American Horror Story: Roanoke 6×07: Chapter 7

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Aos que tem fome de medo eu ofereço o horror em sua forma mais bruta, cruel e purulenta.

“Aquela pessoa caminha por uma longa estrada de terra no meio de uma área deserta de um pequeno vilarejo. A caminhada é natural e diária, faz parte de sua rotina e sombras e barulhos não costumam lhe incomodar. Porém, naquela noite em especial, alguma coisa estava desconfortável. A pessoa não achou que se tratasse de medo, pelo menos não num primeiro momento. Deu muitos passos debaixo da garoa fina antes de perceber que aquela angústia era pavor. Entre todas as sombras que ela conhecia tão bem, havia uma que se movia entre as árvores de um jeito diferente e quando o ar lhe faltou e ela pensou finalmente em correr, um assustador silêncio fez-se sobre a noite e alguma coisa estava logo a sua frente, respirando.”

Para entendermos de uma vez por todas a diferença que existe entre terror e horror, podemos usar o final desse primeiro parágrafo como base da experiência. Se estivéssemos acompanhando uma obra onde o terror fosse o norte primordial, assim que essa pessoa levasse o susto de deparar-se com alguém, nós só ouviríamos sons, contornos e a ação seria interrompida ali, deixando para nossas mentes o papel de imaginar os eventos futuros. O terror é um gênero que privilegia o clima, o invisível, a espreita. Porém, se essa fosse uma obra conduzida pelo horror, o susto seria sofrido aos berros, a câmera se voltaria para o que surgiu no meio da estrada e veríamos, em close, um monstro nojento, uma criatura sanguinária, uma outra pessoa desfigurada ou um assassino mascarado segurando uma foice. A ação não seria interrompida ali, porque o horror demanda vísceras e o corte final seria depois de uma cabeça rolando ou de um monte de tripas brilhando. O horror é apelo e ele não tem medo de ser vulgar.

HORRORizados 

Os primeiros registros do gênero surgiram nos anos 1700 com a literatura gótica. Mary Shelley, Bram Stocker e Allan Poe  são conhecidos até hoje por conta de suas histórias sombrias, acinzentadas e ornadas com criaturas horripilantes. O Frankstein de Mary Shelley era um homem feito de pedaços de outros e o Drácula de Stocker era um bebedor de sangue que se transformava num morcego. As origens fantásticas do horror foram estabelecidas aí, nessas raízes medievais, e essa plataforma sofreu pequenas alterações e repartições conforme a arte foi sendo amplificada na civilização. Porém, é uma plataforma que nunca foi esquecida.

O vídeo acima é daquele que é considerado o primeiro filme de horror da história. Dirigido por George Méliès, chama-se The Haunted Castle e reúne em pouquíssimo tempo uma quantidade considerável de elementos do gênero em questão. Temos um vampiro, um demônio, fantasmas e sequências que mostram de forma clara a interação entre esses elementos fantásticos e os personagens que “sofrem” esses ataques. O horror, lá em 1896 (ano do filme), já estava ditando as regras do que seria visto no mundo contemporâneo.

American Horror Story --- Chapter 7
American Horror Story — Chapter 7

American Horror Story deu espaço para cada um dos aspectos essenciais do horror – e também de seus subgêneros – desde a primeira temporada. Murder House invocava o mito dos espíritos presos a terra, que sempre foi uma base sólida do gênero desde sua origem. Quando avançou para Asylum, o show flertou com o expressionismo alemão e seus ângulos de câmera bizarros, as distorções de perspectivas e uma representação da realidade segundo uma ótica metafórica que acabou norteando a série por todos os anos seguintes. E o expressionismo alemão é muito responsável por dar ao horror uma camada dramática que o elegantizou, que o validou enquanto manifestação artística. Foi muito dessa atmosfera que norteou Freak Show, uma temporada que trabalhou muito com deformação física e psicológica, um aspecto importantíssimo do horror, que une elementos que vão desde Browning a Hitchcock. 

Coven e Hotel valorizaram a ligação com os subgêneros. Coven lidou com o oculto e Hotel experimentou uma dose de Slasher. Ambas temporadas nervosas, que abraçaram o máximo possível de referências do gênero, mas que nunca deixaram sua gênese para trás. Nenhuma das temporadas de American Horror Story “não fez horror” e nenhuma delas deixou de fazer terror. Cada uma tem sua característica mais marcante, mas remetem aos mesmos elementos que fizeram nascer esse pequeno filme que vocês puderam ver no link lá em cima. Roanoke, contudo, construiu-se em torno de dois outros subgêneros do horror, bastante contemporâneos, e que traduzem perfeitamente o sentido da expressão “apelo visual”. Bem-vindos a temporada que usa o “found footage” para exibir um macabro e impiedoso “torture porn”.

American Horror Story --- Chapter 7
American Horror Story — Chapter 7
A “Verdadeira” História de Horror Americana 

As pequenas promos de divulgação que o FX exibe dessa temporada sempre dizem que essa é a “verdadeira história de horror americana”. Eles dizem isso não porque se trata de um ponderamento sobre a quantidade de horror visto em outros anos, mas porque a história da colônia de Roanoke é a referência mais antiga que os americanos têm a respeito da própria mitologia sobrenatural. De fato, essa talvez seja a temporada mais enraizada na cultura norte-americana e por isso – como bem insinuou Audrey  – ela também acabou sendo a mais violenta.

Depois de passar por tantas formas de exercer o horror na dramaturgia (e de trabalhar na maioria das vezes com drama psicológico), Murphy e sua equipe resolveram fazer do sexto ano (o ano com o número 6, exibido em 2016) um ano diferente em tudo: forma e conteúdo. Era uma junção de fatores que tornavam esse novo investimento conceitual completamente viável. E provavelmente, quando eles pensaram em como tornar essa temporada especial, o raciocínio foi: sexto ano, 2016, número seis em tudo, forças malignas, história clássica americana… E qual a forma de horror mais vigente na cultura americana hoje em dia? Found footage e torture porn.

Assim, passamos cinco episódios acompanhando My Roanoke Nightmare e depois da virada do episódio 6 (ele de novo), passamos a acompanhar o que teria acontecido com atores e figuras reais após toparem voltar ao lugar onde os primeiros eventos tinham acontecido. A referência a Bruxa de Blair é direta e clara (inclusive na pequena cena de Audrey essa semana), sobretudo porque o filme de Sanchés e Myrick pegou o gênero do horror e deu a ela outra forma de existir. O filme da “bruxa que ninguém vê” é terror em essência, mas com detalhes do horror por toda a parte. A brincadeira é acreditar que a história do “as filmagens foram encontradas tempos depois” é verdadeira.

Uma vez arrumada a transição, essa semana o show pegou essa base do “filmagem encontrada” e deu a ela doses a mais, cavalares, de exploração da violência visual. O nível de gore foi tão alto que eu provavelmente devo ter tapado os olhos com as mãos em 70% do episódio. Os dedos meio separados, vendo sem querer ver, mas certo de que Murphy sabia exatamente o que estava fazendo. Por causa desse torture porn opressivo (oriundo de filmes como Jogos Mortais e O Albergue), dos fantasmas, das entidades, das mutilações, todos concentrados num só episódio, Roanoke pode ter feito mais horror nessa semana do que em todas as outras temporadas juntas.

The Real Blood Moon 

A imprevisibilidade de Roanoke tem sido tão marcada que nunca imaginei ver Sidney morrendo já em Chapter 7. A roteirista Crystal Liu foi espertíssima ao trazer Agnes para ser a estrela da semana. Quando colocamos em perspectiva o plot de My Roanoke Nightmare, percebemos que A Açougueira queria um confronto com as pessoas que estavam “na sua propriedade”, na sua “terra”. E a ação se dividia entre a casa, os Polks, a colônia, tudo em convergência. Essa semana tudo isso se repetiu, na mesma cadência, com uma ou outra diferença no percurso, mas com a mesma atmosfera e novas motivações.

Kathy Bates é uma atriz de detalhes e é simplesmente maravilhoso vê-la fazendo Agnes alternar entre “a atriz” e “a personagem” em questão de segundos. Às vezes ela é a atriz com a alma da personagem, em outras vezes é a personagem com as emoções da atriz e tudo isso com angústia, com aquele sotaque indo e voltando, com humanidade e crueldade saindo das sombras como num dia de vento. Agnes, enfim, quer a mesma coisa que A Açougueira: sua “terra” de volta, aquela que Sidney lhe roubou, mas que não é literal e sim metafórica. A terra de Agnes é a TV. E ela só queria voltar. 

A brilhante correlação em conjunto com a brilhante atuação de Bates já seriam suficientes para tornar esse episódio um verdadeiro clássico. A crítica americana caiu aos pés do show e Roanoke já pode ser a segunda temporada mais bem-sucedida de todas. Como era de se esperar, a despeito de todo a carnificina que faz com que o episódio possa ser considerado superficial, não só ele está consciente de todo o seu background, como também pensa cautelosamente em como vai trabalhar as as camadas que surgiram com o intrigante recurso metalinguístico. 

American Horror Story --- Chapter 7
American Horror Story — Chapter 7

Já ficou claro para mim que não veremos os fantasmas sendo tratados de forma íntima. Eles vão aparecer de modo distanciado, numa manobra do roteiro que de forma muito inteligente, protege as atuações e o conceito da primeira parte do show. Pensem… Não importa a verdade, importa a nossa perspectiva dela. Então, nem o nobre do túnel, nem a bruxa da floresta e acho que nem mesmo a Açougueira vão ser tratados de modo aproximado. E nessa mesma busca por unidade, os Polks surgem com novos atores famosos, porque eles estão vivos e não podem ser “mal interpretados” com segurança. 

Robin Weigert passa longe da delicadeza de Frances Conroy, mas a Mama Polk do mundo real não poderia ser romantizada mesmo. Ela coloca Monet e Audrey para comerem partes de Lee, numa outra sequência perturbadora e cheia de camadas conceituais. Monet come um pedaço de sua personagem. Lee é devorada pela atriz que a viveu. E Audrey pedindo cocaína, sendo obrigada também a comer um pedaço da antagonista de Shelby… Toda a sequência entre elas, saindo da casa, encontrando as vísceras de Sidney, o corpo de Rory, indo parar com os Polks, tudo extremamente tenso, incômodo, vindo sem nem nos dar chances de respirar. 

E não pudemos respirar mesmo. A coisa toda com Shelby me tirou completamente do eixo. A motivação do Matt para voltar ficou clara, assim como algumas outras. Alguns andaram reclamando disso sem parar pra pensar que as respostas poderiam vir. Matt voltou pela bruxa, Shelby só voltou quando soube que Matt ia voltar. Lee voltou para se redimir e isso é motivo suficiente para quem foi acusado de assassinato. A sequência de Matt sendo esmagado (na mesma semana em que Negan esmagou cabeças em TWD) foi de dar nervoso. Lily Rabe levou o desespero da personagem para o lugar certinho e nada deixou de ser crível. Mais uma vez, o roteiro se planeja e temos a verdadeira Shelby sendo cuidada pelo falso Matt, numa forma peculiar que a história encontra de levar os personagens sempre para o mesmo lugar. 

Enfim, tomados de horror, somos levados ao momento final, quando Agnes se depara com a verdadeira Açougueira e se despede da trama. O nível de violência desse episódio foi tanto que me levou a suspeitar que talvez não estejamos vendo 100% da verdade. Se sim, será uma coisa corajosa para danar, mas se não, pode ser que mais metalinguagem se esconda em algum lugar. O que sei é que Roanoke conseguiu coisas estupendas para o show: surpreender, intrigar, chocar, oferecer baldes e mais baldes de sangue, mas sem nunca perder de vista o seu objetivo principal, que é contar verdadeiras histórias de HORROR americanas. 

> Teorias Bizarras de Westworld!

Roanotes: Também ficou perceptível como o roteiro se preocupou em justificar o uso daquelas câmeras na mão (todas de celular, realmente). 

Roanotes 2: O que é mais importante que tempo de tela? Cuba indo bem no show  até agora… Mas, se essa é uma máxima hollywoodiana, o que pensar do pouquíssimo tempo de tela que Finn Wittrock e Wes Bentley tiveram? 

Roanotes 3: Ryan Murphy declarou que a Bruxa da Floresta é a primeira suprema e que ela voltará em uma temporada futura. Sendo assim, acho que dificilmente veremos seu rosto a ponto de identificarmos quem a interpreta. A atriz para tanto ainda não deve ter sido escolhida. 

Roanotes 4: Brad Falchuk disse que o episódio 10 será muito diferente de todo o resto da temporada. Ou seja, vem mais twist por aí…

  • Matheus

    Pra mim já superou Asylum como melhor temporada

  • Vinicius Zambianco

    Adorei a review e as referências contidas nela.
    Na minha opinião ainda acho que é tudo uma “armação”, no episódio passado quando mostrou aqueles aviso com “Essas são as cenas reais do que houve em Roanoke com um sobrevivente” me pareceu mais uma armada. Faria sentido colocarem os atores+os personagens reais, e a mistura com Found Footage é uma prova pra mim. Espero que não seja isso, porque pra mim tá muito na cara.
    To adorando a temporada, só queria uns episódios com 40-45 minutos.

  • ♚ Lena

    Quem é a Moça Fantasma que aparece no primeiro frame junto à cabra?
    Emily?!
    Vendo o sétimo episódio de AHS pensei que Agora os roteiristas trabalham com o reverso. Já sabemos quais são os perigos e os personagens não. Ao mesmo tempo sabemos que eles morrerão. Mas quero saber como. E como os perigos realmente são, se parecem. Que experiência interessante
    As caracterizações da dramatizações eram mais limpas. As dos fantasmas reais mais sujas. Feias. Como se tudo que passa na TV fosse obrigatoriamente clean. Foi até uma autocrítica. Interessante que os filmes do diretor de invocação do mal são deste estilo e fazem sucesso. É a atualidade. E os filmes dos anos 80 eram mais sujos.

    • Gustavo Nagipe

      Acho que a fantasma do início é a Priscila.

  • Camila

    Eu só acho que eles deviam soltar todos os episódios de uma vez porque eu não aguento de curiosidade pra saber o que vem por ai.

  • Gustavo Nagipe

    Tá rolando uma teoria pela internet de que 3 days in hell também seria uma temporada produzida e que, na realidade, é todo mundo ator e nada daquilo ali está acontecendo de verdade. Espero de coração que isso não se concretize, pois seria a broxada do século.
    Roanoke tem sido um temporada incrível e torço pra que não acabe morrendo nos próprios erros.
    Agora, vamos combinar que Shelby filmando sua provável morte pelas mãos da Agnes ficou muito trash, parecia a morte da Ariana Grande em Scream Queens. Foi de revirar os olhos.
    Tô muito na torcida de que Lee seja a sobrevivente e acabe sendo acusada de ter matado os demais. Nada de final feliz, titia Murphy, por favor.
    Por fim, como é bom ler tuas reviews, Henrique. O que mais tem é texto por aí que só sabe elevar uma ou outra temporada, esculachando as demais. Adoro esta série, e todas as estórias tiveram seus méritos (o que não impede de termos uma preferida, claro).

  • Essa temporada está fantástica. Finalmente voltei a asssitir a série com gosto e ansioso pelos próximos episódios (o que não acontecia desde Coven).

    E esse último episódio foi realmente aterrorizante. Deixou a premiere de TWD parecendo brincadeira de criança. Lily Rabe dando uma lição de como explodir cabeças. kkkk
    E trocendo ainda para uma participação especial de Jessica Lange para fechar a temporada com chave de ouro. A esperança é última que morre literalmente em AHS

  • Paola Di Castro

    O Finn apareceu nessa season já? Nao lembro..

    • André

      Ele apareceu nesse ep muito pouco como um dos Polks reais,pela promo parece que no proximo iremos ve-lo bem mais.

  • André

    Essa temporada se jogou no survival horror,pra isso ela teve que deixar um pouco de lado o drama e o desenvolvimento excessivo de personagens o que acho isso muito bom. Um fator que sempre adorei em AHS foi isso de ficar torcendo pro nosso favorito nâo morrer pois sempre sobreviveram poucos personagens e a reta final das temporadas sempre foi um mata mata.
    Sabem me dizer se o Matt Bomer ainda vai aparecer? Fiquei sabendo até que Taissa e Emma iriam aparecer,falam que vai aparecer tanta gente depois acabam aparecendo o que a gente menos espera,nunca imaginei que a Rabe e a Conroy voltariam nessa temporada

  • Marcelo

    Na metade dessa temporada pra mim já era a melhor e a cada episódio vai ficando melhor, melhor temporada já <3

  • João Carlos

    Sensacional esse episódio. Angustiante e intrigante ao mesmo tempo.

  • Samantha Pistor

    Sou uma das culpadas por ter reclamado das motivações dos personagens para voltar sem antes esperar os próximos episódios. Mordi a língua e com prazer, porque o arco foi fechado direitinho. Nunca mais duvido do roteiro de AHS na questão detalhes.

    Eu fiquei tensa em todos os episódios até agora. Não teve um que eu não baixei o volume, desviei o olhar e senti medo. Talvez o sexto, que foi o único que focou na transição e, mesmo assim, as enfermeiras me deram um sustaço quando mataram o Rory.

    Eu acredito que isso é uma produção do tipo “Atividade Paranormal” ou “Bruxa de Blair”. Acredito que toda a segunda parte foi encenada e que na verdade é a segunda temporada do show. Também acredito que todos são atores e que a graça é que parte do elenco são amadores nunca visto e parte atores conhecidos, que deram as entrevistas para dar um fundo de verdade no show.

    Mas isso é AHS, então só vamos descobrir no final da temporada. E que temporada. amo todos os episódios e conto o dia para a próxima semana.

  • Alexandre Zanini

    Tem algo cheirando a noite das brincadeiras mortais essa temporada sei não

  • Marco A

    Só eu achei muito ruim o fato da Agnes ter levado uma surra do Cuba, um tiro, escapar como um ninja e ainda aparecer super bem depois matando todo mundo? Outro fato que me tirou totalmente do episódio foi o arrombo de raiva da Lily Rabe esmagando a cabeça de Matt, achei um pouco forçado demais, sem uma tentativa de entender o que acontecia.
    Gostei dos Polks e também da chegada da Açougueira verdadeira.

    Ps.: melhor frase – ” Não sou deste país, não estou acostumada com isso!” – Audrey.

  • Capitã Marvel

    Achei esse episódio melhor que o anterior e talvez o melhor da temporada! Espero muito que seja Shelby a unica sobrevivente, mas também consigo imaginar a Lee, mas na verdade to achando bem viável a teoria de que é ainda tudo uma série, que essa é mesma a segunda temporada e que essa sensação de realidade é tudo uma farsa, e esse seria o twist do episódio 10.

  • yuji kuroda

    Depois desse episódio reforço o meu pensamento que tudo é armação e estamos diante de outra camada do show. O que me faz pensar isso são vários motivos:
    1) Os atores estão agindo de forma semelhante ao que aconteceu anteriormente, mesmo os que já passaram pelo suposto Nightmare ‘real’.
    2) Muita filmagem…queria só ver, quando tiver alguém te matando, você se preocuparia em filmar? Acho que não.
    3) Atitudes não tão coerentes…como Shelby matando o Matt, Item 2).
    4) Agnes e sua disposição após ter levado tiro e porrada kk.

    *Teoria: Acho que tudo foi realmente criado, até a história inicial e nada nunca aconteceu com nenhum dos personagens.

    Apesar de tudo, não vejo tudo isso como defeito, pois acredito que isso de certa forma faz parte da experiência que AHS nos proporciona a cada ano e, por isso estou aqui, para me chocar com esse formato distinto, personagens, histórias etc. Estou gostando muito do que vi até aqui e cito um trecho da review: “Não importa a verdade, importa a nossa perspectiva dela.” 😀

    • Walber Lima

      Eu não acredito que seja tudo encenação, além de tirar toda a graça da temporada, não condiz com o universo que AHS criou, de que realmente os espíritos matam e fazem miséria mesmo, tudo que acontece é bem real para mim dentro da mitologia da série.

      Agora que terá um twist final sobre o documentário isso sem dúvida. Em AHS a trama se resolve no penultimo episodio em geral, e segundo o que vi no IMBD nos créditos do episódio 10 provavelmente o último episódio será tipo o 6, para fechar a série.

      – Sobre o 1 e 2 : Talvez porque tudo que aconteceu na encenação realmente aconteceu e imagina você passar por aquilo e todo mundo debochar e não acreditar depois na sua versão, as filmagens seriam necessárias.
      – Sobre o 3 e 4 : Acho que você ficaria surpreso o que Raiva + adrenalina do momento + loucura são capazes de fazer

      • Yuji

        Concordo que os pontos que eu citei podem ser todos desmentidos facilmente rs, mas os apontei apenas por sentir que algo não estava coerente para mim. Caso tudo se mostrar verdadeiro, irei aceitar tbm.
        Eu não acho que tiraria toda a graça da temporada, pois todo ano nós assistimos a mesma coisa (um história encenada por atores e sabemos que nada daquilo é real, porém nossas reações são o que importam), e nesse ano não é diferente…eles só estão usando isso dentro do próprio show.

    • Vine

      Só achei nonsense a mulher levar uma baita cutelada no pescoço/ombro, levar um tratamento porco e ficar andando e conversando de boas por aí. E depois ter corpo pra dar 500 pauladas no cara e continuar de boas conversando e chorando por aí, rs. A não ser que seja outro inception, daí da pra relevar.

      • Yuji

        Também achei estranho, ainda mais depois de ter levado a cutelada, eles baixaram a guarda e foram dormir. E depois de levar a cutelada realmente parecia q nada tinha acontecido com ela. O corte pareceu muito profundo na cena pra ela n sentir nada depois. Parece que tem algo desconexo aí.

    • Samantha Pistor

      Existe outra coisa sutil: Dominic diz que vai ser o vilão do RS. Pouco tempo depois, ele vê o Matt indo encontrar a bruxa, chama a Shelby para ver (tipo, a mulher acabou de tomar uma cutelada e você mostra que seu marido está com outra?) e não bastasse isso, além de não ter tentado impedir a Shelby de matar o Matt, fica de boas, como se o surto da Shelby fosse tranquilo.

      Ou isso é falha do roteiro de AHS ou é falha do roteiro do RS Roanoke. Prefiro esta segunda opção.

  • vinland

    O Elenco feminino realmente roubou a serie pra elas. Todas estavam otimas nos seus papeis.

    Chorei de rir com Audrey quando ela fala: ” Nao sou americana, nao estou acostumada com essa matança” kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

    • Marcos

      Pensei q só eu tinha achado engraçado essa frase. Melhor fala do episódio. No meio de todo o horror ainda tem espaço para rirmos muito.

      • vinland

        E acho que voltei essa parte umas tres vezes kkkkkkkkkk Ri demais !

  • dilds

    Eu ameei o ep. Que bom que a virada não levou a série pra aquele pastelão esquizofrênico de cultura pop como tinha falado. Dito isso, não achei tão assustador o ep…e até divertido em muitas cenas. Tipo a Audrey estereotipada perguntando se o cara estripado tava morto, ou a shelby gravando a agnes prestes a matar ela (alo scream queens). Dito isso, quase ninguém percebeu que apesar do matt ter matado um dos polks na dramatização, nesse episódio os 3 estavam lá vivos. E também, que os polks tm câmeras de vigilância instalados na plantação de maconha deles. Moderninhos ne? A versão real da the butcher muito mais medonha, e a moma polk bem mais sádica que a da frances (embora não saiba dizer qual minha preferida). Enfim, é isso.

  • Walber Lima

    Eu sempre adorei toda a atmosfera de AHS (tirando Hotel que para mim foi dificil de acompanhar de tão ruim que achei), principalmente pela direção e roteiro de Ryan e Brad, que eu sou fã desde NipTuck e depois Glee mas ao mesmo tempo nunca fui de me horrorizar ou ficar tenso vendo um episódio como está sendo essa temporada.

    Para mim, foi o episódio mais tenso, angustiante de TODA a série, da temporada com certeza meu episodio preferido, e um dos melhores de toda a série (Freak Show e Asylum entregaram episodios otimos tmb)

    Lily Rabe destruiu nesse episódio, ficou um pouco inverossímil ela matar Matt assim, apesar de que depois de todos os traumas que passaram tudo é possível, e pelo choque da cena valeu

    Engraçado que a maioria do horror e das mortes foram por humanos até agora, mostra como é mais perigoso os vivos mesmo.
    E o fato de mostrar a versão real tão assustadora e eles não falarem, para mim tá sendo sensacional, eu to em êxtase com essa temporada. Sarah Paulson, Angela e a mãe da Tara tão fodas tmb, a frase da Audrey realmente foi mt engraçada rsrs

    Enfim, ótimo episódio para um ótima temporada.

    PS: Henrique suas reviews realmente fazem a diferença na experiência em assistir a série, perfeita a review

  • Lucas

    Que episódio genial. Essa temporada está mesmo de parabéns, Ryan largou a preguicinha de lado e tá mostrando o que sabe fazer de verdade. Amei o formato do episódio, com as personagens filmando umas as outras pelo celular, o resultado ficou excelente. Kathy Bates, acho que em nenhuma outra temporada de AHS a atriz esteve tão entregue, eu torci pra verdadeira Açougueira nao matar ela no final só pra poder ve-la de novo. O Ryan soltou alguns spoilers de que a Taissa Farmiga e a Lana Banana de Asylum vão aparecer em Roanoke, expectativas criadas com sucesso!

  • Maysa

    Roanoke já é minha temporada preferida, todos os episodios foram ótimos.
    Já podem entregar o Emmy pra Kathy Bates.

    Espero que a Lee não tenha morrido, quero que ela seja a sobrevivente no final.

    • Bruno

      Bates merece dois Emmys depois desse episódio haha

  • Lucas

    No IMDB diz que a bruxa é a Alexandra Daddario…

    • Livia Clelis Luiz

      O IMDB, não sei pq, está errado. A bruxa é a Lady Gaga.

  • Marcos Bastos

    Adoro quando os personagens estão se filmando com celulares e os pontos de vista se alternam, tudo sincronizado (não sei se foi tudo num único take com eles realmente filmando ao mesmo tempo ou filmado varias vezes de pontos de vista diferentes, mas achei genial, melhor que apenas com uma câmera)

  • Matheus

    Eu adorei esse ep., esse colocou essa temporada, na minha opinião, empatada com Asylum como as melhores, pelo menos até agora, não sabemos o que teremos para frente…

  • Cleverson

    Adorei esse episódio, a atuação de Lily lembrou muito a de asylum, onde ela diz “Eu sou o diabo”, mostrou mesmo os demônios dentro dela, e a atuação impecável, o episódio foi tenso, lindo, e só de imaginar que dessa vez Lily ser a principal do show fez com que eu amasse demais essa temporada. Asylum pecou no final, será que Roanoke terá o final que tanto desejamos desde a primeira temporada?

  • Onde o Finn apareceu que nem vi?

    • Bruno

      Ele era o filho Polk que tava gravando