Chicago Med 2×02: Win Loss

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Think less, listen more.

“Win Loss” começou exatamente de onde “Soul Care” terminou e sinto muito profundamente por quem continua shippando Will e Nat. O segundo episódio nos mostrou novas e mais profundas camadas de alguns personagens.

Dos quatros casos da semana, pra mim os mais interessantes foram o que envolviam a vida de dois bebês. Pra mim, o saldo positivo envolvendo os dois casos foi o tema tratado: o transplante de órgãos em bebês. Durante a primeira temporada tivemos casos de transplante, mas foi em adultos. Então ter essa temática abordada foi um aspecto positivo, porém foi muito mal executada.

Quando Connor vai até Natalie e pede que ela converse com os pais da Alicia a respeito da doação de órgãos quando na verdade ainda não se tinha a confirmação dos resultados dos exames da pequena, pra mim foi o primeiro erro do episódio. O segundo erro veio quando Natalie – que tinha acabado de dar um sermão no Connor – foi conversar com os pais da Alicia. Sério? Que contradição foi essa? Cadê a ética médica e o respeito com o paciente e a família dele?

Não vou ser uma megera e dizer que o Connor devia desistir Timmy, porque a função dele é salvar vidas, mas como tentar aceitar a justificativa que ele deu pra Natalie? Felizmente Alicia tinha botulismo e era tratável e o Connor vai ter que continuar esperando por um novo match com o Timmy na lista de transplante.

Os pontos positivos do episódio para mim ficaram por conta de Reese e do Will.

Começando com Reese, eu preciso dizer que Rachel Dipillo continua cumprindo seu papel perfeitamente e cada vez mais Reese se torna a minha personagem preferida dentro da série. Essa semana, a pupila de Dr. Charles mergulhou no universo da psiquiatria de cabeça e o comportamento dela é perfeitamente normal. Digo por experiência própria que quando começamos a estudar a psique e tudo que está ao redor dela, se torna automático analisar todo mundo que está à nossa volta. Rachel já havia me convencido na primeira temporada e agora tem um novo desafio que é fazer a Sarah Reese se apaixonar pela psiquiatria do mesmo jeito que ela foi pelo o PS.

Destaquei o Will positivamente só pelo fato de terem tirado um pouco a infantilidade dele nesse episódio. Vê-lo ter que correr atrás para encontrar alguém pra dividir o ap foi ótimo só por Maggie ter tirado uma com a cara dele. Mas a parte que mais me agradou foi que o Will estava leve nesse episódio, livre de todo o drama envolvendo o tão conhecido triângulo amoroso. Além disso, tivemos a introdução de Nina da patologia e preciso dizer que sei que os produtores vão acabar jogando os dois na cama, mas ela é ótima. Trouxe uma nova dinâmica ao Will e ele simplesmente é ele, sem pisar em ovos e todo aquele drama que rola quando a gente está apaixonado por outra pessoa. Espero que construam essa relação dos dois de uma maneira agradável e não joguem os dois simplesmente pra flertar, tomar uns drinks e ir pra cama.

Falando em Will e drama amoroso, temos Nat e Jeff. Olha, tem gente odiando o fato dos dois terem dormido juntos e ainda mais por ela ter voltado pra casa dele no final do episódio, mas sinceramente o fato de Jeff ter sido um grande amigo do marido da Natalie não é um motivo pra eles não ficarem juntos. Há uma afinidade entre os dois que não aconteceu com o Will durante toda a primeira temporada.

A única coisa que me preocupou durante o episódio foi ver que Choi ainda precisa de um acompanhamento psiquiátrico para lidar com todos os traumas da guerra. Uma caderneta que nada mais é que um registro de mortes é triste. Ethan precisa se tratar e já sabemos isso faz um tempo. Eu gostei de vê-lo contracenar com o Torres e ficaria feliz de vê-lo de volta em outros momentos, afinal o cara passou mais credibilidade em um episódio do que o Noah em todos que ele já apareceu.

Enfim, pra mim tivemos uma queda da semana passada pra essa, mas ainda pudemos tirar coisas positivas do episódio.

Observações do Aurelio:

O meu destaque positivo foi ver Reese analisando a tudo e a todos. Apesar de não gostar da ideia de vê-la como residente de Psiquiatria, achei divertido os roteiristas usarem o lado estudioso da médica para transformá-la em uma máquina de diagnósticos psiquiátricos. Talvez Reese precise ler um pouco de Machado de Assis, Freud e ouvir Caetano Veloso, pois todos afirmaram: “de perto ninguém é normal”.

O pior momento do episódio foi a forma como Nat e Rhodes lidaram com a possibilidade da paciente da pediatra ser uma doadora em potencial para o paciente do cirurgião. Se não bastasse Will ser o médico mais antiético do hospital, agora Nat achou que seria prudente falar sobre doação de órgãos antes de ter os resultados dos exames da sua paciente?! Para piorar, ela já havia dado um sermão Rhodes sobre o quanto essa atitude era errada, achei contraditório vê-la longo em seguida conversando com pais da sua paciente sobre a possibilidade. Acho que os roteiristas erraram ao tratar essa trama dessa forma. A impressão que tenho é que os médicos de Chicago Med precisam de um curso sobre ética médica.

Se liga na promo do próximo episódio, “Natural History”:

  • Dhéo

    Esse episódio foi um dos mais fracos…assisti no automático. Nat e Jeff argh! kkkk Rhodes como sempre me dando mto sono…cenas dele zzzzz. Já a Reese é só amor. Gostei como estão lidando com essa nova área médica dela. Pra mim o ponto alto do episódio foi a cena dela ouvindo a conversa da Meg e da outra enfermeira (esqueci o nome kkkk). Hilária!!! Ponto positivo para o plot do Will, apesar q mal conhecemos a mulher lá do laboratório e já rola um clima. Mas se for pra fazer direito, torcerei. Vlw Bruna e Aurelio. Adoro a review d vcs.

  • Luana

    Pode me chamar de megera mas eu estava torcendo pra nem dar combinação entre os dois bebês. Meu Deus!!! Em que mundo que eles vivem??? A médica ir pedir pra testar os sangue pra possível combinação de transplante. Oi???? E depois a família cercando, agourando a recuperação da menina… se fosse minha filha eu acho que surtava.
    Acho que faltou a mínima dose de bom senso ali.
    No início quando a Reese a começou a diagnosticar o namorado pensei que ia bancar a mala o episódio todo… e depois bicando a conversa das colegas enfermeiras??kkkk… ainda bem que o Charles veio e ajudou ela…