Conheça os segredos de Supermax, a nova série de horror da Globo

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Hoje, dia 20 de setembro, estreia na Rede Globo a nova série Supermax, porém, no espírito Netflix de ser, a Globo Play, plataforma de streaming da emissora, liberou na semana passada, 11 dos 12 episódios produzidos dessa série de horror, que pode ser a grande abertura de gêneros na TV aberta brasileira.

Há algum tempo, o Serie Maníacos foi convocado pela TV Globo para comparecer à exibição do primeiro episódio de Supermax, a produção que o canal chama de “série” (mas que não terá novas temporadas) e que tinha uma missão nobre na programação nacional: explorar um novo gênero e ampliar as expectativas do público. Essa exibição da premiere foi em grande estilo: os astros estavam lá, a direção também e assistimos ao episódio numa sala VIP de cinema, algo extremamente positivo para qualquer produção.

Ao final, a direção da série acabou confirmando que não haveria segunda temporada e que toda a dramaturgia do programa foi construída usando muitas referências de outras produções. Aquela olhadinha no primeiro episódio confirmou todas essas correlações e nos preparou para o que viria em seguida. Ao sabermos, também, que a Globo Play disponibilizaria 11 dos 12 episódios programados, resolvemos assisti-los e oferecer a vocês um painel quase completo dessa nova investida global por um terreno nunca explorado por uma grande rede e que, sem dúvida nenhuma – interessa muito a todo e qualquer fã de seriados.

Começamos por uma das falas do diretor José Alvarenga, que dizia que a cada semana, novas abordagens de gênero narrativo seriam colocadas em pauta. Ao vermos Supermax por uma perspectiva geral, isso fica bem claro. A série começa como um reality show, passa pelo mistério, vai pro horror, volta pro mistério e esbarra até em ficção científica. Um série-maníaco mais atento, descobre escondidas – e às vezes nem tanto assim – entre as histórias, pilhas de reciclagens temáticas de shows como Lost, True Blood, Prison Break, The Walking Dead, American Horror Story, True Detective, The Strain, The X-Files e até Wayward Pines. Isso sem esquecer do fator Big Brother, que tem na presença de Pedro Bial o maior desserviço ao programa, que já começa sua trajetória com um dispensável senso de paródia.

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Elenco de Supermax

A história de Supermax nos é apresentada assim: um grupo de ex-criminosos é selecionado para participar de um reality show de confinamento que se passa numa prisão de segurança máxima. Essa premissa já tem uma certa fragilidade, já que dificilmente uma TV levaria ao público uma competição que daria dois milhões para um ex-condenado por crimes que, segundo a própria trama, são bastante graves (uma das personagens, por exemplo, matou o marido, retalhou e colocou em malas, igualzinho a Elize Matsunaga). Porém, essa base narrativa é abandonada muito rápido, já que no segundo dia de reality, a produção deixa de se comunicar com os participantes e eles se veem presos num emaranhado de dúvidas e privações.

A partir daí, a série tem uma grande bananosa nas mãos, que é justificar que o reality tenha saído do ar e os participantes mantidos desaparecidos sem que ninguém os tenha procurado. Além disso, uma produção de reality não se isola como isola os participantes e acreditar que o canal não teria meios para descobrir e interferir nos acontecimentos é extremamente ingênuo. O roteiro se dedica muito pouco a resolver esses problemas e mesmo que ainda falte um episódio (só o veremos o season finale no mesmo dia de sua exibição na TV), estou inclinado a não esperar pelo aparamento de arestas como essa.

Talvez fizesse muito mais sentido não usar a ideia do reality, já que é ela quem obriga os roteiristas a terem que justificar algumas das ações. Se os 12 personagens tivessem ido parar no presídio abandonado depois de um evento circunstancial, o valor de reclusão seria outro. Existe uma estrutura grande demais em torno de um reality show para que um acidente assim passe despercebido por semanas. Isso, é claro, se o último episódio não revelar algum detalhe que isente a série dessa responsabilidade.

A partir do ponto em que o formato do reality é abandonado (reforçando mais ainda o quanto ele era desnecessário), os participantes passam a buscar formas de sobreviver com a pouca comida e o calor escaldante. O roteiro também começa a incutir os dados misteriosos que são vistos nos trailers e a série passa a se remodelar. À primeira vista, os elementos sobrenaturais frustram por pertencerem a um quadro de alucinações ou sonhos. Efetiva mesmo é a presença de uma doença que começa a acometer com os presos e causar mudanças de comportamento neles.

A palavra “vírus” começa a ser usada logo cedo e os cruzamentos entre The X-Files e The Walking Dead produzem filhotinhos que todos nós conhecemos muito bem: a cena da amputação de membros, do contaminado que ninguém sabe que está contaminado, do contaminado que é amarrado e fica rosnando pros outros, da paranoia sobre quem se infectou… Supermax marca um “X” em todos os tópicos do gênero. Esse problema de previsibilidade, contudo, provoca uma sequência de cenas pouco vistas na nossa televisão. A amoralidade dos personagens, a força visual das sequências violentas, tudo isso faz com que a série seja importantíssima para o mercado e a Globo capricha no produto final. Uma específica mutilação facial em um dos episódios é tão forte e brutal que já pode ser chamada de antológica na história da nossa TV.

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Criatura demoníaca

Então, conforme caminha para o final, a série amplia sua base narrativa e um elemento mítico passa a dividir o spot com o elemento científico. Doença e misticismo não conversam bem na dramaturgia, mas os roteiros são eficazes em buscar as conexões. Sem dúvida nenhuma, se a construção dos personagens tivesse sido melhor, essa dramaturgia teria mais apelo humano. Os flashbacks que completam as histórias dos 12 participantes são curtos, descontextualizados e espalhados sem costura pelos episódios. Há muito pouco sobre a maioria deles e quase nada de alguns outros. As personagens de Mariana Ximenes e Cleo Pires, por exemplo, somem por uma preocupação declarada de não tirarem a atenção dos outros. O problema é que elas somem para oferecer um espaço que não é devidamente aproveitado.

Quando chegamos na reta final da temporada, os símbolos que se espalham pelos cantos escuros da prisão começam a ganhar nomes e formas; e a doença que acomete alguns prisioneiros aproxima-os cada vez mais de um estado de conexão direta com The Walking Dead. Nesse ponto, eu já me incomodava bastante com essas duas narrativas quase paralelas, que ainda não convergiam de forma satisfatória. Foi aí que a promessa do diretor José Alvarenga de apresentar um episódio-flashback, fortaleceu e redimiu o processo criativo de Supermax.

Vou explicar toda a mitologia no próximo parágrafo (é necessário para que reconheçamos as qualidades do show). Portanto, se você não quiser saber, pule os parágrafos depois da imagem e vá até a imagem depois dessa.

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Símbolo misterioso

Os símbolos que se espalham pela prisão remetem imediatamente ao deus-demônio Baal, conhecido na mitologia como um dos deuses da antiguidade que foram transformados em demônios quando o cristianismo surgiu. Entre as milhões de interpretações para ele está a sua junção com Zebub. Juntos, eles formam a entidade amalgamada conhecida como Baalzebub, que chamamos de Belzebu na nossa cultura. Baal é o demônio da morte, da crueldade, dos trovões e da fertilidade (essa palavra é importante). Zebub é o demônio da peste, da doença e é conhecido como O Senhor das Moscas (outra que precisa ser guardada para daqui a pouco).

O flashback começa no período da construção do presídio. Enquanto ele está sendo levantado, uma estranha doença começa a acometer os operários e moradores próximos. Essa doença é transmitida por moscas (olha ela aí). O pregador Nonato vive em pé de guerra com um grupo de prostitutas locais que ele acredita serem as responsáveis pelo contágio. Nonato vive em função do amor pela mulher e pelo filho. O episódio marca muito bem que é importante para ele viver conforme uma conduta moral.

Ao passo em que a construção do presídio vai chegando ao final (o episódio erra apenas em não trazer a ponta do reality show de volta), a doença vai se alastrando e acaba atingindo a família de Nonato. Ele passa a contar com a ajuda de um fotógrafo, que acompanha de perto o trabalho de limpeza e queima de arquivo promovido pelos responsáveis pela construção do presídio. Temendo pela própria vida, ele resolve fugir e leva Nonato e o filho do pregador consigo. No caminho, eles encontram o grupo de prostitutas querendo fugir e Nonato volta a culpá-las pelo ocorrido. O pecado para ele é abominável e ele confia que Deus salvará ao menos seu filho.

O menino, contudo, completa a transformação da doença e o pai o afoga no rio. A partir daí, Nonato entra num modo de indignação com aquele Deus que adorava. Ele pede ao fotógrafo que vá embora antes que ele “se transforme no bicho que era antes”. No meio de um monólogo onde ele parece ter uma estreita relação com forças divinas, Nonato revela-se como o demônio Baal e segurando uma pedra sobre a cabeça do fotógrafo, diz a melhor frase da série: “Com essa pedra eu edifico a minha igreja”. Então, já transformado, ele procura pelo grupo de prostitutas e promete a cura para elas, desde que se juntem a ele como reprodutoras de seu exército de demônios.

Nem posso dizer o quão ousada a Globo foi de aprovar uma mitologia em que um antigo demônio revolve viver em paz entre os homens (como PASTOR) porque se apaixonou. Porém, ao se deparar com a fatalidade circunstancial da natureza humana, rebela-se novamente e resolve criar um exército de híbridos humano-demoníacos usando um monte de prostitutas (sendo a relação entre mal e prostituição ligeiramente questionável). É extremamente interessante quando pensamos que ao fazer-se humano, Baal não conseguiu impedir a disseminação da doença que exalava de sua verdadeira natureza e que no ato de querer reproduzir com as mulheres-soldado, estava, de certa forma, em busca do seu perdido senso de paternidade. Sejamos francos, é uma ideia daquelas que jamais imaginamos ver numa TV aberta brasileira.

Coletiva de imprensa com autores e diretores no presídio que serviu de cenário para a série.
Coletiva de imprensa com autores e diretores no presídio que serviu de cenário para a série.
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Por fim, o episódio 11 trata de nos responder o que Baal quer com os prisioneiros (mais precisamente com as prisioneiras). As aberrações em que transformaram as prostitutas lembram as criaturas de Wayward Pines e invadem a prisão no melhor estilo “salvem-se trancando-se nas celas”. Elas querem as prisioneiras mulheres para que elas reproduzam corretamente e para que parem de nascer bebês monstros, como aqueles sem olhos que o padre via pelo pátio. Ou seja, a convergência entre doença e misticismo foi feita de modo bastante compensador e acredito que pouquíssimas informações sobraram para o Series Finale. Só precisamos saber mesmo como aquelas pessoas vão conseguir escapar ou não da prisão.

Finalmente, podemos dizer que Supermax tem uma quantidade imensa de elementos seriados trepados um em cima do outro, mas que se ela perde em originalidade, ganha na escolha desses elementos: todos de forte apelo e que antecipam um sucesso que tem grandes chances de ser imenso.

Do ponto de vista panorâmico, a série é uma revolução na teledramaturgia convencional. Ela tem a mesma linguagem ousada e politicamente incorreta das produções internacionais e abre as portas para que o horror e o mistério adentrem nossas casas com histórias fragmentadas que nos desafiem. É claro que há uma longa jornada até isso soar mais orgânico, menos arrumado de forma didática, como se quisesse captar nosso interesse usando o maior número possível de ganchos e clichês seriados. Por agora, precisamos dar muita atenção e audiência para Supermax, para garantir que novas produções do gênero continuem o trabalho de abertura e lapidação da nossa promissora teledramaturgia.

Cela 1: Um detalhe interessante: a cada episódio, a letra da música de abertura muda.

Cela 2: Na visita que fizemos aos estúdios da série, pudemos ver as celas, os dois andares do presídio e também a tecnologia que criava as criaturas infantes que rondavam a prisão. Coisa de primeiro mundo.

Cela 3: Mariana Ximenes, presente no evento de lançamento, é uma querida.

Vem que a @marixioficial tem um spoiler pra vocês de Supermax. Estreia dia 20 de setembro na @redeglobo! #supermax

Um vídeo publicado por Série Maníacos (@seriemaniacosbr) em

Cela 4: A série pode ser vendida para um canal americano e quem sabe lá não temos uma continuação?

Cela 5: Voltaremos para falar do último episódio. Aguardem…

  • Cristian Baier

    Agora vou ter q ver essa série… Já tô até vendo os malafaias e felicianos da vida falando em boicote à essa série e que ela é uma afronta à família tradicional brasileira.

    • Jean Cesar

      Eu sou religioso (católico), mas consigo separar muito bem a ficção da realidade, por isso gostei muito desta série, mas com certeza muitos irão torcer o nariz. Agora estou curioso para ver o último episódio para ver como termina esta história.

  • Sora

    Gostei do post, não tinha pegado algumas referências sobre a mitologia. Já assisti aos 11 episódios e fiz algumas considerações, sem spoiler:

    > A série funciona mais no formato de maratona. Um episódio puxa o outro e é bom ir desvendando os mistérios em sequência. Tenho receio de que a exibição semanal pode não funcionar, ainda mais porque muitos podem não ter paciência de passar pelos 4 episódios iniciais. Estes não são de absurdamente ruins, mas, às vezes, dão a impressão de que a história está andando em círculos.

    > Um dos maiores acertos da série é que mesmo tendo um número muito grande de personagens, todos eles tem o seu momento de protagonismo. Não é apenas um ou dois personagem que monopolizam todas as situações e tensões do enredo enquanto outros servem de alívio cômico ou coisa do tipo, percebe-se a preocupação dos roteiristas em fazer com que personagens diferentes estejam sempre interagindo, de modo que a proximidade entre os participantes desse reality passe a soar natural.

    > Supermax realmente tem narrativa de série. Ao contrário de outras produções da globo, como a própria Justiça, essa série não tem elementos novelescos. Não há repetição de trilha sonora, há um episódio que se passa totalmente no passado sem a utilização de nenhum dos protagonistas, etc.

    > O enredo não é extremamente didático. Vi muita gente reclamando que a série não explica as coisas, mas ela o faz, em seu tempo, como qualquer série estrangeira. E ela não entrega tudo de bandeja, deixando espaço para que o telespectador vá percebendo o que houve.

    > Há algumas interações exageradas entre alguns personagens que incomodam bastante, principalmente nos primeiros episódios. Depois o elenco vai conseguindo acertar mais no tom.

    > Há muitos temas polêmicos que provavelmente irão repercutir quando forem ao ar.

    E é isso. Supermax não é de nenhuma genialidade, mas a série é divertida e gostosa de se acompanhar, além de inovadora pro que se produz na tv brasileira. Muitos dos seus problemas podem ser encontrados em séries estrangeiras que fazem muito sucesso por aqui, como é o caso de Scream, então não vejo motivo para torcerem o nariz. Meu voto é sim.

    • Maria do bairro

      Menina arrasou! Adorei seu comentário.

    • João Paulo

      Excelente Sora, tb tive essa mesma impressão quando assisti.

    • Jean Cesar

      Excelente comentário.

  • Ue To loka

    Baal humano apaixonado? nao vi por esse lado nao . Eu vejo como o Baal possuindo a alma do pastor depois dela renegar o Deus cristão, inclusive ele cita a mesma fala dos demônios do ep 4 sobre não se curvar.

    • Nina

      Ou isso, ou ele simplesmente enlouqueceu e adotou a personalidade de Baal (foi a impressão que eu tive), tanto que ele não tem “poderes”, ele usa a radioatividade daquele lugar pra curar a doença.

  • vinland

    Espero que nao seja sobre Lost que a Mariana Ximenes, e o outro cara ai, se referem, quando falam que ninguem esta morto desde o começo. Seria muita burrice continuar achando, que todos estavam mortos desde sempre.

    • Foi só um piada porque ela falou que muitas pessoas perguntam nas redes sociais dela se Supermax vai ser tipo Lost e ela sabe que tem muita gente que não entendeu Lost e acha que todos estavam mortos desde o começo até hoje.

  • lucas

    SPOILER: O que me fez tirar o chapéu pra Supermax foi a forma como eles conseguiram mesclar o suposto sobrenatural com ficção científica, que era o que eu esperava da série desde o começo. Olhando os trailers, que mostram coisas tão diversas quanto um vírus desconhecido e demônios, fica claro que essa era a proposta deles. E a jogada de deixar o quesito sobrenatural por conta da imaginação do público foi genial: Nonato, que estava infectado com o vírus, obteve a cura por meio da radiação de uma caverna próxima ao rio. Se aquele ser que o pastor se transformou, tão distinto do que ele era antes em mente e corpo, foi fruto de uma possessão demoníaca, ou do trauma de ter perdido toda a família, fica por conta da imaginação do público. E isso tudo fluiu da forma mais natural possível.

  • Maria do bairro

    Gente eu gostei bastante da série! É uma série experimental na TV aberta, óbvio que teria alguns probleminhas. Eu li uma crítica falando sobre a canastrice de alguns atores nos primeiros episódios. Mas gente, a idéia não era de um reality? Qualquer reality tem umas pessoas canastronas que depois a máscara cai. E é o que acontece na série! Sobre a audiência, será muito difícil saber se vai fazer sucesso ou não! Principalmente se rolar boicote de certos “religiosos”. Já quero o último episódio!

  • lucas

    Óbvio que a série não é perfeita. Ela tem muitos vícios. Algumas situações, principalmente as discordâncias entre os personagens, dão a impressão de estar ali só pra encher a cota. Alguns atores demoram um pouco pra pegar o ponto certo dos personagens. Mas tudo isso é perdoável se a gente levar em conta que é a primeira produção do gênero na emissora. Talvez tenha sido o projeto mais ousado da história da Globo até hoje, apesar de atrasado. E vamos combinar: até antes de Supermax ser revelada, quem imaginaria uma produção global contendo mutilações, protagonistas que saem daquele preto e branco das novelas, moralmente falando, e alguns dos vilões mais satânicos já vistos em qualquer série? É importante nós apoiarmos projetos do tipo. Espero que esse seja só o começo.

  • NowSilva

    Na verdade Supermax se parece bastante com a série, Siberia. Que infelizmente foi cancelada com um puta cliffhanger.

    • Vine

      No Banco de Séries dizem existir uma finale dupla para a série.

  • Junior Silva

    Agora que a TV aberta considerou fazer esse tipo de programa (série)? Começaram tarde pra caralho.

    Mas vou dar uma oportunidade.

    • Raquel Alves

      A Globo sempre teve série. Agora ta tendo mais, mas sempre teve.

      • Junior Silva

        Falo desse nível. Dá a impressão que eles gastaram uma grana para fazer.

        • Raquel Alves

          Tem muita série e minissérie de qualidade técnica grandiosa no histórico da globo sim. É que só agora ta na moda todo mundo assistir série

          • Junior Silva

            “Tem muita série e minissérie de qualidade técnica grandiosa no histórico da globo sim”

            nunca vi

  • Eu torço muito pra dar audiência pq assim as portas podem se abrir pra tantas obras de fantasia e ficção cientifica boas que temos no nosso pais. Seria meu sonho uma boa produtora adaptasse decentemente a obra Os Sete do André Vianco.

    • SSbB

      Que sonho ver “os sete” em uma adaptação, mais devido a alguns poderes seria melhor em um filme talvez.

    • Vine

      Eu tinha lido uma notícia, não lembro a data, que a série ganhará uma versão remake e será passada em alguns países por aí…algo assim.

      • Fernando d.S.

        eles estão produzindo um remake argentino

        • Vine

          Isso!

  • Caio Vinicius Viana Lima

    Estréia de Supermax e o final da história da Fátima em Justiça, essa terça promete!!!

  • Marcos Bastos

    Os primeiros episódios são tão chatinhos… E o piloto é bem ”big brotherizado” com expressões como ”paredão” e ”confessionário”, mas depois engrenou. A partir do episódio 4 eu comecei a gostar muito. Achei bem ousada a história, a mitologia. Pra tv aberta, foi bem ousado. Espero que fanáticos religiosos não venham com as conversinhas de boicote.

    Amei o episódio flashback e toda a vibe de ”queima de arquivo” com os infectados sendo mortos, avião explodindo… E aquela vila onde os trabalhadores da construção viviam, todo aquele clima de Hell on Wheels, adorei.

    A única coisa que não gostei foi que ”Ran-Satã” e seus irmãozinhos só tiveram uma pequena aparição. Usaram tanta tecnologia pra fazer e só apareceu uma vez? Tomara que estejam no finale. Achei eles super fofos haha

    Espero que seja o início de uma nova era na tv aberta brasileira.

  • Thiago Pereira

    Não entendi que o pastor era o Baal (até revi as cenas..hehe). A doença comprometeu o cérebro dele, alterando seu comportamento. Isso somado a perda da fé pela morte da família. Depois a radiação, apesar de conter o vírus, causou as transformações físicas e possibilitou a vida dele. Imagino que se não estivesse com o vírus ele teria morrido pela radiação. Dai ele assume a alcunha do demonio Baal pelo desprezo a fé em deus que tinha.
    Esse nome (Baal) parece que ele escolheu pela doença ser transmitida pela mosca e sua cura se encontrar nas “profundezas da terra” (como ele falou). Para um pastor que tem conhecimento bíblico, foi fácil associar isto ao nome de um demônio correspondente e assumi-lo dentro de sua insanidade.
    Para mim o único fator sobrenatural, por enquanto, são as visões do padre, que tem o dom premonitório. O fato dele ter “sonhos” com o demônio e as crianças demoníacas estão associadas a seu dom, pois de fato o louco pastor assume ser um demônio.
    Muito boa a serie para a primeira do gênero em tv aberta.

    • Siane Kanya

      No momento em que ele mata o jornalista, a voz dele muda … ela fica um tanto quanto demoníaca (será que naquele momento ele se deixou ser possuído?). E o conhecimento que ele(s) têm dos símbolos satânicos/magia negra…, sera que é comum um pastor (que não parece ter uma formação em teológica) tenha esse tipo de conhecimento? Isso me deixou bem intrigada.

      • Thiago Pereira

        Eu tb não descarto essa possibilidade da possessão. Acho que realmente essa ambiguidade deve ser proposital no roteiro (espero. rs). Mas ainda fico com a alternativa que não foi possessão. Acho fácil sim para um pastor conhecer símbolos “pagãos”. Estes símbolos podem ser uma aglomerado de coisas que o pastor entrou em contato (viu ou escutou) e atribuiu ao demo. Ainda tem o fato que ele pode ter entrado em contato com alguma seita ou religião pagã antes de ser pastor. Ainda tem um fator que chamou atenção: o magrinho (detento) que tem algum conhecimento de magia negra não conseguiu algumas vezes decifrar o significado dos símbolos que viu. Uma cena ele fala que não reconhece exatamente o que é. Acredito ainda que se houvesse possessão demoníaca de fato, o pastor mostraria algum poder efetivamente paranormal. A questão da mudança de voz pode ser explicada pela exposição a radiação (mais um fator físico alterado). Espero que o último epi mostre mais elementos para rebater um lado ou outro. Mas de qlqer forma, gostei dessa ambiguidade nas explicações.

  • Jon

    É nosso dever como seriador apoiar esse tipo de produção em nosso país, porque só assim que sairemos da mesmice de telenovelas, séries de comédia e romance. Precisamos apoiar para que não só a Globo, mas vários canais, consigam ampliar suas produções em diversos temas, como terror, sci-fi, fantasia, adaptações nacionais de livros fantasiosos que são tão incríveis como os de lá de fora… Enfim, acho que Supermax pode ser a porta de entrada para uma nova fase de produções nacionais.

    • Luana

      Falou tudo, as pessoas criticam por que não estão acostumadas com esse tipo de série na TV brasileira, ainda faltam pequenas coisas para aperfeiçoar a série, por exemplos deixar algumas partes mais claras (de fácil entendimento) tirando isso a série tá ótima, diferenciada, sem aquelas coisas clichês de série Br.

  • Megan Noronha

    Acho que apesar de ainda carecer de alguns ajustes, definitivamente é um grande avanço para as produções nacionais. E sinceramente apesar de ter seus defeitos, Supermax é superior a muita coisa da gringa que o povo fica babando ovo por aqui. Acho que desmerecemos demais o que é produzido por aqui, o que é uma pena…
    Tbm achei que o maior furo narrativo da série foi esta história do reality que ficou meio jogada.. Vi uma entrevista do Alvarenga dizendo que inicialmente seria apenas uma prisão, mas que o problema é que deste jeito não teria como justificar a presença de mulheres (já que não existem prisões mistas). Até aí ok, não tenho nada contra a ideia de reality (na vdd até gosto), só queria que este aspecto ficasse mais “fechadinho” no ultimo episódio 😉

  • Hermano Henrique

    Notei uma coisa tão bizarra no primeiro episódio que tive q ver todos os outros para saber se foi erro de edição ou se era algum mistério da trama. KKkk
    Notaram que mais ou menos aos 5 primeiros minutos da série quando mostra o elenco do reality falando com o Bial, o idoso do grupo, o médico é representado por outro ator? kkk https://uploads.disquscdn.com/images/589ce1caf364de053bc398d992a22b9f069d9c33f23252b1aaf9935346911245.png

    • henriquehaddefinir

      Rapaz, que coisa incrível! Acho que ninguém notou isso.

    • Over

      O.O

    • Kico Moraes

      Caraca!!! Esse erro foi bem grave! Tiveram alguns problemas menores de continuidade.

  • Over

    O episódio 10 foi muito bem feito, se a série toda tivesse apostada em atores desconhecidos, como nesse episódio, acredito que seria muito melhor.

    Do 4º em diante a série ficou excelente. Espero que produzam mais !

  • Rodrigo

    Ola, quanto ao Pastor, ele não “era” baal, ficou com a mente comprometida por todos os choques pelos quais passou e pela exposição a radiação.
    Isso é ainda mais comprovado pelo fato dos filhos dele nascerem mortos (ele é o deus da fertilidade…)
    Quanto a voz e olhos mudarem, pode ser efeito da radiação ou da propria doença, ainda nao da pra dizer.

  • Camilla Azevedo

    Eu acho que o maior “pecado” na história do Baal é o fato de eles serem tão passíveis de ser mortos e o fato de ele não poder abrir a cela onde todos se confinaram.. Pra mim, o místico caiu por terra aí e ficou clara uma referência ao filme Mad Max de 2015, onde existem aqueles “humanos” que eram de certa maneira mais fortes, mas eram totalmente passíveis de serem eliminados. Pra mim, o Pastor se autodenominou Baal pois ele queria ser o extremo oposto do que era antes de todos os acontecimentos que tanto o decepcionaram e ele também foi exposto a muita radiação na caverna que, ao se chocar com um vírus capaz de degenerar bainha de mielina, resultou em um meta-humano imune a diversas enfermidades, porém deficiente em procriar, em produzir fâneros e eu acho que será um grande furo se a procriação for concluída, pois não só os gametas femininos estão mutados, como os do próprio Baal que foi o mais exposto à radiação. Enfim, a correlação entre místico e ciência pra mim é só uma questão de personalidade. A mutação se deu devido à radiação e o misticismo é algo criado pelo próprio surto do pastor que, ao prover a cura para as prostitutas, conseguiu convencê-las de que tinha poderes.

    • Alguém

      Sobre o último ponto: Aquele lugar foi feito pra imitar uma prisão de segurança máxima americana. Ora, se fosse tao fácil pular o muro os prisioneiros o fariam e ai já não seria uma prisão de segurança máxima huhuehuehueh
      Não sei se você se lembra, mas eles tentaram quebrar o vidro mas como ele é blindado conseguiram, sem sucesso, apenas umas rachaduras.

    • Douglas Viana

      Camila, parabéns pela análise.

      A referência a Baal é dada pelo próprio Nonato quando está pregando em frente ao prostíbulo. A frase que ele usa ao confrontar a líder das prostitutas é a mesma que o motiva a gerar seus quatrocentos descendentes. O pastor não era um demônio que vivia como humano como é dito na analise.

      O que me deixou descontente são os furos de enredo e cenas meramente ilustrativas. Os pássaros morrendo, o cranio encontrado por Luizão (que tinha chifres), a história do Dante contando a si mesmo, O padre vendo ele mesmo pegando fogo no sonho e depois revelando que ele também era a pessoa na roupa de amianto. Muita cooisa fora de nexo.

      De qualquer forma seu ponto de vista completa mais a história que a analise do site. Valeu.

  • Luana Bernardo

    Eu acho que seria mais crível se a idéia inicial fosse uma transferência de prisão e os 12 tivessem sido esquecidos.

  • Fernanda Carvalho

    Ele não é um demônio milenar… É simplesmente um cara que conhecia bastante crença, estúdioso, pastor e que surtou quando perdeu a família e a crença. Afetado por radiação, assumiu a identidade e passou a acreditar nela. Os tais filhos não são demônios, simplesmente filhos entre ele e as mulheres nasciam afetados, deformados pois ambos os pais foram expostos a radiação. Porra, ces n se prestaram a ler nem ao menos as entrevistas sobre esse personagem divulgado pela própria emissora? A série é cheia de furos, mas ces confundirem um lunático com um deus pagão foi foda…