Ballers 2×04/05: World of Hurt/Most Guys

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Parece que Spencer e Joe mexeram em um vespeiro que eles ainda não têm cacife para brincar. Andre Allen pode ser um canalha (não sabemos) e pode até não ser o melhor empresário do mundo, mas uma coisa está mais do que clara: ele é absolutamente implacável. Ao menor sinal de ataque da Anderson Financial Management ele tirou as cartas da manga e veio para o ataque com tudo.

Curiosa a forma como Spencer aceita perder Ndamukong Suh para o rival, como uma tentativa de trégua. Se pensarmos que a inauguração do restaurante do jogador foi o início dessa segunda temporada, coroando um bom trabalho do ex-jogador, a derrota é especialmente doída. Ao ganhar Terrel Suggs e segurar Spice Adams, ele perdeu uma das grandes estrelas defensivas da liga atualmente, e é um baque para os negócios.

No lado positivo, porém, Vernon não foi demitido, em uma atitude clássica dos Dallas Cowboys, time que adora se apegar a jogadores com grandes nomes! Ponto para Reggie, que acabou não sendo punido pelo seu erro. Além disso, foi também um grande alívio para Spencer, que precisa ficar cuidando de seu cliente o tempo inteiro. Tenho a impressão de que eventualmente é ele quem vai querer se separar de Vernon, tendo em vista a quantidade de problemas que ele atrai.

Outro jogador que parece atrair muitos problemas, é um que ainda nem está na liga: Travis Mach! Foi uma parte meio maluca do episódio, mas que serviu para desenvolver um pouco o tipo de empresário que é Jason. Engraçado, pois ele é muito mal explorado e teve apenas um episódio de relevância na temporada passada. O relacionamento dele com essa jovem estrela deve ter esse efeito também, de aumentar o escopo do personagem.

Algo que me deixou bem curioso, mas foi pouco explorado até agora é a oferta de trabalho que Tracy recebeu da ESPN. Ela vai terminar o relacionamento com Spencer? O relacionamento dos dois sempre foi delicado, uma vez que o jogador tem acesso privilegiado a atletas que a jornalista tem muito interesse em ter informações privilegiadas, como o destino de Ricky ou o motivo da lesão de Vernon.

O destino de Ricky Jerret, por sinal, é algo que deve seguir o coração do atleta, como parte de um processo de amadurecimento do mesmo. Nesse momento, porém, o principal problema do recebedor parece ser mais do que isso: sua vida pessoal. Abandonado por sua esposa, e agora entrando em conflito com seu pai, Ricky parece precisar de uma voz experiente ao seu lado, e Spencer pode ajudar muito nesse momento de sua carreira.

E Charles, pobre Charles. Depois da adrenalina e da emoção no fim da temporada passada, o jogador acabou dispensado dos Dolphins, em um misto de conformismo com alívio. Confesso que estou um pouco confuso sobre os rumos que ele toma nessa temporada, e a aposentadoria definitiva parece iminente.

2×05: Most Guys

Em um episódio um pouco mais pesado, somos imediatamente jogados no calvário de problemas que atingem ex-atletas, dessa vez: o quadril, uma região que realmente é fonte de muitos problemas na NFL. Spencer, porém, lida com o assunto da pior forma possível, ignorando o tratamento e procurando apenas a solução paliativa das drogas. O grande problema é que isso pode trazer consequências muito mais sérias que o ex-atleta ignora veementemente.

Spencer age profissionalmente de forma infinitamente mais cautelosa e cuidadosa do que o faz em sua vida pessoal. É como se ele tentasse de todas as formas evitar que seus clientes caiam na mesma barca furada que ele próprio se meteu, e que é questionada ao fim do episódio pelo representante da Associação de Jogadores da NFL, curiosamente vivido por Rick Hoffman, que também interpreta um advogado na série Suits. Fato é que ele realmente tem motivos para duvidar de Spencer, e não só no passado, mas no presente. Enquanto o ex-defensor não colocar a própria vida em ordem, é muito difícil tentar colocar a dos outros no lugar.

Charles, por exemplo, foi procurar o Siefert para colocar os últimos pingos nos is e descobriu uma excelente oportunidade para trabalhar com o que ama, ao mesmo tempo em que se adapta à vida fora dos gramados. O mais engraçado é pensarmos que esse é um plot que pode evoluir muito em futuras temporadas, e não me parece tão distante assim ver Charles terminando a série como treinador principal de algum time!

O que dizer então de Ricky, que encontrou alguém para se aconselhar, não com seu amigo Spencer, mas justamente com Isabella! Aquilo pareceu apenas o gostinho de algo a mais, e o recebedor vai lutar para ter sua ex-esposa de volta, não tenho dúvidas.

Enquanto isso, o plot envolvendo Travis Mach continua evoluindo. O jogador é jovem e talentoso, mas tem muito o que aprender com Spencer. A liga de futebol americano está cheia de jogadores arrogantes e malucos, mas somente os que são MUITO talentosos sobrevivem. A grande maioria são atletas extremamente dedicados, que passam mais tempo treinando do que massageando o ego. Basta pensar que durante os trabalhos de pré-temporada os plantéis têm 90 jogadores. A temporada regular porém, só permite 54, portanto quase a metade será cortado. Desses 54, ao menos 10 vivem em uma bolha constante, com medo de serem cortados a qualquer momento, e todos eles sabem que existem centenas de outros jogadores que dariam a vida por aquele espaço em um time profissional. Portanto não existe espaço para egos superinflados como o que Travis apresenta antes mesmo de mostrar algo em alto nível. Resumindo em uma frase: Não seja o próximo Johnny Manziel.

PS: O plot envolvendo Joe e Reggie foi….Estranho. Não é uma dupla muito boa, mas parecem ser os dois personagens que estão “sobrando” no momento, e que ficaram muito marcados na primeira temporada.

  • Alan

    Concordo plenamente com o PS. A segunda temporada começou bem, mas no momento está insossa. Não faz rir, não tem drama. Temos alguns momentos de uma boa série e o restante de algo morno, que não definiu para onde quer ir.