Code Black 2×01: Second Year [Season Premiere]

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Code Black retorna para seu segundo ano trazendo uma nostalgia de quando conhecemos o Angels Memorial e ainda ficávamos perdidos com quem era “Mama”, “Papa” e com todo o caos que se insurge de um segundo para o outro. Ao vermos Elliot, Noa e Charlotte tentando aprender o que eram os códigos e como funcionava o hospital, foi possível sentir da mesma maneira que os residentes do segundo ano. Second year não se limita apenas aos personagens, mas também nos faz sentir como se tivéssemos aprendido junto com Mario, Malaya e Angus durante 1 ano, ou 22 episódios.

Devido a esse “aprendizado”, colocar apenas casos interessantes e caóticos não seria suficiente para esquecermo-nos do elefante no quarto, vulgo Christa e Neal. Depois de ganharem um air-time maior e protagonizarem o casal favorito do público, terminando a primeira temporada com o relacionamento incerto, a saída dos dois não passaria despercebida e, por mais que várias informações tenham sido jogadas desde o início do episódio, foi uma falha imensa e absurda a decisão de nem mesmo mencionar seus nomes. Tendo apreço ou não por Christa e Neal, os dois indiscutivelmente foram parte essencial da primeira temporada e mereciam ter uma explicação do porquê de seus sumiços. Foi um erro grande e uma infeliz escolha, porém podemos comemorar que aqueles que irão substituí-los aparentam ter potencial.

Com 10 minutos ou menos de episódio já é possível dizer mais ou menos qual é o estilo de cada personagem e com quais veteranos terão um maior relacionamento. Isso poderia ser ruim em outra série, porém em Code Black não há tempo para introdução e o melhor jeito de se conhecer um personagem é ao vê-lo trabalhando em um caso.

Noa e Charlotte remetem de maneira clara a Angus e Mario quando chegaram ao hospital. Inicialmente rivais e disputando pelo apreço de seus superiores, no final entenderam que não é possível trabalharem sozinhas e o melhor seria ficarem juntas. Essa constatação pode ser visualizada na escolha do roteiro em colocar os quatro juntos em um caso, enquanto Elliot encontrava-se sozinho em outra tarefa, o que poderia ser relacionado à Christa, se Elliot não fosse tão prepotente e tão sem graça.

Christa desde o início ficou isolada e tinha medo de agir e cometer um erro, entretanto, sua história emocionante e seu carisma conseguiu conquistar o público. De maneira oposta, Elliot chegou com medo, mas em vez de lutar para melhorar e superar suas dificuldades decidiu perguntar onde tinha um lounge, para descansar dessas 6 horas tão cansativas para ele. Agradeci e ri com gosto ao ver Jesse mostrando que o Angels Memorial não aceita pessoas que não estão comprometidas e acham que entraram em uma brincadeira.

Com isso, em 45 minutos, pudemos ter uma rápida avaliação dos novos residentes. Charlotte tem o potencial de ser a médica mais competente e a surpresa para todos seus superiores, visto que sua carreira como atriz leva todos a subestimá-la, o que me lembra bastante Savetti. Noa, claramente estudiosa e inteligente ao extremo tem a capacidade de ser uma médica excepcional, porém, assim como Angus, deverá tomar cuidado com sua prepotência, escutando mais sua amiga. Por último, e nesse caso sim menos importante, Elliot ainda não mostrou se terá a capacidade de se adequar ao ritmo do hospital ou se flopará lindamente como fez nesse episódio.

Saindo do escopo de novidades, a relação entre Mike e Angus foi um dos pontos altos da última temporada e apostar nela novamente foi um acerto em cheio. Ver os irmãos Leighton em uma situação extremamente delicada e complicada na season premiere causou aflição e até medo de já sermos recebidos de volta com uma morte de um personagem que cativou tanto. Com a temporária (assim espero) ausência de Mike, Coronel ou Dr. Willis possivelmente o substituirá como mentor de Angus e será não só um personagem interessante para a série, mas um médico que poderá acrescentar muito ao hospital.

Médicos do exército costumam ter um passado repleto de histórias tristes, mas perfeitas para motivar outros em momentos difíceis. Além disso, devido à mínima quantidade de equipamentos e as infinitas situações caóticas ocorridas durante uma guerra ou operações do exército, o conhecimento alternativo desses médicos costuma ser gigantesco e essencial em alguns casos excepcionais. Não obstante, sempre há um “mas” e, nesse caso, o mas de Willis é o seu descaso para regras quando percebe que uma vida se encontra em risco. Assim como Leanne, ele não pensa duas vezes em enfrentar superiores quando acredita que a obediência, no momento, é sinônimo de morte, o que pode lhe trazer muitos problemas durante a temporada. Já vimos que Will está de olho nele e agora que a administração se tornou unitária, será difícil conter as decisões que esse toma quando necessita mostrar para o mundo sua autoafirmação.

Mencionando essa junção da administração do E.R. com o O.R., acho fantástico quando as séries dão alfinetadas no Estado e em todos aqueles que tomaram decisões pensando mais no bolso do que nas pessoas. Tanto a “eficiência” em juntar esses dois setores quanto a resposta de Leanne para os novatos do motivo de não se prevenirem para o Code Black, mostra como serviços públicos são negligenciados e precisam se virar com o básico, pois aqueles que tem o poder de agir para a melhora dessa situação não gostam quando seus cifrões saem de suas vistas.

Code Black volta proporcionando nostalgias, prometendo mais caos e personagens interessantes e, lembrando seu país que a ficção às vezes mostra a deplorável realidade. Entretanto, decisões errôneas como não explicar a saída de Christa e Neal e, colocar Heather e Will como regulares são um pouco estranhas e perigosas. Espero que Michael saiba o que está fazendo e nos proporcione uma temporada maravilhosa.

  • Toq #1

    Agora torcer pra Sony passar novamente

  • Carol Geaquinto

    Queria ter visto com esses olhos, achei bem morna essa volta. Odeiam quando somem com personagens assim, Malaya apareceu vários nadas. Achei bem meia boca e não sei se vai ficar na minha grade por muito mais tempo não :/

  • Anderson Luis

    Também achei mancada não citarem Christa e Neal, como respeito aos atores/personagens e aos fãs poderiam dizer algo.
    Até agora os novos residentes me passaram uma boa expressão exceto o menino de Heroes.¬¬
    E gostei do Dr Willis, um tanto misterioso e rebelde…curti!

  • Olá. Gostei bastante de sua review. Malaya realmente zero a esquerda e o casal sumido foi bem chato desaparecer curti muito eles na primeira temporada. O que acontece os atores não renovaram é isso? Tiveram que dispensar para bancar o Rob Lowe? rsrs.