How to Get Away With Murder 3×02: There Are Worse Things Than Murder

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Os primeiros resultados do laboratório.

Antes de se iniciar a terceira temporada, confesso que tinha um certo receio com relação à solução encontrada pelos roteiristas para manter Viola Davis ativa na universidade, sendo inclusive professora do Keating-5. Na última temporada, a experiência universitária foi aos poucos sendo deixada de lado devido aos rumos que a série tomou e, não que isso seja uma crítica, mas era sempre bom ver o lado acadêmico de Annalise. Assim, a alternativa de montar uma clínica com casos reais, embora isso tenha sido feito no piloto quando a professora selecionou seus alunos, mostrou-se bastante eficiente em todos os sentidos.

How to Get Away With Murder é, sem dúvidas, uma série bem diferente da que era nos primeiros episódios, quando essa dinâmica de uma atmosfera competitiva fora apresentada pela primeira vez. Muitas coisas já aconteceram, que culminaram na evolução (ou justamente no contrário) das personagens como um todo. E nisso, incluo Michaela, que chegou para se tornar uma Michelle Obama ou uma Hillary Clinton, mas ainda está longe disso. Wes, que está incrivelmente menos chato em relação à temporada anterior. Ou Asher, que deixou a personalidade de seu pai bem de lado.

E isso tudo tem um motivo bem simples de ser encontrado: Annalise Keating. A mesma professora que deu a esses alunos uma das melhores oportunidades de suas vidas foi a que fez com que suas notas decrescessem exponencialmente. Aquela que mostrou os lados ruins de ser um advogado, sendo capaz de revelar que, nem sempre, o cliente é inocente (e pela série, parece que, na maioria das vezes, o cliente é mesmo culpado, mas o advogado tem que salvá-lo). E depois de tantos problemas – incluindo assassinatos, falsas cenas de crime, incriminações, obtenção de documentos ilegais – a clínica serve para ser um laboratório e ensiná-los o lado bom da profissão, mesmo que isso traga descrenças em muitas oportunidades.

Cabe ressaltar que o caso da semana foi infinitamente mais interessante que o anterior por trazer questões mais passíveis de questionamentos, ainda mais se tratando de mudanças no sistema judicial. Era um caso bastante difícil por uma série de razões, como a severidade do crime (e a aparente falta de remorso) e a ausência de testemunhas que justificassem o comportamento da vítima. Além disso, a ré aparentemente não tinha nenhuma esperança de ganhar a liberdade, escolhendo um advogado extremamente inseguro e sem confiança para a causa: Connor Walsh.

Foi interessante a forma com que o aluno lidou com o caso, passando a sentir certa empatia pela história de sua cliente e defendendo-a de maneira enfática diante dos juízes. Em uma escala menor, aquela cena lembrou os discursos de Annalise nos tribunais, a qual admitiu que aquela estratégia não era a mais adequada. Entretanto, o que mais chamou a atenção foi o artifício usado por ele para incentivar a ré a falar: comentar sobre o assassinato de Sam, mesmo não citando detalhes reveladores, e isso foi crucial para que ele conseguisse o que queria. Ambas estas atitudes mostram que, embora haja uma empatia claramente presente, Connor está se aproximando de um dos seus maiores medos no que tange ao mundo jurídico: suas características estão tornando-o mais próximo do que Annalise é hoje. Até então, somente ele e Laurel mostraram elementos que condizem mais com o comportamento da professora, mas parece que a clínica trará resultados ainda mais significativos nos próximos episódios.

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Apesar disso, a semi-confissão de Connor não foi importante somente para o caso, mas também para traçar um paralelo do que ele vivia com Oliver. O fato de o aluno ter de manter tantos segredos no ambiente de trabalho (ou estudo) foi significativo para o afastamento da relação dos dois, e Connor atribui este como sendo o motivo principal para a separação. Não entrarei no mérito aqui de quem está certo ou errado, mas acredito que os roteiristas poderiam ter surgido, se este fosse mesmo o objetivo, com alguma razão mais convincente que não fosse o e-mail para Stanford. Confesso que eu nem me lembrava direito da história quando ela veio à tona no episódio passado. Acredito que se trate de uma situação passageira, que logo deve voltar ao normal após Connor conviver mais um pouco com Asher (em menor tempo, claro), dessa vez no apartamento de Michaela.

Quem está com inquietações, entretanto, é Annalise. A faculdade já manifestou problemas com sua presença e ela até convidou Wes para morar consigo, alegando que o único motivo para isso é a solidão, mas presumo que a situação é bem maior que isso. Já está claro que Annalise tem uma dívida com o aluno, mas ela também passou a nutrir uma relação afetiva com o estudante, preocupando-se bastante com ele. Sabe-se que Annalise foi muito impulsiva na sua pergunta, pois a mudança de Wes poderia gerar uma repercussão bastante negativa na faculdade, mas foi muito bonito ver esse sentimento mais “maternal” da professora.

Annalise, por si só, é uma pessoa para não brincar. A eterna Maria Laguerta de Dexter (a.k.a. Soraya Hargrove) até que tentou suspender a professora, usando os cartazes como um pretexto, mas o argumento de Annalise foi tão convincente que não houve como demiti-la. Afinal, um processo milionário e o fim das aulas de how to get away with murder não seriam nada agradáveis.

Em se tratando dos panfletos, parece que os alunos estão bem preocupados com quem está os espalhando pela faculdade, mas não sei se essa questão será abordada com afinco. Acredito que seja mais um aluno reprovado ou revoltado por não ter sido escolhido do que algo realmente relevante para o desenvolvimento da série.

E os flashforwards! How to Get Away With Murder mudou a pergunta da temporada e agora estamos diante de um quem morreu?, que provavelmente será convertido em um quem matou? na segunda metade da temporada. A estratégia de liberar, a cada semana, um nome “salvo” mostrou-se brilhante para tornar a temporada ainda mais angustiante, de forma a mostrar como a situação atingiu aquele patamar. Agora, diferentemente dos anos anteriores, não há pistas claras, como a mansão dos Hapstall e o assassinato de Lila, estes apresentados já nos primeiros episódios. Por enquanto, penso que a situação possa estar relacionada ao sumiço de Frank ou, numa escala bem menor, aos panfletos (mas, como disse antes, não penso que isso seja tão relevante). Annalise pediu que Oliver (sim, ele está vivo!) apagasse o conteúdo do seu telefone e, por isso, ela tem culpa no cartório. Mas sobre o que? Seria alguma coisa com o homem contratado para seguir Frank? Acho que não, pois os telefones eram diferentes…

E de quem é o corpo? Deixem seus palpites nos comentários! Eu aposto em Eve, que já tem uma participação confirmada na temporada, ou em Nate, mas a reação de Oliver dá a entender que é uma pessoa próxima a ele. Seria um dos Keating-5? Ainda é muito cedo para afirmações mais concretas, mas não podemos deixar de lançar nossas teorias.

Depois de um episódio morno e introdutório na semana passada, How to Get Away With Murder começou a desenhar os caminhos da sua temporada, mesmo que de maneira bem simples, mesclando com um caso puramente procedural bastante interessante. Que a série continue com suas horas de insanidade, mantendo o altíssimo nível visto no passado!

As últimas fatias da pizza de Wes e Annalise:

– Como perceberam, o Marco Antônio não pôde escrever esta review, pois ele passou por uns probleminhas. Mas não se preocupem! Semana que vem ele está de volta com as suas excelentes críticas!

– Parece que Laurel, Bonnie e Annalise se uniram para caçar Frank. E isso eu entendo, afinal ele deixou muitos danos colaterais. Mas o que o pai de Laurel tem com essa história?

– O relacionamento de Michaela e Asher é engraçado. Foi bom pra ver que eles falaram umas verdades um para o outro, mas acredito que as coisas vão passar a andar depois que Connor descobriu. Mas não foi legal a Michaela chamá-lo de puramente um objeto. Poor guy!

– A namorada de Wes parece uma pessoa bem agradável, mas não podemos deixar de desconfiar de ninguém nessa série. Todo mundo é um potencial suspeito, mesmo que as informações sejam previamente verificadas.

– Quais serão os próximos passos do caso Mahoney? Seria Frank mesmo o responsável pela morte do empresário? E o que isso vai afetar a vida de Wes?

– Esse Drake tá meio chato, hein?

  • Arnaldo Jumem

    Ótima análise Gabriel, com certeza tão boa quanto as do Marco Antônio!!!
    A Meggy (ainda não sei como escreve o nome dela) é aquela mulher da clinica da temporada passada certo? Pois bem, eu a acuso de colar os cartazes. É nítido que ela não vai com a cara da Annalise “Killer” então por enquanto ela é minha suspeita numero 1.
    Quanto ao churrasquinho humano, esse episódio me trouxe um novo ponto de vista. Connor contou pra aquela senhora que matou alguém. E se ela vira um potencial problema a ponto de precisar ser morta? E se foi uma nova armação pra proteger os K5? Eu vou apostar minhas fichas nela essa semana (Nate > Connor > Eve > Anna Mae > Pai da A.K. vem logo em seguida)
    Outra enquete que pode surgir por aqui já é: Quem será salvo na próxima semana? hehehe
    Eu aposto em Laurel (sendo a morte de seu Pai ou o Frank o “grande choque”).
    Enfim, ótimo episódio, melhor que o da semana passada e espero que continue melhorando cada vez mais… não vejo a hora de saber quem está debaixo daquele lençol! kkk

  • Phillip

    Até então então estou achando a temporada boa, o que, para HTGAWM, ainda é pouco já que costuma ser excelente.

    Melhor cena do episódio foi a Annelise desafiando a reitoria da universidade!

    Acharia legal se um dos Keating 5 fossem quem morreu

  • francis_lsilva

    A audiência da série está em queda abrupta. É uma das melhores séries de TV e os americanos não conseguem ver isoo. Ainda vai correr o risco de ser cancelada se não melhora os números.

    • Arnaldo Jumem

      O problema de HTGAWM é o formato… as vezes parece meio desgastado…
      Mas concordo com você. É uma ótima série que está sendo desperdiçada pelos “amercianos” e que pode ter uma series finale precoce.

  • Fabi Alves

    sera que o corpo pode ser da namorada do wes ?

  • Janaína Galvão

    Para Annelise chorar daquele jeito aposto em Wes, Nate, Eve ou Bonnie, debaixo do lençol, se bem que nossa Anna Mae tb é uma atriz e tanto e pode nos surpreender. Acho que essa semana salvam a Laurel.

  • Carolina Alvarenga

    Eu tive a impressão que a Anelise esta maucumunada com o Frank, e a separação do connor foi só pra encher linguiça e acabar com o telespectadores

  • Capitã Marvel

    Quem é Drake?

    • Maurício

      O aluno metido e chato que entrou nessa temporada.

  • Alvaro Reboredo

    Espero que não seja o Connor!!! Meu coração partiu com a cena dele e do Oliver. Também achei essa justificativa para o término do namoro muito rasa, acho que tem mais alguma coisa alí.

    • Carolina Alvarenga

      tb não engoli parecia aqueles seriadinhos malhação com termino com justificativas bizonhas

  • Mattews HeatNation

    O Defunto da vez é o Nate na minha opinião…o personagem por si só já é meio mortinho né…? aguardemos e espero só quebrar a cara no ultimo episódio em caso de não ser ele…

  • Ciça

    O corpo é Bonnie, personagem mais sem função.

    • Carolina Alvarenga

      kkkkkkkkkkk

    • Maurício

      Sem função?? ?

  • Stella Mel

    Ótima review!
    Bom, eu revi o primeiro episódio e to achando que a Annelise mandou o Frank matar o Mahoney…e olhando o lençol branco parecia uma barriga de grávida, sei lá, pensei na Eve grávida.
    Ou é uma pessoa não importante p/ Annelise e ela só fingiu o choro mesmo, rs

    • Janaína Galvão

      Putz não reparei na barriga. Vou assistir de novo!

  • Fernanda Camara

    Quero mais cenas do Frank. Minha pergunta aqui é: será ele esse vilão que estão pintando?

  • DJ.

    Para mim a temporada ainda está meio “morna”.
    Esperava eles explorarem mais a morte do Sr. Mahoney; o Wess que se mostrou um louco nas ultimas temporadas agora simplesmente aceita sem surtar a morte de seu pai bem na sua frente.
    Viola é um show a parte, a cena dela junto a direção da universidade foi o ponto alto do episodio.
    Sobre Oliver e Conner: está cansando esta historia, estou meio descepcionado que a serie deixou de lado a doença do Oliver e como a Profilaxia pre-exposicao (PrEP) interferiram/interferem na vida do Conner – acredito que eles poderiam expor mais o assunto, conscientizar!
    A Michaela está usando muito do objeto Asher – mais da metade das cenas deles no episodio eles estavam no “rala e rola”.

    Sobre a morte: Voltando ao episodio inicial após ler o comentário da @stellamel:disqus vi que provavelmente há uma barriga de gravida ali, então ficaríamos com:
    *Laurel – que está desesperada atras do Frank a incríveis dois meses (O que justifica a Annelise mandar ela procurar o pai dela).
    *Michaela gravida do Ascher depois de viver como leões (Alguns especialistas garantem que os leões podem chegar a ter mais de 80 cópulas em um só dia).

    E continuando as apostas @arnaldojumem:disqus Quem será salvo na próxima semana: Nate – Ele é policial deve aparecer rápido na cena do crime, e se foi tudo uma armação da Annelise ele está envolvido – nesse episodio lembro dele falar que estava ali para o que ela precisar.

  • Mantenho a minha posição de que a vítima na ambulância não está morta. Só SERIAMENTE ferida. Aposto na namoradinha do Wes.

    E OLIVER! Meu querido, parece que vai fazer parte da gangue. Vamos ter que mudar nome do time para os Keating-6!

  • Maurício

    Quem é esse Drake que o Gabriel falou?