Justiça 1×05/06: Episódios #5 e #6

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Será que há um limite para se entregar o perdão a alguém? Será que as pessoas realmente mudam? O retorno de Vicente reabriu ainda amais a ferida da perda de Isabela, deixando Elisa inquieta. A primeira cena desse episódio, a meu ver, não foi tão tensa quanto eu esperava. Achei meio estranho, por mais que Elisa quisesse ficar cara a cara com Vicente, deixá-lo não só subir para o apartamento, como também se dirigir ao banheiro que, sete anos atrás, foi cenário do homicídio.

Outro momento da cena que eu não compreendi bem foi essa adesão de Heitor à história de arrependimento de Vicente. A história do rapaz, até certo ponto, pode até comover quem não o conhece, uma vez que ele tentou suicídio na prisão, uma possível evidência de que estava infeliz por conta do crime cometeu. A esposa e a filha que o esperavam fora da cadeia também são elementos utilizados para suavizar a imagem do rapaz e fazer com que o telespectador “compre” essa sua nova personalidade. Mas, ainda assim, é um tanto cedo para ser #TeamVicente, se é que isso é possível…

Por mais que eu compreenda que Vicente tenha uma necessidade muito forte de reencontrar Elisa e pedir perdão a ela, penso que faltou no rapaz um senso de tempo de espera. Ele nem esperou que a mãe de sua ex-noiva se recuperasse da notícia de sua saída e já foi ao seu encontro. E mais: chegou até a ir ao seu local de trabalho. Aqui sim, a meu ver, Vicente forçou bastante uma situação que, visivelmente, ainda precisa de um pouco mais tempo para se tornar mais digerível.

Até agora, não vi uma importância na subtrama de Téo, no contexto geral da narrativa. Em termos de relevância social, é um fato que merece ser abordado. Foi interessante abordar o machismo pela ótica da exibição pública da cena de sexo de Téo com uma caloura, porém, o tratamento desse assunto no decorrer do episódio foi um tanto superficial. Porém, quando o rapaz chega na aula de Elisa e ela repreende algumas alunas ao se afastarem dele, a professora toca num ponto muito recorrente em situações como esta: quem compartilha o vídeo também se torna conivente e incentivador da prática desse tipo de ato. Todavia, na sociedade hipócrita em que vivemos, os olhares recaem apenas para quem está na primeira instância do delito.

A cena final termina no encontro de Elisa e Vicente no cemitério, ambos devastados frente ao túmulo de Isabela. Por insistência, Vicente, talvez, comece a conseguir que Elisa ceda e compreenda que ele agora é uma nova pessoa, é pai e entende, de certa forma, a dor que ela carrega consigo durante todos esses anos. O destaque desse episódio foi Jesuíta Barbosa, que parece que encontrou uma medida quase exata para transmitir o sofrimento de sua personagem sem fazê-lo com ares de coitadinho.

Por que é tão difícil morrer? Essa pergunta, que parece ter saído da boca de Beatriz, personagem da quarta história, foi dita por Douglas, após uma tentativa de suicídio em que foi salvo por Fátima. Confesso que também não entendi direito essa amizade repentina entre os dois. Sei que Douglas está diferente, pois sofreu muito com o abandono de Kellen e que Fátima saiu da cadeia sem estar amparada por ninguém, mas… O cara destruiu a família dela inteira! Não estou dizendo que sou contra ela ter salvo o vizinho. A questão é que me soa estranho a rapidez dessa relação pacífica entre os dois. Todavia, se formos olhar direitinho, esse encontro dos dois é também o encontro de duas vidas solitárias, pois ambos não tem a quem recorrer.

Gostei muito da cena de Fátima com Elisa. O fato de a patroa ter quitado a sua dívida com a empregada, pagado o salário com base em valores atuais, mostra que Elisa se importa com ela. Adriana Esteves, pelo o que estou acompanhando no Twitter, está arrancando lágrimas de muita gente. Essa segunda história, a meu ver, é a que mais concentrou tragédias de uma única vez. Falando nisso, uma das grandes cenas desse episódio, que foi excepcional, foi a do assalto. Aquela troca de olhares, aquele instante interrompido e a quebra do momento pela fuga de Jesus foi de tirar o fôlego. Foi tanta emoção ali que o instinto de mãe de Fátima a confortou, como se soubesse que seu filho, de alguma forma, a reconheceria e voltaria, algum dia.

Jesus, quando vasculhava a bolsa da mãe, viu a sua carteira de identidade e se transportou um pouco para sua própria identidade, para a sua vida roubada depois daquela fatídica noite. O que eu não entendi foi o garoto, que, no momento dos acontecimentos, tinha só 3 anos, soube voltar para casa rapidinho. Foi muito emocionante quando o garoto (muito bem interpretado por esse ator mirim) confessa que não lembrava da mãe, mas que esperava por ela, cantava para ela. A sensação do laço entre eles sobreviveu todos esses anos, ainda que a imagem tenha se evanescido. Por outro lado, Jesus, numa rápida discussão com ela, ameaça ir embora e mostra que possui um lado agressivo, herança das ruas, que convive com o seu lado doce. Acho que a única coisa que faltou nesse episódio foi um flashback para mostrar o que aconteceu com Jesus e Mayara depois da prisão da mãe e morte do pai. Isso explicaria também o fato de Mayara trabalhar para Kellen sem esta saber quem a garota realmente é.

A volta de Jesus para casa fez Fátima acreditar que a sua família poderia se recompor. Porém, o filho confirma que a sua irmã é “puta”, o que gera revolta na ex-presidiária. A vontade de ter a filha de volta parece que dissolve as barreiras entre Fátima e Douglas, fazendo com que ela aceite ajuda do policial. O reencontro de Fátima com Mayara foi outro cena de encharcar os olhos: quando ela pensa ir embora, cansada de esperar no portão da sauna, ouvimos o chamamento da filha. Júlia Dalavia marcou uma boa presença nesse episódio, ainda que pouco tempo em cena. Ela deixou claro para a mãe que estava naquele circuito de exploração sexual infantil em busca de justiça (revestida de desejo de vingança). Mais uma vez, as duas se separam. O episódio encerrou com aquela triste imagem de Fátima vendo sua filha ser levada naquele carro. O silêncio dos segundos finais do capítulo falaram bastante.

E vocês, o que estão achando da minissérie até agora? Gostaram da continuidades das primeiras histórias?

Take 1: Diferente de minisséries como Amores Roubados (2014), Felizes para sempre? (2015) e Ligações Perigosas (2016), Justiça está mantendo uma regularidade na duração de seus episódios, entre 45 e 50 minutos, aproximadamente, superando o tempo em tela de suas antecessoras.

Take 2: Adriana Esteves arrasou na simplicidade na cena em que saboreia uma empadinha, prazer tirado do seu cotidiano durante todos esses anos.

Take 3: Muito bacana subverter a imagem de Douglas e colocá-lo agora como um homem que, de tão fraco, pretende tirar a vida. Aliás, ele já era uma pessoa fraca, só que com Kellen se sentia um tanto “dono do pedaço”. Agora, sem a esposa, expõe as suas fraquezas de forma mais direta.

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Graduado em Letras-Português, Mestre em Literatura e Ensino, Doutorando em Estudos Literários, pesquisador das relações interartes entre a literatura e o cinema, cinéfilo, leitor de poesia, e às vezes cronista.
  • J.P

    “Jesus, quando vasculhava a bolsa da mãe, viu a sua carteira de
    identidade e se transportou um pouco para sua própria identidade, para a
    sua vida roubada depois daquela fatídica noite. O que eu não entendi
    foi o garoto, que, no momento dos acontecimentos, tinha só 3 anos, soube
    voltar para casa rapidinho”

    ele achou o endereço da casa , pq havia uma conta na bolsa ,, no mais tb achei que ficou faltando uma explicação d como foram parar lá apos a prisão de fátima ,, tb achei que apareceria mais alguma coisa do waldir no hospital

  • Luana Bernardo

    Eu ri demais com Douglas brigando com Celso e dizendo: Vc colocou a filha de minha amiga na vida? rsrs Sua amiga? Sério?

    Me emocionei na cena de Jesus cantando pra Mãe.

    • Igor

      Ri muito nessa hora. Sem falae da “mijada” que ele deu no quiosque. Kkkkkkkkkk

    • janaína

      Eu ri tbm, hahaha
      Esse ator, filho de Fátima, arrasou nessa cena.

  • Marcos Bastos

    Até agora meu dia favorito é terça. A história de Fátima me emociona demais. Uma das coisas que mais me chama atenção são as conexões entre as histórias no melhor estilo das séries Marvel-Netflix (foi o que fez me interessar pela série), mas as histórias em si são muito boas. A do terceiro episódio não curti muito, pois a vingança não está relacionada a personagem principal, que foi presa, e sim a amiga dela, que foi estuprada. Eu acho que a vingança deveria ser relacionada diretamente a protagonista.

    A cena do Jesus dizendo que gostaria que a mãe deixasse o cabelo crescer mas achava ela bonita do mesmo jeito me fez chorar demais. Adriana Esteves é a melhor atriz dessa série, mas o garotinho tbm mandou ver na atuação <3

    • dan_atwood

      mas em qm ela aplicaria a vingança ? A polícia foi seletiva e racista é um fato, mas ela estava com as drogas por si, não foi algo obrigado ou mandado, ela estava e ela sabe que isso foi decisão dela, por mais que a amiga tenha fugido é algo que ela tem que arcar pois fez por si só, não teria pq culpar a amiga e procurar alguma vingança.

      • Samuel

        Tenho uma teoria meio maluca sobre isso: Vocês não acharam forçada essa retomada repentina da relação entre as amigas? Durante 7 anos ela não fez sequer questão de visitá-la na cadeia (sob a desculpa de que era longe) e a Rose perdoou tudo repentinamente demais. E se a vingança dessa história for da Rose encima da Débora? E se ela estiver por trás até do estupro da amiga? Diferentemente dos outros presos, não temos muita informação dos 7 anos em que a Rose esteve na cadeia. Em que pessoa ela pode ter se transformado durante esse tempo?

        • Marcos Bastos

          Bom, a amiga não teve muita culpa pq a Rose realmente tava com drogas (ela não era a única, claro, mas aí foi culpa dos policiais racistas). Mas olha, se for realmente isso e tiver uma explicação pra ela odiar a amiga vai ser um plot twist de arrasar!

          • Baárbara

            Tudo é questionável. Muita gente pode achar que a amiga não ter voltado para ajudar é motivo para o ódio da Rose. Inclusive, a mãe dela pensava assim, certo?

          • Marcos Bastos

            Isso é verdade. A mãe pode ter visitado ela antes de morrer e contado como a amiga seguiu com a vida sem nem se importar em visita-la. É uma ótima teoria

          • Samuel

            Tem uma cena em que ela diz para a Débora que na infância se iludia achando que as duas eram iguais por serem amigas e morarem na mesma casa, ou algo nesse sentido. Acho que a Rose pode ter personificado todo esse sentimento de injustiça racial e social na Débora. De repente ela percebeu o abismo que as separava, mesmo supostamente estando tão juntas. Tem a questão da mãe dela também. Sabe-se lá em que condições a mãe dela viveu e morreu após sair do emprego.

          • Marcos Bastos

            Verdade. É aquela história da empregada que é “como se fosse da família”, mas sempre tem aquela diferença de tratamento. Se realmente for isso tem muito pano pra manga nessa trama.
            Nunca pensei que ia discutir teoria de série nacional haha, Justiça é ótima.
            E eu quero muito que tenha flashbacks do tempo dela na cadeia, recebendo visita e tal.

          • Renata

            Eu até agora nao entendi pq ngm colocou a culpa no culpado de fato: Celso, o traficante

          • Baárbara

            Em que sentido você diz que o Celso é o culpado de fato?
            Na prisão da Rose?

          • Renata

            Sim, pois ele que deveria ser preso como traficante né. Ele q vendeu as drogas.

          • Baárbara

            Olha que interessante como cada um pensa de uma forma. Eu acho que o Celso é culpado de traficar e deveria ser preso – ok. Mas não acho que ele seja culpado da prisão da Rose em si.
            Se ele tivesse escondido drogas nas coisas dela sem ela saber, tudo bem. Mas ela comprou pq quis. E também foi opção dela não denunciá-lo (Por medo, por “ética”, sei lá o motivo).
            O caso dela é o mais complexo nesse sentido de “quem é o culpado” ou ainda “quem é inocente”.

          • Renata

            Ele nao foi o responsavel pela prisao da Debora, mas ela pegou a pena q seria dele.

            E de qq angulo q se olhe ele seria mt mais culpado q a omissao da Debora.

            Acho estranho q ngm mais veja o Celso como culpado -em tds os foruns q frequento só vejo eu falando isso rs.

          • dan_atwood

            engraçado que o Celso em todas as histórias está aparecendo como um causador do caos haha

          • Monica Martinelli

            Na verdade, na minha opinião, se ela denunciasse o Celso, no máximo ele iria preso também, mas ela não se livraria, ele sairia como o fornecedor dela, assim ambos seriam traficantes!! E outra coisa, o Celso estava lá na barraca, longe da confusão, nem deve ter visto ela sendo presa, logo nem poderia interceder!! Ele é o traficante de fato, mas é o menos culpado na prisão dela!! Cadê os amigos que pediram pra elas comprarem as drogas?? Se todos tivessem se apresentado como donos de um pouco, talvez ela tivesse se livrado!! Ficariam todos como usuários!!!

        • Baárbara

          Também pensei isso.
          Que a Rose encomendou esse estupro e depois voltou só pra ver se tinha conseguido atingir a vida da Débora.
          Aliás, fiz toda uma teoria de que ela ficou presa com a Fátima, que conhecia o pintor e o “indicou”. Mas a Fátima tá tão boazinha, que já não sei…

        • janaína

          Eu já pensei se essa história de procurar o estuprador, não fosse de alguma forma um plano de Rose para se vingar de Débora. xD

      • Marcos Bastos

        Eu sei cara, eu entendo que não tinha como ela se vingar da polícia, e que nem iam acreditar se ela dissesse que a policia foi racista e tal. Mas podiam ter escolhido outra história, outro enredo. Tipo, ela é a única que não é protagonista da própria história. Ela foi presa, saiu, e só tem um propósito: ajudar na vingança da amiga. Poderiam ter feito de forma que a amiga fosse a culpada, pra que o foco fosse mais nela. Claro que minha opinião pode mudar, já que não sei como a história dela vai se desenvolver. Ainda tem muita coisa pela frente.

  • Márcio Paulo

    Algo que não foi dito aqui e não vi mais ninguém comentar em outros sites. Só eu percebi que o cantor do mercado/pedreiro é o estuprador do carnaval em 2009?

    • Igor

      Dá pra enganar um pouco mas não é. O pedreiro é o Júlio Andrade que fez O Rebu, já o ator que faz o estuprador se chama Pedro Wagner.

    • Cesar

      Nada a ver mano XD O estuprador é o eletricista do 1 episodio

    • Luciano Costa

      São personagens diferentes mas, não vou soltar spoiler, tudo nessa série tem relação. Aguarde

  • Igor

    Os episódios da Fátima são os melhores. É a história que mais me prende e me emociona. Acho que a história da quinta também será muito boa. Fiquei surpreso com a reaproximação dos culpados e das vítimas em ambos os capítulos dessa semana.
    Só uma coisa que não entendi. Porque a Mayara quer se vingar da Kellen? Ela era irritante mas a merda toda foi por culpa do Douglas.

    • hanna

      mas eu acho que a ideia das drogas e da prisão foi de Kellen. Pra mim, Douglas era um pau mandado (não estou suavizando a culpa dele) mas acho que Mayara entende que se não fosse Kellen nada daquilo teria acontecido.

      • Igor

        Faz sentido, talvez seja explicado mais pra frente. Pode ser também algo que a Kellen fez depois da Fátima ser presa.

      • Cesar

        So ficaria satisfeito se tivessemos um rapido flashback, de mayara confrontando douglas e ele tivesse falado a ela que a ideia foi da ex-esposa. Do jeito que ta ta meio avulso, a mãe quase best friend do douglas e a filha querendo vingança contra a kely

        • Igor

          Concordo. Um flashback seria ótimo pra explicar melhor essa parte.

    • dan_atwood

      complementando o comentário da hanna, quando mostra cenas do episódio anterior já mostra Kellen falando quem mandava na casa o vizinho ou o Douglas, acho que isso não foi colocado atoa e sim para mostrar que Kellen quem tinha o poder de decisão sobre Douglas, ela que decidia as coisas ali o influenciando, mas msm isso realmente não tira o fato dele ter sido um fdp né.

    • Bel Ribeiro

      Complementando o complemento (e nem de longe isentando o Douglas): quando o cachorro começa a atacar, o Douglas quer deixá-lo dentro de casa e é a Kellen quem o obriga a deixar o cachorro lá fora.

  • dan_atwood

    Review maravilhosa mas tenho dois pontos:

    Sobre o banheiro é meio que óbvio que aquele apartamento possui vários banheiros, tanto que se rever o primeiro epi o banheiro onde ocorreu a morte de Isabela foi o banheiro do quarto dela (ele entra vê a cama e roupas de homens espalhadas pelo quarto e ai sim entra no banheiro), então Elisa não imaginou que ele seria abusado o suficiente de ir até o quarto de Isabela.
    Sobre a amizade do Douglas e Fátima é mais pessoal meu do que um fato, pois sinto que ela o deu abertura por ser uma pessoa boa e mesmo esses anos na cadeia não corromperam seu caráter bom e benevolente com os outros, penso assim pois minha mãe é do tipo que muita gente já fez merda com ela, mas nunca deixa de tentar ajudar, perdoar e receber de braços abertos essas pessoas, por isso é algo meio pessoal meu.

  • Sora

    Minhas histórias favoritas são a da Fátima e da Rose/Débora. A do personagem do Cauã é, de longe, a mais fraca e rasa.

    A direção dessa série é impecável, deixando as cenas super orgânicas e tornando a cidade um verdadeiro personagem da trama. A sequência da Fátima provando e empada e indo ao mercadão foi tão natural que nem parece que haviam figurantes em cena. Quem já foi a um mercadão como aqueles sabe muito bem que eles conseguiram captar a essência e beleza do lugar.

    Quando ao Douglas, acredito que Fátima não se importou com ele porque enxergou o quanto ele é patético e tem uma vida decadente. É só lembrarmos dela gargalhando ao ouvir ele falar da Kellen após a tentativa de suicídio. O que move a Fátima não é o ódio ou vingança, o que ela quer é recuperar o tempo perdido, reconstruir a sua vida. O contraponto com a filha Mayara, que provavelmente terá um fim trágico. Esta deve ter concentrado seu ódio sobre a Kellen porque viu que não precisava fazer mais nada contra o Douglas. Kellen também foi o motivo do cachorro não ter ficado preso dentro de casa, evitando assim a grande tragédia da vida de Fátima. E não duvido nada que ela tenha algo a ver com as drogas e outras coisas que iremos descobrir no próximo episódio, que deve focar mais na “Suzy”.

  • Caio Vinicius Viana Lima

    Adriana Esteves é a DONA dessa série, a história dela é a mais emocionante sem dúvidas…..

  • Cesar

    Nao sei quantos episodios vao ter para cada historia, mas o fator tempo começou a influenciar mesmo. O texto ai ja abordou bem, meio apressado demais essas reconciliações entre as “vitimas” e seus algozes…

    O Ator que faz o douglas é muito bom, gosto da interação dele com a “carminha” XD e rendeu boas risadas. Realmente nao sei pq a filha quer vingança so contra a Kely, enquanto a mãe ta cozinhando pro Douglas.

    O Vicente tambem é um personagem interessante, ele falando que enquanto tava na cadeia era mais fácil, me fez pensar sobre o assunto. Mesmo tendo pagado (pouco) obviamente ainda se sente em divida/remorso

    • Jord Son

      são 20 capítulos. o segundo episódio de Fátima foi ainda mais dilacerante que o primeiro. Impossível não ter se emocionado com o drama daquela mulher sofrida, cuja vida é um show de desgraçadas. A cena da personagem sendo roubada pelo próprio filho e depois se encontrando com ele foi dilacerante. Adriana Esteves e o menino emocionaram absurdamente. Momento arrepiante. Aliás, tudo foi excelente. A humanidade de Fátima ainda pôde ser observada nos seus gestos ajudando Douglas, o homem que a arruinou. Enrique Diaz ótimo também. Já a sequência final, com Fátima vendo Mayara e a filha dizendo que vai se vingar de Kellen, foi perfeita. Julia Dalavia muito bem.

  • Baárbara

    Bom, só vou dizer que algo não bate nessa série depois que acabar. Até o fim, muita coisa pode não ser o que parece ou ter outras explicações/motivações (inclusive, tenho minhas teorias sobre algumas coisas que achei estranhas).
    Sobre a review, entendi diferente em alguns pontos:
    – Entendi que o Vicente pensava que a Elisa não sabia que ele tinha saído da prisão.
    – Que ele está tentando retomar a vida de onde parou e por isso, retomou a faculdade. Discutível se é justo? Sim. Mas me pareceu que quem forçou mais a barra para o reencontro foi o Heitor. Isso sim achei estranho, mas quem sabe tenha algum motivo escondido.
    – O Téo é filho do cara que atropelou a Beatriz. E parece que sexta-feira a família entra com tudo na história, através do Maurício. Então, pode ter algum laço com essa parte. Aliás, eu acho (e espero muito) que no final a história seja muito mais amarrada do que conseguimos ver até aqui.
    – Sobre a amizade repentina da Fátima com o Douglas, cabe lembrar que, para nós tudo aconteceu em uma semana, para eles foram sete anos. Nesse tempo, se digere muita coisa. E parece que a Fátima não quer nem vingança, nem justiça – só retomar a vida.
    Aliás, essa parte, me parece ser uma das discussões da série. Afinal, o que é mais justo: a pessoa fazer justiça com as próprias mãos ou decidir não fazer nada? Parece que nos escandalizamos mais com alguém que decide não se vingar, ou mesmo com quem aceita ficar frente a frente com o algoz, como a Elisa ao deixar o Vicente entrar em sua casa. Esses limites pessoais são super julgados por quem pensa diferente.
    Pelo jeito, a semana está focada exatamente nessa convivência entre vítimas e culpados, então veremos como serão os outros dois episódios…

    – Jesus encontrou uma conta com o endereço da mãe na bolsa, então isso pode explicar como voltou (embora ele não saiba ler, mas vamos fazer de conta que ele pediu ajuda para alguém).
    – Acho que a história dos filhos da Fátima ainda será melhor explicada, mas eu ainda não entendi uma coisa: como que eles não foram levados pelo Conselho Tutelar. Esse núcleo, aliás, até agora é o mais bem escalado como grupo. Os atores que fazem os filhos estão conseguindo bater um bolão com a Adriana, ao invés de serem engolidos por ela.

    Minha grande aposta é que, no fim, nada será o que pensamos no começo, incluindo as pessoas. Tenho minhas teorias sobre alguns, outros não consigo imaginar nada. E espero ser surpreendida totalmente.

    • Li Rocha

      Só add um comentário, a Fátima quando foi presa disse pro Douglas que ele iria pagar, mas não como uma ameaça e sim como um lembrete de que tudo que vai, volta. Quando saiu da prisão ela só queria reencontrar os filhos dela, quem quer fazer justiça é a Mayara/Suzy. Mas é inquestionável que a pessoa tem que ser muito superior pra tratar normalmente o vizinho que plantou droga no seu quintal hahahaha…
      Também senti falta do Conselho Tutelar.

    • Tiago Costa

      Eu acho que a ausência do Conselho Tutelar é justificada pela pobreza do local e a falta de ação efetiva da justiça ali. O certo seria eles agirem, mas as crianças fugiram na hora e acho difícil o certo acontecer naquelas condições.

    • Monica Martinelli

      Também achei estranha a ausência do Conselho tutelar! Outro detalhe é que o marido dela trabalhava com carteira assinada, logo ela e as crianças teriam direito a pensão! E se ela também trabalhava com carteira assinada as crianças tinham direito ao Auxilio reclusão!!! Vamos manda-la atrás de todos os direitos dela kkkkkk

  • Maria do bairro

    Como vcs não entenderam a “amizade” da Fátima com o vizinho? Ela desdo começo da história se mostra uma pessoa boa incapaz de guardar mágoas ou algum rancor das pessoas. E não podemos esquecer que falta alguns episódios ainda para série acabar muita coisa pode e deve ser explicada.

  • Luis Fernando

    Bem legal ver as criticas de Justiça aqui no serie maníacos.

  • Paulo E

    Como Vicente conseguiu a vaga na faculdade de volta e Rose não?

    Heitor só ajudou o rapaz?

    • Monica Martinelli

      Pelo que eu entendi o Vicente já era aluno, a Rose não chegou a se matricular, ou seja nunca foi aluna

  • Djalmir Mendonça

    Boa noite, gostaria de acrescentar apenas uma coisa a review do episódio de Vicente: A esposa dele está morando no edifício Holiday, que para quem não é morador ou conhecedor da história de Recife, não entende o grande contraponto da história dele. O Holiday é um edifício localizado a poucos metros da praia de Boa Viagem (m² mais caro de Pernambuco), ele aparecia constantemente nos intervalos dos primeiros 4 episódios (o edifício em formato de cunha). Voltando ao Holiday, apesar dele estar localizado em Boa Viagem, é ocupado por moradores de baixa renda e rodeado por edifícios de alto padrão, onde moram os ricos. Vicente depois que saiu da prisão, ainda mora em Boa Viagem, a poucos metros da orla, mas agora em um dos locais mais pobres da cidade.