Frequency 1×03/04: The Near Far Problem/Bleed Over

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Em Frequency, descobrimos dois extremos, de um lado está a falta de um plot mais específico que determina episódios mais objetivos, do outro, temos uma ação conjunta que determina o caminho da trama colocando este em evidência.

O que eu quis dizer com tudo isso? Óbvio, tivemos um episódio medíocre seguindo de um episódio excepcional. O que sabemos até então, é que a CW pretende nos colocar casos totalmente aleatórios para fazer o telespectador simplesmente desviar a atenção do verdadeiro assassino, o Rouxinol.

E foi exatamente o que acontece em “The Near Far Problem”, ficamos diante de um episódio totalmente “over” para não dizer coisa pior. A CW com certeza continuará jogando episódios aleatórios, até em caráter de desenvolvimento de personagens. Afinal, Daniel desapareceu da trama, até então só sabíamos que Gordo era vizinho de Raimy e nada mais. Só que é possível sim desenvolver bem seus personagens ao mesmo tempo que a trama se desenvolve e foi perceptível isso em “Bleed Over” – Falarei logo mais.

Mas será que o terceiro episódio foi tão desperdiçado assim? O que aprendi com as longas horas assistindo série da CW é que vários clichês baratos são jogados na nossa cara que posteriormente se transforma é um plot no mínimo interessante. Tivemos Daniel, que apareceu para uma mera figuração, tivemos Gordo fazendo papel do melhor amigo de Raimy e tivemos o dono do bar que me pareceu no mínimo suspeito.

Todo aquele lance da investigação de Goff por manter mulheres em cativeiro não levou a lugar nenhum, serviu apenas para mudar mais ainda o presente de Raimy além de distanciar mais do Rouxinol. Nessas alturas, Raimy começa a se desesperar, é tão sutil como ela aborda a questão da morte de sua mãe, afinal, as lembranças da outra vida estão presentes nela, é como se ela tivesse visto sua mãe outro dia, mas na verdade passa dos 20 anos. Para ela, não há necessidade de velório, em compensação, Raimy já não liga o que pode mudar em seu presente, o fato de resgatar a mãe e capturar o criminoso vira sua cabeça a ponto dela mesma esquecer sua vida social.

E de fato esse episódio se conectou com “Bleed Over” muito bem, algumas questões sociais que comentei acima, foram bem desenvolvidas. Tivemos mais interação de Gordo com Raimy, um conselho de pai para filha quando Frank diz a Raimy que ela não pode prejudicar seu presente assim. E também tivemos um personagem novo que pode ser um interesse amoroso dela, ou não. Mas a simples aparição do policial já deu uma sacudida em Raimy o que deixou o plot mais interessante.

E foi nesse quarto episódio que finalmente tivemos mais pistas do dito cujo Rouxinol, uma das vítimas era uma criança que conseguiu escapar do assassino, além dela conseguir ver detalhes muito importantes, fez com que a trama ganhasse um rítmo frenético, tornando este o melhor episódio até então. Mas Eva foi muito além de uma vítima indefesa e armou um verdadeiro teatro no presente para que a polícia e imprensa acreditasse que ela tinha sido sequestrada novamente pelo Rouxinol, um grande problema isso se tornará, afinal creio que o assassino sairá das sombras no presente para ir atrás dela e também de Raimy, então acredito que veremos Eva mais vezes também.

Por outro lado, no passado, temos Frank investigando a mesma garota e seu pai, algumas pessoas estão colocando o pai de Eva como suspeito, mas eu não acredito, o perfil dele como pai protetor não parece perdurar por outros caminhos. O que de fato me assombrou, é a inércia de Frank de agir sensatamente durante uma investigação policial. O fato dele descobrir que o assassino usa sempre uma caminhonete específica e segue as vítimas por vários meses, o fez agir prematuramente. A cena dele mandando o cara sair do veículo em seguida da fuga, me fez querer dar uma surra no Frank, o que ele deveria ter feito era pegar a placa do carro e não confrontar, afinal não sabemos onde o suspeito reside, e a cena final do cara queimando a caminhonete foi exatamente o que previ, novamente eles estão na estaca zero e isso me irrita muito.

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Com tudo isso acontecendo, resolvi criar minha lista de evidências e suspeitos e vocês me ajudarão.

EVIDÊNCIAS
  • As vítimas são sempre enfermeiras (A Exceção da Eva que estava com sua mãe na hora do sequestro e conseguiu fugir)
  • O suspeito é jovem tem o cabelo castanho, usa óculos escuro e toca, usava uma caminhonete para perseguir as vítimas (Não mais).

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  • O suspeito faz uma pesquisa durante meses antes de agir
  • Existe um retrato falado feito por uma das vítimas em 2009 que foi confirmado por Eva como sendo o suspeito

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Com isso podemos criar nossa lista de suspeitos, eu por enquanto só tenho um.

SUSPEITOS

Até agora, nenhuma pessoa do elenco bate com a descrição nos apresentada a não ser Daniel, ou o policial interesse amoroso de Raimy, mas ambos são muito novos já que o Rouxinol ataca há mais de 20 anos, então podemos ter dois suspeitos nessa história, ou não. Meu suspeito número 1 é…

Stan Hope, o homem que colocou Frank na cilada e claramente corrupto, ele simplesmente desapareceu na história, mas algum envolvimento nesse caso ele deve ter.

Então, o que vocês acham? compartilhem comigo os suspeitos, vamos criar nossa própria rede de investigações.

  • paty92_35

    O Frank foi muito burro nesse episódio, devia ter seguido o assassino para saber onde ele mora/quem ele é.. mas não, decide confrontar o cara com arma e distintivo na mão!

  • Denia Karru

    Eu sinceramente achei que eles fossem descobrir que o Rouxinol mantém as vítimas vivas por um tempo antes de matá-las, e que eles iriam encontrar a mãe da Eva ainda com vida.

    Ainda não tenho nenhum suspeito em mente, mas tive a impressão que o Rouxinol é mais jovem que o ator que faz o policial corrupto. No primeiro episódio ele está no elevador do hospital, que é onde ele vê a mãe da Raimy. Talvez seja alguém que trabalha lá, ou algum visitante.
    Gostei da sua lista de evidências, vai ser boa para nos ajudar a descobrir o assassino, rsrs

    Parabéns pela review…