Chicago Med 2×05: Extreme Measures

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Apesar de duas ótimas histórias, “Extreme Measures” acabou sendo um episódio irregular ao apresentar uma trama péssima envolvendo Nat, Reese e o Dr. Charles.

Vamos aos casos:

1 – Ignacio – ciclista atropelado por um carro.

A melhor trama do episódio foi a do atropelamento de Ignacio. Os roteiristas conseguiram aumentar o drama de forma orgânica, com o paciente piorando e com a impossibilidade da chegada de uma ambulância, levando Noah e Will a tomarem atitudes extremas.

Gostei muito de ver que Will pensou duas vezes antes de agir, sabendo que sua ação poderia causar consequências. Finalmente estamos vendo o personagem amadurecer e pensar antes de agir. Da mesma forma, gostei de ver como Noah, mesmo agindo corretamente, pode acabar se tornando um risco por ter ficado confiante demais depois de ter ajudado a salvar Ignacio. Nunca pensei que iria dizer isso, mas estou curioso para ver como Noah irá ser desenvolvido a partir de agora.

Além disso, o enredo ficou ainda melhor com o envolvimento de Rhodes após a chegada de Ignacio ao hospital. Os roteiristas estão fazendo um excelente trabalho ao desenvolver o relacionamento entre Rhodes e Will. Gostei de ver a maneira como o cirurgião conversou com Will antes da operação, em outros tempos uma discussão entre ambos seria inevitável.

A cereja do bolo, no entanto, foi a cena em que Rhodes, Noah e Will acordaram Ignacio para ver se o mesmo havia ficado com alguma sequela. A tensão no momento dos testes foi bem desenvolvida, e ver o choro aliviado de Will foi tocante.

2 – Pheobe – criança com perda auditiva.

Achei a história de Pheobe a pior do episódio. Desde a primeira participação da sua mãe já era possível notar que havia algo errado, assim não houve surpresa quando “descobrimos” que ela fugiu com a filha para evitar o suposto abuso do pai da criança.

O desenvolvimento da trama foi péssimo, com a menina ouvindo normalmente enquanto devia estar quase surda. Além disso, achei patético o fato da mãe pensar que não descobririam as antigas fraturas no seu crânio, ou que estavam usando nomes falsos.

Para piorar, com Nat descobrindo que o estado de Pheobe não era resultado de abuso, a trama ficou parecendo uma novela mexicana com a prisão da mãe.

3 – Olga Barlow – senhora com falta de ar.

Outro destaque do episódio foi a maneira como Choi lidou com a paciente idosa. Os roteiristas têm sido muito felizes ao desenvolverem o personagem, mostrando a sua rigidez militar, bem como a sua sensibilidade.

Gostei da forma como ele repreendeu Jeff pelo seu erro de diagnóstico, mas logo em seguida acalmou o aluno ao dizer que o mesmo estava lá para aprender. Além disso, a sua dinâmica com o dr. Charles se mostrou um ponto alto do episódio, já que a maneira como ambos se complementam é bem interessante.

Também gostei de ver que ele tentou de diversas maneiras descobrir a verdade sobre a situação da sua paciente, mas, ao contrário da maneira como dr. Charles age, não a enganou. Espero ver mais histórias com o novo chefe dos residentes.

O episódio foi sólido, mas poderia ter sido melhor se a trama de Pheobe tivesse sido omitida. Acredito que os roteiristas poderiam diminuir o número de casos por episódio, dando assim mais foco em histórias de qualidade e evitando tramas furadas que prejudicam o resultado final. Mesmo assim, gostei do desenvolvimento do relacionamento de Rhodes e Will, bem como da ótima trama de Choi. Assim, é certo dizer que o resultado final continua sendo muito positivo.

Observações finais:

1 – Acho uma pena os roteiristas não apostarem no relacionamento entre Will e Nina, gosto da personagem e gostaria de vê-la permanecer na série.

2 – Estou ansioso para ver o desenrolar do divórcio de Goodwin. A personagem é boa e merece mais destaque.

3 – Infelizmente Reese apareceu muito pouco nesse episódio. Será que um dia sua mãe irá dar as caras em Chicago Med?

Comentários da Bruna.

O episódio dessa semana foi bem melhor que o anterior. Começamos com os irmãos Sexton correndo para salvar a vida de Ignacio e logo em seguida recebendo a ajuda de Will e Nina. Um episódio que Noah finalmente não foi displicente e percebeu que precisa assumir responsabilidades e seguir as regras para a segurança tanto do paciente quanto dele próprio como estudante de medicina e futuro médico. Foi bom ver a interação dos irmãos durante os minutos que apareceram juntos em cena. Ainda sobre o caso de Ignacio foi difícil ver a preocupação que Will trouxe consigo durante todo o episódio e no final vê-lo tirar um peso das costas ao perceber que sua escolha tinha salvo a vida do paciente. Will começa a ganhar meu interesse e preciso dizer que amei a cena final dele com Nina. Tão simples e tão leve como ele nunca foi antes.

O caso de Olga Barlow foi triste, mas também serviu como uma crítica. Nós vivemos num mundo onde boa parte das pessoas vivem uma realidade que não lhes é possível, vivem de aparência porque é o que se precisa para se encaixar perante a sociedade. Viver de aparência não é só para uma determinada idade, mas para todas como vimos no caso. É triste, mas é tão real e tão próximo a nós que me deixa nauseada essa necessidade que algumas pessoas tem de que ter coisas é melhor do que ser alguém. Só para não deixar de falar algo sobre o caso da semana da Natalie, preciso dizer que meus sentimentos terminaram bem parecidos com o da Sarah apesar de entender perfeitamente a situação como um todo. Foi uma sucessão de tristeza, pela menina, pela mãe, pelo pai, por tudo.

E para finalizar, preciso dizer que o final foi maravilhoso. Estou adorando as novas interações que estão pondo os personagens para desenvolver nessa segunda temporada. A dinâmica entre Connor e Sharon no final foi tão leve quanto a do Will com a Nina. É esse tipo de equilíbrio entre as pressões/problemas do trabalho e alegrias que vai conduzindo a série dentro de um caminho agradável de se assistir a cada semana.

  • Dhéo

    Pessoal, parabéns pela review! Achei o episódio morno…nao me envolvi em nenhuma trama, mas a pior foi a da menina com problemas auditivos. Se ela estava praticamente surda como ouvia mto bem a Natalie e a mãe? Incoerente o plot. Gostei da interação do Rhodes e da Sharon. Will eh so alegria e Reese ta apagadinha.

  • ENELIR

    Não consigo gostar do Noah,seja o que for que ele faça não me agrada a participação dele na trama.Amando Will e Nina juntos(espero que os autores não afundem o personagem da Nina em favor do da Nat,afinal ela já teve a chance com Will e não aproveitou) .Gostando também do respeito crescente entre Will e Connor sem brigas e gritarias,quem sabe mais tarde surja uma amizade entre eles?