Gilmore Girls: A Year In The Life: Spring

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É em Spring que florescem todas as crises de Gilmore Girls.

As estações mudam rápido no revival de Gilmore Girls e se num dia a neve cai para deleite de Lorelai, as flores e os vestidos mais leves invadem a tela logo em seguida. Não é possível deixar de dizer que nessa primavera nem tudo são flores e que por todos os lados surgem dúvidas, medos e inseguranças para Rory e Lorelai.

É interessante notar o quanto Spring se preocupa em aprofundar todos esses problemas num passo bem cadenciado. Começamos com Lorelai encarando sua primeira sessão de terapia com Emily –  e aqui, vale registrar novamente que a mudança sazonal foi um tanto brusca para o espectador mais atento, que ficou embasbacado com a diferença de tempo em apenas uma semaninha – no consultório de Claudia, a terapeuta que não está marcando os pontos de ninguém. Observações à parte, os encontros de toda terça, às 10h30, são um dos principais pilares do episódio, trazendo à tona o tão necessário confronto entre mãe e filha.

Quando uso aqui a palavra confronto não quero que o termo seja mal interpretado. Lorelai e Emily tem muitas questões pendentes e vimos tudo isso de forma intensa durante cada temporada da série. Agora é a hora de colocar pingos nos is, ou de pelo menos, encarar as mágoas de frente. O silencia dizia muito. A total inabilidade dessas duas em se comunicarem continua presente, apesar de estarem muito mais próximas do que quando as vimos pela primeira vez.

Aliás, não passa despercebido o momento e Emily traz de volta a lembrança da filha adolescente grávida deixando os pais e retomando contato anos depois, quando Rory  acabara de ser aceita em Chilton. Ao longo das sessões, cartas nunca escritas são citadas, assim como provocações por Lorelai nunca ter se casado com Luke e assim cada dia na terapia nos leva à Lorelai ficando sozinha nesse desafio que desde o começo era muito mais para ela do que para Emily. A ideia toda é excelente, já que Lorelai sempre se mostra forte e bem resolvida, mas extremamente sensível e magoada quando a olhamos com real profundidade.

Lorelai enfrenta ainda a necessidade de expandir os serviços e a área do Dragonfly Inn. Você nunca imagina que um dia dirá que Michel está com a razão, mas cá estou, tendo que assumir a função. Apesar dos adoráveis exageros de Michel, ele traz a visão de que mudar pode fazer bem ao negócio que já não é o que costumava ser. Sem a presença de Sookie no comando da cozinha (que dessa vez ganha a presença de Rachel Ray, desconhecida no Brasil, mas famosa lá fora pelos programas de culinária) a pousada precisa de fôlego e Michel parece disposto a dar muitas ideias e trabalhar ao lado de Lorelai para que todo esforço colocado nesse projeto não pare no tempo.

Ao mesmo tempo, Luke recebe a notícia sobre o dinheiro que Richard reservou para franquear a lanchonete. Papo antigo da série, que surge quando os dois jogam golfe e tentam se enturmar, ainda no início do relacionamento dele com Lorelai, mas que nunca saiu disso. Agora, Emily toma isso como tarefa e vai até procurar espaços para os novos Luke’s, o que nos traz cenas hilárias dos dois juntos. A questão é que, para Luke, mudar não é algo necessário e ele sempre deixou explicita a ideia de que ele é um cara que não precisa de muito para ser feliz, uma mensagem importante dentro da plenitude do revival.

Rory, por sua vez, vive intensamente a crise que toda sua geração enfrenta e como parte dela, digo isso com convicção. É curioso perceber isso porque nunca me vi muito em Rory. Temos quase a mesma idade (com 2 anos de diferença) e eu passei exatamente pela mesma coisa que ela. Essa indefinição, a incerteza, a insatisfação de não “ter chegado lá”, de ter mais de 30 e não estar “com a vida resolvida”. É certo que muita gente mais vai olhar para a personagem e dizer que sabe exatamente o que ela está passando, é claro, com exceção (talvez) para a famigerada one night stand com um Wookie. Vou ser bem honesta: eu gosto do fato de Rory não ter tudo perfeito na vida. Gosto de ver que ela é humana e que erra pra caramba, como qualquer um de nós. Por muito tempo Rory foi colocada em um pedestal por absolutamente todo mundo que estava perto dela. Ela era a menina doce e ridiculamente inteligente que teria sucesso em qualquer empreitada que escolhesse.

A vida real não é assim. Gente inteligente também fica perdida. Todos nós pisamos em ovos em certos momentos e duvidar de si mesmo não é o fim do mundo e até ajuda a nos guiar para novos caminhos. Rory vive isso agora. E, verdade seja dita, ela vivia isso já na sexta e sétima temporadas, quando encarou Mitchum (que faz breve e emblemática aparição roubando batatinhas!) pela primeira vez dizendo que ela não tinha o que era necessário para ser jornalista e quando procurava por empregos, ainda recém-formada e não tinha nada certo, até a oportunidade de cobrir a primeira campanha eleitoral de Obama cair em seu colo.

A confusão dela é ampla e toma também a vida pessoal de Rory, que acaba o episódio voltando de mala e cuia para Stars Hollow, mas nesse quesito, eu tenho alguns problemas. O lance com Paul é absurdo. Sei que é pelo cômico, mas é bem ruim o jeito como Rory o trata. Nessa relação ela não está só errando, está sendo cruel e tremendamente babaca. Com Logan a coisa é parecida, mas mais pelo fato de que ele está num relacionamento e ela sabe disso, mas continua confortavelmente na posição de outra. Muitos irão dizer que ela é solteira e que é Logan quem deve ter consideração por Odette, mas deixo aqui um pensamento: Não devemos fazer aos outros o que não desejamos a nós mesmos. E Rory, quando foi traída por Logan, não gostou nada da situação. Falta aos dois, coragem para assumir novamente a relação, depois que tudo acabou com Rory negando o pedido de casamento de Logan. Está claro, em apenas dois episódios, que é isso que ambos desejam, mas fingem estar ótimos com a casualidade de seus encontros em Londres.

Gilmore Girls: A Year In The Life: Spring
Gilmore Girls: A Year In The Life: Spring

E mesmo com tantas crises surgindo, em Spring, o espaço para lembrar e rever antigos conhecidos está garantido. Gilmore Girls tem um roteiro mágico que sempre consegue flutuar entre o humor mais leve e o drama necessário para o desenvolvimento da história.

Quem nunca se perguntou se Lane era filha de chocadeira? Um dos momentos mais esperados pelos fãs era a aparição de Mr.Kim e, devo dizer, achei meio bizarro ver aquele senhorzinho coreano meio desdentado como pai de Lane. Mrs.Kim também aparece com seu novo coral no meio do evento mais saboroso que já se viu, o Festival Gastronômico Internacional de Stars Hollow. Essa sequência foi um show à parte, trazendo Jackson e seus vegetais por poucos segundos e a briga de Kirk pelo “porco no rolete”, ao mesmo tempo em que Luke o avisa que ele consumira um BLT no dia anterior. Não há como não elogiar a presença de Sean Gunn sempre que possível. O cara é um dos melhores atores da série e reconecta com Kirk como se fossem a mesma pessoa.

Meu único problema em relação a ele é seu sumiço nas Town Meetings. Não faz sentido. Kirk e Taylor, somando-se aí Miss Paty, são a alma de cada reunião dessas. É estranho que somente Taylor continue presente ali, mesmo que possamos entender as limitações que também fazem parte da limitação deste projeto, incluindo aqui também a falta de presença de Sookie e as desculpas criadas para justificar o fato de Melissa McCarthy não conseguir dedicar mais tempo ao Revival, de tão bem-sucedida que ela é.

Outra sequência incrível é o sonho de Lorelai com Paul Anka. The real Paul Anka como se fosse The dog Paul Anka. Tão inesquecível quanto é a sessão de EraserHead no cinema Preto, Branco e Vermelho, com abertura pontual de “A second film by Kirk”, e sua tragédia ao lado de Petal, The Pig.

Os saudosistas como eu também puderam voltar à Chilton, onde Rory e Paris falam com os alunos sobre carreira (um tanto irônico) e encontram Headmaster Charleston, Francie e fake Tristin, já que aquele cara que aparece não é Chad Michael Murray mesmo. Também foi interessante ver a versão descolada de Doyle, que agora é sr. Hollywood. Ele e Paris encaram a separação e escadarias da casa são um inimigo voraz.

Dentre as demais aparições temos Mae Whitman, incluída por seu papel de filha de Lauren Graham em Parenthood, trazendo um toque de humor para o momento em que Lorelai a presenteia com um Cronut (conhecido no Brasil como Croassonho) e Michael Ausiello, o colunista de TV fã confesso da série, que me faz pensar em quanto sou desprivilegiada por não ter a mesma chance de estar no revival também.

> Entrevista com o elenco de 3%!

Paul Anka’s Choice: Palmas lentas para a piada de Lorelai durante o Festival Gastronômico Internacional. “I’m gonna get a Kofi Anan “. Meu tipo de humor, exatamente.

Paul Anka’s Choice 2: Lorelai, mais uma vez, dando lances sozinha na cesta de Cassie. Excelente para relembrar quando ela mesmo oferecia sua cesta (de conteúdo duvidoso) no leilão, que acaba com ela e Luke comendo hambúrgueres.

Paul Anka’s Choice 3: E a parada gay de Star Hollow que precisa emprestar gays? Todo mundo ficou esperando Taylor sair do armário após sua declaração sobre Liza (com Z) Minelli.

Paul Anka’s Choice 4: O que é a redação do SandeeSays? E o que Rory esperava após comparecer tão despreparada e sem vontade para a entrevista por lá? Ai, ai.

Paul Anka’s Choice 5: A ideia de Naomi era de um livro infantil sobre a baleia e o rato. Rory segue livre para produzir sua fábula com a baleia e o coelho se quiser.

Paul Anka’s Choice 6: Liz e TJ não aparecem por terem se unido a um culto de vegetais. Parece algo que eles fariam.

Paul Anka’s Choice 7: Logan está para Christopher, assim como Jess está para Luke e Paris está para Michel (o amigo raivoso).

– Fiquem com Summer, crítica escrita por Henrique Hadefinnir e nos encontramos novamente em Fall.

  • luaz

    Jess está para Rory como Luke para Lorelai? Jess sempre foi um rebelde sem causa, abandonou Rory, uma pessoa sem raízes e instável, muito instável. Já Luke, eh a raíz em pessoa, centrado e muito diferente desse sobrinho! Sempre foi Logan!

    • Sky

      Não que eu discorde totalmente, mas você sabe que esse Jess que você descreveu era um adolescente, né? Eu não gostaria que as pessoas me julgassem a vida inteira por quem eu fui entre os 13-18 anos. Sem falar que nós conhecemos Luke quando ele já tinha passado dos 30, então o Jess que é comparado com o Luke é o cara que a gente vê hoje, não o menino revolts de o que, 12, 15 anos atrás.
      A série já deixou bem claro lá atrás, nas antigas temporadas, que o Jess cresceu e evoluiu. Não podemos dizer o mesmo da Rory, que parece não aprender nada com seus erros, visto que nesse revival ela é amante de um homem comprometido MAIS UMA VEZ, sendo que dessa vez ela sabe como é ser a traída. Ninguém é livre de falhas.

      • Suzy

        Concordo, o Jess do começo de fato era um rapaz agressivo e perdido, mas desde a 6 temporada ele se mostrou um personagem sólido, seguro e que é quem faz a Rory ter um rumo quando ela está no fundo do poço.
        Agora a Rory é a personagem que mais regrediu, no sentido de vida profissional não julgo, porque é bom ver que qualquer pessoa está sujeita a se ver assim, e como a Lorelai disse, ela sempre teve uma vida muito boa, estava na hora dela ver as dificuldades.
        Mas pessoalmente a Rory é uma verdadeira jerk, tem namorado e o trai descaradamente e ainda é a outra do Logan, e pior ela está sendo a outra pela segunda vez na vida…
        Eu já disse antes e digo de novo, o Jess merece alguém melhor que a Rory.

  • Fernando Corrêa da Costa

    Apenas digo isso: Amy sherman Fuck you,.. últimas palavas: Mom I am…. VAI PARA A PUTA QUE TE PARIL..preferia que esses 04 episódios nunca tivessem existido…

    • Jean Fulaneto

      CARACAS, velho! Custava esperar a review do último episódio pra comentar isso e evitar que a galera que veio aqui pra ler a opiniões sobre ESSE esbarrar em spoiler?

      • Mich

        é um grandississimo fdp* na moral

    • Mich

      filhodamaedesgraçado spoilernapqpfdp

  • Rafael Rigaud

    nossa, obrigado. compartilho com sua visão a respeito da rory. não entendo o porquê das pessoas serem TÃO críticas a respeito dela quando a série faz questão de ressaltar os defeitos das três (emily também está inclusa) protagonistas o tempo inteiro. na realidade, essa complexidade das personagens é uma das coisas que eu mais gosto em Gilmore Girls e, na minha opinião, lorelai é tão cheia de defeitos quanto rory. talvez seja a falta de carisma de alexis bledel que faça com que rory seja tão odiada em relação às outras personagens.

    • Suzy

      Eu também já pensei que fosse a falta de carisma da Alexis em relação a Laura que é o carisma em pessoa, mas acho que muita gente se incomoda mesmo é como a Rory mais uma vez é a outra, ela destruiu o casamento do Dean, ele não é nenhum santo, mas a menina lá não merecia isto, assim como a Odette não tem culpa da Rory e o Logan viverem neste rolo deles, além dela estar traindo um cara legal como o Paul.
      Mas fico feliz que o estigma dela de garota perfeita destinada ao sucesso passou, a Rory de fato é muito inteligente, mas também foi privilegiada. Ela tem virtudes sim, é paciente com os avós, busca mediar a família e sempre apoiou a Lane na época que ela era reprimida e tudo mais, mas não justifica o fato dela ser a amante e não se preocupar com a mulher traída que não tem culpa de nada, e não pensar que ela já passou por isto e não gostou, e olha que ela passou em escala bem menor.

      • Rafael Rigaud

        não acho que ela seja uma santa, mas nenhuma das personagens é. Lorelai, por exemplo, abandonou max medina no altar, cagou para luke durante metade do seriado, largava tudo para ir atrás de christopher quando ele aparecia, foi muito cuzona com os pais diversas vezes (como por exemplo, o discurso dela no funeral do pai) e por aí vai. emily dispensa comentários nesse sentido. mas, de certo modo, essas características são relativizadas. rory erra pra caralho, mas acho que já tá bem evidente que esta série não é sobre pessoas perfeitas.

  • Rodrigo Vieira

    Eu concordo com o comentário. Não dá pra continuar julgando o cara pelos erros que ele fez a 15 anos atrás. Se é uma coisa que eu percebi nos episódios é que a maior angústia da Rory é ter a exata noção que ela é a única que não evoluiu, que não superou, que não se resolveu. Penso como na Review, estou adorando ver a Rory desconstruída da genia prodígia que ela estava destinada a ser. Penso que Rory quer algo tão grande que não percebe o quanto os seus desejos são inatingíveis. A série o tempo todo mostra as pessoas evoluindo e superando e seguindo frente na vida e nas suas escolhas mundanas. Mas a Rory é aquele super ser destinado a Havard a ser a maior jornalista de Nova York a grande Nobel da literatura e não percebe que na realidade ela não é uma garota especial fora da curva, ela é simplesmente uma mulher suscetível as questões mais banais da vida e sempre acaba caindo nelas. Agora que delícia é ver esse texto se desenrolando, essas referências, essa delícia de cidade, o cotidiano dessa cidade é uma delícia. Ja me satisfaz como espectador saber que o absurdo dessa vida é tão real e que nenhuma bruxa, vampiro, superherói em um mundo pós apocalíptico vai tentar me prender no sofá. Viva a série simples que se compromete apenas a falar sobre a vida!

    • Juliana Leão

      Maravilhoso o seu comentário!
      Viva as complexidades e simplicidades da vida!

    • Rafael Rigaud

      exatamente! melhor comentário sobre a série / rory que eu vi até agora.

  • Suzy

    Melhores partes do episódio: filme do Kirk e Paris na Chilton, rsrsrs.
    Uma das melhores coisas do revival foi ver que os dramas entre Lorelai e Emily ainda estão lá, as mágoas ainda não foram esquecidas, mas elas na maneira delas se esforçam para manterem um relacionamento. Estas sessões de terapia foram maravilhosas de assistir e refletiu muito bem a relação delas.
    Não fico feliz em ver a Rory “fracassando” profissionalmente, mas fico feliz que ela finalmente está se dando conta que nem sempre ela vai receber tudo de mão beijada por ser doce e inteligente, como a Lorelai disse, a vida sempre foi boa com ela, estava na hora dela passar por coisas ruins também, e a personagem estava mais acessível do que nunca. A Rory tem virtudes e defeitos como todos e como as outras Gilmore Girls tem, mas ser A outra por livre vontade, e trair o Paul é muito errado, muito errado mesmo.

  • Luana Noblat

    Que cena foi aquela de Paris no banheiro em Chilton?! Divou! e sinceramente não entendo a insatisfação de alguns! Na vida real ninguém é perfeito, e GG não é novela!

  • Cazilda

    Que delicia desfrutar mais uma vez da companhia e historias de Gilmore Girls! A serie retornou com a magia de sempre. Não concordo com os julgamentos feitos a Rory. Não esperava ve-la resolvida e perfeita. Acredito que o que nos foi entregue corresponde a realidade de tantos jovens adultos, que mesmo com privilegios encontram dificuldades para se encontrar. A vida é isso. Erros e acertos, e mais erros e acertos. Um deleite a review. Agora, alguem me responde, foi um revival p nunca mais ou ha esperanca?

  • Samantha Pistor

    Que decepção com esse revival. O que mais me deixa louca é que se esse era o final que tinham planejado para a Rory aos 22 (ou 23) anos, dou graças a Deus que a Amy não tenha ficado a frente da série na sua temporada final.

    Tecerei meus comentários mais claros sobre isso no episódio final. Não quero estragar a temporada para ninguém.

    Com relação a Rory, eu sei o que ela passa nesse episódio porque estou vivendo isso em primeira mão. Não no passo, nem no futuro: vivendo mesmo, no presente. É incrível que mesmo você sendo bom, mesmo você tendo feito algo, sempre falta alguma coisa. A minha carreira está numa fase tão obscura que não tem como se identificar. Não é fácil.

    Tem algumas dinâmicas que eu ainda não consigo entender nessa série. Por exemplo, Luke vive com a Lorelai há 9 anos e nem ele ou ela conseguem colocar a Emily em seu devido lugar? O universo da série e suas repetições me irritam as vezes. Qual é a dificuldade que as pessoas tem em dizer NÃO QUERO ISSO para essa personagem? Essa permissividade, esse medo de magoar e essas quedas de manipulação que permitem que a personagem da Emily siga mandando e desmandando na vida das pessoas.

    Pode ser difícil para mim: eu tenho uma característica básica: não tenho mais medo de magoar as pessoas. Se a pessoa é inconveniente, ela vai ouvir isso. E acho surreal que tendo quase 50 anos, Lorelai ainda tenha essas dinâmicas bobas com a mãe. Me irrita. E que conservadorismo é esse, série? Por que só o casamento salva? E que passividade é essa? Se alguém chega para mim e diz que meu casamento é menos casamento porque eu não uso aliança e não assinei um documento, a pessoa voa. Me indigna a série ainda tratar esse assunto desse jeito.

    • Vanessa Turatti

      Samantha, concordo contigo! A Amy naquela entrevista quis falar que a série era sobre empoderamento feminino. Acho q ela diz isso pq deve ter percebido o tanto que é justamente ao contrário. Ela falha miseravelmente nesse quesito. Achei que seria diferente no revival, mas não. Está tudo exatamente como antes. Morte horrível. Eu preferia ter ficado com aquele outro final mesmo.

    • Mich

      já eu entendi perfeitamente, minha mãe no auge de seus 50 anos também não conseguia se livrar da “influencia” dos meus avós. acho que todo mundo é diferente mas pode ter certeza que a situação da Lorelai em relação à mãe é mais comum do que vc imagina

  • Carolina Alvarenga

    Convenhamos gostando ou não dela melissa McCarthy é outro nível hoje

  • Li

    Não defendendo essa parte da traição da Rory com o Logan (aliás não entendi o sentido dela aparecer namorando um cara aleatório -Paul- por tanto tempo, só pra ter um humor?), mas o que acho que tentaram passar foi essa questão de estar perdida tanto no profissional quanto no pessoal. Rory mao consegue se desvincular dos sentimentos por Logan e aceita o que ele tem a oferecer a ela neste momento.
    Mas, o que não vi ninguém comentar foi que a história do Logan também se desenrolou. Na última temporada ele ae desvinculava do pai e ia trabalhar no Vale do Silício. Agora mostra ele trabalhando novamente nos negócios da família e jantando em restaurantes caros da família e casando com quem esperavam que ele se casasse, ele claramente ama Rory, mas acaba fazendo exatamente o que a família esperava dele e quando ele e Rory percebem isso eles, finalmente, põe um fim na relação.

  • Felix Ramos Almeida

    faltou só falar da escada da casa da Paris. Aquilo foi o melhor! Coloquem um elevador nessa casa hahaha A cara de susto da babá quando a Rory fala que ela pode ficar lá em cima kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk e ainda estão pagando a ultima babá