Class 1×06: Detained

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Confissões de Adolescente em Detained.

Uma das coisas que mais me agradou desde o início de “Class” foi a escolha de seu elenco jovem. É muito difícil para uma série/novela/filme/qualquer outra coisa fazer a escalação de um elenco composto por pessoas tão novas e que possuem pouca experiência, pois na maioria das vezes o desempenho desse tipo de núcleo acaba deixando muito a desejar. Na maioria das vezes a inexperiência dos atores é visível e suas atuações soam muito artificiais, comprometendo a qualidade do trabalho. “Class” não parece sofrer desse tipo de problema.

Os cinco jovens são muito competentes e seus personagens nunca dão a impressão de serem unilaterais. Todos possuem suas camadas e suas profundidades, até mesmo Matteusz, que possui uma participação menor nos eventos da série, é um personagem sólido e bem construído.

Detained é a chance para que todos brilhem de forma igual. Os personagens caminham facilmente pela montanha russa de emoções a que são submetidos, desde o medo mais contido até a raiva externada. Tudo isso surge diante da situação em que eles se encontram e que reúne duas das coisas que mais fragilizam uma pessoa: o total isolamento e a revelação de uma verdade. E em um grupo de adolescentes, onde todos ainda buscam por aceitação, as coisas ficam um pouco mais difíceis.

Uma das melhores cenas de Detained.
Uma das melhores cenas de Detained.

É claro que nem todas as confissões são perturbadoras. Enquanto as revelações de Matteusz e April criam um clima ruim com Charlie e Ram, respectivamente, a verdade de Tanya, por exemplo, não representa exatamente a realidade. O fato de achar que os outros não são seus verdadeiros amigos implica muito mais na maneira como ela vê a relação que existe entres eles do que a forma como eles realmente a tratam.

É muito mais aquilo que ela acredita como sendo a verdade e isso não difere do comportamento da maioria das pessoas. Todos nós tomamos como verdade aquilo que vemos como sendo o mais próximo das nossas crenças diante das situações do mundo, funcionando quase como uma forma de autopreservação do nosso caráter.

“Não explique meus próprios sentimentos para mim e não finja que você entende como eu me sinto!”

E por mais que todos eles tentem manter um discurso de que “nada vai abalar a nossa amizade”, é visível que essa experiência mexeu com a dinâmica do grupo, tanto que ao final todos saem chateados e zangados uns com os outros. Possivelmente não será nada tão duradouro e logo eles farão as pazes.

E desse momento em diante Charlie vai ter que se comportar direitinho, pois Quill está livre do parasita e vai poder tocar o terror a vontade, sem se preocupar em morrer no processo. Isso me deixa muito animado e ansioso para ver o que ela vai fazer a partir de agora!

> O futuro da Marvel depois de Doutor Estranho!

Nota de um diário de classe: Uma solução possível para o dilema do gabinete das almas: ao invés de usar todas as almas como arma para aniquilar os Shadow Kin e perder o seu povo, Charlie poderia fazer com que as almas possuíssem os corpos dos monstros de sombra. Isso acabaria com a ameaça que eles representam e traria de volta à vida todas as pessoas da sua raça.

Nota de um diário de classe nº2: Chega a ser irônico o fato de Charlie ser claustrofóbico e saber que depois de morrer ele ficará “preso” dentro de uma caixa pelo resto da eternidade. Tortura psicológica, a gente vê por aqui.

  • Rafael Freitas

    Muito ruim a serie, superficial demais, estou assistindo porque inventei de começar >;/