Chicago PD 4×01: The Silos [Season Premiere]

8
1599

Erin e sua lealdade visceral.

“The Silos” abre a quarta temporada de PD de uma maneira poderosa, mantendo a carga emocional de “Start Digging”. Ainda de luto pela morte de Justin, vemos claramente o desconforto de Erin para manter uma conversa olho no olho com Hank durante o desenvolvimento do episódio.

Os dois casos abordados no episódio foram bastante precisos em seus desenvolvimentos e conclusões. No caso do Evan foi inadmissível que a Ricci permitisse que um civil que não tinham nenhum envolvimento com sua operação fosse usado como isca para atrair o traficante, e mesmo tendo reconhecido o erro depois não dá para fechar os olhos. O que fica claro é que depois de um tempo inserido nesse tipo de trabalho, os policiais pensam unicamente em capturar os bad guys não importando quem ou o que apareça pelo caminho.

Já o segundo caso, foi o da agressão física e sexual da vítima que esperava um Uber. Achei bem interessante eles terem abordado essa questão já que hoje em dia cada vez mais gente está usando o Uber para se deslocar dentro de suas cidades. É preciso atenção sempre seja dentro de táxis comuns ou Uber’s, afinal nunca se sabe quem podemos encontrar dentro de um táxi. Nesse caso ressalto a coragem da Tay (a mais nova aquisição do elenco) e da Burgess também no desenvolvimento do caso até a prisão do criminoso. Gente, adorei a sinergia das duas e já quero pelo resto da temporada as duas + Platt agindo contra o tal comandante que mal conheço e já odeio.

Mergulhando no drama real da série, a grande questão que pairou em minha cabeça durante todo o episódio foi o que seria do Voight dentro do CPD. Vimos uma Lindsay ainda tentando lidar com o comportamento de Voight ao matar o assassino de Justin, e além disso, a comandante Crowley em seu calcanhar querendo uma confissão da detetive. O peso nas costas de Erin era tanto que pelo olhar de dor dela eu realmente acreditei que ela confessaria para à comandante toda a verdade. Hank cruzou um limite que não deveria ter cruzado, mas ainda assim não seria fácil a ideia de ver Erin virando as costas para ele, para o cara que a tirou das ruas e cuidou dela como se fosse uma filha.

Do outro lado temos um Voight munido com sua melhor armadura e escondendo/tentando lidar com o sofrimento de ter perdido o único filho. A conduta dele dentro do caso da morte do Evan foi impecável, visto a similaridade com o caso do Justin, mas ainda sim as coisas não estão boas para o sargento. Olive decide que é hora de ir embora da casa de Hank por não conseguir ficar onde existem tantas coisas que a fazem lembrar do marido, o que é até aceitável, mas foi duro ver o Hank implorar para que ela não fosse embora com o Daniel. Em pouco tempo Hank vai vendo tudo ruir ao seu redor e como se não bastasse isso, Crowley o leva até os silos para que ele confesse que matou Keith, o assassino de Justin. Preciso dizer que a ideia do corpo estar mesmo lá mexeu com meus nervos já que Erin tinha ido pra lá “pensar”. Deixei minha mente aberta durante essa sequência e confesso que ri da pose do Voight quando não encontraram nenhum corpo. Claramente formado em artes cínicas.

A cena do Voight aparecendo no apartamento da Erin deixa claro que ela realmente moveu o corpo para salvar a vida daquele que salvou sua vida anos atrás. A lealdade dela para com o Hank é visceral e ao mesmo tempo que é algo bonito de se ver, é um pouco assustador também.

img1

“Você salvou minha vida. Eu estaria morta aos 15 se você não tivesse me acolhido. Não tenho a menor dúvida disso. E eu sempre esperei para poder salvar sua vida.”

– Erin

Apesar da relação estar visivelmente abalada, Erin é agora a única pessoa que Hank tem e eu espero que os produtores tenham um cuidado em tratar a relação dos dois daqui pra frente. Com certeza esse assunto não será deixado de lado pela comandante Crowley, então nos resta esperar para ver onde tudo isso vai dar.

Foi um belo início de temporada, acredito que a carga emocional entre os personagens continue até que tudo seja resolvido. Além das coisas já ditas, vimos que Jay e Erin vão morar juntos e será uma nova dinâmica para o casal e nós esperaremos para ver como os dois irão lidar e como o Jay irá dar suporte à amada ao longo da temporada. Os demais personagens continuam sem plots definidos nesse início, mas eu já nem fico ansiosa com eles porque sempre os produtores começam um plot e não o desenvolvem corretamente, enfim….

PS: a cena de Casey oferecendo os sentimentos ao Voight foi simples, mas tão cheia de significados <3

Nos vemos em “Made a Wrong Turn”, então se você ainda não viu a promo, se liga só:

  • Dhiego

    O ator que interpreta o Voight é um achado. Nunca acompanhei outro trabalho dele, mas o cara engole todas as cenas. É uma intensidade quase palpável.

    • João Carlos

      Eu queria assistir a primeira temporada de Chicago Fire só para ver o Voight lá.

  • O que Jason Beghe faz como Voight é incrível, quando ele está em cena não parece atuação, parece que estou assistindo um reality show, e Voight não é um personagem, ele é real, seria legal (e justo) se o Emmy e Globo de Ouro superassem sua falta de compatibilidade com procedurais e pelo menos indicassem o Jason Beghe, assim como fizeram com o Simon Baker por The Mentalist, que é uma série que também não faz o estilo de GG e Emmy, mas relevaram isso e reconheceram o bom trabalho do Simon, seria justo se dessem esse reconhecimento ao Jason, embora eu acho isso improvável.

    Ps: Fiquei super feliz por você continuar com as reviews de CPD Bruna o/

    • João Carlos

      As facetas do Voight parecem que não são caricatas e sim reais. Jason faz um otimo trabalho.

    • Bruna Andrade

      Nossa Nicolas, eu não poderia concordar mais contigo. O Jason faz uma grande atuação que é até injusto não rolar uma indicação. Se o Emmy e o Globo de Ouro não reconhecem a qualidade e veracidade que ele dá ao personagem cabe somente a nós os fãs exaltar o ator maravilhoso que ele é e tem sido ao longo dessas quatro temporadas.

      Ah que bom que você ficou feliz hahaha comentários que nem o seu me fazem esquecer o cansaço e querer continuar fazendo as reviews. Obrigada Nicolas ;DDD

  • João Carlos

    Essa relação do Voight coma Erin ultrapassa qualquer barreira. Igual você relatou: é bonito de se ver, mas também assustador.
    Já quero clube da Luluzinha com Platt, Tay e Burgess.

    • Bruna Andrade

      Eu também quero esse clube. Seria um sonho? hahahaha

  • Monique Mello

    Não ficou claro o salto no tempo (duvido que tenha sido longo) mas o cabelo da Erin tá enorme. Isso me incomodou o episódio inteiro kkkk