Frequency 1×05: Seven Three

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Depois de Seven Three, Frequency vem constantemente jogando com nossas cabeças teorias de quem possivelmente é o grande assassino da série, o Rouxinol, mas com tantas pistas soltas e poucos suspeitos, será que essa resposta é tão óbvia assim?

Na Review anterior, coloquei Stan Moreno como o principal suspeito, se formos encaixar as peças que já temos, nós telespectador, saberíamos muito bem que Stan não se encaixa em nenhuma das provas citadas, de certa forma Frank e Raimy também sabem, mas aquela convicção de colocar o foco de toda tragédia em um personagem, é a falta de capacidade da produção conseguir trabalhar com mais elementos que fundamentalizam outros suspeitos.

A forma como a série trabalhou até aqui foi muito no ponto de vista de Pai e filha, definir esses personagens em 5 episódios foi exagerado, a ponto de termos um outro olhar sobre os acontecimentos em Seven Three. De fato, esse episódio encontrou outra nuance na trama, mas não deixou de ser tão exaustivo quanto os outros.

 

A trama começou de fato agora, Stan não é o único suspeito, a batata quente agora foi para as mãos do policial e grande amigo de Frank e Raimy, Satch. Uma jogada óbvia da CW, a temporada ainda está no começo e agora que começamos a desenhar uma linha de suspeitos. Mas esta receita da CW está manjada, a não ser que eles emplaquem um plot twist bem interessante, ainda seguiremos essa linha por muito mais episódios.

Frequency --- Seven Three
Frequency — Seven Three

Mas vamos as partes interessantes, a narrativa desse episódio encontrou mais uma linha temporal, dessa vez dez anos antes em 2008. Foi muito sutil ver que Frank não interveio à filha sobre o futuro e a comunicação dele com Raimy pelo rádio. A idéia de vê-los sobre uma outra perspectiva, trabalhando como pai e filha, fez com que possamos abranger às possibilidades que a mesma tem em potencial. Eu até me questiono em saber em que período do tempo, essa comunicação entre presente e passado será interrompida? pois a linha de tempo é contínua e algo deve acontecer.

Outro ponto interessante também, foi o desenvolvimento do casal Frank e Julie, novamente bato na tecla, foram precisamente cinco episódios para Frank se tocar de que seu casamento já era, todo aquele lance de proximidade e ciúmes é altamente comum, clichê porém real, mas em uma abordagem tardia e com um processo de repetição que poderia facilmente ser dispensado, a série precisa se desenvolver de forma correta e sem esses entrelaços abruptos que não somam a trama.

Frequency --- Seven Three
Frequency — Seven Three

Sejamos honestos. Frequency tem muito trabalho a fazer. Episódios como este deve continuar na trama. Embora eu entenda o que eles estavam tentando fazer, não funcionou, e eu acho que eles sabiam disso.

Isso é de certa forma vergonhoso, já que faltam apenas 13 episódios para solucionarmos esse caso. Ainda menos se você está tentando encaixar uma ordem certa para a temporada. Isso parece menos provável de acontecer depois de assistir “Seven Three”. O elemento processual é realmente seco quando ele não está focado em um assassino.

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Policiais corruptos no departamento simplesmente não são interessantes. O importante é concluir esses plots o mais rápido possível antes da série despencar. Há elementos que podem fazer facilmente entregar este trabalho, e eles incluem mudanças na linha do tempo ao tentar fazer o certo, Raimy sendo considerada louca também é uma opção interessante, a construção dos relacionamentos dela (que por sinal desapareceu) e a captura da mente criminosa. Todos esses elementos podem sim corrigir uma série que começou aos tropeços e vem tombando mais que eu em dia de feira.