Designated Survivor 1×06: The Interrogation

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É muito bom Tom Kirkman tirar o sorrisinho da cara, afinal, algo me diz que ele não será o presidente designado por muito tempo. O que aprendemos com Designated Survivor é que, não é fácil ser o presidente da maior potência do mundo, talvez assim usado como um fator de não alienação do grande público para o horário nobre.

Tom tem tentado uma infinidade de estratégias para tirar a nação da beira do abismo, usando a diplomacia político pacífico, autoritarismo bruta, construção de coalizões. Ele tentou ser vulnerável; ele apegou-se algumas convicções e relutantemente sacrificou outros e triunfos aparentes provocaram consequências indesejadas. No episódio emocionante desta semana, as más notícias não perfuraram como uma bala, mas desce como uma névoa pesada.

Duas histórias correm paralela, enquanto o foco maior está no triunfo da administração Kirkman: a captura de Majid Nassar. Kirkman é considerado herói nos salões da Casa Branca, orgulhosamente saindo com sua esposa para um coquetel. Mas o clima é minado por sua justaposição com a prisão de Nassar e os corredores nos dois sentidos da trama, mostrando que ambos têm a convicção de seus propósitos.

De certa forma esse tipo de mecanismo é baste usado para gerar o clima perfeito de dualidade que irá se estender entre esses personagens, mesmo que ainda há um resquício de dúvida sobre a verdadeira autoria dos atentados. Afinal, um atirador na Casa Branca não tem o mesmo efeito que um atentado no Capitólio, quem arma um atentado daquela magnitude não sujaria as mãos com um mísero atirador.

O que é mais interessante na série, é o uso recorrente de corredores da Casa Branca para desenvolver as narrativas, boa parte delas é de um tom mais neutro quase irônico ou romances sendo construídos, todo fator de urgência e seriedade sempre são reproduzidos em salas de reuniões, ou, o qualquer outro cômodo, isso sem recorrer a muito diálogos para desenvolver.

A exemplo disso temos Hannah e Jason que segue a segunda linha narrativa da trama, ambos estão conscientes e estão juntos em busca da verdade, toda estratégia de interrogar Nassar para confirmarem de que ele é apenas um peão nas mãos de um tal de Catalan, que suspeito ser um nome falso, mas que já dá margem para desconsiderar Al Sakar como responsáveis pelo atentado. O mérito da produção deve ser dada pelo simples fato de não estereotipar a figura de Nassar e sim humanizá-lo, mesmo que ele tenha sido um peão dessa jogada, o que me gera um certo medo de um atentado ainda em maior escala possa realmente acontecer com a aproximação do verdadeiro suspeito.

Só que já não bastasse os problemas políticos, temos problemas pessoais também. Seth Wright pode ter começado a ganhar destaque como secretário de imprensa, mas seu novo romance com a repórter Lisa Jordan pode fazer com que ele revele coisas que não seriam bem vistas, principalmente para Kirkman já que ela tem uma fonte que diz que Leo não é filho legítimo de Tom, algo que nem Seth sabe e não pode confirmar nem desmentir. Isso com certeza trará uma negatividade muito maior para Tom, pois a grande maioria não o reconhecem como presidente, nem a tentativa de dialogar com os governadores e mostrar suas reais intenções no início foi o suficiente. O fato que ele precisa provar para todos que ele merece ser o presidente dos EUA. Kirkman nem sequer nos convenceu remotamente que devemos acreditar nele. Parece que não temos escolha.

  • Guilherme Henrique

    Até estou curtindo a série, mas depois de tantos anos de 24 e Homeland. DS parece só requentar tramas dessas duas, não tem nada de novo, até mesmo as reviravoltas são previsíveis.
    Outra coisa que vem me irritando é os plots do Kiefer que começa e acaba no mesmo ep, parece 24 onde tudo tinha que ser imediatista pra não perceber as furadas. Pra mim parece que os produtores não sabem onde a série vai chegar e tão só criando tramas pra encher episódio.
    Aposto com quem quiser que toda temporada vai ter um ataque terrorista e as consequências, uma 24 2.0