Justiça 1×09/10: Episódios #9 e #10

32
2301

“Ou você enterra essa mulher, ou você enterra sua vida”

O que se fazer quando se perde um ente querido? O que fazer com tudo que foi deixado? O que fazer para se libertar de toda a dor que ainda permanece dentro de si? Essa são as questões que a trama de Elisa evoca a cada semana, pois cada vez mais vemos o quanto Elisa e Vicente não conseguiram seguir com suas vidas, ficando atrelados aos eventos de sete anos.

Por mais que ambos tenham tentado construir uma nova vida, Isabela ainda os assombra. Ele por toda a culpa, e remorso, que sente, já ela pela dor de uma mãe que perdeu sua filha e anseia por “justiça”. Só que ao passo que ambos se prendem ao que passou, eles acabam arrastando junto a todos aqueles que estão a sua volta.

A princípio comecei a questionar as atitudes de Heitor e Regina, pois ambos estavam demonstrando claro desconforto com a aproximação de Elisa e Vicente. No que concerne a Regina, até concordo ela sentir ciúmes e ver que aquelas amarras que prendem Vicente ao passado podem acabar destruindo sua família. Ela vê Elisa não com a mãe de Isabela, mas sim como a presença da própria. Elisa desperta em Vicente todos os sentimentos que ele havia guardado, o que gera insegurança em Regina, ainda mais vendo sua filha se aproximando cada vez mais de sua madrinha.

Heitor passou boa parte do tempo convencendo Elisa a conhecer Vicente, mas não porque ele queria que os dois se aproximassem, mas para evitar que pudesse acontecer outra tragédia. Mas a atitude reversa, de questionar se realmente Elisa deveria fazer tudo aquilo, acaba demonstrando que ele não acreditava que Elisa de fato iria se permitir conhecer ainda mais Vicente, por mais que isso tenha sido causado pela pequena Isabela.

E por falar em Isabela, tanto a filha quanto a afilhada, foram os gatilhos desse episódio. A história do aborto acabou deixando Elisa ainda mais fragilizada do que ela já se encontrava. Mas uma coisa que chamou bastante atenção é que ela quer superar a perda de sua filha com uma “neta”. Elisa, ao que tudo indica, está começando a projetar na criança, tudo que ela tinha para com a sua filha. A cena em que ela fala que Vicente ia dar uma neta para ela já mostra que ela não vê Isabela como uma criança qualquer, mas sim quase como um membro de sua família. E desta maneira, acaba fazendo com que Vicente também vá se aproximando.

A conversa sobre o sentimento de vingança foi algo bem delicado, pois enquanto para Elisa, esse sentimento foi o que a sustentou durante sete anos, para Vicente isso é algo irrelevante. E esses pontos de vista é torna tudo mais interessante, já que se nos colocarmos no lugar de cada um deles, teremos atitudes diferentes, e isso não é algo errado, muito pelo contrário, é natural do ser humano.

No núcleo da universidade, temos a frustração de não termos debatido o tema do suicídio, já que estamos no mês de prevenção do mesmo. Ao meu ver, a trama de Teo só está servindo para mostrar que Antenor não tem caráter e que Celso é envolvido com várias coisas, pois na trama de Elisa, ele não acrescentou em nada.

Já quanto a Sara, tivemos um vislumbre do que pode ser um “romance” entre ela e Heitor. E isso pode abrir uma brecha ainda maior para uma aproximação de Vicente e Elisa.

justica-10

“Quem vai fazer a sua vida é você”

Muitos acreditam que quem vive na rua, ou é ex-presidiário, é bandido, ou “gente que não presta”. E esse discurso é repetido de forma constante, ao ponto desta camada da sociedade se tornar uma ameaça para os “cidadãos de bem”. Mas se formos parar para pensar, quantas oportunidades são fornecidas para eles? Quantas portas são abertas? Por mais que existam casos de superação, infelizmente é uma pequena parcela.

Dito isso, temos a história de Fátima, uma ex-presidiária, que esconde sua condição, e de Jesus que viveu parte da sua infância na rua, vivendo de pequenos delitos. As marcas que os dois carregam pelas experiências que passaram fazem a trama parecer uma história de superação, e por vezes, uma autoajuda.

Por mais que Fátima seja uma mulher índole impecável, a personagem acaba se tornando enfadonha, com seu discurso moralista. Praticamente todo mundo é bandido e ela está no mundo para consertar todos. E isso é algo que coloca tudo a perder na história.

A relação de Fátima com Jesus, foi algo bonito de se ver. Mesmo o garoto tendo passado sete anos na rua, ele não deixou se corromper pela mesma. Mesmo ele tendo feito ações não tão boas assim, como a questão do troco, as suas intenções eram nobres. E neste ponto levanto a questão da educação dos filhos. Fátima é uma mulher pobre, que foi presa durante sete anos, e a única coisa que busca é reunir sua família novamente, e mesmo assim consegue educar Jesus. E temos em outra ponta o Teo, filho de pais ricos, que deram tudo de bom e do melhor para o garoto. Não importa o dinheiro, ou os recursos que você tem, mas sim os valores que serão repassados para as próximas gerações, e é isso que Fátima busca, deixar um legado de pessoas “do bem”.

Jesus dizendo que quer seguir os passos do pai e ser motorista de ônibus, deixa ainda mais claro que mesmo diante de tudo que aconteceu, aquela família de sete anos atrás ainda existe. Por mais que tenha existido um rompimento físico, em nenhum momento os três se abandonaram no campo afetivo. E isso é o que carrega a história de Fátima, toda essa carga emotiva.

No outro lado da balança, temos Douglas, que, em minha opinião, está servindo como um alívio cômico. Eu ri demais com seu sanduíche de ketchup e do seu encontro com a moça da cantina (me perdoem, mas não sei o nome dela). E o mais estranho, é que pareceu que ele a buscou para que a mesma fizesse os serviços de casa, como no caso a comida. E isso vindo do Douglas é totalmente compreensível.

A relação de Douglas com Jesus me fez questionar que mesmo diante de tamanha truculência, Douglas no fundo é uma boa pessoa, e que quer se redimir pelos pecados que ele cometeu para com Fátima. É interessante ver que este personagem oscila entre vários parâmetros e mesmo assim não perde a sua essência. É possível visualizar aquele policial preconceituoso que prendeu Rose, assim como é possível ver aquele cara sensível que era completamente devotado ao seu cachorro e a sua mulher.

Entretanto, devo questionar algumas coisas. Mayara pouco tem importância para a história de Fátima, mesmo ela sendo filha da mesma. As vezes que apareceu, deram mais foco nela em outras histórias, de forma que ficará mais claro a sua relação com Rose, na terceira história, e o soco na quarta história. O que me incomoda mais ainda é que ela é a única personagem da segunda história que busca por Justiça, sendo que ela praticamente não faz parte da trama de Fátima. Ou seja, a história de Fátima está totalmente alheia ao plot central de todo o seriado.

O excesso de drama e a fuga da trama central, faz com a história de Fátima seja um ensaio para uma novela das oito. E isso incomoda, já que tinha Mayara para mexer com toda a história da justiça/vingança. O mais interessante é que mesmo sendo a única história que é focada na personagem que foi punida, é a história que menos se conecta a tudo.

Espero que Mayara seja devolvida para a história dois e que mude a imagem da mesma, pois todo esse drama é mais irritante do que divertido.

PS1: Elisa é uma atiradora de elite.

PS2: Que medo daquele olhar que ela lançou para Vicente quando falou que fazia aula de tiro

PS3: Desejando uma união de Rose e Mayara contra Kellen.

PS4: “A Justiça foi feita para acabar com a vingança” (Vicente, 2016)

  • Gabriella

    A melhor historia é justamente de Fátima, que passa toda dor e valores morais, não foi passar 7 anos na cadeia que corromperam esta mulher, ela segue integra a tudo, e não me soa falso, quantas Fatima’s não existe no mundo, que são boas de coração e procuram enxergar o lado bom nas pessoas sempre ?. É justamente por ela ser assim, que me apeguei a personagem e espero que tenha um final feliz, porque ela merece. E Adriana Esteves esta dilacerando em sua atuação que emociona com um simples olhar, e a parceria dela com o menino Jesus esta linda. Já deveriam dar logo o Emmy a ela, merece demais.

    • Iury Viana

      Realmente, não soa falso, soa enfadonho. E como eu disse, para que gosta dessa narrativa mais puxada para novela, a história de fátima é um prato cheio, mas é mais distante de todo plot da série. E não é só Adriana que tá arrasando, temos também Leandra Leal e Débora Bloch que estão defendendo seus personagens com muita força.
      Na realidade, todos os atores estão bem em seus papeis, com exceção de Cauã, que em minha opinião é o protagonista mais fraco das histórias.

      Obrigado por comentar.

      PS1: Adriana tá conseguindo exorcizar a Carminha.

  • Sereia de Gotham

    Pra mim a história de Fátima é a melhor das quatro. Tem verdadeiramente o sentido da Justiça e Adriana Esteves está maravilhosa, não concordo quanto a sua opinião sobre a trama dela (a mais afetiva de todas) mas concordo com o fato dela ser isolada do plot central, mas enfim continua sendo a melhor de JUSTIÇA.

    • Iury Viana

      Para mim, a história de Fátima é a que menos me atrai, justamente por ser uma quebra nas histórias da série. A história não é ruim, para quem gosta deste tipo de narrativa.

      Entretanto, sou fã de carteirinha da história de Elisa, que no meu ponto de vista abre de forma bem mais consistente o plot central. Também gosto da história de Rose, mas eu vejo na história de Elisa uma certa sutileza, de forma que ela faz refletirmos sobre o tema.

      Muito obrigado por comentar, e por favor, vamos debater mais sobre. As diversas opiniões são sempre bem vindas.

  • Marcos Bastos

    Amo como as cenas da série mostram Recife, passando por baixo das pontes, pelos rios… É lindo.

    Minha história favorita é a da Fátima, e a interação do garotinho (não sei o nome do ator) com a Adriana Esteves é linda.
    Acho que a Mayara mentiu pra Kellen. Acho que ela deve ta conspirando com a Rose. Enfim, descobriremos amanhã.

    A história que menos me prendeu até agora é a de sexta e só assisto pq tem conexões com as outras.

    Sobre a cronologia: O filho do político treinando tiro com Douglas é antes da cena do estacionamento da universidade no capitulo de segunda? Ou depois que Elisa mostrou que sabe atirar ele resolveu aprender tbm? Pq não notei se a arma que ele tava na segunda já era aquela que Douglas deu. E se ele tinha carro (que foi arranhado) pq ele não foi de carro até o Douglas?

    • Iury Viana

      No quesito cronologia, eu acho que foi depois da faculdade, já que ele compra a arma de Douglas. Pelo menos entendi assim

      Obrigado por comentar

      • Marcos Bastos

        E obrigado por responder!

  • Maria do bairro

    A história de Elisa eu tenho minhas teorias do que vai acontecer no final! Já da Adriana Esteves, que show de atuação! E pensar que ela quase desistiu de seguir a carreira de atriz por causa de críticas negativas em Renascer.

    • Iury Viana

      Ainda bem que ela não desistiu, pois não teríamos a Carminha, ou até mesmo a Fátima. Excelente atuação dela. Já Elisa, certeza que vai causar a ira de muitos.

      Obrigado pelo comentário

  • Nossa! O que foi aquela cena dos vintes reais com a Adriana Esteves/ Fátima e com o menino Jesus ? Emocionante, sensacional, tocante, verdadeira, enfim… o choro do menino e ela com aquele discurso ? Me emocionei demais! Belo texto sobre caráter!!!!…

    E eu não consegui me tocar com a história da Debora Bloch e do Jesuíta, e se rolar alguma coisa entre eles então… ¬¬¬¬¬ ….

    abraço Bela review! ah é verdade os coadjuvantes todos estão demais! Leandra Leal com sua Kellen afiadíssima!

    Ah quanto a cronologia eu me perco sempre, mas foi genial a chuva acontecer em todas histórias e ser mostrado isso!

    • Iury Viana

      Realmente, a história de Fátima é carregada no campo afetivo. E é por isso que eu não gosto dela. Não é uma história ruim, mas não consigo comprar a história como um todo, assim como não consigo comprar a de Maurício.

      Já a de Elisa tem tudo pra ser a mais controversa, justamente pela aproximação dos dois,,, Se tudo ocorrer como está sendo escrito, tem tudo para a história mais odiada, mas se formos olhar, ela foi basicamente escrita nesse intuito. E é justamente por isso que me atrai tanto.

      Agora temos que admitir que Adriana e o menino que interpreta Jesus tem uma química muito boa, o que faz tudo brilhar ainda mais.

      Obrigado pelo comentário.

  • Uma coisa a dizer: Adriana Esteves!
    Fátima melhor personagem e melhor plot.

    • Iury Viana

      Ainda prefiro o de Elisa e Rose, mas é só questão de opinião / gosto. Huahuahuahuahu

      Obrigado por comentar

  • Djalmir Mendonça

    Só uma pequena falha da produção: Não existe Cheiro Verde em Pernambuco, chamamos de Coentro. E sorvete até existe, mas é vendido em bolas, no palito chamamos de picolé. De resto a série tá EXCELENTE, as músicas como se encaixam nas cenas transmitem toda a carga emocional. Como não sentir toda a angústia de Regina quando Revelação começa a tocar?

    • Baárbara

      Aqui em SP, o cheiro verde é uma mistura em que pode estar incluso o coentro (Eu, pelo menos, conheço assim. Cheiro Verde = Salsinha + Cebolinha + Coentro [às vezes]).
      Vocês chamam a mistura de coentro? Ou você quer dizer apenas que só usam o coentro?
      (Faz diferença nenhuma na trama. Eu que fiquei curiosa mesmo).

      • Djalmir Mendonça

        Só utilizamos o coentro mesmo, às vezes com a cebolinha.

        • Leandro Almeida

          “Só utilizamos o coentro, às vezes com cebolinha”

          Só utilizamos não, você utiliza o coentro, às vezes com cebolinha.

    • Marcelo Augusto

      Mano, eu sou de PE e uso cheiro verde kkk, cheiro verde não eh nada mais do que a mistura de cebolinha e salsinha, a diferença eh q aqui no nordeste geralmente o coentro compõe o cheiro verde, ou não, se vc não quiser coentro kkk.

      Vc pode não usar cheiro verde, mas dizer q não existe em PE e que só se usa coentro e às vezes com cebolinha,eh generalizar neh.

    • Iury Viana

      De trilha sonora, sou encantado com as músicas da história dois e três.

      Obrigado por comentar.

  • Jr Habnov

    Não acho que a história de Fátima seja enfadonha e non sense, por a personagem ser politicamente correta. Todos sabemos que ainda existem muitas pessoas com um forte senso de moral e que preza pelos bons costumes e a meu ver Fátima tem toda razão em querer apenas tocar a vida e como ela mesma falou, a vida não acabou pra quem saiu da prisão. Me incomoda muito mais o triângulo amoroso forçado entre Kellen (que personagem detestável e atuação de vilã de novela mexicana), Rose e Celso, além da forçada de barra entre o Reitor e a universitária.

    • Iury Viana

      A história de Fátima não é non sense, só é meio chatinha, no meu ponto de vista. Mas não digo que é ruim, pois não é.

      Devo discordar de Kellen, pois Leandra Leal tá mostrando uma personagem firme, segura, mas eu tenho que admitir que preferiria que o triangulo não existisse, mas como o seriado não está indo por caminhos tão felizes, não duvido que tudo acabe em tragédia.

      Quanto ao Reitor, ao meu ver aquilo só tá existindo para aproximar ainda mais Elisa e Vicente, e não é no campo da amizade.

      E o estuprador, não sei te dizer se forçou a barra, pois é um tanto quanto “coincidência demais” o cara atacar no mesmo lugar, duas vezes. E pelo que eu entendi (se eu estiver errado me corrija), elas não foram as únicas. Parando pra pensar, ficou algo esquisito mesmo

      Obrigado por comentar.

  • Ricardo

    Uma cena que acho importante lembrar é a hilária negociação entre Douglas e Téo na compra do revólver. Aquele diálogo me fez chorar de rir e só mostrou o potencial de Enrique Diaz pra comédia!
    “Não sabe pegar ônibus não?”, Douglas.

    • Iury Viana

      Douglas é a leveza do seriado, com ele tudo fica um pouco mais suave. É meio que o contraponto todo o drama que as histórias carregam. E eu ri muito com as cenas dele com Teo, mandando ele ir de ônibus e com a moça da cantina.

      Obrigado por comentar.

      • Djalmir Mendonça

        Você tenta ter raiva do personagem, por ser um racista que armou contra uma mãe de família, mas Enrique Diaz tem um grande carisma, e consegue transpor isso de maneira cômica.

  • Baárbara

    É interessante como cada pessoa reage de uma forma nas histórias e às histórias. E eu acho que é exatamente este o plot da série.
    Afinal, o que é justiça? Dependendo da nossa definição pessoal, vamos reagir aos acontecimentos da vida e – ao que parece – aos acontecimentos da série também.
    Não me lembro (mas posso estar totalmente errada) de ter lido a autora declarar que a série seria sobre vingança, mas que ela seria uma discussão sobre o que é justiça.
    E, em uma discussão sobre o que é justiça, o ponto de vista da Fátima também precisa ser considerado.

    • Iury Viana

      Não é vingança, é busca de justiça, como todos os personagens falam. E como você falou, cada um reage de uma forma, e eu vejo Fátima como uma mulher que sofreu uma injustiça, e está tentando se reerguer, assim como Rose. Mas o que eu questiono é o excesso de drama. Veja bem, a trama de Debora é extremamente pesada, mas não tem todo um drama exacerbado em cima. Eu só acredito que pesam a mão na história de Fátima, e no meu ponto vista é que mais destoa. Por mais que ela tenha simplesmente deixado de lado toda essa ideia de vingança ou de buscar justiça, ela simplesmente tá tocando sua vida. Isso é ruim? Não. Isso é uma forma de encarar a justiça? É.

      Agora parando pra pensar um pouco de acordo com o que você disse, essa quebra pode ser aquilo que traz o gás. Enquanto alguns (como eu), está interessado nas histórias que envolvem a “busca por justiça”, outros já querem algo mais voltado para superação.

      Prometo olhar para a história de Fátima com uma nova visão nos próximos capítulos

      Obrigado por comentar.

      • Baárbara

        Cada um reage de um jeito. Isso serve pra tudo – na vida e nas séries de TV kkk
        Mas, realmente: quem sabe foi aí que a autora acertou mais – tem história para todo gosto e ela alcança mais público.

  • Caio Vinicius Viana Lima

    Eu sabia que uma hora iria virar novela, 20 episódios é muita coisa, não que isso me incomode mas é aquela coisa…

    Mesmo assim a história continua muito emocionante, acho que tudo vai acabar em casa tragédia mas to rezando pra Fátima ter um final feliz 🙂

    • Iury Viana

      Mesmo não gostando tanto da história de Fátima, eu também espero que ela tenha um final de feliz. Só não acredito que Mayara esteja incluída nesse final feliz

      Obrigado por comentar

  • Lucas

    Eu já acho a história da Fátima a melhor da série, tudo flui de maneira muito natural ao meu ver, e a conversa dela com o filho explicou bem o porque da aproximação repentina dela com o Douglas. Fora que vejo muito das mulheres da minha família nessa personagem, desde o jeito simples de ser até o sua honestidade inabalável. Sobre a primeira história, já tô imaginando vários finais pra isso, mas não consigo evitar achar que a Elisa vai dar um jeito de ficar com a menina, como uma forma de ocupar o lugar da filha morta. No geral, acho que a história caminha pra um final trágico e/ou não feliz pra todos aqueles personagens.

  • Geisy

    Para mim a história de Fátima é a melhor da série! Não vejo muito de novela não, porque o drama não é exagerado, na verdade, para o que aquela mulher passou é até contido: ou ela extravasava buscando vingança ou se tornando inabalavelmente forte! Aliás, Fátima é muito real, consigo visualizar mulheres como ela no mundo real . E também não acho que a trama destoa da proposta da série: a série nunca foi sobre diferentes formas de se buscar Justiça, mas sim sobre diferentes formas de lidar com a (in)justiça. Elisa e Vicente orbitam um em torno do outro buscando Isabela, a menina estuprada ficou traumatizada, quer achar seu estuprador e não consegue seguir com sua vida, Cauã busca uma vingança fria e racional, sem esboçar emoções, e Fátima busca realmente superar e esquecer. Ia ser um saco se todas as histórias seguissem a mesma linha. Para mim essa diversidade nos caminhos previsíveis foi um acerto!

  • Paloma Oliveira

    Eu tenho uma dúvida grande quanto a sequência de Téo e a arma, não sei se foi falta de atenção minha ou erro da série. Primeiro Téo vai atrás de Celso procurar a arma, Celso diz que não se envolve com arma, depois ele compra uma arminha mais ‘fubenga’ com Douglas, aí depois ele volta pra Celso pra devolver uma arma alugada(?!), este não aceita a devolução, e até agora tá por isso mesmo. Não sei se fui eu que me passei ou eles que encaixaram umas cenas meio sem sentido mesmo. Alguém pode me explicar?