Class 1×04: Co-Owner of a Lonely Heart

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Sem tempo para respirar em Co-Owner of a Lonely Heart.

Em uma série com um número maior de episódios é normal que as coisas aconteçam aos poucos e em um ritmo mais lento, que existam aquelas histórias para encher linguiça e que se dê tempo para que certos temas descansem e voltem a ser trabalhados mais para frente.

Acontece que “Class” não pode se dar a nenhum desses luxos, pelo menos não por enquanto. Com apenas uma temporada de oito episódios até o momento é preciso fazer com que certos temas sejam trabalhados com mais velocidade e que as histórias sejam concluídas, pois se não há uma confirmação de que uma nova temporada será produzida é necessário que certas pontas sejam fechadas, até como uma forma de respeito ao público.

Por isso após três episódios a série retorna com o enredo dos Shadow Kin, provavelmente para fechar esse arco e encaminhar a temporada para um final que seja mais focado em Charlie e em Quill. Mas se existe a necessidade de dar uma conclusão para essa história, também é preciso tomar cuidado para que as coisas não aconteçam muito rápido e fique tudo meio atropelado. Essa foi a sensação que eu tive, pois foram tantas coisas acontecendo nesse episódio: diretora nova, o retorno do pai da April, a volta dos Shadow Kin, as flores carnívoras, sexo humano, sexo alien, cura de paraplegia, dilema moral do príncipe, DR de casal, Tanya fazendo perguntas indiscretas… Em certos momentos eu me senti um pouco perdido, mas vamos organizar os pensamentos e tratar desses assuntos por partes.

Dessa vez tivemos um episódio focado em April. Desde o início da série, nós fomos descobrindo sua história aos poucos, com passagens que iam desde os instrumentos que ela sabe tocar, para mais tarde entendermos de onde vem o seu gosto pela música até os acontecimentos familiares que a levaram a ser da maneira que ela é. E com um pequeno pano de fundo já montado, foi o momento de aprofundar um pouco mais essas questões.

Pudemos ver que a relação entre ela e seu pai é bem mais complicada do que parecia ser e que se existe alguma coisa que consegue tirá-la do sério e deixá-la com sangue nos olhos (Que piada péssima…) é ter que ficar cara-a-cara com ele. É claro que dividir o coração com um alienígena assassino pode ter deixado esse tipo de emoção um pouco mais à flor da pele.

Carne e unha... Alma gêmea... Bate coração... Class --- Co-Owner of a Lonely Heart
Carne e unha… Alma gêmea… Bate coração… Class — Co-Owner of a Lonely Heart.

E para impedir que a April saia cortando todo mundo por aí com os seus novos sabres sombrios mil e uma utilidades, Ram vem cumprir a sua função de ombro amigo e se põe à disposição para ajuda-la a superar seus ataques de raiva e isso acaba nos levando para uma sequência de diálogos bem breguinhas que levaram ao momento mais íntimo do casal e isso nos dá duas possibilidades sobre a relação entre os dois: ou vai dar tudo certo e eles serão muito felizes ou podemos esperar uma tragédia que culmine com a morte de um deles.

Não vamos descartar essa última possibilidade, já que os dois mostraram muita coragem (ou muita burrice, mesmo) ao pular em uma fenda espaço-temporal que leva para um planeta rochoso povoado por monstros assassinos com a habilidade de matar qualquer ser vivo possuindo sua sombra. Eles vão precisar de muita habilidade (ou de muita sorte) para saírem vivos de lá.

E enquanto o laço entre April e Ram se fortalece o outro núcleo romântico já vive seus primeiros desentendimentos. Matteusz chegou para desestruturar as pequenas convicções que Charlie possui e pôs em cheque questões como o uso da urna, que mesmo com a finalidade de salvar uma raça acaba causando um genocídio, e a forma como Miss Quill é tratada pelo príncipe.

Mesmo que Charlie defenda que no seu planeta é uma atitude justa infectar alguém com aquele parasita, não há como negar que isso está muito mais próximo do nosso conceito de escravidão do que de justiça. E quando ele age de forma mesquinha para que Quill atenda seus desejos isso acaba ficando ainda mais claro. Assim podemos ver que Charlie não é uma pessoa perfeita, ele também possui falhas e defeitos.

 Tenho a certeza que essa florzinha inocente enganou a todos. Class --- Co-Owner of a Lonely Heart.
Tenho a certeza que essa florzinha inocente enganou a todos. Class — Co-Owner of a Lonely Heart.

Longe do núcleo dos casais somos introduzidos a uma nova personagem: Dorothea Ames, a nova diretora da escola e membro dos Governadores. Ainda é difícil dizer se os Governadores são uma organização de defesa ou se essa preocupação em salvar o planeta é apenas um pretexto para ganhar a confiança das pessoas para depois lançar o seu plano de dominação mundial.

A única coisa que sabemos é que eles estão muito interessados na Miss Quill. Ao que parece eles querem ajuda para enfrentar os alienígenas, mas acho que existe algum motivo oculto, pois não se pode confiar em um grupo anônimo que envia um robô para tomar conta de você. Sabendo disso eles fizeram a promessa de quebrar o elo que ela possui com Charlie, livrando-a do parasita de uma vez por todas, mas se isso é possível, quais os motivos por trás dessa oferta e que consequências isso pode causar, nós só saberemos nos próximos episódios.

Eu só espero que a conclusão aconteça com um pouco mais de calma, pois “Class” já mostrou que sabe como contar uma história, mesmo que exagere um pouco de vez em quando.

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Nota de um diário de classe nº1: Impossível não lembrar de Doctor Who quando a nova diretora diz que não tem se encontrado com muitos Smiths e Johns nos últimos tempos. Para quem não sabe John Smith é um nome que o Doctor costuma usar em certas ocasiões.

Nota de um diário de classe nº2: Vamos ser mais compreensivos com a Tanya e seu interesse em “anatomia alienígena”. Afinal, quem nunca?

Class --- Co-Owner of a Lonely Heart
Class — Co-Owner of a Lonely Heart
  • Ronaldo

    Adorando Class, tomara que seja renovado.

  • Gabriel Pereira

    Deveria ter feito uma menção a “discussão” entre Tanya e Charlie….
    Class ainda é uma incognita pra mim, eu assisto mas n sei o que pensar dessa série, ela me diverte mas me deixa com a sensação de estar vendo algo bizarro e sem sentido, esses Shadow Kin só me lembram aqueles personagens dos Power Rangers kkkkk…..acho que fora o humor a Quill e Tanya são o que me seguram por enquanto, não tem como não gostar de uma personagem badass e ranzinza como a Quill kkkkk….

    PS:Esses takes focando o rosto da April me deram vergonha alheia :v

  • Letícia Menezes

    Acho April a mais fraquinha do grupo, mas veremos o desenvolvimento dela. Charlie mostrou como pode ser mesquinho, odiei como ele tratou Quill #TeamTanya.