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2014 foi um ano importante para a comunidade LGBT dentro da televisão aberta brasileira. Foi nesse ano que Walcyr Carrasco conseguiu levar ao ar, no último capítulo de sua novela Amor à Vida, um beijo gay feito às claras e sob uma imensa expectativa do público. O salto foi histórico sob diversos aspectos, mas foi por um mais que todos: o público conservador da Rede Globo foi seduzido por uma história de amor que – pela primeira vez – fugia do modelo heteronormativo convencional.

Já no ano seguinte, as portas voltaram a se fechar. O relacionamento entre as personagens de Fernanda Montenegro e Nathália Timberg na novela Babilônia, incomodou parte da audiência e os cortes voltaram a acontecer. Esses mesmos cortes que já tinham afetado Torre de Babel, América, Avenida Brasil e tantas outras novelas que tentaram abordar a homoafetividade de uma forma que se ausentava da fácil permissão concedida pelos alívios cômicos. Ou os autores acabavam seguindo o riso ou simplesmente abriam mão da luta.

Essa semana, a novela das 23 horas, Liberdade Liberdade, voltou a movimentar as redes sociais acerca do tema, quando divulgou que os personagens de Ricardo Pereira e Caio Blat na trama, teriam uma cena de sexo. Foi uma notícia que fez seu papel nas mídias: metade dos veículos especulava sobre as manifestações de repúdio e a outra metade especulava sobre se a cena ia mesmo acontecer ou não (uma vez que cortes de última hora não são incomuns nas diretrizes da empresa).

Eis que já sabemos que a cena realmente aconteceu e foi corajosa, dadas as devidas proporções. André e Tolentino, os dois personagens, estão desde os primeiros capítulos da novela construindo um complicado envolvimento que acabou culminando na cena. Por tratar-se de uma história de época, houve um monte de preocupações sobre como conseguir criar uma relação de desejo e afeto que fosse uma representação do que possivelmente aconteceria naqueles tempos. Avaliar isso, contudo, também depende de como a novela se sai como um todo.

Liberdade Liberdade não é uma novela ótima. Assim como costuma acontecer com produções de época, apenas o fato de recontar a realidade fora do nosso tempo, com muitos recursos de produção, já a envolvem de uma frágil aura de qualidade. Além de deslizar em fatos históricos apenas para perseguir a idéia de heroísmo, a novela tem uma produção textual pouco apurada, soa didática e burocrática na maioria do tempo, fazendo com seus discursos políticos e sociais pareçam sempre artificiais. Porém, ela ainda se esforça para manter o horário das 23 tomado de abordagens mais ousadas.

Da negra que foi criada como branca, passando pela prostituta que se recusa a prática do aborto que as sinhás tornaram corriqueira, chegando até dilacerações e mutilações a olhos vistos, tudo em Liberdade Liberdade é passível de uma crítica ao desenvolvimento e no caso da relação entre André e Tolentino não é diferente. Porém, quando colocamos em perspectiva o impacto que isso pode trazer na discussão acerca da naturalidade do afeto entre homens, essa necessidade de rigidez com a forma, perde seu lugar.

André e Tolentino foram criados em cima de estereótipos que devem ter sido imediatamente questionados pelos reprodutores de discursos “pseudo-sabidos”. O estereótipo não é uma mentira, é um uso pejorativo da verdade. A novela acerta ao dar a André uma feminilidade que não pode ser atribuída a nada que não seja expressão inevitável da essência. Ele teve pai presente, viveu cercado de ensinamentos masculinos brutais, cresceu visitando prostíbulos, mas sua natureza delicada se impõe a despeito de tudo isso. O mesmo raciocínio pode ser usado para julgar Tolentino, que mesmo sendo mais heteronormativo, também não passa de um homem que reverbera inevitabilidades. A diferença é que com ele, é a agressividade que sufoca anseios.

Inserir personagens gays em dramaturgias não-contemporâneas é muito válido sempre, porque ilustra a idéia de que homoafetividade sempre esteve em pauta na existência humana, mas era vivida ou reprimida por diferentes razões. Não importa o tempo, o meio, o convívio, a trajetória… A homossexualidade é um traço inerente, natural e que existe pela melhor razão de todas: nenhuma. Apenas é, como ser heterossexual, é. Esse acaba sendo o reflexo mais importante dessa história.

A cena também tomou as decisões certas e usou a mesma desonestidade romântica das sequências entre casais heteros. Ninguém transa em câmera lenta, com lençóis por cima, apenas respirando alto, sem nem ser ofegante. Na vida real a gente joga os cobertores no chão, geme, grita, fala uns palavrões e converte anseio em velocidade. Mas, nas novelas não. Tudo é coreografado para ser plástico e romântico. Assim, ao tomar a decisão de usar a mesma velha métrica na cena entre os dois personagens, a direção acertou. Aquele é muito mais um momento de posicionamento narrativo, de honestidade artística, do que uma desculpa para ver atores sem roupa.

Contudo, a exemplo do que aconteceu com Babilônia ao vir depois de Amor à Vida, não necessariamente estamos sobre as asas da liberdade. Apesar da civilização moderna estar absolutamente soterrada de filmes, séries, novelas, livros e músicas que prestigiem em quase 100% a modalidade heterossexual de envolvimento romântico, ainda há quem pense que “tem gay demais aparecendo na TV”. E há quem trabalhe para evitar que no meio de tantos privilégios artísticos, a comunidade LGBT tenha sua porcentagem mínima de referência.

Por isso tudo, logo depois de ver a cena, tirei uma selfie com o meu namorado e postei no instagram com a legenda: #LiberdadeLiberdade. Essa liberdade…Tão insistentemente utópica, que um dia possa celebrar amor e desejo (desejo sim) em qualquer vestimenta artística que lhe caiba. Essa, tão necessária para a sobrevivência de quem tem num beijo ao ar livre, num caminhar de mãos dadas, numa simples declaração pública e até numa selfie do instagram, a emoção de “ser igual”. Quando uma novela faz algo como o que fez essa semana, ela ilustra a apelo de uma representação que os heterossexuais têm todos os dias, em todos os horários da programação, para todas as faixas etárias… Porque sim,  no final das contas, a liberdade LGBT ainda é mais “segura” quando você olha pros lados, espera um intervalo entre postes ou espreme depois das 23 horas.

  • Su

    Sou portuguesa, então não estou muito familiarizada com o contexto, e também por isso adorei ler sobre esses marcos da televisão brasileira. Acho muito importante que num espaço sobre séries como esse haja lugar para comentarmos as nossas séries favoritas, especular, saber notícias e tudo mais, mas também para se discutir o papel da TV e do entretimento na sociedade, na cultura e todo o impacto que isso tem nas nossas vidas. Esses textos com uma vertente mais histórica, cultural, de opinião, que promovem a liberdade de expressão e a troca de ideias são muito enriquecedores para o site! Parabéns!

    • Fabio Kazim

      Me recuso acreditar que vc seja portuguesa, mas se for mesmo, procure na história portuguesa toda uma relação homossexual entre judeus e homossexuais, assim como, entre os homossexuais e os mouros/muçulmanos. Pode começar pela Judiaria, os Judeus em Lisboa, do lado, Andaluzia, etc.

      E me estranha, alguém que veio falar de relação “histórica e cultural”, não estando a parte do mínimo quanto a isso. E Berequias Zarco manda um oi.

      • “Sou portuguesa, então não estou muito familiarizada com o contexto…” eu imagino que ela esteja se referindo ao contexto da novela e da televisão brasileira, Fábio. Não estou entendendo porque você está atacando leitores aqui na sessão de comentários do texto do Henrique.

        • Fabio Kazim

          Eu comentei, não ataquei. E do mesmo modo que vc comentou algo, eu tb comentei, somente isso.

          PS.: Se os comentário tivessem uma espécie de emoticon com sensores de emoção, aí sim vc poderia fazer um juízo que estou sendo agressivo com minha postagem, que não foi o caso.

          Abraços.

          • Na verdade você precisa aprender a se expressar melhor. Ali embaixo você está chamando os outros de “gays chatos” e “gays extremistas”, e aqui questionou a nacionalidade da Su. Soa bastante como um ataque. Abraços!

          • Fabio Kazim

            Diego não vem com este discurso comigo que gays não podem ser criticados, eu sendo um, como qualquer outra pessoa, pode sim dizer ” que um hétero é extremista” ou “gay extremista”, ou que um “bi é chato”, etc. Não existe isso de “homossexualidade blindada ou heterossexualidade blindada”.

            E sim, gays são chatos, héteros são chato, o ser humano sabe ser chato.

          • Q?

          • Allan

            Ignora esse cara, já conheço ele, é insuportavell nos comentários

          • Luana Martins

            E vc que chamou a menina de ultraconservadora sem ler o texto dela? Falar dos outros pode né? Vergonha isso.

            Estou indo para a casa triste, saindo do escritório com o coração abalado. E fui até chamada de preconceituosa sem ter sido. Mas vida que se segue.

    • Fabio Kazim

      Antes que aqui vire uma inquisição portuguesa e espanhola mandando pessoas para a fogueira.

      Olha só Su, não te conheço, não posso dizer nada a seu respeito, fiz um comentário em cima do que escreveu. Espero que não se ofenda, pq quando falou “contexto”, eu me coloquei em Portugal ou países próximos e toda uma discussão da homossexualidade como produção na TV europeia e histórica muito mais avançado que no Brasil, e mesmo quanto a saber muita coisa daqui, não que foi um ataque igual pessoas aqui estão dizendo.

      • Su

        Fico feliz em saber que não era a sua intenção ofender. Não tenho intenção de atacar nem mandar ninguém para a fogueira, mas me desculpe a sinceridade, o seu comentário foi sim um pouco hostil. Talvez não tenha sido esse o seu propósito, mas se ponha no meu lugar, que deixei um comentário somente a elogiar a iniciativa do autor do texto e do SM, e você respondeu insinuando que eu sou mentirosa além de ignorante e inculta.

        Como já foi referido abaixo, e imaginei que estivesse subentendido, quando disse que não estou familiarizada com o “contexto” me referia ao conteúdo da TV no Brasil, nomeadamente as novelas referidas, e como a sociedade brasileira responde a este e o condiciona.

        Acho óptimo que dê a sua opinião, mas mesmo que não fosse sua intenção atacar ninguém, não vejo por que razão haveria de insinuar que eu sou mentirosa. Como você mesmo disse, não me conhece, então daquilo que eu escrevi, o que te leva a crer que eu diria que sou portuguesa se não fosse?? Só porque eu mencionei que considerava que textos com uma vertente histórica e cultural enriquecem o site, sou obrigada a perceber tudo do assunto e se não sei é porque estou a inventar a minha nacionalidade? Pois não sei que ideia é que você tem dos europeus, mas só para que não restem dúvidas, nós não somos enciclopédias ambulantes. Existem portugueses que não fazem a mais pequena ideia das referências que você mencionou e eu sou uma delas. Nunca gostei de história, me julgue! Adoro ler, mas principalmente fantasia e ficção científica, então tive que pedir uma ajuda ao meu amigo Google para saber quem raio é o Berequias Zarco… Acho óptimo que você se interesse por esses assuntos, mas considero desnecessário julgar os outros no seguimento, principalmente se estes, como eu, estavam apenas a elogiar o texto.

        • Fabio Kazim

          Você está certa. Me desculpa.

          Não sou tão brasileiro como você pensou que eu fosse…, e não falei “pela visão que certas pessoas aqui tem de Portugal”, e se alguns brasileiros tem uma visão “Maitê Proença” daí, isso é lamentável. Eu falei por ser uma realidade que eu conheço. E como eu vivo uma realidade que é extremamente racional quase 24h por dia (e com certeza eu sei que é chato uma porrada de vezes), às vezes eu esqueço que no mundo real, a racionalidade demais é cansativa, realmente, não tive a intenção de te chamar de “ignorante ou inculta”.

          E prefiro mil vezes uma pessoa que tem coragem de dizer o que você disse, do que um elogio gratuito, velado ou tapa de luva na hora de corrigir os outros, você está certíssima.

          Já que falou em Ficção Científica e Fantasia, como o mercado aí é bom. Muito melhor que o brasileiro. Alguns anos atrás teve Battlestar Galactica nas bancas/ quiosques, tantos outros lançamentos de FC sensacionais. Compro muita coisa do Wook pq aqui não chega e nem vai chegar.

          Mas obrigado pela atenção em ter respondido esta mensagem. Abraços.

  • Su

    Sou portuguesa, então não estou muito familiarizada com o contexto, e também por isso adorei ler sobre esses marcos da televisão brasileira. Acho muito importante que num espaço sobre séries como esse haja lugar para comentarmos as nossas séries favoritas, especular, saber notícias e tudo mais, mas também para se discutir o papel da TV e do entretimento na sociedade, na cultura e todo o impacto que isso tem nas nossas vidas. Esses textos com uma vertente mais histórica, cultural, de opinião, que promovem a liberdade de expressão e a troca de ideias são muito enriquecedores para o site! Parabéns!

    • Fabio Kazim

      Me recuso acreditar que vc seja portuguesa, mas se for mesmo, procure na história portuguesa toda uma relação homossexual entre judeus e homossexuais, assim como, entre os homossexuais e os mouros/muçulmanos. Pode começar pela Judiaria, os Judeus em Lisboa, do lado, Andaluzia, etc.

      E me estranha, alguém que veio falar de relação “histórica e cultural”, não estando a parte do mínimo quanto a isso. E Berequias Zarco manda um oi.

      • “Sou portuguesa, então não estou muito familiarizada com o contexto…” eu imagino que ela esteja se referindo ao contexto da novela e da televisão brasileira, Fábio. Não estou entendendo porque você está atacando leitores aqui na sessão de comentários do texto do Henrique.

        • Fabio Kazim

          Eu comentei, não ataquei. E do mesmo modo que vc comentou algo, eu tb comentei, somente isso.

          PS.: Se os comentário tivessem uma espécie de emoticon com sensores de emoção, aí sim vc poderia fazer um juízo que estou sendo agressivo com minha postagem, que não foi o caso.

          Abraços.

          • Na verdade você precisa aprender a se expressar melhor. Ali embaixo você está chamando os outros de “gays chatos” e “gays extremistas”, e aqui questionou a nacionalidade da Su. Soa bastante como um ataque. Abraços!

          • Fabio Kazim

            Diego não vem com este discurso comigo que gays não podem ser criticados, eu sendo um, como qualquer outra pessoa, pode sim dizer ” que um hétero é extremista” ou “gay extremista”, ou que um “bi é chato”, etc. Não existe isso de “homossexualidade blindada ou heterossexualidade blindada”.

            E sim, gays são chatos, héteros são chato, o ser humano sabe ser chato.

          • Q?

          • Allan

            Ignora esse cara, já conheço ele, é insuportavell nos comentários

          • Luana Martins

            E vc que chamou a menina de ultraconservadora sem ler o texto dela? Falar dos outros pode né? Vergonha isso.

            Estou indo para a casa triste, saindo do escritório com o coração abalado. E fui até chamada de preconceituosa sem ter sido. Mas vida que se segue.

    • Fabio Kazim

      Antes que aqui vire uma inquisição portuguesa e espanhola mandando pessoas para a fogueira.

      Olha só Su, não te conheço, não posso dizer nada a seu respeito, fiz um comentário em cima do que escreveu. Espero que não se ofenda, pq quando falou “contexto”, eu me coloquei em Portugal ou países próximos e toda uma discussão da homossexualidade como produção na TV europeia e histórica muito mais avançado que no Brasil, e mesmo quanto a saber muita coisa daqui, não que foi um ataque igual pessoas aqui estão dizendo.

      • Su

        Fico feliz em saber que não era a sua intenção ofender. Não tenho intenção de atacar nem mandar ninguém para a fogueira, mas me desculpe a sinceridade, o seu comentário foi sim um pouco hostil. Talvez não tenha sido esse o seu propósito, mas se ponha no meu lugar, que deixei um comentário somente a elogiar a iniciativa do autor do texto e do SM, e você respondeu insinuando que eu sou mentirosa além de ignorante e inculta.

        Como já foi referido abaixo, e imaginei que estivesse subentendido, quando disse que não estou familiarizada com o “contexto” me referia ao conteúdo da TV no Brasil, nomeadamente as novelas referidas, e como a sociedade brasileira responde a este e o condiciona.

        Acho óptimo que dê a sua opinião, mas mesmo que não fosse sua intenção atacar ninguém, não vejo por que razão haveria de insinuar que eu sou mentirosa. Como você mesmo disse, não me conhece, então daquilo que eu escrevi, o que te leva a crer que eu diria que sou portuguesa se não fosse?? Só porque eu mencionei que considerava que textos com uma vertente histórica e cultural enriquecem o site, sou obrigada a perceber tudo do assunto e se não sei é porque estou a inventar a minha nacionalidade? Pois não sei que ideia é que você tem dos europeus, mas só para que não restem dúvidas, nós não somos enciclopédias ambulantes. Existem portugueses que não fazem a mais pequena ideia das referências que você mencionou e eu sou uma delas. Nunca gostei de história, me julgue! Adoro ler, mas principalmente fantasia e ficção científica, então tive que pedir uma ajuda ao meu amigo Google para saber quem raio é o Berequias Zarco… Acho óptimo que você se interesse por esses assuntos, mas considero desnecessário julgar os outros no seguimento, principalmente se estes, como eu, estavam apenas a elogiar o texto.

        • Fabio Kazim

          Você está certa. Me desculpa.

          Não sou tão brasileiro como você pensou que eu fosse…, e não falei “pela visão que certas pessoas aqui tem de Portugal”, e se alguns brasileiros tem uma visão “Maitê Proença” daí, isso é lamentável. Eu falei por ser uma realidade que eu conheço. E como eu vivo uma realidade que é extremamente racional quase 24h por dia (e com certeza eu sei que é chato uma porrada de vezes), às vezes eu esqueço que no mundo real, a racionalidade demais é cansativa, realmente, não tive a intenção de te chamar de “ignorante ou inculta”.

          E prefiro mil vezes uma pessoa que tem coragem de dizer o que você disse, do que um elogio gratuito, velado ou tapa de luva na hora de corrigir os outros, você está certíssima.

          Já que falou em Ficção Científica e Fantasia, como o mercado aí é bom. Muito melhor que o brasileiro. Alguns anos atrás teve Battlestar Galactica nas bancas/ quiosques, tantos outros lançamentos de FC sensacionais. Compro muita coisa do Wook pq aqui não chega e nem vai chegar.

          Mas obrigado pela atenção em ter respondido esta mensagem. Abraços.

  • Luana Martins

    Cena linda e importante para a comunidade LGBT, mas quero agora falar pelo SM pq tb faço parte daqui assim como vários leitores.

    Alguém realmente precisava saber o que ele fez com seu namorado? Se quer falar que tira foto do namorado, que poste no face ou no Twitter. O site agora virou seção desabafo do Henrique para tudo o que ele achar da vida?

    Dia sim, dia não, vamos ter seção Diário do Henrique para gerar polêmica no site? Mais views? O Série Maníacos já é importante e não precisa disso.

    • Gustavo

      Olha, esse texto dele eu ainda gostei, mas o do MasterChef e o de game of thrones foi bem desnecessário mesmo haha

    • Olha, seu preconceito é triste. Desde quando o Henrique mencionar algo da vida pessoal dele em um texto opinativo para contextualizar o tema do texto, é elemento que gera mais views? Por que ele mencionar isso é algo que te incomoda? O SM foi criado sim para expressar as opiniões das pessoas que fazem parte do site e você está revertendo toda a importância do tema ao querer direcionar a conversa para o autor do texto ao invés do tema do texto. Se você tem problema em imaginar ou ver dois homens abraçados juntos nas redes sociais, fica ainda nítido como esse texto é importante.

      • Luana Martins

        Se eu disse “cena linda e importante para a comunidade LGBT” no começo, não tem sentido você chamar a euzinha aqui de preconceituosa, ou dizer que tenho problemas em ver dois homens juntos.

        Eu sei da importância disso, mas você como moderador e dono do site tem que perceber que os leitores tem o direito de opinar e com isso não necessariamente ser chamados de “preconceituosa”, pq vc não sabe como é minha vida lá fora. Ele poderia muito bem ter falado da ousadia e necessária cena, sem ter enrolado com o texto.

        Horrível o que você fez agora Michel sair apontando o dedo para as pessoas sem conhecer elas só pq alguém disse que não gostou de algo no texto.

        • Não preciso te conhecer, você que disse que ficou incomodada de ele mencionar a foto com o namorado. Isso é preconceito. Simples.

    • Allan

      Aquilo é um perfil de rede social PESSOAL dele. O que ele posta ou deixa de postar é problema dele e não seu.

    • Allan

      Quem cria polemica são vcs mesmo, com seus preconceitos escancarados, enrustidos e camuflados

    • Mariane

      Se você espera um texto tão impessoal assim, não sei se tá no site certo. É comum e natural ter essa liberdade pra falar de si, principalmente sendo um tema tão importante.
      Começar um texto com “cena linda” não te dá a carteirinha de “Pró-causa LGBT”. Se preconceito fosse assim tão raso seria bem mais fácil lidar com ele. O que envolve a fala dele e a necessidade de expor coisas particulares foi a tão tardia REPRESENTATIVIDADE na tv aberta brasileira. Você não se dá a oportunidade de imaginar como é importante se ver refletido assim numa cena, principalmente por viver em meio a uma homofobia que não só machuca como mata.
      E aí, pensando em várias pessoas que vão se descobrindo, ver uma cena como aquela e ler um texto como esse, onde quem o escreveu cita um momento entre ele e o namorado, faz bem. Não é difícil de entender.

      • Luana Martins

        Isso é lindo Mariana. Vc tá certa com o seu texto, olhando por esta ótica, realmente me faltou mais visão para entender a postagem.
        Estamos aqui para debater, por as ideias na mesa, sejam elas mais conservadoras, como as liberais do cara acima que disse que a heterossexualidade é uma invenção, a sua mais contida e romântica, vida que se segue.

        Obrigada pela postagem sincera e sem agressão.

        • Mariane

          Fico feliz por ter entendido, de verdade. 🙂

      • henriquehaddefinir

        Ai Mariane, brigado viu? Que comentário lindo.

        • Mariane

          Magina!

  • Luana Martins

    Cena linda e importante para a comunidade LGBT, mas quero agora falar pelo SM pq tb faço parte daqui assim como vários leitores.

    Alguém realmente precisava saber o que ele fez com seu namorado? Se quer falar que tira foto do namorado, que poste no face ou no Twitter. O site agora virou seção desabafo do Henrique para tudo o que ele achar da vida?

    Dia sim, dia não, vamos ter seção Diário do Henrique para gerar polêmica no site? Mais views? O Série Maníacos já é importante e não precisa disso.

    • Gustavo

      Olha, esse texto dele eu ainda gostei, mas o do MasterChef e o de game of thrones foi bem desnecessário mesmo haha

    • Olha, seu preconceito é triste. Desde quando o Henrique mencionar algo da vida pessoal dele em um texto opinativo para contextualizar o tema do texto, é elemento que gera mais views? Por que ele mencionar isso é algo que te incomoda? O SM foi criado sim para expressar as opiniões das pessoas que fazem parte do site e você está revertendo toda a importância do tema ao querer direcionar a conversa para o autor do texto ao invés do tema do texto. Se você tem problema em imaginar ou ver dois homens abraçados juntos nas redes sociais, fica ainda nítido como esse texto é importante.

      • Luana Martins

        Se eu disse “cena linda e importante para a comunidade LGBT” no começo, não tem sentido você chamar a euzinha aqui de preconceituosa, ou dizer que tenho problemas em ver dois homens juntos.

        Eu sei da importância disso, mas você como moderador e dono do site tem que perceber que os leitores tem o direito de opinar e com isso não necessariamente ser chamados de “preconceituosa”, pq vc não sabe como é minha vida lá fora. Ele poderia muito bem ter falado da ousadia e necessária cena, sem ter enrolado com o texto.

        Horrível o que você fez agora Michel sair apontando o dedo para as pessoas sem conhecer elas só pq alguém disse que não gostou de algo no texto.

        • Não preciso te conhecer, você que disse que ficou incomodada de ele mencionar a foto com o namorado. Isso é preconceito. Simples.

          • Niobe S

            Ela não disse isso. Mas todo dia agora tem posts do Henrique sobre coisas pessoais? Sinceramente, eu quero ler reviews. Pq não pode separar o pessoal do profissional? Ele pode fazer um blog e quem quiser que o siga. Eu só quero ler review das séries, não me importa a vida pessoal de nenhum dos autores daqui.
            E antes que usem a carta da homossexualidade, já afirmo logo: se fosse qualquer autor, autora, homo, hétero, pobre, rico, azul ou roxo que começasse a postar achismos todo dia, eu também reclamaria.

          • Mas me diz uma coisa, o que te impede de ler as reviews com a existência desse post? Ou o que te obriga a ler esse texto? A gama de conteúdo do SM é vasta e da mesma forma que você não gostou, muitos outros gostaram. A “carta da homossexualidade” não precisa ser usada, mas que tal a carta da tolerância? Agora, se tem alguma review que você acompanha e está atrasada, por favor não deixe de me avisar para eu poder puxar a orelha do colaborador responsável.

    • Allan

      Aquilo é um perfil de rede social PESSOAL dele. O que ele posta ou deixa de postar é problema dele e não seu.

    • Allan

      Quem cria polemica são vcs mesmo, com seus preconceitos escancarados, enrustidos e camuflados

    • Mariane

      Se você espera um texto tão impessoal assim, não sei se tá no site certo. É comum e natural ter essa liberdade pra falar de si, principalmente sendo um tema tão importante.
      Começar um texto com “cena linda” não te dá a carteirinha de “Pró-causa LGBT”. Se preconceito fosse assim tão raso seria bem mais fácil lidar com ele. O que envolve a fala dele e a necessidade de expor coisas particulares foi a tão tardia REPRESENTATIVIDADE na tv aberta brasileira. Você não se dá a oportunidade de imaginar como é importante se ver refletido assim numa cena, principalmente por viver em meio a uma homofobia que não só machuca como mata.
      E aí, pensando em várias pessoas que vão se descobrindo, ver uma cena como aquela e ler um texto como esse, onde quem o escreveu cita um momento entre ele e o namorado, faz bem. Não é difícil de entender.

      • Luana Martins

        Isso é lindo Mariana. Vc tá certa com o seu texto, olhando por esta ótica, realmente me faltou mais visão para entender a postagem.
        Estamos aqui para debater, por as ideias na mesa, sejam elas mais conservadoras, como as liberais do cara acima que disse que a heterossexualidade é uma invenção, a sua mais contida e romântica, vida que se segue.

        Obrigada pela postagem sincera e sem agressão.

        • Mariane

          Fico feliz por ter entendido, de verdade. 🙂

      • henriquehaddefinir

        Ai Mariane, brigado viu? Que comentário lindo.

        • Mariane

          Magina!

  • Viviana Galeno

    Primeiro vi a cena e depois seus comentários, só pra esclarecer.
    Achei a cena péssima, por se tratar de uma série de época ao meu ver devia ter mais romantismo, um tirando a roupa do outro, carícias, toques, beijos leves.
    Agora vamos pra sinceridade, já reparou na grande quantidade que a Globo promove em cenas com conteúdo LGBT atualmente, usando este artifício para ter sua rélis audiência, acho isso patético. Se quer falar sobre este tema que faça uma série ou novela só sobre isso, confesso que deixei de acompanhar novelas faz uns 6 anos e não sinto a menor falta, os escritores tem que produzir conteúdo original e deixar a velha mesmice imperar na Globo e não foi por causa do tema, só pra deixar claro.
    Achei a série Looking ótima construindo personagens instáveis que ascenderam ao longo da história.
    E entendo seu lado(autor) perfeitamente, quem sabe se daqui há alguns anos a mente de algumas pessoas possam mudar, já que tem outras coisas mais importantes para ser preocupar como violência, educação e respeito.
    Infelizmente o que me revolta no Brasil e mundo atual é a grande massa de pessoas dispostas a recrutarem outras a serem intolerantes, essa falta de respeito das pessoas é algo que me entristece, ainda torço para que você e eu possamos viver num mundo aberto sem paradigmas e descriminação.

    • Allan

      Vc acha que homossexualidade é coisa recente?
      Veja o filme Caligula e verá cenas fortes de sexo gays hetero orgias, etc. Sempre aconteceu, com leveza, selvagem, grupal, independente de epoca.
      Tudo varia de pessoa pra pessoa. Somos seres individuais

      • Fabio Kazim

        A HOMOSSEXUALIDADE é algo recente sim, assim como a HETEROSSEXUALIDADE, dois processos comportamentais que se iniciam a partir do século XIX.

        Agora, a relação homossexual, essa sim, provavelmente, homens vem fazendo desde que são homens.

        PS: Gay Extremista é pior que hétero desinformado, lamentável isto.

        • Allan

          Zzzzzzzzzz

        • Capitã Marvel

          Extremismo dizer que homossexualidade sempre existiu? Ah me poupe, ninguém ta interessada nessas suas ideologias não. Homossexualidade = Pessoas do mesmo sexo em uma relação romantica e/ou sexual, ninguém ta dizendo que a seculos atrás todo mundo ja falava gay, bi, hetero.

          • Fabio Kazim

            Mas não são os héteros e cristãos que acusam vcs homossexuais que APENAS dizem gostar de pessoas do mesmo sexo, de estarem cometendo Ideologia de Gênero? Fazendo de tudo para que isso não chegue nos ouvidos das pessoas?

            Então… quem está cometendo ideologia aqui? Vcs homossexuais que APENAS dizem gostar de pessoas do mesmo sexo, ou os heterossexuais e cristãos dizendo que existe uma Ideologia de Gênero em curso na humanidade com o intuito de acabar com ela? Ou vc nunca se deparou com isso no dia a dia?

    • Allan

      No filme Troia, segundo historiadores o personagem do Brad Pitt tinha um caso com aquele primo dele. Existem gays desde sempre. Vcs ultra conservadores que acham que os gays querem dominar o mundo ou impor algo, sendo que eles só querem respeito e igualdade

      • Fabio Kazim

        Deixa de ser gay chato, sem crítica histórica, biológica e psicológica, pq gays como vc, só ajuda os héteros a ter mais raiva dos homossexuais, infelizmente.

        • Allan

          Zzzzzzzzzzzzz

      • Luana Martins

        Muito bonito chamando a Viviana de ultraconservadora só pq ela queria mais romantismo na cena da novela, e depois não querem ser criticados.

  • Viviana Galeno

    Primeiro vi a cena e depois seus comentários, só pra esclarecer.
    Achei a cena péssima, por se tratar de uma série de época ao meu ver devia ter mais romantismo, um tirando a roupa do outro, carícias, toques, beijos leves.
    Agora vamos pra sinceridade, já reparou na grande quantidade que a Globo promove em cenas com conteúdo LGBT atualmente, usando este artifício para ter sua rélis audiência, acho isso patético. Se quer falar sobre este tema que faça uma série ou novela só sobre isso, confesso que deixei de acompanhar novelas faz uns 6 anos e não sinto a menor falta, os escritores tem que produzir conteúdo original e deixar a velha mesmice imperar na Globo e não foi por causa do tema, só pra deixar claro.
    Achei a série Looking ótima construindo personagens instáveis que ascenderam ao longo da história.
    E entendo seu lado(autor) perfeitamente, quem sabe se daqui há alguns anos a mente de algumas pessoas possam mudar, já que tem outras coisas mais importantes para ser preocupar como violência, educação e respeito.
    Infelizmente o que me revolta no Brasil e mundo atual é a grande massa de pessoas dispostas a recrutarem outras a serem intolerantes, essa falta de respeito das pessoas é algo que me entristece, ainda torço para que você e eu possamos viver num mundo aberto sem paradigmas e descriminação.

    • Allan

      Vc acha que homossexualidade é coisa recente?
      Veja o filme Caligula e verá cenas fortes de sexo gays hetero orgias, etc. Sempre aconteceu, com leveza, selvagem, grupal, independente de epoca.
      Tudo varia de pessoa pra pessoa. Somos seres individuais

      • Fabio Kazim

        A HOMOSSEXUALIDADE é algo recente sim, assim como a HETEROSSEXUALIDADE, dois processos comportamentais que se iniciam a partir do século XIX.

        Agora, a relação homossexual, essa sim, provavelmente, homens vem fazendo desde que são homens.

        PS: Gay Extremista é pior que hétero desinformado, lamentável isto.

        • Allan

          Zzzzzzzzzz

        • Capitã Marvel

          Extremismo dizer que homossexualidade sempre existiu? Ah me poupe, ninguém ta interessada nessas suas ideologias não. Homossexualidade = Pessoas do mesmo sexo em uma relação romantica e/ou sexual, ninguém ta dizendo que a seculos atrás todo mundo ja falava gay, bi, hetero.

          • Fabio Kazim

            Mas não são os héteros e cristãos que acusam vcs homossexuais que APENAS dizem gostar de pessoas do mesmo sexo, de estarem cometendo Ideologia de Gênero? Fazendo de tudo para que isso chegue nos ouvidos das pessoas?

            Então… quem está cometendo ideologia aqui? Vcs homossexuais que APENAS dizem gostar de pessoas do mesmo sexo, ou os heterossexuais e cristãos dizendo que existe uma Ideologia de Gênero em curso na humanidade com o intuito de acabar com ela? Ou vc nunca se deparou com isso no dia a dia?

            PS.: Em nenhum momento fiz ideologia aqui ou na postagem.

    • Allan

      No filme Troia, segundo historiadores o personagem do Brad Pitt tinha um caso com aquele primo dele. Existem gays desde sempre. Vcs ultra conservadores que acham que os gays querem dominar o mundo ou impor algo, sendo que eles só querem respeito e igualdade

      • Fabio Kazim

        Deixa de ser gay chato, sem crítica histórica, biológica e psicológica, pq gays como vc, só ajuda os héteros a ter mais raiva dos homossexuais, infelizmente.

        • Allan

          Zzzzzzzzzzzzz

      • Luana Martins

        Muito bonito chamando a Viviana de ultraconservadora só pq ela queria mais romantismo na cena da novela, e depois não querem ser criticados.

  • NowSilva

    Não sou fã de produções Brasileiras. Na vdd eu até as evito. Justamente por todo esse “puritanismo” associado principalmente as famílias tradicionais Brasileiras. Por isso não gasto meu tempo assistindo novelas e séries daqui. Mas falando sobre a polêmica dessa cena e de várias outras que causaram burburinho… Vcs (conservadores) ficaram chocados com isso? Pobres pessoas que vivem fora da terra. Pessoas que em vez de estarem assistindo novelas, deveriam estar nas igrejas ou seja lá quais forem seus templos. Pessoas assim, preconceituosas, nem deveria fazer uso de mídias sociais.

    • Gustavo

      Mesmo não vendo novela tv daqui, a gente tem que comemorar quando acontece esse tipo de cena.

  • NowSilva

    Não sou fã de produções Brasileiras. Na vdd eu até as evito. Justamente por todo esse “puritanismo” associado principalmente as famílias tradicionais Brasileiras. Por isso não gasto meu tempo assistindo novelas e séries daqui. Mas falando sobre a polêmica dessa cena e de várias outras que causaram burburinho… Vcs (conservadores) ficaram chocados com isso? Pobres pessoas que vivem fora da terra. Pessoas que em vez de estarem assistindo novelas, deveriam estar nas igrejas ou seja lá quais forem seus templos (onde lá é tudo mais bonito). Pessoas assim, preconceituosas, nem deveria fazer uso de mídias sociais.

    • Gustavo

      Mesmo não vendo novela tv daqui, a gente tem que comemorar quando acontece esse tipo de cena.

  • Fabio Kazim

    Como processo social, a cena foi importante por mostrar que dois homens podem ter desejos homos e não serem discriminados por isso. Quanto a comportamento humano, a cena foi péssima por reproduzir uma falaciosa ideia que ser gay é feminino, que ser homossexual é ter uma essência feminina. O fato de termos gays assim, isso não é uma regra nem histórica, nem biológica ou psicológica.

    O texto do Henrique é perigoso por causa de uma leitura no Brasil (sempre no Brasil isso) que a homossexualidade e a heterossexualidade sempre existiram como ambos lados querem impor, isso não é verdade. O que é verdade, é que relações entre pessoas do mesmo sexo ou do sexo oposto sempre existiram.

    A homossexualidade como conhecemos, assim como a heterossexualidade, são invenções do século XIX, qualquer coisa além disso, é uma briga exagerada entre certos componentes gays brasileiros com sua contraparte heterossexual. E esse tipo de discurso, só vem mostrar, o quanto uma autoafirmação homossexual masculina e heterossexual normativa em nosso país são dois grandes problemas sociais, e que precisa ser URGENTEMENTE REVISTA . E o que está em jogo aqui, o fator HISTÓRIA. O que se resultará disso? Mais raiva dos grupos conservadores ou de héteros quanto a isso, que infelizmente, agressivamente vão dizer que os homossexuais estão promovendo uma Agenda Gay ou Dominação Gayzista (uma pessoa que diz isso merece uma surra).

    O comportamento de “André e Tolentino”, em cena não tem nada de histórico. É lamentável que isso tenha sido mostrado numa série de época e não numa atual. Coisa que a TV americana e europeia quanto a isso já vem criticando tem muito tempo e não mais caindo em caricaturas da homossexualidade:

    http://www.seriemaniacos.tv/a-evolucao-homossexual-na-tv-americana-parte-1/

    http://www.seriemaniacos.tv/a-evolucao-homossexual-na-tv-americana-parte-2/

    Este tipo de cena num país como o nosso, só cria mais confusão na cabeça das pessoas, pq as pessoas não sabem diferenciar “sexo de sexualidade”. Se o sexo é direcionado para o ato sexual, a sexualidade é para o desejo, sentimentos, ou como alguém se relaciona com a outra. E a sexualidade é um conceito moderno, assim como a homossexualidade e a heterossexualidade.

    Não existia sexualidade na Idade Média, e quando vemos um relativismo homossexual tentando botar a homossexualidade na história, isso carece de historicidade. Sexo na Idade Média (e antes também) era um perigo para existência do homem (homens e mulheres), que poderia até matar outro homem, mas se deixar levar pelo desejo da carne, isso era altamente reprimido. E com a mulher mais ainda.

    O cristianismo sempre tratou o sexo como um problema, diferente do judaísmo europeizado e do islamismo, que sempre é bom dizer (o brasileiro por uma questão continental), que durante a evolução da Idade Média até os dias atuais na Europa (em especial Espanha e Portugal), os árabes e os mouros são os que levam a culpa por terem levado a relação homossexual para este continente (isso é grave e pede um outro texto, como eu escuto isso que me irrita profundamente).

    Também é bom dizer, que não existia uma condição da homossexualidade no período medieval. Sexo entre dois homens (bem comum no mundo árabe, muito mais evoluído no período que o cristão) era tratado como uma prática sexual. E se algum gay relativista diz que existia homofobia em outras épocas, ele também está errado, a pessoa era condenada por fazer sexo anal, ter uma prática sexual, não por ser bi ou homo. E novamente dizendo, o que entendemos como homossexualidade e heterossexualidade, é algo de 150 anos para cá.

    E se o sexo com a mulher era para a procriação? Se mulher sempre foi vista como um símbolo do pecado e da perdição, (um lado triste da história) era comum que homens fizessem sexo com outros homens não só por desejo afetivo, mas também, por uma necessidade sexual, nada anormal nisso, que acontecia de monte entre os árabes e outros homens historicamente.

    Mas por fim, que bom, que a TV brasileira deu mais um passo na sua história mostrando que dois homens independente de ser mais masculino ou feminino, podem se amar, fazer sexo, ter desejos, e ser feliz como qualquer outro ser humano.

    • Allan

      Zzzzzzzzz

    • Luana Martins

      Lá vem esses gays reformadores defendendo que a heterossexualidade é uma invenção. Ser gay é uma coisa que eu defendo e apoio a pessoa ser, agora o resto, é unir o útil ao agradável. Vergonha isso.

    • henriquehaddefinir

      Fábio, eu vou te dizer de novo o que já te disse no outro texto: imprimir explicações ultra-acadêmicas não vai te ajudar a ser compreendido nos seus anseios. Toda vez que se fala de homossexualidade, empoderamento feminino ou de qualquer questão sobre diversidade, vale sempre mais acessar as emoções e a clareza.
      Você, que é meu colega do site, vir aqui dizer que meu texto é “perigoso” me preocupa muito, porque seus argumentos, como sempre, estão ligados a desnecessárias tecnicalidades. Você pode passar o tempo todo negando que existisse homossexualidade e heterossexualidade na história e usar centenas de citações e teóricos para justificar seu discurso, mas o que importa aqui é saber que seja sexo ou seja idiossincrasia, a prática ou a essência precisam de aceitação e não de escrutínio. Suas colocações não ajudam ninguém a entender nada e de fato, separar a representatividade da palavra “homossexualidade” do ato em si não tem a menor importância prática porque para ambos os casos, vale o respeito.

      Eu fico jurando que não vou te responder mais, mas me preocupo com seu discurso complicador, já que a intenção do texto é completamente outra.

      Um abraço.

      • Fabio Kazim

        Não é mesmo. Já disse a você que isso é coisa de brasileiro pós-moderno, não da realidade gay como um todo. Que sei que tem o seu valor, mas não necessariamente é o que acredito, por ver que os pós-modernos em todas as áreas da vida criam mais confusão do que acertos.

        E não tem nada de tecnicidade no meu texto, é uma realidade como outra qualquer.

        O fato de falar de um jeito, não significa que os discursos tem que ser todos produzidos da mesma forma, ou simplesmente ficar dizendo que minha fala não possa ter alcance.

        Ou se quer, quero que todo gay saia escrevendo ou pensando como eu, isso é coisa da sua cabeça já te falei isto, não que eu penso que tenha que ser assim.

    • alexandre12000

      Eu li, reli e não consegui entender onde vc quis chegar hauahuahauahaua
      Só pq antes não existia um termo de definição, não significa que não existia. Vc quis dar termos tecnicos que no final não dá em nada e não muda nada, deu importancia aonde não é importante kkkkk

      E não vi a cena reproduzir nada disso que vc falou de ser gay é ser feminino. Ali são só estão dois tipo de homossexuais quem sempre existiu um mais heteronormartivo e outro mais delicado. Só pq não tinha termo pra eles, não significa que eles não estavam lá, naquele tempo.

      • Fabio Kazim

        Legal, mas vamo-que-vamo, que a discussão sempre é boa

        Eu não usei nada técnico, ou foi um palavreado difícil, mas já que isso não tem importância, assim, como o seu nome “Alexandre”, talvez também não seja um agente de decodificação social, assim sendo, pra que lutar por uma afirmação homossexual ou da homossexualidade na sua contraparte heterossexual não é mesmo?

        Diante disto, já que termos como “essência”, “segunda natureza”, “história”, “feminino”, “sexo e sexualidade”, não tem sentido socialmente falando (e ninguém usa né), posso dizer, que vc diante da sua “gorrocidade” (não tem sentido falar de homossexualidade e heterossexualidade não é mesmo?) poderia me dizer:

        a) Como é que você falaria com um evangélico? Apenas pedindo igualdade e respeito?

        b) Como é que você chegaria até um juiz ou um político exigindo algo em Políticas Públicas de Gênero? Apenas pedindo igualdade e respeito?

        c) Como é que você conversaria com um cristão criacionista? Apenas pedindo igualdade e respeito?

        d) Como é que você conversaria com um cristão que defende o Design Inteligente ou cristão cientificista? Apenas pedindo igualdade e respeito?

        f) Como é que você falaria com um homossexual lá do sertão, do interiorzão do Brasil? Apenas pedindo igualdade e respeito e ainda dizendo que não tem problema ele ser gay, que é só ele se deixar levar pelos desejos, somente isso?

        Por fim

        g) Como você pensa em fazer as pessoas pensarem na realidade LGBT como Educação de Gênero nas Escolas ou Faculdade? Apenas pedindo igualdade e respeito? Ou isso sozinho vai se formando com apenas as pessoas deixando os seus desejos acontecerem?

        Então… você chegar na postagem, e me acusar de estar usando de um linguajar técnico (coisa que não fiz) e que isto não chega a lugar algum, não é só uma desonestidade intelectual, como também, desconhecer uma discussão que perpassa tudo isso que acabei de pontuar anteriormente em toda uma realidade LGBT Mundial.

        • alexandre12000

          Ai cara, preguiça kkkkkkkkkkkkk
          Não tem anda a ver essas questões que vc esta querendo colocar com esse papo de invenção do seculo XIX bla bla bla. Vc só está poluindo os comentarios com suas biblias. kkkkkkkk

          Homossexualidade sempre existiu, pq sempre existiu homens atraidos sexualmente por outro, isso é homossexualidade. Fim!!! Agora se não tinha um “termo” a essa condição humana é outra historia, que não cabe como discussão AQUI.
          Tchauzinho. =)

          • Marcos Ferrari

            Não vi problema na postagem dele. Nem na sua. O que ele falou tem total sentido quanto a modos de falar. Você vai se comunicar com um juiz da mesma maneira que conversa com seu amigo? Com sua mãe? Ou numa consulta médica? A vida é construída com modos de falar e de se expressar.

          • alexandre12000

            Pode até ter sentido, mas acho que essas questões que ele esta tentando colocar não cabe na novela e nem no texto do Henrique. É um debate meio deslocado sabe. A relação esta lá na novela sendo abordada e mostrada, e é oportuno servi de discussão e reflexão hoje, onde há tanta luta ativista pelo o fim do preconceito. O termo pode ser uma invenção do seculo XIX, como ele tanto aponta, mas seu significado não, e suas manifestações existe desde sempre e é isso que a novela está mostrando. Então, realmente, eu não entendi a problematica.

          • Fabio Kazim

            Novamente, eu não estou falando de termos em si, não fiz isto aqui. Volta uns posts acima, assista o vídeo que a Carol postou sobre a Judith Butler, volta ao que postei, releia, e pense no que a feminista e filósofa Simone de Beauvoir disse quanto a “Ninguém nasce mulher, torna-se mulher”.

            Teve um vídeo, um frase curta, e um texto grande, e ambos estão tratando do mesmo assunto. O problema maior aqui, é os três discursos estarem falando da mesma coisa. Por isso, qual o motivo das pessoas terem dificuldade em perceber o que foi dito? Não é o termo ter existido em data a, b, c, ou d. Agora, vamos por isso na minissérie e no dia a dia e o motivo das pessoas dizerem que o discurso LGBT e feminista quanto a isto estão errados? É aqui que começa o jogo da vida contemporâneo, e se as pessoas não querem jogar, é uma outra história.

          • Fabio Kazim

            (O Henrique vai adorar ler isto e falar que eu sou um pilantra, rsrs), durante a minha formação, vi muitas peças de teatro (o recurso dramatúrgico, que é do apogeu grego né?), teve uso de poesias (a sensibilidade, também no apogeu grego né?) e muitos filmes. Eu poderia chegar aqui e dizer “que eu como um professor, uso sim “a clareza e a emoção”, para que isso seja eficaz.

            Mas para a “clareza e a emoção ser eficaz”, é preciso conteúdo formativo por trás. Só ver e perceber, isso não existe. Para ele que é do teatro, e para mim que vivi e vivo uma diversidade intelectual e cultural grega e o que se seguiu disso, é fácil dizer que “clareza e emoção resolve tudo”.

            Alunos e pessoas na sociedade, não conseguem reconhecer isto facilmente jamais, é preciso muito chão para que isso seja percebido.

          • Fabio Kazim

            Mas eu não estou falando de termos em si. A problematização aqui não é sobre o nome ter começado a existir nesta data. Se caso fosse, eu deveria ter abordado a mudança que ocorreu do nome “homossexualismo” e “homossexualidade”, o problema é outro.

    • Marcos Ferrari

      Eu li e compreendi tudo o que o senhor quis dizer. Para quem já vive uma realidade homossexual e uma luta na causa LGBT, com certeza um texto desses pode parecer sem sentido. Mas para situar uma realidade da homossexualidade para pessoas que já são mergulhadas num ato de leitura, foi muito bom, isso ajuda a esclarecer o homossexual e sua homossexualidade que não é um problema. E concordo com que disse posteriormente, que existe maneiras e maneiras de falar um assunto. Sendo advogado, já acostumado com grandes textos jurídicos e analíticos, foi uma forma interessante de apresentar um histórico sobre o assunto.

      Quando estou em reuniões de conciliações ou defendendo uma causa jurídica, tenho que ouvir as partes, entender as paixões, as raivas, o desejo de vingança, de justiça e etc. E não dizer que um lado é a vítima e outro o injustiçado. Tirando um palavreado e outro que usastes, foi bem compreensível o que escreveu. Me esclareceu muita coisa. Somou com que eu já sabia sobre o assunto.

  • Fabio Kazim

    Como processo social, a cena foi importante por mostrar que dois homens podem ter desejos homos e não serem discriminados por isso. Quanto a comportamento humano, a cena foi péssima por reproduzir uma falaciosa ideia que ser gay é feminino, que ser homossexual é ter uma essência feminina. O fato de termos gays assim, isso não é uma regra nem histórica, nem biológica ou psicológica.

    O texto do Henrique é perigoso por causa de uma leitura no Brasil (sempre no Brasil isso) que a homossexualidade e a heterossexualidade sempre existiram como ambos lados querem impor, isso não é verdade. O que é verdade, é que relações entre pessoas do mesmo sexo ou do sexo oposto sempre existiram.

    A homossexualidade como conhecemos, assim como a heterossexualidade, são invenções do século XIX, qualquer coisa além disso, é uma briga exagerada entre certos componentes gays brasileiros com sua contraparte heterossexual. E esse tipo de discurso, só vem mostrar, o quanto uma autoafirmação homossexual masculina e heterossexual normativa em nosso país são dois grandes problemas sociais, e que precisa ser URGENTEMENTE REVISTA . E o que está em jogo aqui, o fator HISTÓRIA. O que se resultará disso? Mais raiva dos grupos conservadores ou de héteros quanto a isso, que infelizmente, agressivamente vão dizer que os homossexuais estão promovendo uma Agenda Gay ou Dominação Gayzista (uma pessoa que diz isso merece uma surra).

    O comportamento de “André e Tolentino”, em cena não tem nada de histórico. É lamentável que isso tenha sido mostrado numa série de época e não numa atual. Coisa que a TV americana e europeia quanto a isso já vem criticando tem muito tempo e não mais caindo em caricaturas da homossexualidade:

    http://www.seriemaniacos.tv/a-evolucao-homossexual-na-tv-americana-parte-1/

    http://www.seriemaniacos.tv/a-evolucao-homossexual-na-tv-americana-parte-2/

    Este tipo de cena num país como o nosso, só cria mais confusão na cabeça das pessoas, pq as pessoas não sabem diferenciar “sexo de sexualidade”. Se o sexo é direcionado para o ato sexual, a sexualidade é para o desejo, sentimentos, ou como alguém se relaciona com a outra. E a sexualidade é um conceito moderno, assim como a homossexualidade e a heterossexualidade.

    Não existia sexualidade na Idade Média, e quando vemos um relativismo homossexual tentando botar a homossexualidade na história, isso carece de historicidade. Sexo na Idade Média (e antes também) era um perigo para existência do homem (homens e mulheres), que poderia até matar outro homem, mas se deixar levar pelo desejo da carne, isso era altamente reprimido. E com a mulher mais ainda.

    O cristianismo sempre tratou o sexo como um problema, diferente do judaísmo europeizado e do islamismo, que sempre é bom dizer (o brasileiro por uma questão continental), que durante a evolução da Idade Média até os dias atuais na Europa (em especial Espanha e Portugal), os árabes e os mouros são os que levam a culpa por terem levado a relação homossexual para este continente (isso é grave e pede um outro texto, como eu escuto isso que me irrita profundamente).

    Também é bom dizer, que não existia uma condição da homossexualidade no período medieval. Sexo entre dois homens (bem comum no mundo árabe, muito mais evoluído no período que o cristão) era tratado como uma prática sexual. E se algum gay relativista diz que existia homofobia em outras épocas, ele também está errado, a pessoa era condenada por fazer sexo anal, ter uma prática sexual, não por ser bi ou homo. E novamente dizendo, o que entendemos como homossexualidade e heterossexualidade, é algo de 150 anos para cá.

    E se o sexo com a mulher era para a procriação? Se mulher sempre foi vista como um símbolo do pecado e da perdição, (um lado triste da história) era comum que homens fizessem sexo com outros homens não só por desejo afetivo, mas também, por uma necessidade sexual, nada anormal nisso, que acontecia de monte entre os árabes e outros homens historicamente.

    Mas por fim, que bom, que a TV brasileira deu mais um passo na sua história mostrando que dois homens independente de ser mais masculino ou feminino, podem se amar, fazer sexo, ter desejos, e ser feliz como qualquer outro ser humano.

    • Allan

      Zzzzzzzzz

    • Luana Martins

      Lá vem esses gays reformadores defendendo que a heterossexualidade é uma invenção. Ser gay é uma coisa que eu defendo e apoio a pessoa ser, agora o resto, é unir o útil ao agradável. Vergonha isso.

    • henriquehaddefinir

      Fábio, eu vou te dizer de novo o que já te disse no outro texto: imprimir explicações ultra-acadêmicas não vai te ajudar a ser compreendido nos seus anseios. Toda vez que se fala de homossexualidade, empoderamento feminino ou de qualquer questão sobre diversidade, vale sempre mais acessar as emoções e a clareza.
      Você, que é meu colega do site, vir aqui dizer que meu texto é “perigoso” me preocupa muito, porque seus argumentos, como sempre, estão ligados a desnecessárias tecnicalidades. Você pode passar o tempo todo negando que existisse homossexualidade e heterossexualidade na história e usar centenas de citações e teóricos para justificar seu discurso, mas o que importa aqui é saber que seja sexo ou seja idiossincrasia, a prática ou a essência precisam de aceitação e não de escrutínio. Suas colocações não ajudam ninguém a entender nada e de fato, separar a representatividade da palavra “homossexualidade” do ato em si não tem a menor importância prática porque para ambos os casos, vale o respeito.

      Eu fico jurando que não vou te responder mais, mas me preocupo com seu discurso complicador, já que a intenção do texto é completamente outra.

      Um abraço.

      • Fabio Kazim

        E eu não preciso ser compreendido nos meus anseios, pq não estou sofrendo com nada, é a minha formação você sabe disto.

        Já disse a você que isso é coisa de brasileiro pós-moderno, não da realidade gay como um todo. Que sei que tem o seu valor, mas não necessariamente é o que acredito, por ver que os pós-modernos em todas as áreas da vida criam mais confusão do que acertos.

        E não tem nada de tecnicidade no meu texto, é uma realidade como outra qualquer. O fato de falar de um jeito, não significa que os discursos tem que ser todos produzidos da mesma forma, ou simplesmente ficar dizendo que minha fala não possa ter alcance ou que não possa ser criticada como você fez.

        Ou se quer, quero que todo gay saia escrevendo ou pensando como eu, isso é coisa da sua cabeça já te falei isto, não que eu penso que tenha que ser assim.

    • alexandre12000

      Eu li, reli e não consegui entender onde vc quis chegar hauahuahauahaua
      Só pq antes não existia um termo de definição, não significa que não existia. Vc quis dar termos tecnicos que no final não dá em nada e não muda nada, deu importancia aonde não é importante kkkkk

      E não vi a cena reproduzir nada disso que vc falou de ser gay é ser feminino. Ali são só estão dois tipo de homossexuais quem sempre existiu um mais heteronormartivo e outro mais delicado. Só pq não tinha termo pra eles, não significa que eles não estavam lá, naquele tempo.

      • Fabio Kazim

        Legal, mas vamo-que-vamo, que a discussão sempre é boa

        Eu não usei nada técnico, ou foi um palavreado difícil, mas já que isso não tem importância, assim, como o seu nome “Alexandre”, talvez também não seja um agente de decodificação social, assim sendo, pra que lutar por uma afirmação homossexual ou da homossexualidade na sua contraparte heterossexual não é mesmo?

        Diante disto, já que termos como “essência”, “segunda natureza”, “história”, “feminino”, “sexo e sexualidade”, não tem sentido socialmente falando (e ninguém usa né), posso dizer, que vc diante da sua “gorrocidade” (não tem sentido falar de homossexualidade e heterossexualidade não é mesmo?) poderia me dizer:

        a) Como é que você falaria com um evangélico? Apenas pedindo igualdade e respeito?

        b) Como é que você chegaria até um juiz ou um político exigindo algo em Políticas Públicas de Gênero? Apenas pedindo igualdade e respeito?

        c) Como é que você conversaria com um cristão criacionista? Apenas pedindo igualdade e respeito?

        d) Como é que você conversaria com um cristão que defende o Design Inteligente ou cristão cientificista? Apenas pedindo igualdade e respeito?

        f) Como é que você falaria com um homossexual lá do sertão, do interiorzão do Brasil? Apenas pedindo igualdade e respeito e ainda dizendo que não tem problema ele ser gay, que é só ele se deixar levar pelos desejos, somente isso?

        Por fim

        g) Como você pensa em fazer as pessoas pensarem na realidade LGBT como Educação de Gênero nas Escolas ou Faculdade? Apenas pedindo igualdade e respeito? Ou isso sozinho vai se formando com apenas as pessoas deixando os seus desejos acontecerem?

        Então… você chegar na postagem, e me acusar de estar usando de um linguajar técnico (coisa que não fiz) e que isto não chega a lugar algum, não é só uma desonestidade intelectual, como também, desconhecer uma discussão que perpassa tudo isso que acabei de pontuar anteriormente em toda uma realidade LGBT Mundial.

        • alexandre12000

          Ai cara, preguiça kkkkkkkkkkkkk
          Não tem anda a ver essas questões que vc esta querendo colocar com esse papo de invenção do seculo XIX bla bla bla. Vc só está poluindo os comentarios com suas biblias. kkkkkkkk

          Homossexualidade sempre existiu, pq sempre existiu homens atraidos sexualmente por outro, isso é homossexualidade. Fim!!! Agora se não tinha um “termo” a essa condição humana é outra historia, que não cabe como discussão AQUI.
          Tchauzinho. =)

          • Marcos Ferrari

            Não vi problema na postagem dele. Nem na sua. O que ele falou tem total sentido quanto a modos de falar. Você vai se comunicar com um juiz da mesma maneira que conversa com seu amigo? Com sua mãe? Ou numa consulta médica? A vida é construída com modos de falar e de se expressar.

          • alexandre12000

            Pode até ter sentido, mas acho que essas questões que ele esta tentando colocar não cabe na novela e nem no texto do Henrique. É um debate meio deslocado sabe. A relação esta lá na novela sendo abordada e mostrada, e é oportuno servi de discussão e reflexão hoje, onde há tanta luta ativista pelo o fim do preconceito. O termo pode ser uma invenção do seculo XIX, como ele tanto aponta, mas seu significado não, e suas manifestações existe desde sempre e é isso que a novela está mostrando. Então, realmente, eu não entendi a problematica.

          • Fabio Kazim

            Novamente, eu não estou falando de termos em si, não fiz isto aqui. Volta uns posts acima, assista o vídeo que a Carol postou sobre a Judith Butler, volta ao que postei, releia, e pense no que a feminista e filósofa Simone de Beauvoir disse quanto a “Ninguém nasce mulher, torna-se mulher”.

            Teve um vídeo, um frase curta, e um texto grande, e ambos estão tratando do mesmo assunto. O problema maior aqui, é os três discursos estarem falando da mesma coisa. Por isso, qual o motivo das pessoas terem dificuldade em perceber o que foi dito? Não é o termo ter existido em data a, b, c, ou d. Agora, vamos por isso na minissérie e no dia a dia e o motivo das pessoas dizerem que o discurso LGBT e feminista quanto a isto estão errados? É aqui que começa o jogo da vida contemporâneo, e se as pessoas não querem jogar, é uma outra história.

          • Fabio Kazim

            (O Henrique vai adorar ler isto e falar que eu sou um pilantra, rsrs), durante a minha formação, vi muitas peças de teatro (o recurso dramatúrgico, que é do apogeu grego né?), teve uso de poesias (a sensibilidade, também no apogeu grego né?) e muitos filmes. Eu poderia chegar aqui e dizer “que eu como um professor, uso sim “a clareza e a emoção”, para que isso seja eficaz.

            Mas para a “clareza e a emoção ser eficaz”, é preciso conteúdo formativo por trás. Só ver e perceber, isso não existe. Para ele que é do teatro, e para mim que vivi e vivo uma diversidade intelectual e cultural grega e o que se seguiu disso, é fácil dizer que “clareza e emoção resolve tudo”.

            Alunos e pessoas na sociedade, não conseguem reconhecer isto facilmente jamais, é preciso muito chão para que isso seja percebido.

          • Fabio Kazim

            Mas eu não estou falando de termos em si. A problematização aqui não é sobre o nome ter começado a existir nesta data. Se caso fosse, eu deveria ter abordado a mudança que ocorreu do nome “homossexualismo” e “homossexualidade”, o problema é outro.

    • Marcos Ferrari

      Eu li e compreendi tudo o que o senhor quis dizer. Para quem já vive uma realidade homossexual e uma luta na causa LGBT, com certeza um texto desses pode parecer sem sentido. Mas para situar uma realidade da homossexualidade para pessoas que já são mergulhadas num ato de leitura, foi muito bom, isso ajuda a esclarecer o homossexual e sua homossexualidade que não é um problema. E concordo com que disse posteriormente, que existe maneiras e maneiras de falar um assunto. Sendo advogado, já acostumado com grandes textos jurídicos e analíticos, foi uma forma interessante de apresentar um histórico sobre o assunto.

      Quando estou em reuniões de conciliações ou defendendo uma causa jurídica, tenho que ouvir as partes, entender as paixões, as raivas, o desejo de vingança, de justiça e etc. E não dizer que um lado é a vítima e outro o injustiçado. Tirando um palavreado e outro que usastes, foi bem compreensível o que escreveu. Me esclareceu muita coisa. Somou com que eu já sabia sobre o assunto.

  • Parabéns pelo texto e pela sensibilidade, Henrique. Muito bem escrito e válido. Quero viver o suficiente para ter esse tipo de cena sendo tratada como qualquer outra cena de amor. E que a televisão brasileira comece a reconhecer cada vez mais a diversidade do próprio povo que a consome. E mais uma vez, parabéns pelo texto!

    • henriquehaddefinir

      Diego, dá cá um abraço. Brigado demais.

  • Parabéns pelo texto e pela sensibilidade, Henrique. Muito bem escrito e válido. Quero viver o suficiente para ter esse tipo de cena sendo tratada como qualquer outra cena de amor. E que a televisão brasileira comece a reconhecer cada vez mais a diversidade do próprio povo que a consome. E mais uma vez, parabéns pelo texto!

    • henriquehaddefinir

      Diego, dá cá um abraço. Brigado demais.

  • Maria do bairro

    Achei linda e poética a cena! Sem cair na vulgaridade. Eu não assisto essa novela mas parei tudo que fazia para assistir esse capítulo. Vi comentários na página da Globo que “era um absurdo passar uma cena dessas pq tinha crianças assistindo?” Gente, sério isso? Criança assistindo uma novela das 23h? Com a classificação imprópria para menores de 16 anos? Tudo desculpa esfarrapada dessa gente preconceituosa. E outra coisa gente! Foi a primeira cena de sexo gay da TV aberta vcs não esperavam que fosse igual ao Xvideos neh? Pvf.

    • Fabio Kazim

      Vc sabe das paradas né Maria do Bairro? risos. Tá certa. Imagina um cadinho da cena sendo xvideos? No Jornal Nacional no outro dia, ia ser notícia um monte de brasileiro sendo infartado, não ia ter cemitério para enterrar, rsrs

      Mas tem melhores que xvideos, tem xtube, xhamster, que vai do romântico, passando pelo soft, ao hardcore, tem para todos os gostos, hehehe.

    • henriquehaddefinir

      Hahahahh Isso aí Maria do Bairro, tô contigo.

  • Maria do bairro

    Achei linda e poética a cena! Sem cair na vulgaridade. Eu não assisto essa novela mas parei tudo que fazia para assistir esse capítulo. Vi comentários na página da Globo que “era um absurdo passar uma cena dessas pq tinha crianças assistindo?” Gente, sério isso? Criança assistindo uma novela das 23h? Com a classificação imprópria para menores de 16 anos? Tudo desculpa esfarrapada dessa gente preconceituosa. E outra coisa gente! Foi a primeira cena de sexo gay da TV aberta vcs não esperavam que fosse igual ao Xvideos neh? Pvf.

    • Fabio Kazim

      Vc sabe das paradas né Maria do Bairro? risos. Tá certa. Imagina um cadinho da cena sendo xvideos? No Jornal Nacional no outro dia, ia ser notícia um monte de brasileiro sendo infartado, não ia ter cemitério para enterrar, rsrs

      Mas tem melhores que xvideos, tem xtube, xhamster, que vai do romântico, passando pelo soft, ao hardcore, tem para todos os gostos, hehehe.

    • henriquehaddefinir

      Hahahahh Isso aí Maria do Bairro, tô contigo.

  • Fabio Kazim

    É evidente que uma postagem como esta para uma identidade LGBT tem uma enorme importância, ainda mais para uma brasileira tão conservadora. E como sempre digo, a inclusão de gays em novelas ou qualquer programa no país, é necessário não só para criar uma representação/identificação homossexual satisfatória, mas também, para mostrar que os homossexuais são pessoas como outra qualquer.

    E não sejamos hipócritas achando que este espaço, por ser uma postagem do Henrique (ou de qualquer outra pessoa), não seja passível de críticas, que é, como também, qualquer outro espaço da vida.

    Eu outra, me sinto muito feliz por saber que o Henrique quando preciso, sabe usar o seu espaço de voz para conseguir provocar não só a realidade LGBT, mas também a humana, que cá entre nós, nunca andou tão estranha com esta geração. E bom seria se todo mundo soubesse ou pudesse fazer isto de vez em quando além da diversão que este tipo de programas nos proporcionam, já que, não é pq é uma novela, uma série, um reality show, que não se poderá fazer um análise crítica quanto a isso, que pelo contrário, para isso existir, em alguma emissora, isso é feito constantemente, nada surge do nada ou gratuitamente.

    O que não podemos, é depois do burburinho desta cena, voltar para as nossas casas, e fingir que tudo vai bem. Que não vai. É muito fácil ser gay dentro de um bar ou boate ou numa pequena comunidade gay, e lá fora na realidade? Não é fácil. É preciso ocupar espaço, ter existência. E quantos gays são assumidos? E ser gay com dinheiro é um pouco mais fácil não é mesmo? Seja do papai ou da mamãe ou por ter conseguido algo na vida. Mas isto não é a realidade da grande maioria dos homossexuais.

    E quando situamos os homossexuais dentro do mercado de trabalho? A realidade é desumana quanto a isto. Ser gay na internet é fácil. Aparecer na internet e ficar dando piti para quem aparenta ser conservador ou de direita também, e no dia a dia?

    Irei citar três incidente no ES.

    a) TRANSENEP – um encontro que deveria ser o espaço nacional para uma realidade trans, gay e lésbica, deu é polícia, foi o maior barraco, pq? Pq? Gente LGBT tb tem que saber se socializar com a pluralidade de pessoas que é a realidade queer. Mas na prática, é muito cômodo ficar brincando de Barbie na suas casinhas de cristais.

    b) Um professor aqui, teve que ser transferido da educação fundamental por ser gay. Pq? A nossa idiota realidade ainda associa os homossexuais a pedófilo, pessoas depravadas.

    c) Quantas trans conseguem estudar? Ter emprego? Ser uma professora ou formadora de opinião no nosso país? Muitas são humilhadas dentro de faculdades, cursos técnicos, e por não conseguirem se socializar e por “n” fatores, acabam caindo na prostituição e perdendo a vida por isso.

    Se for citar mais coisas que acontecem não só aqui no ES, mas no Brasil, este espaço de voz será pouco.

    Por fim, tenho que ser realista, não foi a melhor cena gay não, mas necessária, ainda precisa melhorar mais. E novamente ser gay sob a aba do papai e da mamãe, e na internet é fácil, eu quero ver mesmo, é ser gay no dia a dia sem o mínimo de consciência.

  • Fabio Kazim

    É evidente que uma postagem como esta para uma identidade LGBT tem uma enorme importância, ainda mais para uma brasileira tão conservadora. E como sempre digo, a inclusão de gays em novelas ou qualquer programa no país, é necessário não só para criar uma representação/identificação homossexual satisfatória, mas também, para mostrar que os homossexuais são pessoas como outra qualquer.

    E não sejamos hipócritas achando que este espaço, por ser uma postagem do Henrique (ou de qualquer outra pessoa), não seja passível de críticas, que é, como também, qualquer outro espaço da vida.

    Eu outra, me sinto muito feliz por saber que o Henrique quando preciso, sabe usar o seu espaço de voz para conseguir provocar não só a realidade LGBT, mas também a humana, que cá entre nós, nunca andou tão estranha com esta geração. E bom seria se todo mundo soubesse ou pudesse fazer isto de vez em quando além da diversão que este tipo de programas nos proporcionam, já que, não é pq é uma novela, uma série, um reality show, que não se poderá fazer um análise crítica quanto a isso, que pelo contrário, para isso existir, em alguma emissora, isso é feito constantemente, nada surge do nada ou gratuitamente.

    O que não podemos, é depois do burburinho desta cena, voltar para as nossas casas, e fingir que tudo vai bem. Que não vai. É muito fácil ser gay dentro de um bar ou boate ou numa pequena comunidade gay, e lá fora na realidade? Não é fácil. É preciso ocupar espaço, ter existência. E quantos gays são assumidos? E ser gay com dinheiro é um pouco mais fácil não é mesmo? Seja do papai ou da mamãe ou por ter conseguido algo na vida. Mas isto não é a realidade da grande maioria dos homossexuais.

    E quando situamos os homossexuais dentro do mercado de trabalho? A realidade é desumana quanto a isto. Ser gay na internet é fácil. Aparecer na internet e ficar dando piti para quem aparenta ser conservador ou de direita também, e no dia a dia?

    Irei citar três incidente no ES.

    a) TRANSENEP – um encontro que deveria ser o espaço nacional para uma realidade trans, gay e lésbica, deu é polícia, foi o maior barraco, pq? Pq? Gente LGBT tb tem que saber se socializar com a pluralidade de pessoas que é a realidade queer. Mas na prática, é muito cômodo ficar brincando de Barbie na suas casinhas de cristais.

    b) Um professor aqui, teve que ser transferido da educação fundamental por ser gay. Pq? A nossa idiota realidade ainda associa os homossexuais a pedófilo, pessoas depravadas.

    c) Quantas trans conseguem estudar? Ter emprego? Ser uma professora ou formadora de opinião no nosso país? Muitas são humilhadas dentro de faculdades, cursos técnicos, e por não conseguirem se socializar e por “n” fatores, acabam caindo na prostituição e perdendo a vida por isso.

    Se for citar mais coisas que acontecem não só aqui no ES, mas no Brasil, este espaço de voz será pouco.

    Por fim, tenho que ser realista, não foi a melhor cena gay não, mas necessária, ainda precisa melhorar mais. E novamente ser gay sob a aba do papai e da mamãe, e na internet é fácil, eu quero ver mesmo, é ser gay no dia a dia sem o mínimo de consciência.

  • Marisa Duarte

    Ainda tenho esperanças de viver em um mundo em que uma cena como essa não gere repercussão alguma, pelo simples fato de ser NORMAL. Ainda tenho esse sonho e espero que ele seja realizado.

  • Marisa Duarte

    Ainda tenho esperanças de viver em um mundo em que uma cena como essa não gere repercussão alguma, pelo simples fato de ser NORMAL. Ainda tenho esse sonho e espero que ele seja realizado.

  • Jo

    a cena foi bem feita, não foi uma coisa porno que a maioria das cenas de sexo, hetero ou não, descrevem na maioria das vezes, foi romantico, apaixonado e bonito.

  • Jo

    a cena foi bem feita, não foi uma coisa porno que a maioria das cenas de sexo, hetero ou não, descrevem na maioria das vezes, foi romantico, apaixonado e bonito.

  • alexandre12000

    Ótimo texto, o que não é novidade vindo de você.

    Podemos achar que é besteira, mas uma cena como essa é muito importante nesse momento tão fervente nessa luta conservadorismo Vs empoderamento. Não deixa de ser um grande passo pra frente, só espero que não seja pra dar dois passos pra trás amanhã, como tantas vezes já aconteceu.

  • alexandre12000

    Ótimo texto, o que não é novidade vindo de você.

    Podemos achar que é besteira, mas uma cena como essa é muito importante nesse momento tão fervente nessa luta conservadorismo Vs empoderamento. Não deixa de ser um grande passo pra frente, só espero que não seja pra dar dois passos pra trás amanhã, como tantas vezes já aconteceu.

  • Fabio Kazim

    É sempre bom falar, que o Brasil quanto a governo, é um dos poucos países que mais trabalham para uma melhor compreensão da realidade LGBT no planeta em nível educacional, e leis sem bases formativas, não resolve muita coisa (coisas que muitos gays brasileiros não comentam por desconhecimento), e quanto a isto, vou sim defender o que a nação brasileira tem a falar sobre, e Henrique, em parte você está certo, mas na totalidade, você está errado por acreditar que existe uma Igreja LGBT do Reino Universal da Fantasia onde tudo fica mais fácil só pq certos gays brasileiros acreditam que congregar neste tipo de fé é lindo e maravilhoso.

    Mas vamos citar novamente o BRASIL, para as pessoas não saírem acreditando depois, que este país é o que mais oprime pq o governo local ou federal estaria totalmente ausente, que é uma mentira (e as opressões são outras).

    Outro detalhe que certos gays brasileiro na internet desconhecem por só viverem uma realidade virtual ou do gueto gay, é que no Brasil existem diretrizes do governo federal para que professores no ensino publico/federal, façam pós-graduação, especialização ou formação em:

    a) Gênero e Diversidade na Escola;

    b) Gestão de Políticas Públicas em Gênero e Raça.

    Vamos ser objetivos e não apenas acreditar que exigir “igualdade e respeito”, “poesia e discurso dramatúrgico”, “falar de empoderamento feminino na internet” ou utopicamente “acessar as emoções e clareza”, resolverá alguma coisa, que a bem da verdade, isso na totalidade da vida, não é eficaz na luta LGBT mundial por defender a ideia que isso sem uma base formativa por trás, sozinha poderá resolver alguma coisa, que não vai, e ainda você diz:

    “porque seus argumentos, como sempre, estão ligados a desnecessárias tecnicalidades.”

    Voltando a formação ou diretrizes do Governo para uma realidade LBGT. Se algum gay brasileiro faz o discurso apenas da “igualdade e respeito” e da “emoção e clareza” (igual você fez agora), que apesar de uma certa eficácia, este tipo de afirmação, está duplamente cega, por negar a diversidade social que são as pessoas, POR ISSO É NECESSÁRIO QUE O GOVERNO DE UM PAÍS FAÇA USO DE UMA TECNICIDADE FORMATIVA para ensinar as pessoas uma realidade LGBT.

    Pq a necessidade do ensino Gênero e Diversidade na Escola? Pq um uso técnico da realidade que vivemos? Pq o uso TÉCNICO faz as pessoas conhecerem a IDENTIDADE FORMATIVA LGBT ou HUMANA. Se você de forma banal usa expressões do tipo “essência, natureza e história” (e tantas outras), é pq antes, toda uma discussão teórica ou acadêmica foi feita até que isso virasse algo do uso comum ao nível que todo mundo poderá usar mesmo com o mínimo de entendimento disso.

    O ensino de Gênero e Diversidade na Escola é técnica, é fazer uso de uma tecnicidade. É mostrar aos alunos adolescentes, jovens e adultos (onde o governo pode agir por ser um local de maior diversidade de pessoas) uma necessidade racional sobre o que é ser humano, para com isso, lá fora, ser um propagador de ideias, onde suas falas poderão em graus maiores e menores em suas especificidades, atingir todos os tipos de pessoas, independente das pessoas terem mais ou menos estudos. Então não fale besteira quanto a isso.

    Vamos problematizar uma situação, se o ES é um dos estados brasileiros com um dos melhores IDH, com uma das melhores rendas per capita, com sua capital sendo uma das melhores para morar, com boa educação e saúde frente a outros estados, etc, então, pq é o estado mais homofóbico do país? O que mais desrespeita a vivência LGBT? O que mais assassina pessoas e mata homossexuais? É muito cômodo ser um gay que discursa apenas “igualdade e respeito” e tecnicidade é baboseira vivendo uma realidade mais cômoda que a do teatro ou das artes como um todo oferece, mas a vida mesmo, lá fora, é preciso ocupar espaço, ter existência homossexual, fazer uso de técnica e tecnicidades da realidade LGBT ou Humana para educar ou fazerem as pessoas serem bons cidadão ou pessoas na sociedade.

    E sabe quem tá fazendo este tipo de formação TÉCNICA ou DA TECNICIDADE LGBT que o governo brasileiro oferece? Pessoas de direita, conservadores, cristãos. E sabe o que acontece na realidade e não na que muitos gays acreditam viver? A não concretização de uma sociedade mais justa. Não sou de usar a palavra GUERRA, mas sabe quem atualmente está se armamentando para o ataque/luta? Muitos evangélicos. E como que eu sei disso? O ES é estado brasileiro com a maior população evangélica do país.

    Se eu for colocando isto em cada estado brasileiro independente dos evangélicos (que tem muitos sensatos eu sei), os homossexuais que acreditam que “igualdade e respeito” no “acesso da clareza e emoções” estaria somente ajudando nas conquistas LGBT, Henrique, vc tá na batalha errada, pq esta, homossexuais que pensam como você, estão perdendo de disparada. A situação não é pouco grave não, é um tsunami de gravíssimo.

    E ainda bem, que o governo brasileiro, que deve olhar para um todo, mesmo com as deficiências que existem, sabiamente está fazendo USO DE UMA TECNICIDADE E TÉCNICA LGBT para transformar a sociedade, pq se for esperarmos apenas dos gays? Isso não muda né? Tem muito que
    melhorar, isso eu sei, mas o grande passo já foi dado. Mas novamente eu
    digo, é fácil ser gay com o dinheiro do papai e da mamãe, é fácil ser
    gay na boate ou bar gay ou num pequeno grupo gay, e na vida? Sem
    conhecimento? Pasta.

    Que fale de mim, que diga que sou chato, que pego no seu pé, que não uso direito o que sei e etc (e isso não faz eu ter menos apreço por vc ou não gostar de você, uma coisa não tem nada a ver com a outra). Mas não que a técnica ou tecnicidade LGBT não está transformando o mundo por acreditar que bradar apenas “igualdade e respeito” e “acesso a clareza e emoção” de fato, é capaz de transformar a sociedade. Sem uma base formativa jamais. Eita governo brasileiro que tá fazendo muito mais do que as pessoas imaginam conhecer.

  • Fabio Kazim

    É sempre bom falar, que o Brasil quanto a governo, é um dos poucos países que mais trabalham para uma melhor compreensão da realidade LGBT no planeta em nível educacional, e leis sem bases formativas, não resolve muita coisa (coisas que muitos gays brasileiros não comentam por desconhecimento), e quanto a isto, vou sim defender o que a nação brasileira tem a falar sobre, e Henrique, em parte você está certo, mas na totalidade, você está errado por acreditar que existe uma Igreja LGBT do Reino Universal da Fantasia onde tudo fica mais fácil só pq certos gays brasileiros acreditam que congregar neste tipo de fé é lindo e maravilhoso.

    Mas vamos citar novamente o BRASIL, para as pessoas não saírem acreditando depois, que este país é o que mais oprime pq o governo local ou federal estaria totalmente ausente, que é uma mentira (e as opressões são outras).

    Outro detalhe que certos gays brasileiro na internet desconhecem por só viverem uma realidade virtual ou do gueto gay, é que no Brasil existem diretrizes do governo federal para que professores no ensino publico/federal, façam pós-graduação, especialização ou formação em:

    a) Gênero e Diversidade na Escola;

    b) Gestão de Políticas Públicas em Gênero e Raça.

    Vamos ser objetivos e não apenas acreditar que exigir “igualdade e respeito”, “poesia e discurso dramatúrgico”, “falar de empoderamento feminino na internet” ou utopicamente “acessar as emoções e clareza”, resolverá alguma coisa, que a bem da verdade, isso na totalidade da vida, não é eficaz na luta LGBT mundial por defender a ideia que isso sem uma base formativa por trás, sozinha poderá resolver alguma coisa, que não vai, e ainda você diz:

    “porque seus argumentos, como sempre, estão ligados a desnecessárias tecnicalidades.”

    Voltando a formação ou diretrizes do Governo para uma realidade LBGT. Se algum gay brasileiro faz o discurso apenas da “igualdade e respeito” e da “emoção e clareza” (igual você fez agora), que apesar de uma certa eficácia, este tipo de afirmação, está duplamente cega, por negar a diversidade social que são as pessoas, POR ISSO É NECESSÁRIO QUE O GOVERNO DE UM PAÍS FAÇA USO DE UMA TECNICIDADE FORMATIVA para ensinar as pessoas uma realidade LGBT.

    Pq a necessidade do ensino Gênero e Diversidade na Escola? Pq um uso técnico da realidade que vivemos? Pq o uso TÉCNICO faz as pessoas conhecerem a IDENTIDADE FORMATIVA LGBT ou HUMANA. Se você de forma banal usa expressões do tipo “essência, natureza e história” (e tantas outras), é pq antes, toda uma discussão teórica ou acadêmica foi feita até que isso virasse algo do uso comum ao nível que todo mundo poderá usar mesmo com o mínimo de entendimento disso.

    O ensino de Gênero e Diversidade na Escola é técnica, é fazer uso de uma tecnicidade. É mostrar aos alunos adolescentes, jovens e adultos (onde o governo pode agir por ser um local de maior diversidade de pessoas) uma necessidade racional sobre o que é ser humano, para com isso, lá fora, ser um propagador de ideias, onde suas falas poderão em graus maiores e menores em suas especificidades, atingir todos os tipos de pessoas, independente das pessoas terem mais ou menos estudos. Então não fale besteira quanto a isso.

    Vamos problematizar uma situação, se o ES é um dos estados brasileiros com um dos melhores IDH, com uma das melhores rendas per capita, com sua capital sendo uma das melhores para morar, com boa educação e saúde frente a outros estados, etc, então, pq é o estado mais homofóbico do país? O que mais desrespeita a vivência LGBT? O que mais assassina pessoas e mata homossexuais? É muito cômodo ser um gay que discursa apenas “igualdade e respeito” e tecnicidade é baboseira vivendo uma realidade mais cômoda que a do teatro ou das artes como um todo oferece, mas a vida mesmo, lá fora, é preciso ocupar espaço, ter existência homossexual, fazer uso de técnica e tecnicidades da realidade LGBT ou Humana para educar ou fazerem as pessoas serem bons cidadão ou pessoas na sociedade.

    E sabe quem tá fazendo este tipo de formação TÉCNICA ou DA TECNICIDADE LGBT que o governo brasileiro oferece? Pessoas de direita, conservadores, cristãos. E sabe o que acontece na realidade e não na que muitos gays acreditam viver? A não concretização de uma sociedade mais justa. Não sou de usar a palavra GUERRA, mas sabe quem atualmente está se armamentando para o ataque/luta? Muitos evangélicos. E como que eu sei disso? O ES é estado brasileiro com a maior população evangélica do país.

    Se eu for colocando isto em cada estado brasileiro independente dos evangélicos (que tem muitos sensatos eu sei), os homossexuais que acreditam que “igualdade e respeito” no “acesso da clareza e emoções” estaria somente ajudando nas conquistas LGBT, Henrique, vc tá na batalha errada, pq esta, homossexuais que pensam como você, estão perdendo de disparada. A situação não é pouco grave não, é um tsunami de gravíssimo.

    E ainda bem, que o governo brasileiro, que deve olhar para um todo, mesmo com as deficiências que existem, sabiamente está fazendo USO DE UMA TECNICIDADE E TÉCNICA LGBT para transformar a sociedade, pq se for esperarmos apenas dos gays? Isso não muda né? Tem muito que
    melhorar, isso eu sei, mas o grande passo já foi dado. Mas novamente eu
    digo, é fácil ser gay com o dinheiro do papai e da mamãe, é fácil ser
    gay na boate ou bar gay ou num pequeno grupo gay, e na vida? Sem
    conhecimento? Pasta.

    Que fale de mim, que diga que sou chato, que pego no seu pé, que não uso direito o que sei e etc (e isso não faz eu ter menos apreço por vc ou não gostar de você, uma coisa não tem nada a ver com a outra). Mas não que a técnica ou tecnicidade LGBT não está transformando o mundo por acreditar que bradar apenas “igualdade e respeito” e “acesso a clareza e emoção” de fato, é capaz de transformar a sociedade. Sem uma base formativa jamais. Eita governo brasileiro que tá fazendo muito mais do que as pessoas imaginam conhecer.

    • henriquehaddefinir

      Fábio, quanto mais obcecado você fica em provar seus pontos de vista, mais eles soam desnecessários. Eu defendo totalmente o ensino de gênero nas escolas, mas defendo que a termologia esteja aliada à compreensão humana, mais que tudo. Então, pouco importa se a palavra “homossexualidade” é uma invenção moderna. Isso não tem a MENOR importância para a disseminação do respeito. E foi sobre isso que questionei você e não sobre o valor do ensino de gênero. Não misture informação válida com informação inútil, porque aí sim você está falando besteira.

      O fato Fábio, é que você sempre, de uma forma ou de outra, encontra maneiras de atacar gays que você supõe que vivem batalhas separadas da sua. Quem é gay, sendo filhinho de papai ou não, encontrará, em algum momento, a realidade dura dessa condição e não cabe a mim julgar. Você perde um tempo imenso fazendo citações, coletando dados, mas por trás disso, há uma necessidade sua de dizer que existem movimentos gays errados, movimentos femininos errados… Na formulação do seu discurso tem sempre um tom pejorativo na separação entre você e “aqueles gays”.

      E isso quando dá pra entender o seu discurso. Você chega a dizer “que o governo brasileiro, que deve olhar para um todo, mesmo com as deficiências que existem, sabiamente está fazendo USO DE UMA TECNICIDADE E TÉCNICA LGBT para transformar a sociedade, pq se for esperarmos apenas dos gays? Isso não muda né?”.
      Fábio, você está COMPLETAMENTE ERRADO, porque quem empurra a tecnicalidade útil (não as suas, complicadoras) para a população e para o governo, são “esses gays”, essa comunidade que busca “clareza e emoções”… Você achar que o governo nós dá o que é necessário para esclarecimentos é só uma prova do quando você está alienado. O governo cede a pressão. E quando cede.

      E mais uma vez: eu respondo a você não por você, mas pelos que estão aqui. Fica em paz.

      • Fabio Kazim

        É evidente que não é o estado que faz tudo pq é bonzinho, e o estado faz pq existe pressão isso é lógico. Um estado não funciona sem os seus cidadãos e vice versa, fora o grande jogo de interesses que existem por aí…

        E nem defendo que o estado tenha que ter controle de tudo. Isso é utopia e controle, é 1984.

        Isso mesmo, não concordo com certas visões em movimentos pq por trás dos discursos existem um relativismo social, independente de ser hétero ou gay.

        E de onde vem esses muitos discursos? De centros académicos com representação entre governo e sociedade. E quanto a somente isso, não existe nenhum problema. O problema é sair achando que pessoas independentes do que elas sejam, não possam ser criticadas, ainda mais quando um discurso vai relativizar a vida exageradamente, e num extremo, negar até a realidade objetiva.

        Eu tenho plena consciência que cada gay irá encontrar a sua luta, e que alguns nunca talvez tenham um senso crítico como vc tem. E que muita coisa que eu falo contigo, podendo ser a mais pura baboseira para muita gente nessa falsa ideia de democracia.

        Não tem Gay de Direita? Ou vc vai me dizer que concorda com o discurso dos Gays de Direita seja aqui ou lá fora sem criticar eles?

        Se gays não podem ser criticados, então, as pessoas deveriam concordar com um Gay de Direita que diz que o governo ao promover o uso da camisinha tá promovendo a promiscuidade? Ou simplesmente não críticar gays que são simpatizantes do Bolsonaro, aqueles gays que tiram fts com ele e tudo tá ótimo?

        Se é pra seguir a sua lógica, então as pessoas não deveriam fazer críticas ao Gay de Direita ou Conservador ou até para o Gay Religioso. Se a existência homossexual não é passível de críticas, logo, as pessoas deveriam não críticar as idiotices que gays de direita dizem, caso sim, isso é opromir a vivência deles?

      • Fabio Kazim

        Então me responde, julgar pessoas e séries podem? Mesmo que seja usado palavras bonitas? Abaixo vc não julga a “menina, negra e pobre” vs o “menino branco, de posses e carismático”?

        http://www.seriemaniacos.tv/a-receita-do-odio-no-masterchef-brasil/

        Acima vc usou um enorme juízo de valor. E quanto a GOT, abaixo, vc tb não usou palavras bonitas e bem elaboradas para diminuir a série e os fãs.

        http://www.seriemaniacos.tv/game-of-thrones-um-maniaco-contra-a-correnteza/

        Vc foi pejorativo e ofensivo quando vc julgou os conteúdos acima, pq vale para um recorte social e não para outro? A vida não é assim a todo momento?

        • henriquehaddefinir

          Esse é um site sobre julgar séries, Fábio. E não, não julgo a “menina, negra e pobre” e nem o “menino branco, de posses, carismático”, porque o texto do MasterChef é sobre justamente os reflexos desse tipo de julgamento velado. Como todo ataque desnecessário, o seu carece de embasamento.

          Meu texto sobre Game of Thrones não diminui fã algum, não diminui nem a série, que eu termino reverenciando de forma comovida nesse texto.

          Você está forçando uma imagem negativa de mim pra conseguir lidar com seu desconforto. Eu JAMAIS fui ofensivo com alguém num texto, seja ele qual for. Só se sente ofendido quem veste a carapuça do preconceito. Esses dois textos levantam questões, apenas isso. E existe uma diferença entre divagação e ataque. Você, por exemplo, aqui nesse comentário, está apenas me atacando (como é de seu feitio, aliás).

          Segue com tua vida. Fábio.

          • Fabio Kazim

            Mas não é desse jeito que a esquerda diz muitas vezes, quando alguém faz críticas ao que ela levanta, dizendo que não concorda com suas críticas aos avanços sociais, pq está existindo um desconforto entre as partes? Parte do discurso de esquerda não é justamente dizer que o desconforto que eles causam tá fazendo a direita tremer?

            A direita não diz que ela faz o possível, que gera recursos e ofertas de trabalho e bem estar social, e caso não fosse eles, os injustiçados sociais não estariam tendo os seus espaços de lutas?

            PS.: Sendo Filosofo não espere que não questione ou problematize qualquer coisa a minha volta. Se faço contigo, é por te achar extremamente inteligente, por saber que consegue elaborar conteúdos melhores que muita gente que conheço, e não o contrário.

          • Fabio Kazim

            E só para constar, olha a minha cara de árabe? Eu sendo gay, tive que me afastar de pessoas que eu amo pq a fé seja dentro do âmbito árabe ou iraniano e o que se segue no mundo, NUNCA me permitiria fazer parte. Se tenho algum tipo de respeito por certos muçulmanos e familiares, é por causa da minha formação, e mesmo assim, dentro de um espaço laico, nunca num ambiente árabe, iraniano ou religioso.

            Tenho consciência das minhas escolhas, e felizmente consigo viver com elas, que apesar de todo o sofrimento por ter que escolher a minha liberdade de ser o que sou e de pensar, tem anos que não vejo pessoas que eu amo, e nem por isso eu fico por aí dizendo que pessoas estão tentando criar uma imagem negativa minha, que sou a vítima, que vou morrer a qualquer momento, e tal, e olha que tem gente de monte dizendo que sou um doente pervertido que mereço sofrer nas mão de “Deus”, seja qual for a imagem que as pessoas tenham disso, e mais um monte de atrocidades a meu respeito.

            Se alguém que diz te conhecer, ou gosta de vc, ficou abalado pelo o que escrevi, esta pessoa tem problemas. Uma coisa não tem nada a ver com a outra. Ninguém na vida vai ficar passando a mão nas nossas cabeças a todo momento, ou se quer estou tentando criar um fabismo ou fabetes, ou querendo gente seguindo a minha doutrina fabiológica. E esse discurso de “carapuça serve” não cabe a mim e nem aqui.

          • Marcos Ferrari

            Sou Advogado, e li toda essa “briga de amor traído” de vocês dois, e não
            vi problema na postagem do Senhor Fábio Kazim, e nem na sua Henrique Haddefinir. Os textos de ambos estão bem fáceis de compreensão.

            E o senhor como um pessoa que se diz formadora de opinião, deveria saber que perspectivas diferentes quanto a essa questão delicada que é o universo das causas LGBT, precisam é de confronto, de pessoas que saibam debater. E não achar que um lado não deve ser ouvido igual você fez na postagem. O senhor em nenhum momento fez divagações nos três textos aqui apresentados, não aja como advogado que conhece as leis e vai burlando textualmente. Seja honesto quanto a isto, e também ao que se diz “ataque”.

            Não concordo com tudo o que você diz, e nem com o que foi escrito por ele. E não é o senhor que disse sobre os textos levantar questões? Ele fez isto tanto quanto o senhor.

            E também nos dois texto que ele apresentou, fui lá, e dei uma olhada. Como advogado, e acostumado a floreios de juristas e outros colegas de profissão. O seu texto sobre Game of Thrones está igualzinho, um rebuscamento exagerado, cheio de drama, fazendo o “morde e assopra” que advogados são mestres em fazer, e para no fim, dizer que fez as pazes? Horrível o texto. Quem te criticou, fez com a razão.

            Já este da postagem, um bom texto, sincero, bem redigido.

  • Fabio Kazim

    É sempre bom falar, que o Brasil quanto a governo, é um dos poucos países que mais trabalham para uma melhor compreensão da realidade LGBT no planeta em nível educacional, e leis sem bases formativas, não resolve muita coisa (coisas que muitos gays brasileiros não comentam por desconhecimento), e quanto a isto, vou sim defender o que a nação brasileira tem a falar sobre, e Henrique, em parte você está certo, mas na totalidade, você está errado por acreditar que existe uma Igreja LGBT do Reino Universal da Fantasia onde tudo fica mais fácil só pq certos gays brasileiros acreditam que congregar neste tipo de fé é lindo e maravilhoso.

    Mas vamos citar novamente o BRASIL, para as pessoas não saírem acreditando depois, que este país é o que mais oprime pq o governo local ou federal estaria totalmente ausente, que é uma mentira (e as opressões são outras).

    Outro detalhe que certos gays brasileiro na internet desconhecem por só viverem uma realidade virtual ou do gueto gay, é que no Brasil existem diretrizes do governo federal para que professores no ensino publico/federal, façam pós-graduação, especialização ou formação em:

    a) Gênero e Diversidade na Escola;

    b) Gestão de Políticas Públicas em Gênero e Raça.

    Vamos ser objetivos e não apenas acreditar que exigir “igualdade e respeito”, “poesia e discurso dramatúrgico”, “falar de empoderamento feminino na internet” ou utopicamente “acessar as emoções e clareza”, resolverá alguma coisa, que a bem da verdade, isso na totalidade da vida, não é eficaz na luta LGBT mundial por defender a ideia que isso sem uma base formativa por trás, sozinha poderá resolver alguma coisa, que não vai, e ainda você diz:

    “porque seus argumentos, como sempre, estão ligados a desnecessárias tecnicalidades.”

    Voltando a formação ou diretrizes do Governo para uma realidade LBGT. Se algum gay brasileiro faz o discurso apenas da “igualdade e respeito” e da “emoção e clareza” (igual você fez agora), que apesar de uma certa eficácia, este tipo de afirmação, está duplamente cega, por negar a diversidade social que são as pessoas, POR ISSO É NECESSÁRIO QUE O GOVERNO DE UM PAÍS FAÇA USO DE UMA TECNICIDADE FORMATIVA para ensinar as pessoas uma realidade LGBT.

    Pq a necessidade do ensino Gênero e Diversidade na Escola? Pq um uso técnico da realidade que vivemos? Pq o uso TÉCNICO faz as pessoas conhecerem a IDENTIDADE FORMATIVA LGBT ou HUMANA. Se você de forma banal usa expressões do tipo “essência, natureza e história” (e tantas outras), é pq antes, toda uma discussão teórica ou acadêmica foi feita até que isso virasse algo do uso comum ao nível que todo mundo poderá usar mesmo com o mínimo de entendimento disso.

    O ensino de Gênero e Diversidade na Escola é técnica, é fazer uso de uma tecnicidade. É mostrar aos alunos adolescentes, jovens e adultos (onde o governo pode agir por ser um local de maior diversidade de pessoas) uma necessidade racional sobre o que é ser humano, para com isso, lá fora, ser um propagador de ideias, onde suas falas poderão em graus maiores e menores em suas especificidades, atingir todos os tipos de pessoas, independente das pessoas terem mais ou menos estudos. Então não fale besteira quanto a isso.

    Vamos problematizar uma situação, se o ES é um dos estados brasileiros com um dos melhores IDH, com uma das melhores rendas per capita, com sua capital sendo uma das melhores para morar, com boa educação e saúde frente a outros estados, etc, então, pq é o estado mais homofóbico do país? O que mais desrespeita a vivência LGBT? O que mais assassina pessoas e mata homossexuais? É muito cômodo ser um gay que discursa apenas “igualdade e respeito” e tecnicidade é baboseira vivendo uma realidade mais cômoda que a do teatro ou das artes como um todo oferece, mas a vida mesmo, lá fora, é preciso ocupar espaço, ter existência homossexual, fazer uso de técnica e tecnicidades da realidade LGBT ou Humana para educar ou fazerem as pessoas serem bons cidadão ou pessoas na sociedade.

    E sabe quem tá fazendo este tipo de formação TÉCNICA ou DA TECNICIDADE LGBT que o governo brasileiro oferece? Pessoas de direita, conservadores, cristãos. E sabe o que acontece na realidade e não na que muitos gays acreditam viver? A não concretização de uma sociedade mais justa. Não sou de usar a palavra GUERRA, mas sabe quem atualmente está se armamentando para o ataque/luta? Muitos evangélicos. E como que eu sei disso? O ES é estado brasileiro com a maior população evangélica do país.

    Se eu for colocando isto em cada estado brasileiro independente dos evangélicos (que tem muitos sensatos eu sei), os homossexuais que acreditam que “igualdade e respeito” no “acesso da clareza e emoções” estaria somente ajudando nas conquistas LGBT, Henrique, vc tá na batalha errada, pq esta, homossexuais que pensam como você, estão perdendo de disparada. A situação não é pouco grave não, é um tsunami de gravíssimo.

    E ainda bem, que o governo brasileiro, que deve olhar para um todo, mesmo com as deficiências que existem, sabiamente está fazendo USO DE UMA TECNICIDADE E TÉCNICA LGBT para transformar a sociedade, pq se for esperarmos apenas dos gays? Isso não muda né? Tem muito que
    melhorar, isso eu sei, mas o grande passo já foi dado. Mas novamente eu
    digo, é fácil ser gay com o dinheiro do papai e da mamãe, é fácil ser
    gay na boate ou bar gay ou num pequeno grupo gay, e na vida? Sem
    conhecimento? Pasta.

    Que fale de mim, que diga que sou chato, que pego no seu pé, que não uso direito o que sei e etc (e isso não faz eu ter menos apreço por vc ou não gostar de você, uma coisa não tem nada a ver com a outra). Mas não que a técnica ou tecnicidade LGBT não está transformando o mundo por acreditar que bradar apenas “igualdade e respeito” e “acesso a clareza e emoção” de fato, é capaz de transformar a sociedade. Sem uma base formativa jamais. Eita governo brasileiro que tá fazendo muito mais do que as pessoas imaginam conhecer.

    • henriquehaddefinir

      Fábio, quanto mais obcecado você fica em provar seus pontos de vista, mais eles soam desnecessários. Eu defendo totalmente o ensino de gênero nas escolas, mas defendo que a termologia esteja aliada à compreensão humana, mais que tudo. Então, pouco importa se a palavra “homossexualidade” é uma invenção moderna. Isso não tem a MENOR importância para a disseminação do respeito. E foi sobre isso que questionei você e não sobre o valor do ensino de gênero. Não misture informação válida com informação inútil, porque aí sim você está falando besteira.

      O fato Fábio, é que você sempre, de uma forma ou de outra, encontra maneiras de atacar gays que você supõe que vivem batalhas separadas da sua. Quem é gay, sendo filhinho de papai ou não, encontrará, em algum momento, a realidade dura dessa condição e não cabe a mim julgar. Você perde um tempo imenso fazendo citações, coletando dados, mas por trás disso, há uma necessidade sua de dizer que existem movimentos gays errados, movimentos femininos errados… Na formulação do seu discurso tem sempre um tom pejorativo na separação entre você e “aqueles gays”.

      E isso quando dá pra entender o seu discurso. Você chega a dizer “que o governo brasileiro, que deve olhar para um todo, mesmo com as deficiências que existem, sabiamente está fazendo USO DE UMA TECNICIDADE E TÉCNICA LGBT para transformar a sociedade, pq se for esperarmos apenas dos gays? Isso não muda né?”.
      Fábio, você está COMPLETAMENTE ERRADO, porque quem empurra a tecnicalidade útil (não as suas, complicadoras) para a população e para o governo, são “esses gays”, essa comunidade que busca “clareza e emoções”… Você achar que o governo nós dá o que é necessário para esclarecimentos é só uma prova do quando você está alienado. O governo cede a pressão. E quando cede.

      E mais uma vez: eu respondo a você não por você, mas pelos que estão aqui. Fica em paz.

      • Fabio Kazim

        É evidente que não é o estado que faz tudo pq é bonzinho, e o estado faz pq existe pressão isso é lógico. Um estado não funciona sem os seus cidadãos e vice versa, fora o grande jogo de interesses que existem por aí…

        E nem defendo que o estado tenha que ter controle de tudo. Isso é utopia e controle, é 1984.

        Isso mesmo, não concordo com certas visões em movimentos pq por trás dos discursos existem um relativismo social, independente de ser hétero ou gay.

        E de onde vem esses muitos discursos? De centros académicos com representação entre governo e sociedade. E quanto a somente isso, não existe nenhum problema. O problema é sair achando que pessoas independentes do que elas sejam, não possam ser criticadas, ainda mais quando um discurso vai relativizar a vida exageradamente, e num extremo, negar até a realidade objetiva.

        Eu tenho plena consciência que cada gay irá encontrar a sua luta, e que alguns nunca talvez tenham um senso crítico como vc tem. E que muita coisa que eu falo contigo, podendo ser a mais pura baboseira para muita gente nessa falsa ideia de democracia.

        Não tem Gay de Direita? Ou vc vai me dizer que concorda com o discurso dos Gays de Direita seja aqui ou lá fora sem criticar eles?

        Se gays não podem ser criticados, então, as pessoas deveriam concordar com um Gay de Direita que diz que o governo ao promover o uso da camisinha tá promovendo a promiscuidade? Ou simplesmente não críticar gays que são simpatizantes do Bolsonaro, aqueles gays que tiram fts com ele e tudo tá ótimo?

        Se é pra seguir a sua lógica, então as pessoas não deveriam fazer críticas ao Gay de Direita ou Conservador ou até para o Gay Religioso. Se a existência homossexual não é passível de críticas, logo, as pessoas deveriam não críticar as idiotices que gays de direita dizem, caso sim, isso é opromir a vivência deles?

      • Fabio Kazim

        Então me responde, julgar pessoas e séries podem? Mesmo que seja usado palavras bonitas? Abaixo vc não julga a “menina, negra e pobre” vs o “menino branco, de posses e carismático”?

        http://www.seriemaniacos.tv/a-receita-do-odio-no-masterchef-brasil/

        Acima vc usou um enorme juízo de valor. E quanto a GOT, abaixo, vc tb não usou palavras bonitas e bem elaboradas para diminuir a série e os fãs?

        http://www.seriemaniacos.tv/game-of-thrones-um-maniaco-contra-a-correnteza/

        Vc foi pejorativo e ofensivo quando vc julgou os conteúdos acima, pq vale para um recorte social e não para outro? A vida não é assim a todo momento?

        • henriquehaddefinir

          Esse é um site sobre julgar séries, Fábio. E não, não julgo a “menina, negra e pobre” e nem o “menino branco, de posses, carismático”, porque o texto do MasterChef é sobre justamente os reflexos desse tipo de julgamento velado. Como todo ataque desnecessário, o seu carece de embasamento.

          Meu texto sobre Game of Thrones não diminui fã algum, não diminui nem a série, que eu termino reverenciando de forma comovida nesse texto.

          Você está forçando uma imagem negativa de mim pra conseguir lidar com seu desconforto. Eu JAMAIS fui ofensivo com alguém num texto, seja ele qual for. Só se sente ofendido quem veste a carapuça do preconceito. Esses dois textos levantam questões, apenas isso. E existe uma diferença entre divagação e ataque. Você, por exemplo, aqui nesse comentário, está apenas me atacando (como é de seu feitio, aliás).

          Segue com tua vida. Fábio.

          • Fabio Kazim

            Mas não é desse jeito que a esquerda diz muitas vezes, quando alguém faz críticas ao que ela levanta, dizendo que não concorda com suas críticas aos avanços sociais, pq está existindo um desconforto entre as partes? Parte do discurso de esquerda não é justamente dizer que o desconforto que eles causam tá fazendo a direita tremer?

            A direita não diz que ela faz o possível, que gera recursos e ofertas de trabalho e bem estar social, e caso não fosse eles, os injustiçados sociais não estariam tendo os seus espaços de lutas?

            PS.: Sendo Filosofo não espere que não questione ou problematize qualquer coisa a minha volta. Se faço contigo, é por te achar extremamente inteligente, por saber que consegue elaborar conteúdos melhores que muita gente que conheço, e não o contrário.

          • Fabio Kazim

            E só para constar, olha a minha cara de árabe? Eu sendo gay, tive que me afastar de pessoas que eu amo pq a fé seja dentro do âmbito árabe ou iraniano e o que se segue no mundo, NUNCA me permitiria fazer parte. Se tenho algum tipo de respeito por certos muçulmanos e familiares, é por causa da minha formação, e mesmo assim, dentro de um espaço laico, nunca num ambiente árabe, iraniano ou religioso.

            Tenho consciência das minhas escolhas, e felizmente consigo viver com elas, que apesar de todo o sofrimento por ter que escolher a minha liberdade de ser o que sou e de pensar, tem anos que não vejo pessoas que eu amo, e nem por isso eu fico por aí dizendo que pessoas estão tentando criar uma imagem negativa minha, que sou a vítima, que vou morrer a qualquer momento, e tal, e olha que tem gente de monte dizendo que sou um doente pervertido que mereço sofrer nas mão de “Deus”, seja qual for a imagem que as pessoas tenham disso, e mais um monte de atrocidades a meu respeito.

            Se alguém que diz te conhecer, ou gosta de vc, ficou abalado pelo o que escrevi, esta pessoa tem problemas. Uma coisa não tem nada a ver com a outra. Ninguém na vida vai ficar passando a mão nas nossas cabeças a todo momento, ou se quer estou tentando criar um fabismo ou fabetes, ou querendo gente seguindo a minha doutrina fabiológica. E esse discurso de “carapuça serve” não cabe a mim e nem aqui.

          • Marcos Ferrari

            Sou Advogado, e li toda essa “briga de amor traído” de vocês dois, e não vi problema na postagem do Senhor Fábio Kazim, e nem na sua Henrique Haddefinir. Os textos de ambos estão bem fáceis de compreensão.

            E o senhor como um pessoa que se diz formadora de opinião, deveria saber que perspectivas diferentes quanto a essa questão delicada que é o universo das causas LGBT, precisam é de confronto, de pessoas que saibam debater. E não achar que um lado não deve ser ouvido igual você fez na postagem. O senhor em nenhum momento fez divagações nos três textos aqui apresentados, não aja como advogado que conhece as leis e vai burlando textualmente. Seja honesto quanto a isto, e também ao que se diz “ataque”.

            Não concordo com tudo o que você diz, e nem com o que foi escrito por ele. E não é o senhor que disse sobre os textos levantar questões? Ele fez isto tanto quanto o senhor.

            E também nos dois texto que ele apresentou, fui lá, e dei uma olhada. Como advogado, e acostumado a floreios de juristas e outros colegas de profissão. O seu texto sobre Game of Thrones está igualzinho, um rebuscamento exagerado, cheio de drama, fazendo o “morde e assopra” que advogados são mestres em fazer, e para no fim, dizer que fez as pazes? Horrível o texto. Quem te criticou, fez com a razão.

            Já este da postagem, um bom texto, sincero, bem redigido.

  • Fabio Kazim

    O material que o governo brasileiro tem como diretriz para uma realidade LGBT em sua técnica e tecnicidade para um mundo mais justo e igualitário.

  • Fabio Kazim

    Este é o excelente material de ensino e de formação que o governo Brasileiro que no uso de uma tecnicidade e técnica LGBT com escolas locais ou de ensino superior, sejam ambas, publicas ou federais, tem como diretriz a formação de adolescentes, jovens e adultos para uma melhor vivência de Gênero, Raça ou Realidade LGBT.

  • Junior PB

    Vi o capitulo e amei. Quero aquele homem com sotaque português e viril para mim. Me arrepio só de ouvi a voz dele. Parabéns Henrique pela postagem.

    Impressão minha ou é uma paixão reprimida acontecendo aqui? E já diria a sabedoria popular: não podemos esquecer de citar aquelas relações de amor que nascem de um profundo desprezo inicial. Os envolvidos se provocam, se machucam, se envolvem e depois…..se apaixonam, como em “A megera domada” de Shakespeare. Certo? Errado? Estranho? Nada disso, apenas diferentes formas de amar.

    bafão entre o Henrique e o Fabio, a noite e o dia, o quente e o frio, o molhado e o seco, a delicadeza e a bravura, apenas dois gays sendo gays, coisa linda isso.

    Amo a diversidade LGBT.

  • Junior PB

    Vi o capitulo e amei. Quero aquele homem com sotaque português e viril para mim. Me arrepio só de ouvi a voz dele. Parabéns Henrique pela postagem.

    Impressão minha ou é uma paixão reprimida acontecendo aqui? E já diria a sabedoria popular: não podemos esquecer de citar aquelas relações de amor que nascem de um profundo desprezo inicial. Os envolvidos se provocam, se machucam, se envolvem e depois…..se apaixonam, como em “A megera domada” de Shakespeare. Certo? Errado? Estranho? Nada disso, apenas diferentes formas de amar.

    bafão entre o Henrique e o Fabio, a noite e o dia, o quente e o frio, o molhado e o seco, a delicadeza e a bravura, apenas dois gays sendo gays, coisa linda isso.

    Amo a diversidade LGBT.

  • The Man Machine

    caramba, ultimamente só tá rolando tretas nos posts do Henrique kkkkk o do Got realmente achei meio fora de contexto simplesmente por aparecer muito tempo depois do ep.10 e ele nem é reviewer atual da série. Mas este aqui parece ser bem pertinente, Não acompanho a novela, mas vi a noticia dessa cena em outros sites, fora do SM, e parece que causou alguma repercussão. parece que para o padrão da tv brasileira foi um fato marcante e pela temática, tem um valor por apresentar isso a um grande publico, de forma ideal ou não, pois afinal de contas estamos falando de uma obra da Rede Bôbo de Televisão, que por muito tempo monopolizou a transmissão de infos pro povo brasileiro, pra muitos foi uma verdadeira patria educadora. mas enfim, uma obra de dramaturgia também pode ter um valor em si mesma, independente de seu contexto histórico e ou ideológico. mesmo sendo uma obra de fricção da Rede Bobo. E legal que esse post acabou gerando um debate sobre um tema relevante, esse lance de violencia e preconceito não tá com nada, love is all we need. mas apesar da relevância num contexto mais amplo, social, o debate começou a virar um embate e acabou extrapolando o limite deste espaço físico-virtual, monopolizou um pouco este espaço, criando um clima meio tenso, de repente meio inibindo um pouco a participação de outros manos e manas, e monas também. a internet realmente veio como uma caixa de pandora que foi aberta e liberou esse lado ‘treta’ das pessoas, nas redes sociais as vezes conseguimos discutir alguns temas num incrivel nivel de complexidade, que no ao vivo e a cores, em carne e osso, é bem raro. a sinceridade é muitas vezes cortante, nas redes sociais virtuais, não temos porque não usá-la, afinal somos trechos de discursos,txt. não estou dizendo que temos que ser hipocritas só para manter um bom convivio social, mas as vezes é sempre bom parar e pensar um pouco give peace a chance.

    • Carol Roseiro

      Faço a sua as minhas palavras, apesar de não ser assim:

      “a sinceridade é muitas vezes cortante, nas redes sociais virtuais, não
      temos porque não usá-la, afinal somos trechos de discursos,txt. não
      estou dizendo que temos que ser hipocritas só para manter um bom
      convivio social, mas as vezes é sempre bom parar e pensar um pouco give
      peace a chance”

      E que bom que você dentro desse fuzuê dos dois, conseguiu perceber a validade dos discursos de ambos.

      Paz e Consciência a todos.

      Carol Roseiro

    • henriquehaddefinir

      Obrigado pelo comentário, rapaz. Mas, achei engraçado como você veio aqui pra falar do post de lá, rsrs. Já que veio, deixa eu dizer. Aqui no SM, há plena liberdade para falar de qualquer série, mesmo que você não seja o reviewer. Aquele texto de GoT não é uma review, é uma crônica, como muitas das que já fiz aqui, assim como meus colegas. Então, não existe contexto errado para um texto que é uma crônica sobre uma série, num site sobre séries.

  • The Man Machine

    caramba, ultimamente só tá rolando tretas nos posts do Henrique kkkkk o do Got realmente achei meio fora de contexto simplesmente por aparecer muito tempo depois do ep.10 e ele nem é reviewer atual da série. Mas este aqui parece ser bem pertinente, Não acompanho a novela, mas vi a noticia dessa cena em outros sites, fora do SM, e parece que causou alguma repercussão. parece que para o padrão da tv brasileira foi um fato marcante e pela temática, tem um valor por apresentar isso a um grande publico, de forma ideal ou não, pois afinal de contas estamos falando de uma obra da Rede Bôbo de Televisão, que por muito tempo monopolizou a transmissão de infos pro povo brasileiro, pra muitos foi uma verdadeira patria educadora. mas enfim, uma obra de dramaturgia também pode ter um valor em si mesma, independente de seu contexto histórico e ou ideológico. mesmo sendo uma obra de fricção da Rede Bobo. E legal que esse post acabou gerando um debate sobre um tema relevante, esse lance de violencia e preconceito não tá com nada, love is all we need. mas apesar da relevância num contexto mais amplo, social, o debate começou a virar um embate e acabou extrapolando o limite deste espaço físico-virtual, monopolizou um pouco este espaço, criando um clima meio tenso, de repente meio inibindo um pouco a participação de outros manos e manas, e monas também. a internet realmente veio como uma caixa de pandora que foi aberta e liberou esse lado ‘treta’ das pessoas, nas redes sociais as vezes conseguimos discutir alguns temas num incrivel nivel de complexidade, que no ao vivo e a cores, em carne e osso, é bem raro. a sinceridade é muitas vezes cortante, nas redes sociais virtuais, não temos porque não usá-la, afinal somos trechos de discursos,txt. não estou dizendo que temos que ser hipocritas só para manter um bom convivio social, mas as vezes é sempre bom parar e pensar um pouco give peace a chance.

    • Carol Roseiro

      Faço a sua as minhas palavras, apesar de não ser assim:

      “a sinceridade é muitas vezes cortante, nas redes sociais virtuais, não
      temos porque não usá-la, afinal somos trechos de discursos,txt. não
      estou dizendo que temos que ser hipocritas só para manter um bom
      convivio social, mas as vezes é sempre bom parar e pensar um pouco give
      peace a chance”

      E que bom que você dentro desse fuzuê dos dois, conseguiu perceber a validade dos discursos de ambos.

      Paz e Consciência a todos.

      Carol Roseiro

    • henriquehaddefinir

      Obrigado pelo comentário, rapaz. Mas, achei engraçado como você veio aqui pra falar do post de lá, rsrs. Já que veio, deixa eu dizer. Aqui no SM, há plena liberdade para falar de qualquer série, mesmo que você não seja o reviewer. Aquele texto de GoT não é uma review, é uma crônica, como muitas das que já fiz aqui, assim como meus colegas. Então, não existe contexto errado para um texto que é uma crônica sobre uma série, num site sobre séries.

  • Carol Roseiro

    Parabéns pela postagem Henrique. Bom saber que isto gerou alguma discussão, mesmo que no fim, o clima tenha ficado um pouco alterado. O bom seria que isso não acontecesse.

    – E me permita dizer Henrique sem te ofender, você não é a “Madre Tereza de Calcutá dos Homossexuais” para sair dizendo o que tem que ser assim ou de outro jeito no universo LGBT. Tudo está em construção. E a discussão mesmo contra o nosso modo de pensar, é importante por não só ajudar a gente se situar melhor no mundo, mas também, os outros a nossa volta, e até quem se propõe a debater conosco. A via de aprendizado ou conseguir ser mais consciente depois disso é mútua.

    – E você Fabio, não é o ‘Ayrton Senna da Homossexualidade’, desacelera, fica na toca não é Urso? Quando sai acontece isso. Menos FÁBIO!!!

    Uma coisa aqui na fala dos dois é verdadeira, o que o Fábio escreveu sobre a construção de gênero e suas críticas, não estão erradas. Se alguém desconhece, é por ainda não viver na totalidade da complexidade LGBT. Nem a sua fala Henrique, que tem um enorme valor, ainda mais num site como este. E o Fábio em nenhum momento na sua vida ele diminui a luta feminista ou das mulheres, acontece que ele como outros participantes LGBT, em alguns momentos, se alteram ao falar, no modo de agir e provocar, como qualquer outro ser humano, e bom seria não brigar não é mesmo? No mundo como o nosso, a “provocação” ou o “barulho’ como alguns militantes LGBT tentam fazer, tem um certo grau de validade e importância, o problema é quando se torna uma grande ofensa gratuita.

    Como foi citado o TRANSENEP, é bom esclarecer, que sim, ocorreu muitos problemas nesse encontro, não foi a primeira vez, e não será a última, seja no ES, ou em outras cidades no Brasil. Nosso amigo de site, LGBT-ES (e dono), Rafael, jornalista e militante LGBT, e que às vezes é mais polêmico e provocador que o Fábio, chamou algumas lésbicas no evento de “feminazis” no dia e depois do ocorrido, aqui é só uma parte:

    http://www.lgbt-es.com/?p=16486

    Que com sua permissão, dei o meu parecer sobre o evento também:

    http://www.lgbt-es.com/?p=16507

    Eu reprimi ele na hora por sempre ser pacífica nas minhas lutas LGBT. Posso entender o que ele quis fazer ao criticar, só que eu não faria dessa forma. Não rebaixo ninguém. Quando o Rafael e o Fabio muitas vezes criticam, são as pessoas dentro do movimento LGBT que exageram como em qualquer outra esfera da vida, e não que a causa não seja importante. Nem um ou outro estão lutando contra a realidade LGBT. E sejamos bastantes sinceros aqui. Quando Fabio citou “que o homossexual também é passível de críticas”, ele está corretíssimo. Somos humanos, temos falhas, reproduzimos preconceitos que muitas vezes são inconscientes devido a falta de informação ou vivência de mundo. A crítica que eu faria, é a certas falas que podem parecer ofensivas como chamar o “gay de extremista”, mas homossexuais assim, têm sim dentro da realidade LGBT e tantos outros modos de se portar dentro dela. Entendo que sua postura possa até ser mais pacífica Henrique, mas negar que isso exista ou aconteça, é mostrar para as pessoas que a vivência homossexual é sempre “florida”, que não é verdade. O mais importante seria saber falar ou escrever sem ofender, seja de forma velada, aberta ou direta.

    Que ambos sejam mais adultos a partir de agora, e mais consciência para o mundo.

    Carol Roseiro

    • henriquehaddefinir

      Carol, muito obrigado pelo seu comentário. Mas olha, na mesma proporção em que você é dura com a minha posição e a do Fábio, como sendo baluartes de uma suposta verdade, você também se posiciona com certo absolutismo no seu discurso, inclusive usando de pejoratividade. Então, acho que seria mais legal admitir que a eloquência é natural no posicionamento político.

      E Carol, dá uma relida as minhas respostas ao Fábio e vai ver que em nenhum momento disse que ele estava errado em dizer que “existem homossexuais extremistas”. Eu sei que existem, ele é um, aliás. Além disso, isso é senso-comum. O que rebati no discurso dele foi a excessiva necessidade de ser acadêmico e técnico em tópicos que não interessam para a compreensão e a notória agressividade. E sim, pelos comentários e textos dele fica muito claro o posicionamento sobre mulheres.

      E Carol, na sua fala “E o Fábio em nenhum momento na sua vida ele diminui a luta feminista ou das mulheres” já entregou que o conhece e que esteve aqui, provavelmente a pedido dele. Isso, se você não for ele.

      Abraços.

      • Carol Roseiro

        Obrigado pelo tempo de reposta.

        Sei que tentar mensurar o que os outros sentem, é complicado. Não cabe a mim como mulher, que já tenho um traço histórico de machismo e opressão social, dizer que não sei o que é sofrer, de igual maneira o gay.

        Se ele faz isto, que ele está rebaixando as mulheres, se é verdade, você deveria pegar o que ele escreveu e mostrar de forma precisa, e não simplesmente chegar aqui e falar que ele fez isto ou aquilo por achar que ele fez por causa de um acesso formativo que o senhor acha que tem ou ele quanto a isso. E me doeu ler no comentário, que aqui o senhor “divaga”, ou seja, que faz “opiniões”, que poderiam ser como outras falas qualquer, não vejo assim pelo o que li. Como mulher, feminista, engajada numa luta social e da visibilidade trans, umas vez que todas as vozes têm que ser ouvidas, mesmo a do nosso inimigo, se não, é fascismo, e algo visível, que não foi o seu caso, nem a do Fábio, ou a minha em nenhum momento.

        E Henrique, não existe nada mais poderoso do que palavras para ferir e acalentar o coração. Acredito que você deva estar chateado, talvez o Fábio também. Quando você diz “certo absolutismo”, o senhor está falando de poder, de um certo controle podendo ser sem limitações ou com restrições as pessoas. E não foi o que fiz ao me posicionar a tua pessoa. Mas tanto o senhor e o seu par neste debate, usaram de posições que poderiam ser pensadas como absolutistas, mas está claro no meu discurso, que sua fala e a dele, são repletas de valor, logo, estando numa posição relativa cada uma, e com posições relevantes em várias esferas da vida, mas não totais.

        O senhor também usou a palavra “extremista”, não creio que ele seja, nem você. E “ser extremista”, é ser revolucionário, que faria uso de soluções extremas para exigir mudanças sociais com os seus imensos problemas. Nós mulheres em suas posições de luta e avanço social, sim somos extremistas por exigir uma mudança urgente em todas as esferas sociais, sejam elas familiar, profissional, política e religiosa. E que mesmo as guerreiras do passado tenham sido muito mais extremas do que nós atualmente, como as sufragistas e tantas outras, é de extrema importância dizer, que é por causa delas, que nós mulheres e os homossexuais, em conjunto, podemos usar a nossa voz, exigir mudança, e com isso o direito de sermos ouvidxs. Ser LGBT é ser extremo, é ser radical, é se afastar do que é o tradicional, se assim não fosse, nenhuma mudança socialmente falando, teria acontecido.

        Também posso mencionar, que o senhor utiliza do “senso comum” para posicionar algo na minha fala de forma equivocada, me dói como mulher, que sei que a luta gay também é sofrida, mas tenho que dizer, que sua luta tem que ser mais realista, já que usou de “senso comum” como algo banal na vivência homossexual. Senso comum, é um conhecimento sem um certo aprofundamento, o que a vovó por uma vivência oral foi ouvindo de sua mãe ou outros familiares e pessoas, até que um dia, aquela plantinha sem consultar algo, e só por saber por outras pessoas, servirá para “x” ou “y” problema de saúde. E o verdadeiro LGBT, não dever usar de senso comum para defender um olhar crítico a sexo ou gênero ou na sua luta social, se não, teremos que compactuar com as machistas falas heteronormativas quanto a papeis sexuais e tanto códigos opressores, como se o sexo só pudesse ser compreendido por um olhar tradicional do “papai e da mamãe” ou da fascista fala do “molhar a plantinha da mulher para que ela seja frutífera”, isso é senso comum, isso é o que o machismo criou com todas suas outras falas que voluntariamente ou involuntariamente, fazem ser o que as pessoas são na sociedade, sendo elas oprimidas ou não.

        Eu conhecer o Fabio é um problema? Ou o problema são os senhores ficarem se atacando, igual fez agora comigo, igual disse que ele fez contigo, e num ciclo sem fim, atrapalhando a luta LGBT?

        Ainda usarei um vídeo da odiada e não compreendida no Brasil por muitos gays e lésbicas e padrões heteronormativos lamentavelmente, um vídeo da Judith Butler:

        https://www.youtube.com/watch?v=9MlqEoCFtPM

        Ela é lésbica, ela é técnica, ela é acadêmica, ela é formadora de opinião, ela é mulher, ela é extremista, ela é radical, ela é simples, ela sabe ser vida. Se alguém ao assistir o vídeo, teve dificuldade de sair mais consciente após vê-lo, é sinal que a LUTA LGBT ainda precisa avançar muito com todo o seu extremismo que é de direito desde o começo de sua existência.

        Carol Roseiro

        • Fabio Kazim

          Beijos Carol.

          Vi o vídeo, eu entendi (huahauhuahua), e o que as pessoas no geral não sabem, é que por causa desta pequena fala dela, que líderes da Igreja Católica (padres, bispos, etc), Movimentos Evangélicos, conservadores e pessoas de direitas, mais representantes no governo ou outra esfera política, estão massivamente lutando contra para que a Luta LGBT não tenha voz.

          Sei que muita gente não vai gostar de ouvir isto, mas quem está vencendo a batalha, não são os gays ou pessoas LGBT’s, são eles acima, também pudera, são os que estão levando para todas os meios da vida a discussão e mostrando que LGBT’s quanto a isto estão errados.

      • Luana Martins

        Que machista. Você usou o privilégio colonial deixado de legado para você, rebaixou a sororidade da Carol, e ainda disse que ela é uma outra pessoa, uma impostora.

        E Carol, tenho muito que aprender, e aprendi um pouco quando fui chamada atenção com comentários que não quis ser preconceituosa quanto a ele, mas este comentário machista do Henrique, só mostrou que gays também são machistas, que eles também reproduzem o que foi deixado pelo patriarcado. Não sou extremista, mas fiquei tocada pelo o que escreveu sobre a força feminina, que tem que ser extremista sim. Bem dito, a luta feminina e LGBT tem que ser extremista para mudar alguma coisa na sociedade, para que nós, as cagonas, ter um direito de falar alguma coisa, mesmo com o ob apertados entre as pernas.

        • henriquehaddefinir

          Luana, diz aí onde fui machista, fia? Tô começando a desconfiar que você é o Fábio também, rsrs.

          • Fabio Kazim

            Eu não sei de nada Henrique, o que sei, é que você deve culpar é o Brasil, já que muita gente acha que tudo é machismo e preconceito por aqui. Também né, se muitos homens e mulheres tem dificuldade em perceber que o machismo começa quando é “enviado a filhinha para a escola”, o que esperar? Que todo o tipo de distorção seja feito com que se imagina saber.

            [e o discurso é construído dessa forma uma porrada de vezes] <> E o que acho realmente, é que a sociedade tem futuro, sou bem utópico mesmo, ainda acredito que o ser humano pode ser melhor sempre, mesmo errando uma vez ou outra, infelizmente.

  • Carol Roseiro

    Parabéns pela postagem Henrique. Bom saber que isto gerou alguma discussão, mesmo que no fim, o clima tenha ficado um pouco alterado. O bom seria que isso não acontecesse.

    – E me permita dizer Henrique sem te ofender, você não é a “Madre Tereza de Calcutá dos Homossexuais” para sair dizendo o que tem que ser assim ou de outro jeito no universo LGBT. Tudo está em construção. E a discussão mesmo contra o nosso modo de pensar, é importante por não só ajudar a gente se situar melhor no mundo, mas também, os outros a nossa volta, e até quem se propõe a debater conosco. A via de aprendizado ou conseguir ser mais consciente depois disso é mútua.

    – E você Fabio, não é o ‘Ayrton Senna da Homossexualidade’, desacelera, fica na toca não é Urso? Quando sai acontece isso. Menos FÁBIO!!!

    Uma coisa aqui na fala dos dois é verdadeira, o que o Fábio escreveu sobre a construção de gênero e suas críticas, não estão erradas. Se alguém desconhece, é por ainda não viver na totalidade da complexidade LGBT. Nem a sua fala Henrique, que tem um enorme valor, ainda mais num site como este. E o Fábio em nenhum momento na sua vida ele diminui a luta feminista ou das mulheres, acontece que ele como outros participantes LGBT, em alguns momentos, se alteram ao falar, no modo de agir e provocar, como qualquer outro ser humano, e bom seria não brigar não é mesmo? No mundo como o nosso, a “provocação” ou o “barulho’ como alguns militantes LGBT tentam fazer, tem um certo grau de validade e importância, o problema é quando se torna uma grande ofensa gratuita.

    Como foi citado o TRANSENEP, é bom esclarecer, que sim, ocorreu muitos problemas nesse encontro, não foi a primeira vez, e não será a última, seja no ES, ou em outras cidades no Brasil. Nosso amigo de site, LGBT-ES (e dono), Rafael, jornalista e militante LGBT, e que às vezes é mais polêmico e provocador que o Fábio, chamou algumas lésbicas no evento de “feminazis” no dia e depois do ocorrido, aqui é só uma parte:

    http://www.lgbt-es.com/?p=16486

    Que com sua permissão, dei o meu parecer sobre o evento também:

    http://www.lgbt-es.com/?p=16507

    Eu reprimi ele na hora por sempre ser pacífica nas minhas lutas LGBT. Posso entender o que ele quis fazer ao criticar, só que eu não faria dessa forma. Não rebaixo ninguém. Quando o Rafael e o Fabio muitas vezes criticam, são as pessoas dentro do movimento LGBT que exageram como em qualquer outra esfera da vida, e não que a causa não seja importante. Nem um ou outro estão lutando contra a realidade LGBT. E sejamos bastantes sinceros aqui. Quando Fabio citou “que o homossexual também é passível de críticas”, ele está corretíssimo. Somos humanos, temos falhas, reproduzimos preconceitos que muitas vezes são inconscientes devido a falta de informação ou vivência de mundo. A crítica que eu faria, é a certas falas que podem parecer ofensivas como chamar o “gay de extremista”, mas homossexuais assim, têm sim dentro da realidade LGBT e tantos outros modos de se portar dentro dela. Entendo que sua postura possa até ser mais pacífica Henrique, mas negar que isso exista ou aconteça, é mostrar para as pessoas que a vivência homossexual é sempre “florida”, que não é verdade. O mais importante seria saber falar ou escrever sem ofender, seja de forma velada, aberta ou direta.

    Que ambos sejam mais adultos a partir de agora, e mais consciência para o mundo.

    Carol Roseiro

    • henriquehaddefinir

      Carol, muito obrigado pelo seu comentário. Mas olha, na mesma proporção em que você é dura com a minha posição e a do Fábio, como sendo baluartes de uma suposta verdade, você também se posiciona com certo absolutismo no seu discurso, inclusive usando de pejoratividade. Então, acho que seria mais legal admitir que a eloquência é natural no posicionamento político.

      E Carol, dá uma relida as minhas respostas ao Fábio e vai ver que em nenhum momento disse que ele estava errado em dizer que “existem homossexuais extremistas”. Eu sei que existem, ele é um, aliás. Além disso, isso é senso-comum. O que rebati no discurso dele foi a excessiva necessidade de ser acadêmico e técnico em tópicos que não interessam para a compreensão e a notória agressividade. E sim, pelos comentários e textos dele fica muito claro o posicionamento sobre mulheres.

      E Carol, na sua fala “E o Fábio em nenhum momento na sua vida ele diminui a luta feminista ou das mulheres” já entregou que o conhece e que esteve aqui, provavelmente a pedido dele. Isso, se você não for ele.

      Abraços.

      • Carol Roseiro

        Obrigado pelo tempo de reposta.

        Sei que tentar mensurar o que os outros sentem, é complicado. Não cabe a mim como mulher, que já tenho um traço histórico de machismo e opressão social, dizer que não sei o que é sofrer, de igual maneira o gay.

        Se ele faz isto, que ele está rebaixando as mulheres, se é verdade, você deveria pegar o que ele escreveu e mostrar de forma precisa, e não simplesmente chegar aqui e falar que ele fez isto ou aquilo por achar que ele fez por causa de um acesso formativo que o senhor acha que tem ou ele quanto a isso. E me doeu ler no comentário, que aqui o senhor “divaga”, ou seja, que faz “opiniões”, que poderiam ser como outras falas qualquer, não vejo assim pelo o que li. Como mulher, feminista, engajada numa luta social e da visibilidade trans, umas vez que todas as vozes têm que ser ouvidas, mesmo a do nosso inimigo, se não, é fascismo, e algo visível, que não foi o seu caso, nem a do Fábio, ou a minha em nenhum momento.

        E Henrique, não existe nada mais poderoso do que palavras para ferir e acalentar o coração. Acredito que você deva estar chateado, talvez o Fábio também. Quando você diz “certo absolutismo”, o senhor está falando de poder, de um certo controle podendo ser sem limitações ou com restrições as pessoas. E não foi o que fiz ao me posicionar a tua pessoa. Mas tanto o senhor e o seu par neste debate, usaram de posições que poderiam ser pensadas como absolutistas, mas está claro no meu discurso, que sua fala e a dele, são repletas de valor, logo, estando numa posição relativa cada uma, e com posições relevantes em várias esferas da vida, mas não totais.

        O senhor também usou a palavra “extremista”, não creio que ele seja, nem você. E “ser extremista”, é ser revolucionário, que faria uso de soluções extremas para exigir mudanças sociais com os seus imensos problemas. Nós mulheres em suas posições de luta e avanço social, sim somos extremistas por exigir uma mudança urgente em todas as esferas sociais, sejam elas familiar, profissional, política e religiosa. E que mesmo as guerreiras do passado tenham sido muito mais extremas do que nós atualmente, como as sufragistas e tantas outras, é de extrema importância dizer, que é por causa delas, que nós mulheres e os homossexuais, em conjunto, podemos usar a nossa voz, exigir mudança, e com isso o direito de sermos ouvidxs. Ser LGBT é ser extremo, é ser radical, é se afastar do que é o tradicional, se assim não fosse, nenhuma mudança socialmente falando, teria acontecido.

        Também posso mencionar, que o senhor utiliza do “senso comum” para posicionar algo na minha fala de forma equivocada, me dói como mulher, que sei que a luta gay também é sofrida, mas tenho que dizer, que sua luta tem que ser mais realista, já que usou de “senso comum” como algo banal na vivência homossexual. Senso comum, é um conhecimento sem um certo aprofundamento, o que a vovó por uma vivência oral foi ouvindo de sua mãe ou outros familiares e pessoas, até que um dia, aquela plantinha sem consultar algo, e só por saber por outras pessoas, servirá para “x” ou “y” problema de saúde. E o verdadeiro LGBT, não dever usar de senso comum para defender um olhar crítico a sexo ou gênero ou na sua luta social, se não, teremos que compactuar com as machistas falas heteronormativas quanto a papeis sexuais e tanto códigos opressores, como se o sexo só pudesse ser compreendido por um olhar tradicional do “papai e da mamãe” ou da fascista fala do “molhar a plantinha da mulher para que ela seja frutífera”, isso é senso comum, isso é o que o machismo criou com todas suas outras falas que voluntariamente ou involuntariamente, fazem ser o que as pessoas são na sociedade, sendo elas oprimidas ou não.

        Eu conhecer o Fabio é um problema? Ou o problema são os senhores ficarem se atacando, igual fez agora comigo, igual disse que ele fez contigo, e num ciclo sem fim, atrapalhando a luta LGBT?

        Ainda usarei um vídeo da odiada e não compreendida no Brasil por muitos gays e lésbicas e padrões heteronormativos lamentavelmente, um vídeo da Judith Butler:

        https://www.youtube.com/watch?v=9MlqEoCFtPM

        Ela é lésbica, ela é técnica, ela é acadêmica, ela é formadora de opinião, ela é mulher, ela é extremista, ela é radical, ela é simples, ela sabe ser vida. Se alguém ao assistir o vídeo, teve dificuldade de sair mais consciente após vê-lo, é sinal que a LUTA LGBT ainda precisa avançar muito com todo o seu extremismo que é de direito desde o começo de sua existência.

        Carol Roseiro

        • Fabio Kazim

          Beijos Carol.

          Vi o vídeo, eu entendi (huahauhuahua), e o que as pessoas no geral não sabem, é que por causa desta pequena fala dela, que líderes da Igreja Católica (padres, bispos, etc), Movimentos Evangélicos, conservadores e pessoas de direitas, mais representantes no governo ou outra esfera política, estão massivamente lutando contra para que a Luta LGBT não tenha voz.

          Sei que muita gente não vai gostar de ouvir isto, mas quem está vencendo a batalha, não são os gays ou pessoas LGBT’s, são eles acima, também pudera, são os que estão levando para todas os meios da vida a discussão e mostrando que LGBT’s quanto a isto estão errados.

      • Luana Martins

        Que machista. Você usou o privilégio colonial deixado de legado para você, rebaixou a sororidade da Carol, e ainda disse que ela é uma outra pessoa, uma impostora.

        E Carol, tenho muito que aprender, e aprendi um pouco quando fui chamada atenção com comentários que não quis ser preconceituosa quanto a ele, mas este comentário machista do Henrique, só mostrou que gays também são machistas, que eles também reproduzem o que foi deixado pelo patriarcado. Não sou extremista, mas fiquei tocada pelo o que escreveu sobre a força feminina, que tem que ser extremista sim. Bem dito, a luta feminina e LGBT tem que ser extremista para mudar alguma coisa na sociedade, para que nós, as cagonas, ter um direito de falar alguma coisa, mesmo com o ob apertados entre as pernas.

        • henriquehaddefinir

          Luana, diz aí onde fui machista, fia? Tô começando a desconfiar que você é o Fábio também, rsrs.

          • Fabio Kazim

            Eu não sei de nada Henrique, o que sei, é que você deve culpar é o Brasil, já que muita gente acha que tudo é machismo e preconceito por aqui. Também né, se muitos homens e mulheres tem dificuldade em perceber que o machismo começa quando é “enviado a filhinha para a escola”, o que esperar? Que todo o tipo de distorção seja feito com que se imagina saber.

            [e o discurso é construído dessa forma uma porrada de vezes] <> E o que acho realmente, é que a sociedade tem futuro, sou bem utópico mesmo, ainda acredito que o ser humano pode ser melhor sempre, mesmo errando uma vez ou outra, infelizmente.

  • Junior PB

    Não vamos ser fatalistas achando que por causa de um debate/discussão ou o que mais aconteceu ou está acontecendo aqui, seja um fator de inibição das pessoas comentarem. Com o mesmo assunto no Papel Pop e outros canais/sites, tivemos vários gays achando a cena linda, mas não sem o seu papel na sociedade, e claro, fazendo severas críticas não só a televisão brasileira (Rede Globo), mas também, ao modo dos gays agirem não só perante a família, ao sexo, mas com a vida gay:

    http://www.papelpop.com/2016/07/precisamos-falar-cena-de-amor-linda-caio-blat-ricardo-pereira-na-novela-liberdade-liberdade/

    Hipocrisia é por sermos gays, pintosas, as beeshas, que temos que achar que tudo é lindo e perfeito só porque a Rede Globo (que não tem nada de boba) quis mostrar uma cena dessas, que foi linda (Ricardo Pereira, quero vc na minha cama pra ontem seu lindo), mas totalmente distante da realidade gay. Sejamos a Gay Aloka Meu Bem! Mas não alienadas sem senso crítico.

  • Junior PB

    Não vamos ser fatalistas achando que por causa de um debate/discussão ou o que mais aconteceu ou está acontecendo aqui, seja um fator de inibição das pessoas comentarem. Com o mesmo assunto no Papel Pop e outros canais/sites, tivemos vários gays achando a cena linda, mas não sem o seu papel na sociedade, e claro, fazendo severas críticas não só a televisão brasileira (Rede Globo), mas também, ao modo dos gays agirem não só perante a família, ao sexo, mas com a vida gay:

    http://www.papelpop.com/2016/07/precisamos-falar-cena-de-amor-linda-caio-blat-ricardo-pereira-na-novela-liberdade-liberdade/

    Hipocrisia é por sermos gays, pintosas, as beeshas, que temos que achar que tudo é lindo e perfeito só porque a Rede Globo (que não tem nada de boba) quis mostrar uma cena dessas, que foi linda (Ricardo Pereira, quero vc na minha cama pra ontem seu lindo), mas totalmente distante da realidade gay. Sejamos a Gay Aloka Meu Bem! Mas não alienadas sem senso crítico.

  • Marcos Ferrari

    Relendo os textos, uma vez que lá fora, como advogado na realização de uma boa conciliação, também lido com homossexuais, que como outro ser humano, comumente reivindicam o seu direito de fala, e não existe nada mais humano do que isto. No meu parecer, tanto a fala do Henrique quanto a do Fabio, estão corretas, e que dizer, que este espaço não seria uso ideal para uma fala quem sabe mais elaborada fazendo uso do que poderia ser compreendido como a “clareza e a emoção” igual mencionado aqui, não tem sentido por julgar que as pessoas não seriam capazes de aprender pelo o ocorrido ou se interessar pelo que foi dito, ou esquecendo que uma pessoa que se deparasse com o que aqui está escrito, já tivesse uma bagagem que a tornaria clara ou compreensiva para o mesmo.

    Não entrarei no que a jurisdição diz sobre os Direitos e Deveres que os cidadãos têm em sociedade, mas o que posso concluir, é que ocorreu abuso de vários lados, não só pela parte do Fábio e do Henrique, mas de outros pares ao tentar usar o seu Direito de Voz, mas não algo que precisasse ser penalizado, e que é diferente de ter uma “opinião” ou de um “divagar” sobre algo, ou quando foi feito uso de estarmos fazendo “crônicas” para escrever alguma coisa. O que se pretendeu aqui, foi fazer uso de uma VERDADE que ambos sujeitos acreditavam ter. E isto ficou evidente quando alguém disse, que o “Fabio usando ‘homossexualidade e heterossexualidade'” não caberia aqui ou careceria de sentido, ou quando o “Henrique fez uso ‘da emoção e clareza'”.

    Mas contudo, se alguém chegasse na postagem e dissesse:

    a.1 – Que o homossexualismo é algo natural, e que a Rede Globo acertou em mostrar as cena de dois gays fazendo sexo/amor.

    Com total certeza, vários agentes de voz, usariam da “técnica” para dizer que o seu uso aqui estava errado ou “deslocado”:

    a.2 – É bom você saber que não é HOMOSSEXUALISMO, mas HOMOSSEXUALIDADE, porque “homossexualismo” remete a doença, e ninguém aqui é doente por isso e isso.

    ou

    a.3 – Os Conselhos Regionais de Psicologia e Órgãos do Governo não mais usam “homossexualismo” por isso e mais disso, mas por a “homossexualidade” na sociedade ser assim e desse jeito.

    A possibilidade de na fala “a.1, a.2. e a.3”, vermos os seus pares usando discursos mais elaborados na hora de expressar também é alta, e todos fazendo uso de “técnica, tecnicidade ou tecnicalidade” igual foi tanto mencionado aqui que não deveria ser feito o uso por remeter a um “academicismo”, como se a vida não fosse um processo técnico. O que ficou evidente, é que vozes nos discursos de outras vozes sempre estarão dispostas a querer calar a outra podendo ser voluntariamente ou involuntariamente.

    Não teve problema na fala do Fabio ao tentar usar a sua voz para falar sobre “homossexualidade e heterossexualidade”, e que caso alguém aqui chegasse e falasse “homossexualismo”, um variado tipo de pessoas, usariam a sua voz como um discurso técnico para explicar que o termo estaria errado. Em contrapartida, qualquer homossexual que o acusasse de estar errado, possivelmente quando se deparasse com alguém aqui dizendo:

    b.1 – Ninguém nasce gay, é uma opção, a pessoa vira gay.

    Na hora, seria reivindicado o uso da “nomenclatura”, da técnica de uma fala para defender algo:

    b.2 – Não existe esse negócio de “opção sexual”, o correto é usar Orientação Sexual por isso e mais isso.

    Novamente é evidente, que acusadores no discurso do Fabio, usariam a técnica para fazer a sua voz ser um recurso da verdade que acreditam possuir usando um discurso que acreditam não ser técnico para defender a sua posição, que na verdade sempre são. Diante de tudo, só posso concluir que os variados discursos aqui estão corretos nos seus modo de fala sempre usando de um rigor técnico e, nunca esquecendo de uma convergência após uma boa conciliação entre o que é dito e o que deve ser compreendido por todos os pares no seu uso de voz.

    Abraços a todos.

  • Marcos Ferrari

    Relendo os textos, uma vez que lá fora, como advogado na realização de uma boa conciliação, também lido com homossexuais, que como outro ser humano, comumente reivindicam o seu direito de fala, e não existe nada mais humano do que isto. No meu parecer, tanto a fala do Henrique quanto a do Fabio, estão corretas, e que dizer, que este espaço não seria uso ideal para uma fala quem sabe mais elaborada fazendo uso do que poderia ser compreendido como a “clareza e a emoção” igual mencionado aqui, não tem sentido por julgar que as pessoas não seriam capazes de aprender pelo o ocorrido ou se interessar pelo que foi dito, ou esquecendo que uma pessoa que se deparasse com o que aqui está escrito, já tivesse uma bagagem que a tornaria clara ou compreensiva para o mesmo.

    Não entrarei no que a jurisdição diz sobre os Direitos e Deveres que os cidadãos têm em sociedade, mas o que posso concluir, é que ocorreu abuso de vários lados, não só pela parte do Fábio e do Henrique, mas de outros pares ao tentar usar o seu Direito de Voz, mas não algo que precisasse ser penalizado, e que é diferente de ter uma “opinião” ou de um “divagar” sobre algo, ou quando foi feito uso de estarmos fazendo “crônicas” para escrever alguma coisa. O que se pretendeu aqui, foi fazer uso de uma VERDADE que ambos sujeitos acreditavam ter. E isto ficou evidente quando alguém disse, que o “Fabio usando ‘homossexualidade e heterossexualidade'” não caberia aqui ou careceria de sentido, ou quando o “Henrique fez uso ‘da emoção e clareza'”.

    Mas contudo, se alguém chegasse na postagem e dissesse:

    a.1 – Que o homossexualismo é algo natural, e que a Rede Globo acertou em mostrar as cena de dois gays fazendo sexo/amor.

    Com total certeza, vários agentes de voz, usariam da “técnica” para dizer que o seu uso aqui estava errado ou “deslocado”:

    a.2 – É bom você saber que não é HOMOSSEXUALISMO, mas HOMOSSEXUALIDADE, porque “homossexualismo” remete a doença, e ninguém aqui é doente por isso e isso.

    ou

    a.3 – Os Conselhos Regionais de Psicologia e Órgãos do Governo não mais usam “homossexualismo” por isso e mais disso, mas por a “homossexualidade” na sociedade ser assim e desse jeito.

    A possibilidade de na fala “a.1, a.2. e a.3”, vermos os seus pares usando discursos mais elaborados na hora de expressar também é alta, e todos fazendo uso de “técnica, tecnicidade ou tecnicalidade” igual foi tanto mencionado aqui que não deveria ser feito o uso por remeter a um “academicismo”, como se a vida não fosse um processo técnico. O que ficou evidente, é que vozes nos discursos de outras vozes sempre estarão dispostas a querer calar a outra podendo ser voluntariamente ou involuntariamente.

    Não teve problema na fala do Fabio ao tentar usar a sua voz para falar sobre “homossexualidade e heterossexualidade”, e que caso alguém aqui chegasse e falasse “homossexualismo”, um variado tipo de pessoas, usariam a sua voz como um discurso técnico para explicar que o termo estaria errado. Em contrapartida, qualquer homossexual que o acusasse de estar errado, possivelmente quando se deparasse com alguém aqui dizendo:

    b.1 – Ninguém nasce gay, é uma opção, a pessoa vira gay.

    Na hora, seria reivindicado o uso da “nomenclatura”, da técnica de uma fala para defender algo:

    b.2 – Não existe esse negócio de “opção sexual”, o correto é usar Orientação Sexual por isso e mais isso.

    Novamente é evidente, que acusadores no discurso do Fabio, usariam a técnica para fazer a sua voz ser um recurso da verdade que acreditam possuir usando um discurso que acreditam não ser técnico para defender a sua posição, que na verdade sempre são. Diante de tudo, só posso concluir que os variados discursos aqui estão corretos nos seus modo de fala sempre usando de um rigor técnico e, nunca esquecendo de uma convergência após uma boa conciliação entre o que é dito e o que deve ser compreendido por todos os pares no seu uso de voz.

    Abraços a todos.